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29 abril, 2026

Zuleika dos Reis - Autora de: AZUL & PEDRA

Zuleika dos Reis
Paulistana, professora aposentada, estreia na literatura com Poemas de azul e pedra (1984).
Em 1989, publica Espelhos em fuga pela Editora Objetiva; em 2008, Flores do outono pela Editora Arte Paubrasil; pela Editora Scortecci Sonetos no outono de 2018, nesse mesmo ano; em 2022, Nos campos minados alguma canção; em 2023, Cela de Estar e Todos os bichos são iguais; em 2024, Hidra Inofensiva para Heroísmo Nenhum e Tempos Modernos. Ainda em 2024, Haicais entre quatro paredes pela Telucazu Edições. Sua poesia é apresentada por Nelly Novaes Coelho no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (2002), pelo selo Escrituras.

Azul & Pedra
PEQUENA PALAVRA
Em 1984 publiquei meu primeiro livro o “Poemas de Azul e Pedra” a dizer da condição humana, suas perplexidades, suas perguntas de difíceis senão impossíveis respostas, a solidão e algumas luzes de ser e do ser (...).
Passados 42 anos resolvi fazer outra publicação dos poemas daquele livrinho, agora com o nome “Azul & Pedra”, antes de tudo porque minha escrita está em crise profunda e pensei que, ao fazer ‘rasto atrás” até os começos, algo novo possa vir a brotar, alguma planta, ainda, da minha lavra. A outra razão, mais prosaica: o nome “Poemas de Azul & Pedra” não consta sequer no Google, logo é como se o livro nunca tivesse existido, e ele existiu. Preciso reafirmar sua existência.

ENTREVISTA

Olá Zuleika.   É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Como todos os livros de poemas, as questões de sempre: amor, sexo, vida, morte, as perplexidades diante do real, o real e seus simulacros... e por aí vai.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Corria o ano de 1983. Eu estava nos inícios da trajetória como professora de Português na Rede Municipal de Ensino de São Paulo.
Sempre escrevi poesia, desde os mais tenros anos. Seja como for, nunca havia pensado em publicação. Naquele longínquo 1983 tive contato com uma pequenina editora, anônima, dessas “fundo de quintal”, que propôs a publicação de meus poemas. A edição custava pouco, mas, eu estava “a nenhum”. Comentei essa proposta com meus colegas professores, apenas por comentar. Qual não foi minha grata surpresa (gesto que guardo no coração desde sempre): Sem que eu tivesse a mínima suspeita foi feita uma “vaquinha” e, algum tempo depois, me presentearam com o valor total da edição.
Perguntei a Carlos Felipe Moisés, que havia sido meu professor na USP (e se tornou amigo de vida inteira) se ele me daria a honra de escrever um prefácio. Generosamente, ele o fez, e assim o “Poemas de Azul & Pedra” nasceu, em 1984. Esse nome sequer consta mais no Google, embora o livro exista. O “Azul & Pedra” é a reafirmação da existência daquele primeiro. Um livro de poemas para público adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
O presente livro “Azul & Pedra” é “remake” do meu primeiro livro “Poemas de Azul & Pedra”, publicado em 1984. Até agora foram 10 livros. Não tenho exatamente projetos no mundo das letras. Com 10 livros publicados poderia até dizer que tenho uma carreira literária. Não creio seja esse o caso.

O que te inspira escrever?
Escrevi meu primeiro poema aos 9 anos, também porque desde quando se completou minha alfabetização, sendo criança bastante introspectiva, comecei a ler “compulsivamente”. A leitura, por si só, já é grande estímulo para a escrita. No mais, tudo pode ser estímulo: sentimentos de dor, de prazer, a observação da natureza, das cenas do cotidiano, a consciência dos conflitos, das guerras, as necessidades de natureza espiritual (...).

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Encantar leitores? Difícil responder. Como todo autor, julgo que meu livro merece ser lido. Após 42 anos com 10 livros publicados, novamente os poemas iniciais. Para quem tenha lido os outros livros, ao menos alguns deles, uma volta às matrizes da minha escrita, o que pode ter algum significado.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Por um autor da Scortecci, Jorge Lescano.

Obrigada pela sua participação.

Veridiane Lucas - Autora de: AMOR E PROZAC

Veridiane Lucas

É uma pessoa simples, amiga, verdadeira. Mora no interior do Paraná precisamente em Irati.
Nascida em uma cidade pequena do interior sempre gostou de escrever sua maior paixão gosta de desenhar nas horas livres formada em técnico de enfermagem porém não exerce a função.
Desde muito cedo descobriu o gosto pelo mundo dos livros e pela leitura, Amor e Prozac é sua primeira obra oficialmente lançada.

Amor e Prozac

É poesia pura, misturando a instabilidade de um transtorno e o sentimento mais nobre que existe: o amor. Esse sentimento, por assim dizer, puro e inconstante, muitas vezes correspondido, outras ignorado, nos faz perder a cabeça. Não é mesmo? Na obra encontramos a vida, o cotidiano de uma pessoa com transtorno bipolar, mas que também ama, também sente, também é humana. Na forma mais orbital que uma pessoa pode ser. Mostra uma pessoa em tratamento, mas que também erra, também bebe, também fuma, sem reservas. Pois eis que, sendo humana, tem o direito de poder errar também. Ama as pessoas erradas com o maior fervor, se entregando de cabeça sem pensar nas consequências. Podemos ver ainda, em certos pontos do livro, relatos de terceiros. Não se trata de pessoas reais, e sim de fatos que geralmente acontecem na sociedade com aqueles que travam batalhas contra algum transtorno que sofrem. Neste livro é possível ver, quase que milimetricamente, as venturas e desventuras do amor. Amor conturbado, que ora fere, ora traz paz pro coração. Além do subconsciente de uma pessoa com transtorno bipolar, mostrado de uma maneira única, sutil, leve. E como esse sentimento vai se moldando à medida que se viram as páginas.

ENTREVISTA

Olá Veridiana.

Do que trata o seu Livro?
O livro amor e Prozac trata de dois temas principais: o amor, que é uma linguagem universal e seus percalços. O transtorno bipolar e a saga de alguém que se apaixona nessas condições.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu de repente, foi numa tarde qualquer com a cabeça cheia de pensamentos criativos. O público do livro são pessoas intensas que amam, sofrem, que não tem medo de se mostrar ao mundo como são.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Bom eu, Veridiane sou uma pessoa simples, amiga, verdadeira. Moro no interior do Paraná precisamente em Irati. Sou técnica de enfermagem não atuante. E quanto ao projeto no mundo das letras: primeiro de muitos, inclusive a passos lentos, já estou trabalhando em um romance.

O que te inspira escrever?
Acho que minha fé no mundo e nas pessoas boas que ainda existem nele! enquanto as pessoas ainda segurarem livros nas mãos ainda existirá magia nele.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Com toda certeza do mundo, meu livro merece um lugarzinho no coração do leitor.
Porque ele foi feito com muito amor e há uma certa leveza e beleza em cada página.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Eu sempre fui uma leitora assídua, li vários livros e alguns eram da editora Scortecci. Fiquei fascinada com o cuidado da capa até a última página. Então eu pensei, um dia eu chego lá. E quando eu estava pronta pra me lançar, eu procurei a Scortecci!

Obrigada pela sua participação.

25 abril, 2026

Alcindo Tenório Pereira - Autor de: ALDRAVIAS E HAICAIS

Alcindo Tenório Pereira
É natural de Bastos (SP), mas cresceu em Rancharia (SP), sua cidade de referência. É Bacharel em Direito e Ciências Sociais. Casado, pai, avô e bisavô.É autor de vários livros de poemas (FEITO DE AMOR E SAUDADE e IDEOLOGIA, EROTISMO E OUTROS TEMAS) e de um conto infanto-juvenil, além de publicações em antologias.
Reside na Capital paulista.

Aldravias e Haicais
Poemas nas formas "Aldravia" e "Haicai". A primeira forma nasceu na cidade de Mariana (MG), e a segunda forma é originária do Japão, por volta do Século 19. O livro é composto de poemas: ALDRAVIAS - nascidos em Mariana (MG), com 6 vocábulos unívocos, e DE haicais, originários do Japão do Século 19, composto de três (3) versos, respectivamente de 5 (cinco) sílabas no primeiro e terceiro verso e sete (7) no segundo. No Brasil, dada a grande diferença de idiomas, a métrica pode ser alterada em poucas sílabas. A meta é colocar a concentrar mais poesia em menos versos.


ENTREVISTA

Olá Alcindo.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Meu livro é de poemas - Aldravias e Haicais. A primeira forma é de origem bem brasileira, forma nova, ainda, nascida em Mariana (MG), mas já reconhecida internacionalmente. Consiste em seis vocábulos unívocos, distribuídos verticalmente, todos em letras minúsculas, à exceção de nomes próprios, sem rimas obrigatórias, ou métrica. O haicai é uma forma mais conhecida, de origem japonesa do século XVIII, formado por três versos, sendo o primeiro e o último de 5 sílabas e o segundo de 7 sílabas. São poemas de contemplação da natureza, de reflexão. Todavia, no Brasil sofreu alteração quanto ao número de sílabas, dada a diferença de idiomas, podendo estender-se um pouco mais. Modernamente deixa a exclusividade de contemplação da natureza, para tornar-se, também contemplação da sociedade agitada em que vivemos, adquirindo outras qualidades - humor, sarcasmo. Na minha concepção, há também que serem ambas as formas, poemas de resistência. Em ambas as formas, o sentido é que caiba em menos palavras, mais poesia.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Bem, já conhecia o haicai, mas não havia escrito nessa forma. Mas Aldravia, que vem de Aldrava, aquela peça das mansões que se bate para que a porta se abra, tem o sentido de que se leia para que se abram perspectivas, reflexões, sonhos, sentimentos. É assim que interpreto. Quem me introduziu na aldravia foi uma jovem e querida amiga de Jardinópolis (SDP), região de Ribeirão Preto, a Alexandra Miranda. Formamos um grupo de poetas dessa modalidade na região. A Alê, como a chamamos carinhosamente, realizou uma série de visitas às escolas públicas da Jardinópolis, envolveu autoridades locais, e a meninada aprendeu produziu muita coisa. Foi até realizado um concurso com distribuição de prêmios, uma festa linda. O público é formado por pessoas que gostam de literatura, que se interessa por conhecer coisas novas, não é um público específico.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Hum...Sou um homem a quem o tempo já levou os cabelos e o que restou tornou-se branco. Casado, pai, avô, bisavô. Se o tempo me deixou suas marcas, não me marcou com pessimismo. Continuo amando a natureza, as pessoas, a vida, e sempre buscando aprender mais, pois o conhecimento é infinito. Sou formado em Direito e Ciências Sociais, milito politicamente, acredito na evolução das espécies, ateu com a graça de Deus. No mundo das letras? Bem, vou escrevendo...Esse é o meu terceiro livro publicado pela Scortecci, além de um em parceria com meu genro, Rodrigo Adélio, Juiz do Trabalho. Meu primeiro livro foi editado no Rio- um conto infanto-juvenil (que muitos não consideram essa possibilidade), em parceria com uma neta que contava então 9 anos de idade - Juliana - hoje médica e mãe. Foi lindo, e lançamos em Recife, quando ela voltou.

O que te inspira escrever?
A vida é minha inspiração, com as personagens humanas animadas por sentimentos às vezes antípodas como amor e ódio. Quando exerci a advocacia, convivi com tantas pessoas, que buscavam o campo do Direito de família. Ali, quantos conflitos, dores, esperanças se revelavam. Às vezes deixo incorporar-me pelos conflitos vividos por um dos antigos clientes, coisas de paixão amorosa, e escrevo um soneto. Então deparo-me com um problema. Minha mulher pensa que algo está a acontecer ou se trata de um amor passado, vivido, e tenho que desmanchar-me em profundas explicações e demonstrar que por detrás do EU LÍRICO, ESCONDE-SE OUTROA PESSOA.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sem falsa modéstia, creio que sim. Um livro é escrito com a perspectiva de que alguém se interesse em conhecer coisas novas. No presente livro, como disse anteriormente, há o máximo de poesia em poucas linhas, o que o torna atraente.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Nem me lembro mais, acho que foi pela Internet. Mas meu primeiro contato foi em 2011, com lançamento de dois livros de poemas: "feito de Amor e Saudade" e "Ideologia, Erotismo e Outros Temas".

Obrigado pela sua participação.


Lucio Marrero - Autor de: NÃO VIEMOS PARA FICAR

Lucio Marrero
É médium, psicanalista, escritor, filantropo e orador espirita.
Nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo SP em março de 1960.
Foi militar da Força Aérea Brasileira e é formado em Letras pela Universidade Camilo Castelo Branco, de São Paulo.
Estuda a doutrina do Espiritismo há mais de trinta anos, tendo iniciado seus estudos no Centro Espirita Bezerra de Menezes, na capital paulista.
Foi dirigente do curso de Aprendizagem da Doutrina Espirita. CADE, ajudou e trabalhou na implantação da psicoterapia em grupo, entre outros trabalhos da casa.
Atualmente realiza tratamentos espirituais, cirurgias espirituais em diversas casas espiritas em São Paulo e outros Estados e Países.
Sua agenda de apresentações pode ser acompanhada em sua página do facebook.
Apresenta o programa Ensinamentos da Espiritualidade pela Rádio Paulista Web, quem ouve nunca esquece todos os sábados, as 7h40 da Manhã – Ressignificando uma, nova história em sua vida.
Conheça obras de Lucio Marrero com intuições da espiritualidade amiga com reflexões que inspira, transforma e nos fortalece, publicado pela Editora Scortecci. - Lições Edificantes pelos Diversos Espíritos. - 2020 – O Acalento da Espiritualidade. - A Filha de Outra Vida. - Não Viemos Para Ficar.

Página do Facebook: Médium Lucio Marrero

Não Viemos Para Ficar
Nesta obra comovente e iluminada, o médium Lucio Marrero nos convida a atravessar os véus da existência com serenidade e consciência. Guiado por seus amigos espirituais, ele compartilha preciosos ensinamentos sobre cura, evolução e a verdadeira razão da nossa passagem pela terra. Com compaixão e sabedoria, o autor nos conduz por experiências transformadoras, mostrando que até mesmo diante de uma doença crônica grave é possível encontrar sentido, propósito e luz. A vida é efêmera, mas a alma é eterna. Entender essa verdade muda tudo. Por meio de práticas espirituais simples e profundas, este livro é um abraço para quem busca viver com leveza, servir com amor e compreender que o que chamamos de “morte” é apenas o início do reencontro com o Divino. Somos todos viajantes da alma. E aqui, nesta obra, encontraremos um caminho para trilhar essa breve jornada humana com dignidade, fé e esperança.

ENTREVISTA

Olá Lucio. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Mediunidade, espiritualidade, doenças, curas.
Guiado pelos amigos espirituais compartilhamos preciosos Ensinamentos sobre a cura, evolução e a verdadeira razão da nossa passagem pela terra.
Com compaixão e sabedoria conduzindo o leitor através de experiências transformadoras, mostrando que até mesmo diante de uma doença crônica grave é possível encontrar sentido, propósito e luz. Por meios de práticas espirituais simples e profundas.
Posso dizer que este livro é um abraço para quem busca viver com leveza, servir com amor e compreender que o que chamamos de "Morte" é apenas o início do reencontro com o Divino.
Somos todos viajantes da alma, e aqui nesta obra, encontraremos o caminho para trilhar essa breve jornada humana com dignidade, fé e esperança.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Nossos livros, todos eles do qual sou Mensageiro, a ideia de escreve-lo veio através dos amigos da espiritualidade, e ela destina a todos os públicos independente da sua religião.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu Lucio Marrero, estudo o espiritismo há mais de 30 anos.
Sou Médium, Psicanalista, Escritor Filantropo e Orador Espírita.
Eu me apresento pelo Brasil e até em outros países, levando o Tratamento e Cirurgia Espiritual sem corte no corpo físico.
Todos Gratuitos.
Todas a renda obtida com as vendas dos livros, são revertidas as obras assistenciais.
Meus projetos enquanto estiver aqui na terra é continuar recebendo intuições dos amigos da Espiritualidade. E que através dos nossos livros possamos acalentar muitos corações.
Este é o nosso quarto Livro pela Editora Scortecci.
Já tenho outro escrito que em breve será publicado.

O que te inspira escrever?
Quanto aos nossos livros o mérito são todos dos meus amigos da Espiritualidade que estão sempre ao meu lado me conduzindo através das intuições, neste momento tem um amigo espiritual ao meu lado.
Eu sou apenas um Mensageiro nesta breve passagem pela terra.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Independente da religião de cada um, nossos livros merece ser lidos, porque traz um acalento e um entendimento de que o amor é infinito e nos dá novas oportunidades de aprendizados, esperança amor e positividade para superarmos os desafios imposto a cada encarnação, com intuições da espiritualidade amiga, com reflexões que inspiram, transformam e nos fortalecem.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Como eu já disse anteriormente em outras entrevistas, quando eu conheci uma senhora que já havia publicado uns livros de poesias com a Editora Scortecci e me indicou. Isso quando publiquei nosso primeiro livro. Eu estou muito satisfeito com as equipes de profissionais altamente capacitados que sempre nos esclarece nossas possíveis dúvidas.

Obrigada pela sua participação.

22 abril, 2026

Iraci Costa Ferreira - Autora de: FASES DE MIM

Iraci Costa Ferreira

Nasceu em 6 de dezembro de 1962 em Santa Cecília do Pavão (PR), onde viveu com os pais e o irmão até os 10 anos. Cresceu em uma fazenda de café nos arredores da cidadezinha de São Jerônimo da Serra, da qual guarda as melhores lembranças.
O primeiro contato com a leitura foi aos 15 anos, quando em uma noite, na volta do trabalho, encontrou um livro esquecido por alguém no banco de uma composição ferroviária. Esse livro fez toda a diferença em sua vida, mudou sua história e a ensinou a enfrentar as adversidades que a vida lhe apresentou.
Em 2012 lançou seu primeiro livro, Infinita paixão, em que conta a história de um triângulo amoroso cercado de sofrimento, drama e muito amor.
No mesmo ano, participou da Antologia de Poesias, Contos e Crônicas Nossa História, Nossos Autores — Volume II, organizada pela Scortecci Editora.
Em 2022 lançou seu segundo livro, Uma vida para Ana, que mostra que o amor acontece o tempo todo, independente de estarmos preparados ou não, e pode salvar vidas.

Fases de mim
Ela foi abrigo, muralha, silêncio.
Essa história sobre uma mulher que depois de ter passado uma vida inteira sendo forte, carregando dores traumas e sofrimentos vivido, durante sua infância adolescia e vida adulta, de repente se vê questionando sua existência, tentando entender os sentimentos.
Durante anos, ela vestiu a armadura da força. Enfrentou dores que ninguém viu, sobreviveu a traumas que ninguém perguntou. Agora, quando tudo parece desmoronar por dentro, ela se pergunta: E se a verdadeira coragem for permitir-se sentir?
Esta é a jornada de uma mulher que, ao tocar o fundo de si mesma, descobre que há beleza na vulnerabilidade. A Infância marcada por silêncios. Adolescência cheia de feridas. Vida adulta construída sobre sobrevivência. Mas quando os sentimentos finalmente transbordam, ela percebe: não dá mais para fugir de si mesma.
Um relato poderoso sobre o peso de ser forte o tempo todo — e a libertação que vem quando se escolhe viver.
Este livro é um convite à introspecção, à cura e à coragem de se reinventar. Porque às vezes, o maior ato de força é se permitir ser frágil.

ENTREVISTA

Olá Iraci.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro é uma autoavaliação da minha vida e das pessoas que fizeram parte dela.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasceu de uma reflexão profunda sobre minha história, minhas dores e traumas. Inicialmente, escrevi com a intenção de que meus filhos me conhecessem melhor. Mas, se minha trajetória puder alcançar outras pessoas e fazer alguma diferença em suas vidas, será ainda mais gratificante.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Este já é o meu terceiro livro, e representa um sonho realizado.

O que te inspira escrever?
A vida.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que sim. O que torna a obra especial é o fato de ser uma história real, vivida intensamente em todos os sentidos.

6. Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Estava em busca de uma editora e encontrei a Scortecci.

Obrigada pela sua participação.

Marizia Cezar - Autora de: NA ROTA DA SEDA

De nome Artístico MARIZZIA CEZARE – como também se assina Artista Plástica e Compositora; com publicações Contos, e especialmente HQ, em Antologias Anteriores desde 1987 até o momento; são doze livros de objetivo ambientalista como legado para os filhos, netas e ao vindouro bisneto(a), viagens pela Literatura através da Música e Pintura, ECO ARTETERAPIA, performance Psicologia Arquetípica ou Astrologia, com Pesquisa e Estratégias de Resoluções Positivas em Arteterapia – Facilitação TEMPO E PAZ – publicados pela Ed Scortecci até 2024: 1. Poemas do Amor a Vida, 2. Poemas do Amor a Paz (2011) 3. Terra História de Amor (2014) 4. Terra Navegação e Cultura de Paz (2016) 5. Jornada Terra a busca da Linguagem da Paz (2018) 6. Ópera Selvagem (2020) 7. Na Morada do Encantamento Quando Primavera Havida (2020) 8. Gato e Sapato (Tratado Lúdico de Convivência Social), Infantojuvenil Pingo de Letra (2021) 9. Cântico dos Cantos (2022). 10. Casinha de Arteterapia: O Livro (2023) 11. As bem-aventuranças de Gaia (2023). 12. Noite Alta Maré Alva (2024)

Tratado da Reforma do Edifício de Igreja traz ARGUMENTO de convicção à importância do conhecimento cultural, abordagens de discurso do Objeto e interpretação do Território. Enquadre enredo energia criativa, por hipótese bioplasma e psicosfera.
Ficção: quaisquer semelhanças se atenham meras coincidências por exaltarem-se inspiração imaginário e real em versão sutil espiritual no entendimento do inventário de ideias típicas, perfis de mistério na voz, tradição folclore, mito abadia em ruínas; lendárias personagens Engenharia e Psicologia afins cosmoéticas pregressas na atmosfera própria arquetípica de Monumento e Princesa. História embalada Literatura pró Turismo, identidade original Cultura Britânica. Camadas do ornamento postas de lado: Empenho - Modo de fazer Emergência, coisas e fatos - OPÚSCULO CONVITE.
Configura-se pertencimento a caminho da Leitura de Cenário ao Planejamento Sociocultural. Distanciamentos, nos sonhos recorrentes lembrete de ressignificações: “Jesus e Salvador, nossos pais, ele Y, morávamos na mesma rua, mesma sala-de aula 6° ano Ensino Fundamental aprendemos o ABSTRATO nas expressões algébricas brincamos carnavais”, foto GÁLIA, “o jardim, ali sentamos no banco da praça”. Cada qual sua família, sonhos contínuos por décadas até 2023, e morreu! De novo em sonhos - ou Projeção Lúcida Consciencial? encontros Igreja pia batismal à luz dos séculos, CONCRETO e Comunicação Mental. Calendário Cósmico, reflexos de raios, matemática interdimensional ciclos-reciclos e reciclagens óbvias, corresponsabilidade ética comunitária local onde se nasceu ou viveu ao ir embora somos todos Terra! DESAFIO À TESOURARIA, época dos danos bélicos, eventos devastadores climáticos, recomposições convívio/ reeducação, cura de moléstia grave à Ciência assinala extrapolações.

ENTREVISTA

Olá Marizia.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro NA ROTA DA SEDA traz COMPLETUDE para minha Obra Literária - Capodanno ou Capolavoro, - termo que remonta à Idade Média na obra que um aprendiz precisava apresentar a uma guilda (companhia de ofício) para provar sua competência e se tornar um "mestre", usado para descrever o melhor trabalho de um artista ou uma obra técnica desígnio artístico excepcional. Magnum Opus (latim).

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Não possuo redes sociais, mas, casualmente online, soube da Reforma necessária porque está em ruinas a construção pelos ingleses desde há quase um século, década anos 30, da Igreja de São João na Fazenda Cia. Inglesa e ora sob Tombamento Patrimônio Histórico e Cultural. Lá onde lecionei década anos 70 desde logo da formação no Magistério em Gália SP, sendo Galiense, nascida no meio rural e produção do casulo (Artista Plástica Marizzia Cezare, Quadros Pintura no Livro). Procurem e confiram tais ativistas comunitários no facebook O Grupo "Juntos Pela Igreja da Companhia Inglesa – Gália/SP" - assim resolvi por Adesão Literária manifestar interesse na ideia em consistência para valorizar a Cultura Inglesa (percepção, será o melhor modo de contato direto para resolver altos custos de restauração e ao se manter para o Público (leitores caracterizem-se Posteridade) a Amizade entre Diplomata (Edifício minha residência) e relações na História entre Brasil e Inglaterra. Imagem da PRINCESA DE GÁLIA, a PRINCESINHA DA SEDA, versus entrelinhas menção honrosa a Princesa de Gales), - como Sugestões formato FICÇÃO instruir proposição servível aos galienses sendo hoje DATA DO 98° ANIVERSARIO DO MUNICIPIO DE GÁLIA 14 de ABRIL, sejam oportunamente através de caminhos oficiais aos encaminhamentos internacionais para o Consulado do Reino Unido.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Depois de conquistar o 1° lugar em Poesia “Requiem para uma princesa” (Menina moça da pele de seda sentada na areia os olhos no céu...) num Concurso Empresarial tive o livro como passaporte pela exigência regulamento da catraca e participei do evento II Congresso Brasileiro de Escritores realizado em São Paulo, entre 19 e 21 de abril de 1985. Organizado pela União Brasileira de Escritores (UBE) lembrado como um momento de reaproximação entre o poder executivo e a classe intelectual, simbolizando a abertura política pós-1985. O presidente José Sarney (nos cruzamos nos bastidores surpresa ao subir escadarias), ele abriu o evento, recebido pela escritora Lygia Fagundes Telles (esta interrompeu a foto ao ver-me do lado de fora da lente, deixou o seu posto, abraçou-me e disse ao fotógrafo da União Brasileira de Escritores: “- Agora pode!”. Dali, conheci o escritor Luiz Avelima com troca de correspondência (consta carta dele em publicação Scortecci).

O que te inspira escrever?
Após experiência pessoal em família com CA em Remissão acompanhei o paciente com Pesquisas sucessivas de Arteterapia (especialização e pós graduação) e Psicologia Arquetípica Junguiana com Astrologia em Pesquisa de campo – toda a obra com Musicoterapia (sou compositora - Ópera Selvagem Scortecci com Partituras Autorais) e Vivências em Pintura coletiva em Arteterapia, de 1990 até 2020. Voltei a escrever para concluir TCC em 2012 POEMAS DO AMOR A PAZ “Transdisciplinaridade representa para mim TRANS SÍNTESE nesta apresentação holo práxis...”, tendo participado 25.09.2010 - 12.12.2010 Brasil / São Paulo / São Paulo – Fundação Bienal de São Paulo ... 29ª Bienal Internacional de São Paulo; 29ª Bienal ...como Acervo do Brasil nas Bienais Internacionais o LIVRO OBJETO RECICLO-RECICLO com Marilá Dardot na Bienal de Artes Internacional 2010 em SP.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
TODO LIVRO MERECE SER LIDO por respeito ao Autor por discutíveis critérios pessoais para o rejeitar. O alvo desse livro para encantar os leitores está no contexto ficção como inspiração imaginário e real em versão sutil espiritual no Monumento grandioso de Princesa Imagem na tradição folclórica.
Este livro NA ROTA DA SEDA traz o moderno perfil no conceito Causas Humanitárias Memória e Ações de Graças como Integração Ética Comunitária nos tempos de acolhimento jurídico a diversidades; em 23 de outubro 2025 na Capela Sistina Roma Itália, monarca britânico e um papa em 500 anos, citação Rei Charles III ao Papa Leão XIV no foco Diálogo Ecumênico: Sustentabilidade e Ecologia Íntegra, vide Turismo Ecológico, Galia e Pesquisa.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
SINCRONICIDADE: 13
Editora Scortecci começou na sexta-feira 13 de agosto de 1982, loja 13, Rua Teodoro Sampaio: Em 1982 vivenciamos o Câncer infantil e 1987 escrevi o livro POEMAS DO AMOR A VIDA após a Remissão, textos com psicografias em Centro Espírita na Vila Mariana SP SP; estava pesquisando preço de Escrivaninha na Rua Teodoro Sampaio, entrei na Galeria Pinheiros apresentei-me e fui recebida com um beijo, empatia de característica do reconhecimento de personas de vidas pregressas, ali assinei o Contrato Editorial de Autor Independente, e até 2026. São 13 livros com objetivo sempre da liberdade de publicar assunto de interesse ARTE E PSICOLOGIA, PESQUISA, e distanciamento do marketing comercial tradicional.

Obrigada pela sua participação.

18 abril, 2026

Benedita Lima Cristófoli - Autora de: O SÍTIO DA TIA MARIETA

Benedita Lima Cristófoli

É mineira, nascida na cidade de Luz, tendo escolhido o estado do Paraná para residir. É mãe de quatro filhos, avó de vários netos e bisnetos.
Sempre primou por uma vida compartilhada com a família e amigos.
Benedita sempre sonhou longe, gosta de viajar e estar perto de quem realmente importa. É escritora, e em sua trajetória literária conseguiu transcrever boa parte de sua história, e de vários de seus sonhos em sua obra composta por cinco romances, seis livros infantis, além de relatos também em diversos contos.
Entre um livro e outro, cursou a faculdade de Pedagogia, desenvolveu projetos para a Educação de adultos, para a qual lecionou. Fez formação em Hata Yoga. E, paralelamente às suas muitas atividades, realizou várias viagens por todo o Brasil e vários lugares no mundo.
Em 2023, Benedita representou muito bem o Brasil, sendo convidada a expor seus livros na Central Library of Manchester, na sessão especial dedicada à língua portuguesa. Em 2024, participou da Bienal do Livro de São Paulo.
Benedita é presença constante na Academia Mourãoense de Letras, e sua jornada literária continua a florescer. Atualmente conta com mais dois livros em fase final para lançamento em 2026.

O sítio da Tia Marieta

Uma história encantadora sobre amizade, descobertas e a magia das férias no campo: Robertinho leva os amigos João e Carlos para passarem férias no sítio onde ele mora com Tia Marieta. Eles vivem muitas brincadeiras e aventuras em meio à natureza. Entre descobertas e aprendizados, os meninos criam lembranças inesquecíveis e se despedem cheios de saudade daqueles dias felizes.
Ilustrações: Tiago Silva




ENTREVISTA

Olá Benedita.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que se trata o livro?
Robertinho leva os amigos para passarem férias no sítio onde ele mora com a tia Marieta. Foram dias de muitas brincadeiras e aventura em meio a natureza, entre descobertas e aprendizados.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu objetivo é desenvolver na criança o gosto pela leitura.
É para crianças e adultos, todo mundo traz dentro de si uma criança.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O Primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou feliz e realizada, mesmo tendo começado mais tarde. Ao longo desse caminho, tive a oportunidade de estudar, concluir um curso acadêmico e publicar meus livros: Sonhos realizados.

O que te inspira para escrever?
Me inspira a natureza, viajar, ler e sonhos repetidos que tenho com frequência. Além do lago, “O sítio da Tia Marieta” que ganhei de presente.

O seu livro merece ser lido? Oque ele tem de especial e capaz de
encantar leitores?
Todo livro merecerem ser lido, em cada livro que ler, sempre se adiciona algo interessante.

Com ficou sabendo e chegou até a editora Scortecci?
A escritora Cristina Glaúcia Mota, me indicou a editora Scortecci.

Obrigada pela sua participação.

Raul Borges Guimarães - Autor de: A CHUVA SIMPLESMENTE CHOVE

Raul Borges Guimarães
É mineiro, professor titular do Departamento de Geografia da UNESP de Presidente Prudente. Formado pela PUC-SP em geografia, foi professor da Educação Básica no Colégio Equipe de São Paulo na década de 1980, publicou diversos livros didáticos e especializou-se em Geografia da Saúde desde quando ingressou na carreira docente em 1990. É bolsista produtividade do CNPq, com livros e artigos sobre saúde, ensino, cartografia temática e planejamento territorial. Recebeu o título de “Cavaleiro do Mérito Educativo” pelo Ministério da Educação e o Prêmio Josué de Castro pelas suas contribuições para o desenvolvimento das políticas de educação e saúde no Brasil.

A chuva simplesmente chove
Neste livro de crônicas, se mostra um guardião de memórias coletivas. Mergulhando no universo de lembranças da infância, da juventude, em vivências intergeracionais e em acontecimentos singulares ou históricos, exala lugares que habitam em nós e que necessitamos explorar. Reflexões pontuais apontam rizomas universais que envolvem ancestralidades, mitologias, o cuidado com o meio ambiente, as artes, a literatura e tantas outras vertentes da vida que tanto fazem falta para a construção permanente de nossa subjetividade e vida saudável, com tomada de consciência sobre as ideias e valores que nos rodeiam. Enfim, nas crônicas deste livro o tempo tem gosto, tem aroma e não é linear. O tempo não para. Não há presente, passado e futuro: o tempo é memória e memória é tempo.

ENTREVISTA

Olá Raul.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro reúne crônica que escrevo semanalmente no jornal O Imparcial, município de Presidente Prudente. Trata-se de cenas cotidianas, assim como situações vividas como professor universitário.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Fui formando um público nas redes sociais, que acompanha semanalmente a minha produção. A publicação do livro significou um balanço da escrita dos últimos 5 anos e o fechamento de um ciclo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou professor da UNESP há 36 anos e professor de geografia desde 1982.
Tenho vários livros didáticos e obras acadêmicas. O livro de crônicas é o primeiro de outros projetos. Já tenho 270 crônicas aguardando outras publicações. Talvez comece a escrever contos também.

O que te inspira escrever?
Sempre parto de alguma situação cotidiana, mas a escrita me leve para relações familiares, intergeracionais (com meus estudantes) e reflexões mais gerais acerca da vida social.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
O livro foi preparado por um editor experiente, que conseguiu organizar a obra de maneira que o leitor vai progressivamente se envolvendo com os temas. São textos curtos, mas numa linguagem direta, mas também afetiva e poética. É uma oportunidade para conhecer um pouco mais de perto a vida de um professor.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quem me indicou a editora foi José Castilho, criador da Editora da UNESP e grande amigo. Tive o privilégio de ter a apresentação do livro escrito por ele.

Obrigado pela sua participação.

05 abril, 2026

José Seráfico - Autor de: HÁ POESIA EM TUDO

Nome literário de JOSÉ da Silva SERÁFICO de Assis Carvalho, nascido em Belém do Pará, iniciou sua viagem em 23 de abril de 1942. Seu percurso inclui a passagem por estabelecimentos de ensino exclusivamente públicos (Grupo Escolar Pinto Marques; Colégio Estadual Paes de Carvalho e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará). Recebeu o diploma de bacharel em 1965. Demorou pouco tempo advogando. Fez-se Professor de Administração pela Escola Brasileira de Administração Pública- EBAP (I PRONAPA, Programa Nacional de Aperfeiçoamento de Professores de Administração), na Fundação Getúlio, Vargas, Rio de Janeiro, em 1967. Completou o currículo escolar em cursos de pós-graduação (Desenvolvimento Econômico, CEPAL; e Administração de Projetos Universitários – Escola Interamericana de Administração Pública- EIAP/FGV).
Aos 12 anos de idade, foi atraído pelas letras. Na 2ª série do CEPC, manteve um “jornalzinho”, de um só exemplar, “O Clarim”. Wagner de Andrade Figueira, amazonense, era seu colega nessa primeira aventura “jornalística”. Ginasiano, dirigiu o “CEPC”, do Centro Cívico Honorato Filgueiras. Universitário, com um colega (Mariano Klautau de Araújo), dirigiu o TABLÓIDE-UAP. Então, já trabalhava ano Jornal do Dia, Belém-PA.
Transferido para Manaus, foi editorialista de A Crítica por mais de 20 anos. Produz artigos semanais assinados, editados por esse mesmo jornal. Permaneceu por anos como articulista de O Liberal, de Belém. Superam os 3.000 os artigos editados pelos dois diários, mais os que tem publicados em outros veículos. Num deles, do Instituto de Estudos Avançados, da USP, é parceiro do sociólogo Marcelo, seu filho. Escrevem sobre a zona franca de Manaus.
Adolescente, participou de grupos literários de que foi fundador, com outros colegas de viagem: Silogeu dos Novos e Centro de Propagação Cultural, ambos em Belém. Só em 1995 teve publicado o primeiro livro de sua autoria – Memórias Talvez Precoces, CEJUP, Belém, PA. (Se desdenharmos da plaqueta com que foi classificado em primeiro lugar, em concurso nacional promovido pelo Conselho Federal de Administração, sobre o estágio supervisionado (1984).

É uma afirmativa cheia de verdade, assim como se sabe que não há palavra poética, toda palavra é poética. Se houvesse palavra poética isso daria ao poeta um trabalho bem maior do que tem ao escrever um poema. Ele estaria o tempo todo ocupado em procurar palavras poéticas para expressar sua emoção, crisântemo, cristalino, crepúsculo, etc., referindo-se apenas a palavras começadas pela consoante c. No entanto, todas as palavras, com início em todas as consoantes e vogais do nosso alfabeto, são poéticas, visto ser a palavra, qualquer que seja, o instrumento com que manifestamos o sentimento ou coisa que revele a beleza da nossa caminhada pela vida.

[...] toda palavra é poética, dependendo do trabalho que se tenha de tratar a palavra, bem ou mal, como se vê neste livro de José Seráfico, um convite a buscar a poesia em tudo.”

ENTREVISTA

Olá José. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
São poemas inspirados pela experiência de vida do autor, em cenários e situações diversas. Daí ter os poemas organizados em 3 partes - Mergulho, Da janela, Paisagem. Na primeira, o caráter introspectivo predomina. Da janela de vê a realidade mais próxima, vista pelo olhos do autor. A terceira parte contém poemas referidos a realidade mais ampla, onde o fenômeno observado ocorre.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A elaboração do livro decorreu do interesse do autor por compreender o mundo de que é parte e tentar situar-se como animal inteligente nos diversos planos da realidade. Seu eu interior e sua observação da realidade exterior.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Mais um projeto, apenas. Outros virão, se aos meus quase 84 anos de idade me for propiciado acrescentar alguns outros.

O que te inspira escrever?
O mundo e sua extraordinária variedade. O desejo de compartilhar com outros o resultado de minhas percepções e sentimentos.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Se alguém escreve, é porque deseja ser lido. Ao leitor, portanto, é que cabe destacar o merecimento do que escreve. Muitas coisas podem encantar o leitor ou fazê-lo depreciar a obra lida.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Faz anos, a Scortecci editou meu segundo livro de poemas, o VELEIDADES POÉTICAS. Depois, NADA É (NEM SERÁ)TÃO FEIO; (DES)ENCONTROS POÉTICOS e PANPOÉTICA DEMIA. Cheguei à editora, pela consulta na internet.

Obrigado pela sua participação.


01 abril, 2026

Fernanda Cangerana - Autora de: A CASA MAL-ASSOMBRADA DE MARLENE

Fernanda Cangerana
É professora, pesquisadora e escritora brasileira. Sua atuação em pesquisa científica começou em 1992, no Instituto Adolfo Lutz, onde iniciou uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela investigação aplicada, e pelo compromisso com a saúde pública e o meio ambiente.
Com mais de três décadas dedicadas à ciência e ao ensino, construiu sólida carreira acadêmica, atuando como docente no ensino superior e coordenando cursos de graduação. Ao longo desse percurso, consolidou-se como liderança educacional, aliando experiência em gestão, pesquisa e formação de estudantes.
Paralelamente à vida universitária, desenvolveu uma produção literária que dialoga com memória, história e condição humana. Sua escrita transita entre o romance histórico e o drama social, explorando temas como exclusão, heranças invisíveis, espiritualidade e as marcas que atravessam gerações.
Em A casa mal-assombrada de Marlene, apresenta uma narrativa densa e sensorial ambientada entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, revelando a intersecção entre sua formação científica — atenta ao detalhe, ao contexto e às estruturas sociais — e sua sensibilidade literária.
Também mantém uma coluna em jornal, onde reflete sobre sociedade, cultura e valores contemporâneos.
Fernanda acredita na literatura como instrumento de memória e consciência.

A casa mal-assombrada de Marlene

Algumas casas guardam memórias. Outras guardam fantasmas. Entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, destinos se entrelaçam em uma saga marcada por amor, culpa, preconceito e sobrevivência. Angélica, isolada pela lepra em uma casa construída para escondê-la do mundo. Benedita, nascida livre, mas aprisionada pelas conveniências do poder. Lázaro, ex-escravizado, erudito e idealista, que descobre no amor sua maior força — e sua maior fragilidade. Justiniana, chamada de bruxa, mas forjada na dor e nos segredos das mulheres silenciadas. Quando a doença, o preconceito e as escolhas do passado começam a cobrar seu preço, cada personagem precisará enfrentar seus próprios fantasmas. Porque há heranças que não se deixam enterrar — atravessam gerações, ecoam nas paredes e moldam o destino dos que vêm depois. Com uma narrativa envolvente e sensorial, Fernanda Alves Cangerana Pereira constrói um romance histórico intenso e comovente sobre exclusão, fé, desejo, redenção e as marcas invisíveis que o tempo não apaga. Uma história sobre casas que isolam. E sobre amores que insistem em sobreviver.

ENTREVISTA

Olá Fernanda. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A casa mal-assombrada de Marlene trata, em essência, das marcas que o passado deixa em nós. A narrativa usa a imagem de uma casa mal-assombrada como metáfora para memórias, afetos e silêncios que continuam presentes. Mais do que uma história de assombração, é um livro sobre o que nos habita — e sobre aquilo que, de alguma forma, nunca vai embora.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de A casa mal-assombrada de Marlene surgiu do desejo de trabalhar a noção de ‘assombração’ para além do sentido literal. A casa é um espaço simbólico, onde memórias, afetos e presenças se acumulam ao longo do tempo.
A personagem Marlene foi inspirada em uma figura real — minha tia —, e sua presença na narrativa marca um momento de inflexão, abrindo novas possibilidades de sentido para tudo aquilo que habita a casa.
O livro se destina a leitores que se interessam por narrativas sensíveis e simbólicas, em que o cotidiano se entrelaça com dimensões mais sutis da experiência, e em que memória, afeto e imaginação constroem camadas de leitura.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha relação com a escrita é antiga e constante, mesmo não sendo minha atividade principal. A casa mal-assombrada de Marlene é meu terceiro romance, e cada livro marca uma etapa desse percurso, tanto literário quanto pessoal.
Vejo a escrita como um espaço de elaboração e investigação sensível da experiência humana, e sigo desenvolvendo novos projetos dentro desse universo, ainda que conciliando com outras dimensões da minha vida profissional.

O que te inspira escrever?
Sou movida, sobretudo, pelas ideias — elas surgem com muita intensidade, quase como narrativas já estruturadas. Quando começo a escrever, geralmente já tenho claro o percurso e o desfecho da história, o que me permite desenvolver o texto com mais organicidade.
A casa mal-assombrada de Marlene nasceu assim, e esse também tem sido o processo dos meus outros projetos. Tenho diferentes obras em desenvolvimento, entre romances e contos, que ainda estão em fase de elaboração.
O maior desafio não é a falta de ideias, mas o tempo para desenvolvê-las, já que concilio a escrita com minha atuação profissional. Ainda assim, a literatura permanece como um espaço constante de criação e expressão.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que A casa mal-assombrada de Marlene pode tocar o leitor justamente pela forma como trabalha emoções e memórias de maneira sensível. É um livro que não busca apenas contar uma história, mas provocar uma experiência — algo que ressoa de forma íntima em quem lê.
Antes da publicação, o livro foi lido por um pequeno grupo de leitores, e a recepção foi muito tocante — alguns relataram uma forte emoção ao final, o que me fez perceber que a narrativa alcança esse lugar mais afetivo.
Talvez o que ele tenha de especial seja justamente isso — a capacidade de tocar camadas mais silenciosas da experiência humana, aquelas que muitas vezes não são ditas, mas são sentidas.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci Editora a partir de experiências anteriores de publicação. Já tive a oportunidade de trabalhar com a editora em outros projetos, o que criou uma relação de confiança e continuidade no meu percurso literário.

Obrigada pela sua participação.