31 agosto, 2026

Glória Marina Colombo - Autora de: A BRUXA DO JARDIM DAS BORBOLETAS

Glória Marina Colombo
É docente na rede Estadual e Municipal de São Paulo, graduada em Letras- língua portuguesa e língua inglesa, Artes Visuais e Pedagogia. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior. Possui formação professional em psicanálise Clínica.

Livros publicados:

A Bruxa Do Jardim das Borboletas
Por trás da mesa da diretoria e do olhar vigilante que garante uma escola limpa, organizada e segura, existe um universo de sentimentos que poucos conseguem enxergar. Em A bruxa do Jardim das Borboletas, a autora Glória Marina Colombo abre as portas do coração de Ana Paula (carinhosamente transformada na enigmática Aluapana), a gestora cuja presença forte e voz de trovão às vezes assustam, mas cuja alma acolhedora sabe exatamente quando oferecer um chá mágico e um ombro amigo. Esta não é apenas uma fábula infantil; é o relato sensível, real e poético de uma diretora que vive o desafio diário de equilibrar a firmeza da liderança com a doçura do cuidado. Uma obra que revela que, longe dos estereótipos, os verdadeiros guardiões da educação são feitos, ao mesmo tempo, de luzes e de sombras.

ENTREVISTA

Olá Glória Marina. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro trata da complexidade dos seres humanos e da maneira como sentimentos aparentemente opostos podem habitar a mesma pessoa. Em meio a uma floresta encantada, cercada por flores, borboletas, pássaros e luzes mágicas, surge Aluapana, uma personagem que carrega em si a maldade de uma bruxa e a bondade de uma fada madrinha.
Aluapana é rigorosa, exigente e, algumas vezes, assustadora. Sua voz pode parecer um trovão e sua presença provocar temor. Porém, por trás dessa aparência existe alguém profundamente preocupada com o bem-estar das crianças e das pessoas ao seu redor. Quando percebe que alguém está sofrendo, sua dureza se transforma em cuidado, sua severidade dá lugar à ternura e suas palavras passam a acolher.
Assim, a história ultrapassa o universo da fantasia e apresenta uma reflexão sobre a vida: ninguém é feito apenas de bondade ou de maldade. Todos carregamos medo e coragem, força e fragilidade, luzes e sombras.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasceu a princípio, de um pedido, uma brincadeira de uma diretora que estava usando um chapéu de bruxa e uma vassoura e se despedindo dos professores em uma noite de Halloween, depois de mais um dia de trabalho. Fato esse que fez com que a obra ganhasse vida. Assim como, das observações das vivências dentro do ambiente escolar, especialmente da maneira como cuidar também significa proteger, orientar, corrigir e, muitas vezes, dizer aquilo que nem sempre queremos ouvir.
Na história, a escola foi transformada em um lugar mágico porque a vida escolar merece ser apresentada também através do encantamento. O Jardim das Borboletas representa esse espaço onde o cotidiano ganha vida, cores e originalidade. Onde experiências boas ou ruins podem se transformar em aprendizados. Na qual até uma personagem aparentemente assustadora pode revelar um coração cuidadoso. Revelando a luz e a sombra dentro do mesmo ser.
O livro é destinado ao público infanto juvenil e a todos que pareciam uma história cheia de encantamento, magia, mas também um universo que mostra um pouco da realidade vividas pelos profissionais da educação. Afinal, embora a história seja apresentada através da fantasia, os sentimentos presentes nela pertencem ao mundo real.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu publiquei o meu primeiro livro em 2022. Ele se chama O Castelo de Esmeraldas. Trata de problemas sociais e ambientais.
Em 2024 publiquei quatro livros pela editora Scortecci com os títulos: O Reino Encantado; A Borboletas Bella e a Flor Florella; 101 Poemas e Poesias Para Reflexão De Vida; A Magia Dos Livros. E esse ano A Bruxa Do Jardim Das Borboletas. Com temas de cunho reflexivos.
 
O que te inspira escrever?
O que me inspira a escrever são as Infinitas possibilidades de retratar por meio da literatura, o mundo, as pessoas, suas histórias, seus sentimentos e, principalmente, o que existe por trás daquilo que conseguimos enxergar. Ver além da superfície.
Acredito que cada pessoa guarda dentro de si um universo que nem sempre é revelado de imediato. Há pessoas que parecem fortes, mas são extremamente sensíveis. Há aquelas que parecem severas, mas demonstram amor através do cuidado. Há também quem esconda suas fragilidades atrás de uma postura firme.
A infância é outra grande fonte de inspiração. As crianças enxergam o mundo com encantamento e conseguem encontrar magia onde os adultos muitas vezes veem apenas um mundo de trabalho e responsabilidades. Escrever é uma maneira de dá vida as histórias por meio do universo literário.
Por isso, gosto de transformar sentimentos e situações do cotidiano em histórias capazes de despertar imaginação, emoção e reflexão. A fantasia me permite falar de verdades profundas sem perder a delicadeza e despertar a magia que existe dentro de cada um.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sim, o livro merece ser lido porque a obra A Bruxa Do Jardim Das Borboletas não é apenas uma história sobre uma bruxa. É uma história sobre aquilo que existe por trás das aparências.
Seu encanto está justamente na contradição da personagem. Ela pode ser tempestade e, momentos depois, transformar-se em brisa leve. Pode assustar com suas palavras e, ao mesmo tempo, acolher alguém que precisa de cuidado. Pode parecer uma bruxa das antigas histórias, má e cruel, contudo há momentos a Bruxa pode se revelar em uma fada madrinha.
Essa dualidade torna Aluapana em uma personagem capaz de despertar curiosidade, identificação e reflexão. Ela nos lembra que não devemos julgar alguém apenas pelo modo como se apresenta em determinados momentos.
A floresta, as flores, as borboletas, os pássaros e as luzes amarelas criam um universo visualmente encantador, mas o verdadeiro encanto está na mensagem escondida entre essas imagens: somos seres feitos de vários sentimentos, e o que parece sombra, também carrega luz.
Talvez seja essa a maior magia do livro. Ao ler a obra e conhecer a Bruxa Aluapana, o leitor não encontra uma personagem perfeita. Encontra uma personagem verdadeira.
Aluapana é metade bruxa, metade fada madrinha. Mas, acima de tudo, é um mistério sobre a capacidade humana de ser, ao mesmo tempo, tempestade e abrigo, força e ternura, luz e sombra.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
A princípio por indicação de uma amiga. E também porque publico livros com a Scortecci desde 2024.

Obrigada pela sua participação.
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29 agosto, 2026

Leo Sousa - Autora de: UMA ESCOLA PARA TODOS

Léo Sousa
Nascida em São Paulo, filha de Manuel e Antonia. Moradora da cidade de Mairiporã, é formada em Educação Física e Pedagogia, pós-graduação em Arte, Educação e Terapia, Docência do Ensino superior e Educação, Alfabetização e Educação Inclusiva pela UNESP.
EM 2003, teve seu primeiro contato com o construtivismo e, desde então aprofundou seus conhecimentos nessa proposta educacional, acreditando em uma aprendizagem mais humana, significativa e acolhedora.
Atualmente é mantenedora da Escola Pitoquinho e do Colégio Plenitude do Saber.
Também atuou como colaboradora do Estado de São Paulo por 38 anos, dedicando sua trajetória à transformação da educação e ao desenvolvimento da criança.
É autora dos livros O voo da liberdade, O galinheiro do vovô Mané - para maioresO galinheiro do vovô Mané - para menores. Agora apresenta Uma escola para todos, obra que traz como essência o respeito as diferenças, pertencimento, o acolhimento e o direito de cada criança sentir-se parte da escola.
 Acredita em dias melhores, em escolas melhores, em professores que fazem a diferença na vida de seus estudantes. Para ela, toda criança merece encontrar seu lugar no chão da escola.

Uma Escola Para Todos
Ilustrações: Victória Sousa
O livro Uma Escola para Todos conta a emocionante história de Dandara, uma menina que sonha em encontrar um lugar onde cada criança seja acolhida, ouvida, respeitada e valorizada exatamente como é. Ao descobrir uma escola em que as diferenças são celebradas e todos aprendem juntos, ela percebe que a verdadeira educação acontece quando há afeto, empatia, amizade e pertencimento. Apresenta uma narrativa sensível e inspiradora, o livro convida a todos, crianças, famílias e educadores a refletirem sobre inclusão, respeito às diferenças e o poder transformador de uma escola que abre espaço para todos. Uma história que mostra que, quando cada criança encontra seu lugar, todos aprendem, todos crescem e todos florescem. Dandara pode ser você, pode ter sido você em algum momento de sua vida… por isso precisamos refletir sobre nossas atitudes e nosso olhar em relação ao outro.

ENTREVISTA

Olá Leonilda.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.


Do que trata o seu Livro?
O livro UMA ESCOLA PARA TODOS não fala apenas sobre respeitar as diferenças dentro da escola, mas sobre aprender a olhar o outro com humanidade em todos os lugares da vida.
É sobre compreender que ninguém precisa ser igual para pertencer. Que as diferenças não nos afastam, elas podem nos ensinar, ampliar nosso olhar e nos tornar pessoas melhores.
Que a escola seja um veículo transformador, reflexivo e que começamos a aprender isso, mas que deve ultrapassar os muros da escola, nas famílias, nas amizades, no trabalho, na sociedade, nas relações que construímos ao longo da vida.
UMA ESCOLA PARA TODOS É MUITO MAIS QUE A ESCOLA QUE ACOLHE, É A ESCOLA QUE ENSINA A PERTENCER COMPARTILHAR E ENXERGAR O OUTRO COM HUMANIDADE.
É olhar para dentro de si e ver que em algum momento de sua vida você se sentiu como a DANDARA...

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse livro nasceu muito antes de eu colocá-lo no papel. Ele nasceu das experiências que vivi ao longo da minha caminhada na educação, das crianças que conheci, das histórias que ouvi e, principalmente, dos muitos encontros que me ensinaram que cada pessoa tem uma forma única de estar no mundo.
Depois de tantos anos dentro da escola, percebi que falar de inclusão não poderia ser apenas falar sobre deficiência ou sobre respeitar as diferenças. Inclusão, para mim, é muito maior. É olhar para o outro e reconhecer que ele tem o mesmo direito de pertencer, de sonhar, de aprender, de ser respeitado e de ocupar o seu lugar no mundo.
Foi desse desejo que nasceu Uma Escola para Todos: da vontade de provocar um olhar mais sensível sobre as diferenças e lembrar que a escola pode ser o começo de uma transformação que ultrapassa os muros da escola e acompanha cada pessoa por toda a vida.
E para quem é essa obra?
É um livro infanto juvenil, mas com certeza farão muitos adultos a refletirem sobre como olhar o outro.
É um livro para educadores, famílias, estudantes e para qualquer pessoa que acredita que podemos construir relações mais humanas.
Mas, acima de tudo, é um livro para a vida.
Porque aprender a respeitar as diferenças na escola é importante. Mas aprender a respeitar, acolher e valorizar o outro na vida é essencial.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou uma educadora que acredita profundamente na força das palavras, dos encontros e das histórias que carregamos. Minha trajetória sempre esteve ligada à educação e ao desejo de transformar, de alguma maneira, a vida das pessoas que passam pelo meu caminho.
Escrever sempre esteve presente em mim, mas transformar aquilo que acredito em livros foi um passo que aconteceu aos poucos. Uma Escola para Todos é, sem dúvida, um sonho realizado, mas não quero que seja um ponto de chegada. Quero que seja o começo de uma nova caminhada.
Já escrevi O Voo da Liberdade e O Galinheiro do Vovô Mané, e tenho outros projetos que ainda quero tirar do papel. Cada livro nasce de uma inquietação, de uma memória, de uma experiência ou de uma pergunta que insiste em permanecer dentro de mim.
Acredito que escrever é também uma forma de deixar sementes.
Talvez seja esse o meu maior desejo no mundo das letras: escrever histórias que possam tocar alguém, provocar uma reflexão, despertar uma lembrança ou simplesmente fazer uma pessoa olhar para a vida de um jeito diferente.
Então, sim, Uma Escola para Todos é mais um sonho realizado.
Mas, no meu coração, é também o primeiro capítulo de muitos outros que ainda quero escrever.

O que te inspira escrever?
A vida.
Sou muito observadora e assuntos que mexem comigo viram histórias então, as pessoas que encontro, as crianças que me ensinam todos os dias, as histórias que escuto, as memórias que carrego e até aquilo que me inquieta.
Acredito que a educação é uma fonte inesgotável de inspiração, de possibilidades. A fala de uma criança, um comportamento, um olhar, uma descoberta, uma dificuldade superada ou uma situação vivida na escola muitas vezes despertam em mim uma vontade enorme de transformar aquilo em palavras.
Também me inspiram a natureza, as memórias da minha infância, minha família e as pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebidas, mas carregam grandes significados.
Eu escrevo porque acredito que algumas experiências não cabem apenas na memória, precisam ganhar palavras para continuar vivendo.
E talvez seja isso que mais me encanta na escrita: poder transformar aquilo que vivi em uma pequena semente que pode florescer dentro de outra pessoa e mudar sua maneira de olhar o mundo e a si mesmo.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Com certeza! Não porque seja um livro que tenha todas as respostas, mas porque é um livro que faz perguntas.
Uma Escola para Todos convida o leitor a olhar para as diferenças de uma maneira mais humana e sensível. Fala de inclusão, mas não apenas da inclusão dentro da escola. Fala sobre pertencimento, respeito, empatia e sobre a nossa responsabilidade na construção de um mundo onde todos possam encontrar o seu lugar.
Acredito que o que pode encantar o leitor é justamente essa possibilidade de se reconhecer nas histórias e nas reflexões do livro. Em algum momento, talvez ele se lembre de alguém que conheceu, de uma situação que viveu ou até de uma vez em que precisou aprender a olhar para o outro de uma maneira diferente, fazendo um julgamento.
Não escrevi para ensinar alguém a ser perfeito. Escrevi para lembrar que todos nós estamos aprendendo a conviver, a acolher e a enxergar além daquilo que os olhos conseguem ver.
Se, ao fechar o livro, alguém sair com um olhar um pouco mais sensível para o outro, então ele já terá cumprido seu propósito.
Porque uma escola para todos começa, antes de tudo, dentro de cada um de nós.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
A chegada à Scortecci aconteceu de uma maneira muito especial. Eu já tinha o desejo de transformar meus escritos em livros e, durante essa caminhada, conheci o trabalho da editora e percebi que havia ali uma sintonia muito grande com aquilo que eu queria construir.
Na busca de um local para poder realizar meu sonho em 2015 minha primeira publicação O voo da liberdade, depois em 2018 com O galinheiro do Vovô Mané, participei também de Impressões literárias com duas poesias e agora em 2026 nasce uma escola para todos.
A Scortecci me acolheu não apenas como autora, mas também como alguém que tinha uma história para contar. E esse encontro foi muito importante para que meus projetos saíssem do papel e ganhassem vida.
Quando entrei nesse universo, descobri que publicar um livro vai muito além de escrever. É confiar uma parte daquilo que somos a outras pessoas e permitir que uma história que nasceu dentro da gente ganhe novos leitores, novos olhares e novos significados.
Hoje, olhar para esse caminho e ver meus livros tomando forma é uma alegria imensa. É a sensação bonita de perceber que uma ideia que um dia existia apenas dentro de mim agora pode caminhar pelo mundo.
E acredito que é um trabalho de parceria que seguiremos por muitos anos.

Obrigada pela sua participação.
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27 agosto, 2026

Laércio Pinto - Autor de: CRÔNICAS DE MEMÓRIAS, AFETOS E DESCOBERTAS

Laércio Pinto
Nasceu em Boa Vista, Roraima, e veio aos 17 anos para São Paulo, onde estudou e seguiu uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.
Trabalhou por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde chegou à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busca compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidiu enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já está trabalhando ativamente em um segundo livro.

O que acontece quando o silêncio do lavrado roraimense encontra o ritmo frenético da maior metrópole do país? Em Crônicas de memórias, afetos e descobertas, Laércio Pinto abre as comportas do tempo para criar um sensível elo cultural entre as águas dos rios Surumu, Cotingo, Rio Branco e o horizonte de concreto de São Paulo. Após uma sólida e bem-sucedida carreira no topo do mundo corporativo, o autor realiza uma transição para o universo das letras. Com um olhar agudo e generoso, ele transforma registros cotidianos, memórias de infância e profundos laços familiares em reflexões universais sobre identidade, tempo e pertencimento. A obra surpreende pela versatilidade de suas narrativas: transita com naturalidade entre o humor leve de textos linguísticos, o mistério instigante de contos fantásticos e o afeto à família. Neste seu primeiro livro, o autor chama o leitor a descobrir mundos diferentes por meio de uma escrita madura, elegante e, acima de tudo, profundamente humana.

ENTREVISTA

Olá Laércio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu livro?
É um mosaico de memórias e reflexões. É um livro de crônicas que fala das reminiscências da minha infância em Roraima, onde nasci, de viagens por lugares marcantes que visitei, e do meu olhar afetuoso sobre as ruas e relíquias arquitetônicas da cidade de São Paulo que se cruzam com a minha própria história. O leitor também encontrará crônicas sobre metalinguagem e linguística, em que uso o humor para brincar com as figuras de linguagem, além de profundas declarações de afeto à minha família. E tem até alguns contos fantásticos que escrevi para me desafiar nesse gênero.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a qual público se destina sua obra?
A ideia surgiu do estímulo de amigos com quem eu compartilhava meus textos despretensiosamente. Depois de tantas manifestações carinhosas, percebi que havia ali um material maduro para um livro.
A obra se destina a públicos diversos que se interessam por temas universais: amor, afeto, passagens históricas e memórias afetivas. Além disso, é uma oportunidade singular para o público do Sudeste e de outras regiões ter contato com a cultura e o cotidiano de Roraima, um estado tão interessante, mas ainda pouco conhecido pela maioria dos brasileiros. Afinal de contas, em uma referência a Proust, o grande memorialista francês, é de lá que vêm as minhas madeleines — seja no sabor de uma fruta da infância ou na lembrança do horizonte do lavrado — que inspiram tantas de minhas reminiscências.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu nasci em Boa Vista, Roraima, e vim aos 17 anos para São Paulo, onde estudei e segui uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.
Trabalhei por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde cheguei à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes eu passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busco compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidi enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já estou trabalhando ativamente em um segundo livro.

O que te inspira a escrever?
Absolutamente tudo o que toca o meu coração e me faz parar para observar o mundo com calma. Sou inspirado pelas cores da minha infância, pelo amor à minha família, pelo mistério de uma rua que me traz alguma lembrança esquecida, pela imponência de um casarão antigo, pelas nuances de uma viagem a um lugar interessante, por eventos históricos e por pequenas curiosidades do dia a dia que despertem a minha mente.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que o livro merece ser lido porque foi escrito com total entrega e sensibilidade. Ele trata de temas universais que conectam as pessoas, oferecendo desde o aconchego de histórias cotidianas e triviais até o fascínio de fatos históricos pouco conhecidos. Mais do que uma leitura, é um convite para que o leitor desacelere o passo e aprenda a resgatar, também, as suas próprias memórias e afetos. Ao ler, por exemplo, a crônica “Pirara, Nabuco e eu”, o leitor vai descobrir que Roraima esteve no centro deste litígio diplomático que se arrastou por longos anos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Já sabia que a editora dava oportunidade a novos escritores. Entrei em contato com a editora e cheguei até o João Scortecci. Apresentei o material a ele, que ficou de avaliar e depois me retornar: chegamos a um entendimento e hoje estamos celebrando a publicação da obra.

Obrigado pela sua participação.

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26 agosto, 2026

Luiz Eugênio Gomes - Autor de: COMO FOMOS FELIZES

Luiz Eugênio Gomes

Sou um engenheiro de sistemas aposentado, envolvido em leituras antigas e novas. Meu livro representa um sonho realizado, mas não descarto escrever outro, possivelmente um romance ficcional, com base em personagens que conheci.

Como Fomos Felizes
Dois jovens iniciando suas carreiras se encontram na praia de Ipanema, em circunstâncias improváveis. A atração, surgida naquela primeira troca de olhares, se expandiu. Apesar do namoro restrito a fins de semana, a um tempo em que não existia celular nem internet, em poucos meses se casaram. Os anos seguintes foram excitantes e promissores, tudo dava certo. Vida intensa, ambos ativos e ansiosos para introduzir inovações em suas carreiras. Ele, atuando em projetos de engenharia com uso da informática, então novidade. Ela, se aperfeiçoando em um método novo de ensino, para adotá-lo em aulas de educação física. Os resultados vieram rápido, filhos surgiram em pouco tempo, novos lares se sucederam, viagens internacionais aconteceram cedo e prosseguiram, cada vez mais exóticas. A harmonização do casal se consolidava e resistia aos altos e baixos da vida empresarial. Mas, sempre há um mas, pouco depois daquela festa dos trinta anos de casados, sobreveio uma situação de tensões inesperadas. Fizeram esforços para superar o incidente, contando com a determinação dele de salvar o que, refletiu então, era o valor mais importante em sua vida. As mãos tornaram a se encontrar, a naturalidade, mais tempo para reaparecer, e a ferida interna para se curar.

ENTREVISTA

Olá Luiz Eugênio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
História de um casamento feliz, desde a descrição das origens do casal, seguindo-se o desenvolvimento depois de casados, vidas profissionais intensas, voos e jornadas que se sucederam ao longo do tempo, e dificuldades transpostas até o final.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Como celebração ao amor longo e duradouro na vida de um casal e o reconhecimento à minha saudosa esposa.
Destina-se, além de meu círculo de descendentes e amigos, a um público que gosta de histórias de romances acontecidos nos melhores tempos do rio de janeiro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou um engenheiro de sistemas aposentado, envolvido em leituras antigas e novas. Meu livro representa um sonho realizado, mas não descarto escrever outro, possivelmente um romance ficcional, com base em personagens que conheci.

O que te inspira escrever?
A solitude depois do luto me estimula à leituras e à escrever, como filho de escritor bem sucedido.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
É difícil para mim avaliar o interesse que consigo despertar. Mas creio que pode ser uma indicação de um caminho, em um mundo onde os casamentos felizes se tornaram mais raros. ainda mais difícil serem objeto de livros.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Indicação da crítica literária Vera Esaú.

Obrigado pela sua participação.

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25 agosto, 2026

Sofia Rinaldi - Autora de: COMO É BOM TER AMIGOS

Sofia Rinaldi
Nasceu em 2020, em São Paulo. Adora ler, desenhar e inventar histórias.
Este é o seu primeiro livro. Ama brincar com seus amigos e primos.






Como é Bom Ter Amigos - Uma História Sobre Amizade
Sofia adora brincar... mas e quando não tem ninguém para brincar? Tudo muda quando ela encontra os amigos e, juntos, vivem momentos cheios de imaginação, descobertas e muita diversão. Uma história doce sobre amizade e a alegria de brincar junto.






ENTREVISTA

Olá Sofia.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O meu livro conta a história de uma menina chamada Sofia que vai ao parque e, de repente, descobre que é muito bom ter amigos para brincar! É uma aventura divertida onde a gente aprende que a amizade torna tudo mais especial.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu amo ler! Como leio livros todos os dias, eu tive muita vontade de fazer o meu próprio livro para contar sobre os meus amigos da escola. Ele foi feito com muito carinho para crianças que estão começando a aprender a ler, por isso as letrinhas são bem grandes e fáceis.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu nasci em 2020, em São Paulo, e adoro ler, desenhar e inventar histórias. Escrever este livro foi a realização de um sonho, e eu espero que seja o primeiro de muitos outros que ainda vou criar!

O que te inspira escrever?
O que mais me inspira escrever são os livros que leio, minha família, meus amigos e primos. Adoro brincar com eles e viver aventuras e momentos gostosos. Eu gosto de transformar momentos felizes em histórias para que outras crianças também possam se divertir.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Com certeza! O meu livro é especial porque fala de algo que todo mundo ama: ter amigos. Ele tem desenhos coloridos e uma história alegre que mostra como é bom compartilhar momentos, como brincar no parquinho e tomar um sorvete delicioso com quem a gente gosta.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
A minha família me ajudou a procurar um lugar muito especial para cuidar do meu livro, e nós encontramos a editora Scortecci. Eles foram muito legais e nos ajudaram a realizar o sonho de transformar a minha historinha em um livro de verdade, prontinho para ser lido!

Obrigada pela sua participação.
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24 agosto, 2026

Luisa Santos Wholley - Autora de: SOL E SOMBRA: AUTISMO DE MÃE PARA FILHO

Luisa Santos Wholley
Escreveu seu primeiro poema aos doze anos e nunca mais deixou de tricotar letras. Além de escritora de prosa e verso, é tradutora e professora de inglês há décadas, tendo trabalhado com empresas e com alunos adultos do Brasil e da América Latina.
Natural do Rio de Janeiro, ela obteve o Bacharelado em Comunicação Social pela PUC-RJ.
Com exceção de trabalhos acadêmicos e poemas publicados, este é seu primeiro passo mais concreto no mundo editorial. Ela morou nos EUA por dezoito anos e fez cursos livres de literatura, mitologia e poesia por lá.
Um deles sobre a vida de Shakespeare, no programa de ensino à distância da Universidade de Harvard. Ela também é fotógrafa com certificação do New York Institute of Photography, pois queria aprender uma nova arte e uma forma de expressão visual, além das palavras.
Luisa é mãe coruja, leoa e muitos outros bichos, e é casada com o estrangeiro mais carioca do mundo.
Caseira, ela degusta achocolatado no canudo vendo o mar nos dias de sol. Nas noites de sombra, admira a lua, as estrelinhas e as entrelinhas.

Sol e Sombra: Autismo de Mãe Para Filho

Como o transtorno do espectro do autismo atravessa as décadas numa mesma família? A história se repete, se transforma ou se inspira? Quando o autismo acontece no lar nosso de cada dia, ele pode ser um capítulo inédito ou uma revisita. Em Sol e sombra — Autismo de mãe para filho, Marina e Lucas são semelhantes pelas diferenças. A infância sem rótulo científico da mãe se entrelaça com o diagnóstico precoce do filho. Seria ela autista também? O caminho deles é uma melodia tocada a quatro mãos no piano do tempo. Ainda que sejam pessoas distintas em épocas diferentes, há interseções significativas. Embora o autismo seja o tecido da narrativa, este livro é uma biografia. Vida real de desafios e sucessos. Não é um guia, modelo, manual de ajuda ou estudo científico sobre o tema. É só uma expressão de afeto profundo. Qualquer pessoa pode se identificar e se emocionar com as situações e sentimentos porque a narrativa tem relatos, tem humor, tem poesia, tem muito amor. A leitura nos convida a embarcar numa jornada de dualidades humanas: mestre e aprendiz que se revezam, luta e descanso, perdas e conquistas, infância e maturidade, luz e escuridão. E encoraja a reflexão sobre como fazer a diferença — abrindo mais espaço para quem precisa de ações verdadeiramente inclusivas. Todos ocupando seu lugar ao sol e à sombra.

ENTREVISTA

Olá Luisa.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
É uma dupla biografia, cujo fio condutor é o autismo: a minha infância desafiadora e a do meu filho, diagnosticado no espectro autista aos 22 meses de idade. Atravessa gerações e décadas diferentes. Apenas mudei os nomes e, talvez, a ordem de um ou outro pequeno detalhe histórico, mas diria que é 99% real.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sempre quis contar minhas vivências. Tentei outras abordagens, mas nada parecia certo. Quando meu filho se tornou adulto, ele fez uma nova avaliação neurológica para se entender melhor — compreender o que o autismo significava para ele, e não o que a mãe relatava da sua infância. Isso foi muito importante e me inspirou. Eu o consultei sobre contar nossas experiências, pois jamais escreveria sem o aval e apoio dele. Ele abraçou a ideia e, na verdade, se animou com ela. Foi o primeiro leitor emocionado. Sem dar spoiler, um fato no final da história explica muito o porquê da necessidade das duas biografias e da existência desse livro.
Embora qualquer pessoa possa retirar sentimentos e pensamentos da leitura do livro, ele é especialmente importante para quem tem o autismo em sua vida de alguma forma. Não é um manual de informações, livro referencial ou fonte de conselhos; não sou uma profissional da área. É apenas a nossa vivência pessoal, pois cada pessoa autista é diferente e única. Porém, o leitor pode se identificar com algum sentimento ou situação. Ou apenas saber que outras pessoas estão navegando o espectro e, como eles, cruzando seus próprios mares.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Quem sabe ambos? O tempo dirá, mas um novo livro sempre será uma opção. Escrevi minha primeira poesia aos doze anos e nunca parei de tricotar letras. Lancei sozinha um pequeno livro de poesias em inglês quando morava nos EUA, e amo escrever em prosa e verso. Talvez um livro de contos com assuntos e situações que não entraram nesse livro — ou novas vivências — esteja no meu futuro. Tomara!

O que te inspira escrever?
Sentimentos. Quando escrevi aquele primeiro poema na infância, meu pai leu. Ele conhecia o Fernando Sabino, pois tinham o amor ao jazz em comum. O feedback que recebi foi: “Viva e escreva. Tenha experiências e fale sobre elas." Foi o que fiz; segui essa estrada realista.
Eu não consigo dissociar meus textos das experiências reais. Mesmo usando a fantasia e a criatividade, a base deve ser algo real, palpável. Mesmo que sejam realidades de outras pessoas ao meu redor, e não minhas próprias vivências. O importante é o sentir.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Penso que todo livro merece ser lido pelo leitor certo. Acredito muito que a verdade e a emoção que o meu livro traduz devem tocar muitas pessoas. Não é a história científica geral do autismo nem sugere generalizações ou conselhos, mas é o relato de pessoas específicas lidando com suas vidas, nas quais seu autismo próprio e particular tem grande participação. A obra tem a proposta de fazer os leitores ponderarem, aprofundarem suas noções e refletirem sobre como ajudar esse mundo a ser mais inclusivo e empático. Elas podem sentir a nossa trajetória, que é só nossa, mas traz relatos humanos, erros, dor, humor e, principalmente, muito amor. É aí que o livro se universaliza.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Foi mais um caminho desafiador. Sou do Rio de Janeiro e estava trabalhando com a querida, saudosa e excelente profissional Thereza Christina Rocque da Motta, da Ibis Libris, e agradeço muito a ela pelo incentivo, pelas revisões, pelas boas conversas sobre o livro e a vida literária em geral. Infelizmente, ela não teve tempo de levar o trabalho até o final, e seu filho gentilmente me indicou a Scortecci para passar o bastão e prosseguir com a confecção da obra. Agradeço muito a todos pela acolhida e sinto que sempre estive em boas mãos.

Obrigada pela sua participação.

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23 agosto, 2026

Jacqueline Pharlan - Autora de: ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO PEDAL SEM DESTINO

Professora de inglês formada em letras, especialista em língua portuguesa pela FIA SP e em mídias na educação pela UNIFAP, engenheira de produção pela UEAP, pós graduada em engenharia de avaliações e 16/07/2026, perícias e engenharia de segurança do trabalho pela faculdade Anhanguera - SP, escritora, ciclista, cicloativista, maker e mãe.

Este livro contempla a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino com o intuito de mostrar que através do ciclismo, cicloturismo e grupos de pedais organizados é possível impactar positivamente a sociedade em prol da inclusão, saúde física, mental e ambiental. Exemplos de iniciativas da sociedade civil que trazem benefícios para todos, de maneira a contribuir sob a ótica de sustentabilidade, mobilidade, turismo, cultura, bem-estar e outros aspectos voltados à melhoria da qualidade de vida da população.
A adoção da cultura da bicicleta para transporte, esporte ou lazer vai além da necessidade de atingir índices de desenvolvimento sustentável conforme prevê a Organização das Nações Unidas, trata-se de responsabilidade social, política e ambiental. Unidos podemos melhorar e ampliar a consciência e respeito a si, ao próximo e ao ambiente em que vivemos. Grupos de ciclistas podem ir além de pedaladas, a integração é benéfica para o corpo, alma, espírito, natureza, economia e para o desenvolvimento da cidade. Ao ler os depoimentos e as trajetórias individuais de membros da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino são perceptíveis os imensos benefícios da prática para o bem-estar mental e físico, são histórias de superação, inclusão, cura, entrosamento e amizades que contagiam. Além disso, poderá conhecer um pouco do projeto Pedalando com as Escolas, a importância e contribuições para disseminar a cultura da bicicleta pelo Amapá e também algumas iniciativas do grupo voltadas ao cicloturismo e a inclusão. Experiências de amor, união e cidadania que fazem do grupo uma grande família, que não se esquece de homenagear membros queridos como Maria Almeida, ciclista, amiga, psicóloga, aquela que foi mais que uma integrante da equipe, mas o coração e semente do grupo. Como parte essencial da expressão de amor ao ciclismo, foi reservado um espaço às poesias em que autora e organizadora desta obra, ciclistas e convidados puderam expor sentimentos e emoções relacionados ao uso da bicicleta e ao Amapá. Agradecimento especial à contribuição da Dr Sânzia Fernandes pelo capítulo sobre Inclusão, ciclismo e desenvolvimento escrito para esta obra, o qual aborda a relação do ciclismo e importância da inclusão no esporte, assim como em todas as esferas sociais de maneira a promover dignidade para todos, trazendo dados e informações relevantes para a área do ciclismo.

ENTREVISTA

Olá Jacqueline. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro apresenta a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino e demonstra como o ciclismo, o cicloturismo e os grupos organizados de pedal podem promover inclusão social, saúde física e mental, cidadania, mobilidade sustentável, turismo e qualidade de vida.
A publicação reúne relatos de integrantes da Associação Pedal Sem Destino, histórias de superação e pertencimento, além de destacar iniciativas como o projeto Pedalando com as Escolas, que incentiva o uso da bicicleta e a educação para o trânsito entre estudantes do Amapá.
A obra conta ainda com a participação especial da autora Sânzia Fernandes Brito, graduada em Teologia, Filosofia, Letras e Pedagogia, e Mestre em Educação, responsável pelo Capítulo V – Inclusão, Ciclismo e Desenvolvimento, que aborda a importância da inclusão e da acessibilidade no esporte e na sociedade.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever esta obra surgiu a partir da minha vivência como ciclista, cicloturista e cicloativista. Ao longo dos anos, pude testemunhar como a bicicleta vai muito além de um meio de transporte ou prática esportiva: ela transforma vidas, promove inclusão social, fortalece comunidades, incentiva hábitos saudáveis e aproxima as pessoas da natureza. Essas experiências despertaram o desejo de registrar histórias, compartilhar conhecimentos e evidenciar o potencial do ciclismo e do cicloturismo como ferramentas de desenvolvimento humano e social. A obra é destinada ao público em geral, especialmente às pessoas que apreciam a natureza, o esporte, a bicicleta e a busca por uma melhor qualidade de vida. Também é voltada para educadores, estudantes, gestores públicos, ciclistas, cicloturistas e todos aqueles que se interessam por temas relacionados à mobilidade ativa, sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento comunitário.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha trajetória no mundo das letras começou com a publicação da obra Cicloturismo e Desenvolvimento Regional: Reflexões a Partir do Estudo de Caso da Trilha da Samaúma (AP), lançada em 2022. Inspirado pela minha paixão pelo ciclismo e pela beleza da Amazônia, especialmente da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o livro aborda o cicloturismo como ferramenta de desenvolvimento regional, destacando seu potencial para gerar emprego, renda, inclusão social e promover a valorização ambiental e cultural das comunidades locais.
A partir dessa primeira obra, iniciei uma intensa jornada como escritora, participando de lançamentos, feiras literárias, clubes de leitura, antologias, exposições culturais e eventos nacionais e internacionais, além de integrar academias e grupos organizados de escritores comprometidos com a valorização da literatura e da cultura amazônica.
Mais do que um sonho realizado, considero esse livro o primeiro de muitos projetos. A escrita tornou-se uma extensão do meu propósito de educar, inspirar e contribuir para o desenvolvimento sustentável, unindo literatura, educação, cultura, cicloturismo e transformação social. Ao longo dessa caminhada, também publiquei capítulos de livros e artigos científicos, ampliando minha atuação como autora e pesquisadora.

O que te inspira escrever?
Minha inspiração para escrever nasce, principalmente, das experiências que vivo, das pessoas que encontro e da realidade que observo ao meu redor. O ciclismo, a Amazônia, a natureza, a educação, a cultura e as histórias de transformação social despertam em mim o desejo de registrar, refletir e compartilhar ideias.
Também me inspira a possibilidade de, por meio da escrita, valorizar nossa região, preservar memórias, provocar reflexões e mostrar que pequenas iniciativas podem contribuir para grandes transformações. Para mim, escrever é uma forma de dar voz às experiências e transformar conhecimento, sentimentos e vivências em algo que possa inspirar outras pessoas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que meu livro merece ser lido porque apresenta uma visão inspiradora sobre o poder transformador da bicicleta na vida das pessoas e das comunidades. Mais do que falar sobre cicloturismo, a obra convida o leitor a refletir sobre desenvolvimento sustentável, preservação ambiental, qualidade de vida, mobilidade ativa e valorização das riquezas culturais e naturais da Amazônia.
O grande diferencial do livro está em unir pesquisa, experiências reais e o olhar de quem vivencia o ciclismo como prática de vida. A partir do estudo de caso da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o leitor conhece um território rico em história, cultura e biodiversidade, compreendendo como o turismo responsável pode contribuir para o desenvolvimento regional sem abrir mão da conservação ambiental.
Além disso, a obra desperta o desejo de explorar novos caminhos, respeitar a natureza e enxergar a bicicleta como instrumento de inclusão, saúde, educação e transformação social. É um livro que dialoga com ciclistas, amantes da natureza, pesquisadores, educadores e todos aqueles que acreditam que um futuro mais humano e sustentável é possível.
Além de alertar para a necessidade de ampliação da mobilidade, segurança para o uso da bicicleta e a importância de atingir os índices de desenvolvimento sustentável necessário.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a editora através do livro de um amigo, Marlon Miranda que publicou uma obra e me convidou para escrever a orelha do livro.

Obrigada pela sua participação.
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22 agosto, 2026

Anderson Flávio - Autor de: CONEXÕES ENTRE PSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - VOL. III

Anderson Flávio
Psicólogo. Filho de mãe pernambucana e pai mineiro, nascido na zona sul de São Paulo.
Casado há 24 anos com a Regilane e pai da Amanda. Tem experiência com gente desde os doze anos, quando trabalhava na feira cuidando de uma barraca de chinelos. Foi flanelinha na feira de Moema —SP. Depois trabalhou com atendimento ao cliente, a seguir, na área de RH por muitos anos, como gerente de Recursos Humanos.
Psicólogo clínico, com pós-graduação em Neurociências pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e MBA em Recursos Humanos. Faz atendimentos individuais, de adolescentes, adultos e idosos. Trabalha com atendimento on-line para qualquer lugar do Brasil ou do exterior.
Palestrante há mais de 12 anos e convidado de grandes empresas e instituições, como: IML, Hospital Juqueri, Ganha Tempo, Sociedade Bíblica do Brasil, entre outras. Workshops corporativos em empresas, treinamento e capacitação profissional.
Autor dos livros: A essência da Humildade, Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. I e Vol. II.
Gosta de leitura e lê de tudo sem preconceito. Arrisca alguns acordes no violão, pois gosta muito de música. Gosta de arte, natureza e de conhecer lugares.
Psi por vocação e ajudar pessoas como missão.

Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. III
A espiritualidade aqui não é vista como algo a ser “curado”, mas como parte da própria vivência do paciente que pode enriquecer o processo terapêutico a partir dessa conexão entre Psicologia e Espiritualidade, levando-o a conhecer a sua própria identidade. Percebemos um olhar atento às marcas formativas da família, às dinâmicas relacionais que nos estruturam e, tantas vezes, também nos ferem, bem como à necessidade de equilíbrio, limites e reconciliação para que a vida floresça com maturidade. Há, em especial, uma abordagem sensível das relações familiares, que reconhece tanto seu potencial restaurador quanto os desafios que exigem discernimento, cuidado e Graça. Os terapeutas aqui dão-nos a impressão clara de que são não apenas profissionais da área, mas testemunhas, como “observadores reverentes”, como se vendo na descrição do tema, numa verdadeira reflexão da vida e da espiritualidade aplicada ao cotidiano de cada um de nós. Lemos estas páginas com a sensação de estarmos sendo acompanhados, não julgados; orientados, não apressados, como se nos dessem uma “receita rápida”, conclusiva e definitiva, replicável em série, não uma experiência transcendente, que nos leve à contemplação e ao reconhecimento de nossa própria finitude. Finalmente, trata-se de uma obra que nos convida a perceber, em meio às fragilidades humanas, o cuidado paciente e redentor do grande amor de Deus, que sustenta processos, cura feridas e conduz à vida reconciliada, ou “vida abundante”, como Ele prometeu: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

ENTREVISTA

Olá Anderson. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Um conjunto de ensaios que tem por objetivo mostrar a conexão entre a psicologia e a espiritualidade. A espiritualidade como uma dimensão do ser humano, inclusive a dimensão mais imaterial, não pode ser sucumbida pelo conceito incompleto de que o ser humano é biopsicossocial. O ser humano na verdade é biopsicossocialespiritual. Essa é a proposta do livro mostrar isso para o público.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasce de uma inquietação de perceber que quando se trata de discutir o que constitui o ser humano, a dimensão espiritual por vezes é marginalizada. Os grandes expoentes da psicologia consideravam a dimensão espiritual do ser humano, como: Viktor Frankl, Gordon Alport, Maslow, Rudolf Allers, Carl Rogers, Jung e outros.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
O projeto é uma trilogia, estamos publicando o volume III. Materializamos um objetivo muito grande, colocar no mercado uma literatura que aborde a dimensão espiritual do ser humano.

O que te inspira escrever?
Como organizador da trilogia sempre gostei de escrever desde criança. Me destacava nas aulas de português na escola. Tinha muita facilidade de redigir redações, de fazer leitura e de interpretar textos. Tenho sete livros publicados e estou apenas começando. Tenho muitos projetos de escrita.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Muito. A demonstração de que se não considerarmos a dimensão espiritual, o ser humano fica manco. É como se olhássemos para o ser humano de maneira muito incompleta. A materialidade não dá conta de responder todas as complexas questões da alma humana. O ser humano tem necessidade de transcendência.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a Scortecci há alguns anos pela internet. Entrei em contato e a Paola e ela foi extremamente atenciosa comigo. Me ganhou pelo atendimento humanizado e atencioso. Resolvi fechar a edição da trilogia com ela.

Obrigado pela sua participação.
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21 agosto, 2026

Vinícius Lemarc - Autor de: PASSARIM

Vinícius Lemarc
Natural de Fortaleza-CE,  não é apenas um poeta e ficcionista interessante. Transitando pelas mais variadas formas e estilos, já publicou "Vassalo: poemas e rodapés", um livro de poesias que, com maestria, mistura delicadeza, variedade e profundidade.
Seu segundo livro, "Crônicas para Maiores", ilustra também o seu domínio do texto narrativo curto, e a habilidade para o texto crítico e de verve doce e divertida. Seu primeiro volume de "Fábulas" é realmente delicioso; uma coletânea de narrativas que vai do clássico ao moderno com a desenvoltura própria de um artesão das letras. Agora, seu último livro, "Passarim", lançado pelo selo Pingo de Letra, da Editora Scortecci, é uma espécie de singela dedicatória aos pequeninos, uma obra que mostra mais uma faceta desse autor que, aos poucos, e merecidamente, vem conquistando o seu espaço.

Passarim

Ilustrações: Byron Wyatt
Este é um pequeno livro sobre buscar o próprio caminho! A história de Passarim, que, nascido em cativeiro, vê, junto dos pais, os dias passar, sem expectativas de uma vida produtiva e bela. Mas Passarim é espírito livre, e, quando encontra oportunidade, voa em busca de realização! Uma história inspiradora para os pequeninos, que, aos poucos, construirão um forte ímpeto de autonomia, voltado ao bem, superando o que restringe sua plenitude, sejam barreiras reais ou imaginárias.


ENTREVISTA

Olá Vinícius.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Inicialmente, gostaria de agradecer à Revista do Livro pelo convite para falar um pouco sobre mim e sobre o meu trabalho com a literatura.
Bem, Passarim é um livro que tenta alcançar o olhar e a perspectiva da criança. Creio que essa seja sempre uma barreira a transpor por quem escreve para esse público.
A mensagem, portanto, é simples, e procura fazer com que elas apreciem para além das ilustrações; que percebam, sem o óbice de maneirismos, um pouco sobre a necessidade de lutar frente aos obstáculos, rumo à realização pessoal, por meio de uma vida enriquecida por boas experiências.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse é um livro escrito por ocasião do nascimento de uma filha. Não havia pensado, à época, em publicar. Depois dele, escrevi outros, alguns já publicados. Julguei, então, que seria boa ideia dá-lo a conhecer por outras crianças. Fiz alguns ajustes, e, enfim, acho que elas irão gostar.
As ilustrações e a personagem principal também têm uma identidade visual muito própria, e acredito que cativará a garotada, o que é a melhor recompensa.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Antes de tudo, escrever, para mim, é um enorme prazer. Se pudesse, o faria com uma constância muito maior. Sou um apaixonado pela arte e pela literatura, embora saiba das minhas imensas limitações a respeito. Mas essa coisa de amor, às vezes, é mesmo estranha. Penso ainda que a literatura e a música disputam o primeiro lugar no panteão das artes.
Gosto muito do contato com a música, com os livros e com as pessoas que amo. Aliás, acho que sou mesmo o último romântico. Gosto do contato com plantas, pássaros, de pequenos prazeres, como a marcenaria e todo tipo de trabalho manual que possa realizar.
Acho estranho também, mas tenho um olhar para o homem e para o mundo, e me desanima o quanto tudo isso carece de amor. Me incomoda que boa parte das pessoas não perceba que ele é a maior dádiva da vida. Acredito que isso perpassa o que escrevo, mas tento ser sóbrio e equilibrar bem as coisas.
Sobre a minha escrita, sou poeta, ficcionista e também aforista. Escrevo essencialmente para adultos, mas reservo sempre um tempinho para nossos pequenos. Sempre gostei de inventar histórias para as crianças, e elas adoravam. Provavelmente, apenas por que não ouviam coisas assim em outros lugares.
Gosto de escrever não ficção também, mas essa não é uma escolha. É algo que fica na mesa.
Como todo autor, meu desejo é que as pessoas tenham contato com o que escrevo; e não só; espero que tenham contato com a beleza e a vastidão da literatura universal, seja do passado ou contemporânea.
Quando escrevo um texto, um livro, um poema sinto que aquilo é para as pessoas, que se elas olharem com cuidado, talvez se deparem com coisas adoráveis, instigantes, reflexivas... Sinto-me como alguém que serve aos outros. Que divide algo. E espero que as pessoas olhem, se animem, se emocionem, se fortaleçam... essas coisas.
Seja na produção adulta ou na infantil, o compromisso é descrever com honestidade o percebido, ainda que às vezes não goste da realidade vislumbrada. Penso que só entendendo-a melhor se aumentam as chances de se encontrarem caminhos.
Quanto à minha carreira literária, ainda não está organizada como imagino, mas Passarim é parte de uma família que, espero, continue crescendo e se melhorando.
 
O que te inspira escrever?
Quase tudo. Isso é algo bem curioso, mas não sei se cabe tentar explicar aqui. Obviamente há coisas que não me estimulam, mas a mente humana, os acontecimentos, os sentimentos chamam minha atenção, para dizer de modo simples, já que nem mesmo eu entendo isso direito. Fato é que se eu não gostasse de escrever acho que seria um fardo. Mas não. O desafio é perder o mínimo possível do que se apresenta ao escrutínio. Sou muito quieto, mas a minha mente não é bem assim.
 
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que não só ele como os outros. São feitos com carinho, para apresentar às pessoas novas histórias, novos pontos de vista, novos personagens, etc. As fábulas, por exemplo, eventualmente, sei de alguém que usou uma em suas aulas. Essa é uma alegria imensa, para mim. Em todos os livros creio que dá para encontrar algo legal. Passarim não é diferente.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Todo escritor que ainda não se estabeleceu está sempre de olho em tudo. Não recordo exatamente quando ou como; acho que navegando; mas parabenizo a Editora Scortecci por seu trabalho incrível em prol da cultura e da literatura no Brasil, sobretudo apoiando decisivamente novos autores.
Para concluir, agradeço tanto à editora pelo apoio quanto a todos que leram essa entrevista ou qualquer dos meus livros. Muito obrigado!

Obrigado pela sua participação.
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