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12 março, 2026

Andrea de Oliveira Duarte - Autora de: A BUSCA DA VERDADE EM TEMPOS DE FAKE NEWS

Andrea de Oliveira Duarte
Reúne 30 anos de experiência na comunicação social, com uma trajetória marcada pela atuação entre
Brasil e Portugal. Jornalista, professora universitária e escritora, iniciou sua carreira como repórter noticiarista no SBT - Sistema Brasileiro de Televisão e atuou como assessora de imprensa em instituições de grande relevância política, como a Câmara dos Deputados, em Brasília, e a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Há 17 anos vive em Lisboa, onde fortalece diariamente essa ponte viva entre Brasil e Portugal. Na cidade, criou a Agenda Viva — Agência de Comunicação e Notícias e fundou o jornal luso-brasileiro Vidas Lá Fora, que circulou em versão impressa até 2020 e segue firme no ambiente digital.
Na Rádio Tropical FM Lisboa 95,3, é Diretora de Informação e comanda, ao vivo, o programa de notícias "Happy Hour" - um encontro entre música e informação na melhor hora do dia.
Sempre bem relacionada no meio, Andrea transita com naturalidade entre os seus dois países, aproximando pessoas, projetos e culturas. E faz isso com espontaneidade e leveza, dentro ou fora do microfone.
Bacharel em Comunicação Social com especialização em Jornalismo pela FIAM/FMU, pós-graduada em Administração e Marketing pela FMU/SP e mestre em Ciência da Comunicação pela Universidade Lusófona, Andrea assina este livro com a autoridade de quem vive e respira a comunicação há três décadas.
Nesta obra, a jornalista compartilha sua trajetória e reflexões sobre os desafios do profissional da comunicação social na era digital - com um olhar crítico, linguagem acessível e, acima de tudo, muita paixão pela profissão.

A Busca da Verdade em Tempos de Fake News - Ser Profissional da Comunicação Social na Era dos Influencers
O profissional da comunicação social vive um momento de grandes transformações.
A ascensão de influencers e youtubers redefine a forma como as histórias são contadas e consumidas. O que antes era dominado pelas redações e veículos tradicionais hoje se mistura a novos formatos, vozes e linguagens - muitas vezes sem compromisso com a veracidade dos fatos.
Nesse cenário, a pergunta que fica é: como se reinventar e prosperar em meio a um eco constante de opiniões e desinformações?
Nesta obra, Andrea Duarte propõe uma reflexão profunda e atual sobre o papel do comunicador na era digital. Com base em quase três décadas de experiência entre Brasil e Portugal, ela compartilha vivências, bastidores e análises que iluminam os dilemas e oportunidades de quem escolheu a comunicação como missão.
Com linguagem acessível, olhar crítico e uma paixão genuína pela profissão, este livro é leitura essencial para estudantes, profissionais da área e todos que acreditam no poder da informação bem-feita.

ENTREVISTA

Olá Andrea. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A Busca da Verdade em Tempos de Fake News é uma reflexão sobre o impacto da desinformação na sociedade contemporânea. A obra analisa como narrativas manipuladas moldam percepções, influenciam decisões e afetam não apenas a política, mas também as relações humanas e a construção do pensamento crítico.
Mais do que apontar um problema, o livro convida o leitor a assumir uma postura ativa diante da informação, resgatando valores como responsabilidade, ética e discernimento.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Foi no auge da pandemia que compreendi que o silêncio também pode ser uma forma de omissão. Enquanto enfrentávamos uma crise sanitária global, outra crise avançava com igual intensidade: a da desinformação.
Acompanhar a velocidade com que notícias falsas se espalhavam, muitas vezes influenciando decisões que afetavam vidas — despertou em mim a urgência de transformar inquietação em reflexão estruturada. Percebi que não bastava indignar-se; era preciso aprofundar o debate e ampliar a conscientização.
O livro se destina a todos que desejam compreender melhor o tempo em que vivem: estudantes, profissionais da comunicação, educadores, lideranças e leitores interessados em desenvolver um olhar mais crítico, ético e responsável sobre a informação que consomem e compartilham.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou movida pela palavra, falada e escrita. Sempre compreendi a comunicação como uma forma de construir pontes entre pessoas, culturas e ideias.
Este livro é, sim, a realização de um sonho, mas também o início de um caminho mais consciente na literatura. Descobri na escrita uma forma profunda de contribuição social e de organização das inquietações que atravessam o nosso tempo.
Tenho outros títulos no forno. Um deles nasce de uma experiência que me acompanha há 17 anos: a imigração. Vivo em Portugal, país que escolhi e do qual hoje também sou cidadã. Essa dupla condição — de quem chegou e de quem pertence, amplia meu olhar sobre identidade, adaptação e pertencimento. A obra, prevista para maio, será um mergulho sensível e reflexivo sobre os desafios e as reinvenções de quem decide recomeçar em outra terra.
Pretendo seguir escrevendo sobre temas contemporâneos que nos provoquem a pensar e, sobretudo, a sentir — porque acredito que a transformação começa quando reflexão e humanidade caminham juntas.

O que te inspira escrever?
Escrevo movida pela consciência do tempo em que vivemos e pelo senso de responsabilidade que a palavra carrega. Impulsiona-me o desejo de compreender a complexidade da nossa era e de oferecer caminhos para que outras pessoas também possam refletir com maior profundidade.
Acredito que a escrita é um ato de cuidado coletivo — uma forma de organizar pensamentos e, ao mesmo tempo, ampliar consciências.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que o livro merece ser lido porque trata de um tema urgente. Vivemos em uma era em que a informação circula com velocidade inédita, mas nem sempre com qualidade ou compromisso com a verdade.
O diferencial da obra está na abordagem acessível, sem perder profundidade. Ela não é alarmista, mas propositiva. Convida o leitor à reflexão, não à polarização. E, sobretudo, reforça que a busca pela verdade é um exercício diário e coletivo.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Minha relação com a Scortecci não começou agora. Conheço a editora desde 2007, quando fui coautora da antologia Eldorado – Uma Antologia sobre a Amizade, experiência que marcou o início da minha trajetória no universo editorial.
Em 2010, retornei à Scortecci como coordenadora de uma importante obra do autor Dane Avanzi, voltada ao setor de telecomunicações. Essas vivências consolidaram minha confiança no profissionalismo, no cuidado com o conteúdo e no respeito ao autor que sempre encontrei na editora.
Por isso, ao buscar uma casa editorial para este livro, a conexão foi natural. Havia história, confiança e alinhamento com a proposta reflexiva da obra.

Obrigada pela sua participação.

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