11 junho, 2026

Pedro Magno - Autor de: ANTOFAGASTA

Pedro Magno
Nasceu em 10 de janeiro de 2003, na cidade de Goiânia, Goiás. Seu gosto pela literatura começou quando conquistou o segundo lugar num concurso de redação realizado durante a feira de livros de sua escola, cujo tema era "histórias de ternura", e, como não tinha muita familiaridade com livros em casa, passou a frequentar livrarias e bibliotecas sempre que podia. Foi durante uma viagem à cidade de São Paulo que seu interesse pela poesia surgiu, especificamente; naquele tempo a Livraria Cultura ainda operava no Conjunto Nacional, e o lugar era simplesmente "inesquecível, um refúgio, um lugar para se estar bem … feliz", nas palavras do próprio autor.
Além disso, a ideia de poder pensar aquela cidade através de textos onde reinam as figuras de linguagem, o sentido figurado e a ordem não convencional, caótica, das palavras, em outras palavras, a poesia, fez com que o autor se apaixonasse por esse gênero literário, e "por sua capacidade única de representar nossas experiências e ampliar nossa linguagem".

Antofagasta
A coletânea Antofagasta, segunda obra publicada pelo escritor goiano Pedro Magno, possui um movimento singular: versando principalmente sobre a masculinidade construída no centro-oeste brasileiro, uma identidade verdadeiramente hegemônica que avança sobre as outras masculinidades permeando o imaginário coletivo, os textos possuem características marcantes que os diferenciam profundamente. Enquanto que alguns apresentam a violência de forma direta e incisiva, causando desconforto e incômodo no interlocutor, outros aparentam um certo comedimento - como se tivessem sido escritos após um longo processo de amadurecimento emocional, a fim de ponderar sobre as crises que enfrentamos ao longo da vida -, e ainda alguns textos têm como característica o caráter cômico: o objetivo de serem piadas. Violência enquanto performance de gênero, marcas da colonização na América Latina, expressões culturais como forma de resistência, crises políticas e a própria literatura são alguns dos temas abordados no livro.

ENTREVISTA

Olá Pedro.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
 
Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um compilado de textos poéticos que versam sobre o encantamento com o qual a violência é apresentada ao longo do processo de formação da identidade masculina no Centro-Oeste brasileiro, e como, sendo assim, se torna uma prática moralmente aceita e socialmente parabenizada. Partindo da compreensão de que a masculinidade dessa região do país habita o imaginário nacional, exercendo uma influência cultural (principalmente em relação à imagem do homem sertanejo) e ditando um modelo de comportamento, o livro Antofagasta se propõe a expor as diferentes maneiras com que se disfarçam agressões e assédios para adentrarem na performance social. Em certos momentos, a escrita desse livro me fez questionar se os valores e princípios difundidos pela minha sociedade realmente cumprem o papel de travestir a violência, ou se esse conjunto de moralidade é a própria violência. Ademais, questões relacionadas à crise na República, e ao espectro do corpo militar perante os últimos acontecimentos políticos permeiam as diferentes narrativas do livro.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia foi surgindo aos poucos, na realidade. Gosto muito de escrever e faço isso de forma despretensiosa, sem a intenção de compor um livro, por exemplo. Escrevo as reflexões que me vêm à mente. Com o passar do tempo, os poemas desse livro foram escritos ao longo de cinco anos, o tema da violência em suas mais diversas modalidades se tornou o mais recorrente - fruto de vários episódios que se tornaram destaque para mim, fatos que ocorreram em minha cidade, Goiânia, e na região rural do estado. O que sempre me pareceu óbvio é que nenhum tipo de prática, que num primeiro momento parece causar comoção social, poderia perdurar por tanto tempo, atravessando gerações, sendo executada sempre pelos mesmos tipos antropológicos, sem que houvesse um “respaldo”, ou uma “justificativa” concedida pela própria sociedade. Daí a performance masculina cultivada em Goiás, e no Centro-Oeste. O público alvo não é específico, de qualquer modo acredito que seja uma leitura interessante para os homens - não por propor algo pedagógico, essa não é a intenção da literatura, mas por propor um exercício de leitura que tem a intenção de brincar com a moral vigente, fazendo malabarismos com ironias e pilhérias.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Difícil dizer agora, o principal motivo para eu ter publicado Antofagasta é contribuir para a literatura do Centro-Oeste. Nós somos uma região sobre a qual se especula bastante. Não são poucas as produções veiculadas nas mídias de massa (novelas, filmes, músicas, videoclipes, etc.), que retratam nossa cultura de um ponto de vista mercadológico, atendendo a uma demanda de produções, mas em relação aos livros escritos aqui, muito pouco se fala, até mesmo no âmbito acadêmico. Essa é minha grande intenção, mas não descarto a possibilidade de publicar outros textos.

O que te inspira escrever?
A linguagem. Utilizar a linguagem para modificar a compreensão da realidade, formulando novos termos e expressões, inventando novas formas de compor escrita (função que o gênero poesia consegue executar magnificamente), é a grande razão pela qual eu escrevo. E é incrível como um conjunto de palavras escritas, distribuídas numa ordem x, pode ser lido, decifrado, e rapidamente despertar no interlocutor um sentimento. É uma resposta imediata e inevitável. Como quando eu expôs alguns dos meus textos na ALEGO, algumas pessoas conversaram comigo, me contaram o quanto os textos causaram incômodo, desconforto, sendo que muitos não ultrapassam cinco linhas. Essa comunicação é o que me encanta, e é um dos princípios com os quais se pode discorrer sobre o direito à literatura.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que sim, naturalmente, caso contrário não teria publicado. Mas não tenho a intenção de encantar meu leitor com esse livro. Alguns textos, mesmo que poéticos, têm outras intenções. Ser sutil e usar uma linguagem comedida, na maioria das vezes são características que aparentam maturidade, fazem os críticos acreditarem que o autor possui domínio sobre a linguagem, e sobre a literatura. Uma falha cômica, na realidade, muitas críticas são equívocos e sempre acabam em engano, como diria Rilke. Não, a experimentação é substancialmente o descompromisso com a academia. O que é vulgar, cínico, irônico, desproporcional e inacreditável, é o que faz um texto se mover, alcançar as pessoas, ir além de uma aula de literatura cujo único objetivo é aprovar no vestibular.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quando eu decidi publicar esse livro comecei a enviá-lo para várias editoras, e obtive muitas respostas: editoras de Minas, São Paulo e do Rio, mas nenhum dos contratos me agradou. Na verdade eu achei que os contratos foram mal redigidos, acredito que as editoras não possuem um departamento jurídico adequado, os erros eram muito grotescos, e os contratos muito toscos. Uma delas se reservava o direito de realizar “alterações textuais” no meu livro, claramente eu não iria assinar um contrato assim. A Scortecci publicou o livro Caderno de Poesia 3, finalista no Prêmio Jabuti do ano passado, foi assim que eu soube da editora. Eu entrei em contato e colhi as informações, o que me agradou foi a liberdade: nenhum tipo de cláusula ou restrição. Eu pude decidir todo o processo de publicação.

Obrigado pela sua participação.
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06 junho, 2026

Jô Drumond - Autora de: VIDAS Á BEIRA DO TEMPO

Nascida na fazenda da Charneca, no sertão de Minas, está radicada em Vitória pesquisadora, tradutora juramentada, poeta e artista plástica.
Vida Acadêmica
Fez o Ensino Fundamental e Médio em Patos de Minas, graduação em Letras, na UFMG, em Artes Plásticas, na Ufes, e em Langue, Civilisation et littérature françaises na Universidade de Nancy - França. Fez pós-graduação lato sensu em Literatura, na Ufes e em Arte e Cultura Barroca, na Ufop (Ouro Preto). Ganhou quatro bolsas de estudos na França, sendo uma para a Universidade de Sorbonne, em Paris, e três para o Centro de Linguística Aplicada da Universidade de Franche Comté, em Besançon. Fez Mestrado em Estudos Literários, na Ufes, Doutorado em Semiótica (subárea Literatura e Artes Plásticas), na PUC-SP, e Pós-doutorado em Literatura Comparada, na UFMG.
Atuação
É membro efetivo da Afemil (Academia Feminina Mineira de Letras), da AEL (Acad. Espírito-santense de Letras), da Afesl (Acad. Feminina ES de Letras), do IHGES (Instituto Histórico e Geográfico do ES), da AJEB (Assoc. de Jornalistas e Escritoras do Brasil). É ex-membro do Conselhos Estadual, do Conselho Municipal de Cultura do ES e do Comitê da Aliança Francesa de Vitória.
Publicações
Tem 30 livros publicados (ensaios, contos, crônicas, poemas, romances, literatura infantil) e diversas publicações em antologias, jornais, revistas científicas, anais de congressos nacionais e internacionais.

Vidas à Beira do Tempo - "Causos" do Brasil Profundo
Este livro nasceu da escuta de vozes simples, quase sempre silenciadas, do murmúrio das cozinhas, dos currais, das trilhas, dos quintais, das rezas, dos silêncios... As histórias aqui reunidas transitam entre memória, imaginação e afeto. Não pretendem ser documentos, mas testemunhos sensíveis de um tempo, de um lugar e de uma gente. Trata-se de um livro de histórias ambientadas no início do século XX num vilarejo, aqui chamado Angico, e na zona rural circundante. As narrativas, embora ficcionais, são baseadas em fatos verídicos vivenciados pela gente simples daquele recanto do sertão mineiro, onde todos se conhecem e cujas histórias se entrelaçam. Nesse engenhoso conjunto de narrativas interligadas, há personagens que ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance em outras. O arruado do Angico, que povoa estas páginas, não existe mais tal e qual, mas permanece vivo no coração, na lembrança, na palavra dos anciãos que ali viveram e repassaram oralmente, às novas gerações, os “causos” aqui registrados.

ENTREVISTA

Olá Josina. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um livro de histórias ambientadas no início do século XX num vilarejo aqui denominado Angico, e na zona rural circundante. As narrativas, embora ficcionais, são baseadas em fatos verídicos vivenciados pela gente simples daquele recanto do sertão mineiro, onde todos se conhecem e cujas histórias se entrelaçam. Nesse engenhoso conjunto de narrativas interligadas, há personagens que ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance, em outras. O arruado do Angico, que povoa estas páginas, não existe mais tal e qual, mas permanece vivo no coração, na lembrança dos anciãos que ali viveram e repassaram oralmente, às novas gerações, os “causos” aqui registrados.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a qual público se destina este livro?
Este livro nasceu da escuta de vozes simples, quase sempre silenciadas, do murmúrio das cozinhas, dos currais, das trilhas, dos quintais, das rezas, dos silêncios... As histórias aqui reunidas transitam entre memória, imaginação e afeto. Não pretendem ser documentos, mas testemunhos sensíveis de um tempo, de um lugar e de uma gente.
A meu ver esse livro destina-se ao público jovem e adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. Trata-se do primeiro de muitos livros ou de muitos sonhos ?
Sempre estive envolvida no mundo das letras, tanto na vida estudantil, na Faculdade de Letras, quanto na vida profissional, como professora de língua e literatura. Comecei a escrever tardiamente, após a aposentadoria. Prometi a mim mesma que escreveria trinta livros antes de morrer. Ao completar o trigésimo, sentia-me com muita vitalidade e inspiração para continuar o labor literário. Destarte, ampliei a quantidade de publicações para quarenta, quiçá cinquenta. O futuro dirá.

O que te inspira escrever?
O mais importante é gostar de escrever. A inspiração está à mercê de todos nós, desde a simplicidade da vida cotidiana, até fatos relevantes da sociedade. Tudo pode estimular a criatividade e engendrar reflexões sobre os fatos narrados.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Se ele mereceu ser escrito, certamente merecerá ser lido.
O que poderá encantar os leitores é o fato de que, em um vilarejo fictício, situado em qualquer recanto do Brasil, histórias de vida possam revelar a complexidade humana escondida nas minudências do cotidiano.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Na época de meu doutoramento, em São Paulo, soube da excelente linha editorial da Scortecci e, desde então, publiquei diversos livros por meio dessa editora.

Obrigada pela sua participação.
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01 junho, 2026

JC Bridon - Autor de: CRIADOR DE VERSOS: PARTE I E II

JC Bridon

Nome literário de Júlio Cesar Bridon dos Santos.
Natural de Gaspar-SC poeta e escritor, já escreveu 70 livros e publicou 21 em português, inglês, francês e espanhol. Membro de várias academias.
Participou  de mais de 100 Antologias pelo Brasil e Exterior.
 "Podem me impedir de escrever mas, de pensar, jamais."

Criador de Versos - Parte I e II
Criador de versos é uma obra carregada de sonhos, de encantamento e de descobertas. Mas é também um convite a refletir sobre o que somos e o que podemos ser através dos sentimentos mais profundos, das emoções que nos movem e da poesia que nos eleva.







ENTREVISTA

Olá Júlio Cesar. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Sua expressão poética, agora em "CRIADOR DE VERSOS" continua esplendorosa! São palavras, versos, enfim, os poemas relatam vivências para viver, sonhar e amar, mas também faz pensar, sofrer, sentir a dor de perder. Senhor Júlio, nesta obra, apresentou nos a personagem de forma que lutou, batalhou e viveu sonhos sonhados e sentimentos sentidos - embasamento para uma vida vivida intensamente e poder recordar e viver bem sempre, para sempre!
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Depois de escrever mais de 70 livros, em prosa e verso, surgiu mais um de poesia para alcançar o maior número de pessoas possível, sem a preocupação de serem ou não adultos. O livro é para todos os que interessados estão nesse mundo poético.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Mais um sonho realizado de alguns outros já publicados. Preencher um vazio que está cada dia mais fazendo com que os novos poetas.
 
O que te inspira escrever?
O amor pela natureza, pelos sentimentos maiores de quem almeja retomar o que já está um pouco esquecido. “O poeta é um ser diferente que veio de um outro mundo para tornar os poetas dignos de serem chamados de sonhadores de versos”.
 
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Ao mergulharmos neste livro, somos chamados a nos perder nas beldades do amor e do querer, a vivenciar as paixões e a esperança, e a compreender que, no fim das contas, todos somos "Viajantes intrépidos" em busca do eterno, do sublime, e do eterno pulsar da vida. Este é, sem dúvida, um convite à contemplação de nossa própria jornada de sonhos e sentimentos. Que, ao abrir as páginas, o leitor se permita ser levado pela poesia que cria, sente e revela a alma do ser humano. Acredito e desejo que sim. Meu livro merece ser lido por uma grande maioria que trata os versos encantados e deles fazem o seu viver no dia a dia.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Já tendo um livro publicado pela Scortecci o que muito me agradou, pela sua honestidade e presteza, decidi novamente vir até aqui trazendo meu novo livro de poesias para serem editados pela Scortecci.

Obrigado pela sua participação.
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23 maio, 2026

Carlos Menegueço - Autor de: DICAS DE UM BISAVÔ

Carlos Menegueço

Brasileiro, viúvo, 83 anos, descendente de italianos, nascido em Osasco-SP. Técnico em Adm. de Empresas, Segurança do Trabalho e Instrutor de Treinamento, tendo atuado na área de Recursos Humanos por mais de trinta anos, ocupando cargos de confiança. Na juventude foi músico, baterista de uma banda popular, em companhia de seus irmãos. Sua experiência no trabalho, gosto por leitura, estudos de filosofia e psicologia, despertaram o desejo de escrever livros. Antes, escreveu dois. O primeiro foi “De olho na vida”, 70 textos sobre conduta humana, editado em 1913 e uma segunda edição em 2020. O segundo foi “O pescador apaixonado”, romance de uma órfã, em busca da felicidade. E o terceiro, "O que aprendi com a Vida". E agora o quarto "Dicas de um Bisavô".

Dicas de um Bisavô
Depois de muitos estudos a anos de trabalho na área de Recursos Humanos, observando o comportamento das pessoas em geral e suas consequências negativas e positivas ao longo da vida, escrevi minhas reflexões, objetivando oferecer alternativas para mudanças de rumos, na constante busca da verdadeira felicidade.






ENTREVISTA

Olá Sr Carlos. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

De que trata o livro?
Uma série de pensamentos profundos, em sentenças breves e conceituadas sobre a conduta humana.

Como se deu a ideia de escrever e qual o público? 
A ideia é antiga, nasceu como resultado dos estudos, leitura de muitos livros, longa experiência no trabalho, na área de Recursos humanos, além da observação da conduta das pessoas, em toda parte, analisando causas e consequências de suas escolhas na busca da felicidade. É um livro para o público em geral, apreciador da boa leitura.

Fale de você e de seus projetos, no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sempre gostei de ler e escrever. No ano de 1990, decidi tornar realidade o meu desejo de escrever um livro. Mas só depois de aposentado, conclui o primeiro "De Olho na Vida", editado em 2013, o segundo foi um romance, "O Pescador Apaixonado", em 2020.  O terceiro foi "O Que Aprendi com a Vida", em 2024, e agora o quarto  "Dicas de Um Bisavô", todos Publicados pela SCORTECCI EDITORA. Com 85 anos, continuo lendo e escrevendo, por gostar, mas não penso em mais edições.
 
O que te inspira escrever? 
Esse mundo moderno, que precisa de leis severas, para respeitar os direitos humanos, onde a ética e a gentileza estão em baixa, a desatenção e a solidão estão em alta, onde o ter é mais importante do que o ser e a verdade precisa se calar, para não ofender a estupidez.

O seu livro merece ser lido, e o que ele tem de essencial, capaz de encantar os leitores?
Penso que merece, porque tem uma série de pensamentos profundos, em textos curtos fáceis de ler e compreender, objetivando colaborar no aperfeiçoamento civilizatório da sociedade, com  alternativas para mudanças de rumos, em busca da verdadeira felicidade.

Como ficou sabendo e como chegou a Editora Scortecci?
Foi em uma feira de livros em São Paulo, não recordo a data e nem o nome do escritor, que me falou e recomendou a Scortecci.

Obrigado pela sua participação.
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Fabiano Campachi - Autor de: TREM DE GENTE

Fabiano Campachi
Nasceu em Penápolis, interior de São Paulo, e cresceu em Birigui (SP). Em 2004, graduou-se em Letras pela Fundação Educacional de Penápolis e, em 2005, ingressou como professor na rede pública do Estado de São Paulo. É poeta e cronista. Lançou Autorretrato e outros “eus”, em 2014; O quintal da Casa 8, em 2022; e Quem tem medo de passarinho?, em 2024. Além disso, participou da coletânea Frações de versos, em 2022, pela Editora Scortecci.


Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem
Fabiano Campachi convida o leitor a embarcar numa viagem feita de memórias, afetos e pequenas cenas do cotidiano que, à primeira vista, parecem simples — mas carregam a densidade da vida vivida com atenção e sensibilidade.
As crônicas aqui reunidas percorrem infâncias do interior, quintais, ruas sem saída, estações de trem, escolas, vizinhos, famílias, perdas e descobertas. São histórias de gente comum — andarilhos, professores, mães, avós, crianças — que ganham grandeza justamente por serem contadas com humanidade, humor delicado e um olhar profundamente poético.
Com uma escrita que mistura lirismo e oralidade, Fabiano transforma lembranças pessoais em experiências universais. Cada texto é um vagão desse trem: alguns arrancam risos, outros silenciam o leitor, muitos despertam saudade. Todos passam deixando marcas.
Este não é um livro de pressa. É um livro para ler devagar, como quem observa o trem se afastar ao longe, até virar quase brinquedo — e desaparecer. Mas, quando some, algo permanece: o calor dos trilhos, a memória viva e a certeza de que a literatura ainda é um lugar de encontro.
Trem de Gente é, acima de tudo, um livro sobre pertencimento. Sobre quem fomos. Sobre quem ainda somos quando paramos para lembrar.

ENTREVISTA

Olá Fabiano. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem trata de memórias e experiências do cotidiano, especialmente ligadas à vida no interior. A obra reúne crônicas que abordam temas como infância, família, relações humanas, perdas e descobertas, valorizando as histórias de pessoas comuns.
Com uma linguagem sensível e poética, o autor transforma lembranças pessoais em reflexões universais, despertando sentimentos como saudade e identificação. Assim, o livro trata, principalmente, do pertencimento, das lembranças e daquilo que permanece na vida das pessoas ao longo do tempo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever o livro surgiu do prazer de contar memórias e dar sentido a experiências simples do cotidiano, especialmente aquelas vividas no interior, que muitas vezes passam despercebidas, mas carregam grande valor afetivo e humano. Ao transformar essas lembranças em crônicas, o autor buscou compartilhar sentimentos, histórias e reflexões que também pudessem tocar outras pessoas.
Quanto ao público, a obra se destina a leitores diversos, especialmente jovens e adultos que apreciam textos sensíveis e reflexivos. É indicada para quem gosta de histórias do cotidiano, de memórias afetivas e de uma leitura mais calma e contemplativa, capaz de despertar identificação, emoção e nostalgia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou um autor movido pela palavra, pela memória e pelas histórias que nascem do cotidiano. Minha escrita está muito ligada às experiências vividas, às pessoas que cruzaram meu caminho e aos cenários do interior, que carregam uma riqueza humana e simbólica muito forte. Escrever, para mim, é uma forma de organizar o mundo, de compreender o passado e de transformar lembranças em algo que possa dialogar com o outro.
Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem é, ao mesmo tempo, a realização de um sonho e o início de um caminho. Publicar esse livro representa a concretização de um desejo antigo de compartilhar minha voz e minhas histórias, mas também abre portas para novos projetos, novas narrativas e novas experimentações dentro da literatura.
Tenho o desejo de continuar escrevendo — seja em forma de crônicas, poemas ou romances — sempre buscando manter esse olhar sensível sobre a vida. Mais do que um ponto de chegada, vejo este livro como o primeiro de muitos, um passo importante em uma trajetória que ainda tem muito a dizer.

O que te inspira escrever?
A vida e a oportunidade de conhecer, cotidianamente, histórias diversas é, por si só, inspirador.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sim, o livro merece ser lido porque oferece uma experiência sensível e verdadeira, capaz de tocar o leitor de forma íntima.
O que o torna especial é o olhar atento para as pequenas coisas da vida — cenas simples, memórias do interior, relações familiares — que ganham profundidade por meio de uma escrita poética e ao mesmo tempo próxima da oralidade. As crônicas não apenas contam histórias, mas despertam sentimentos: fazem sorrir, silenciar e, muitas vezes, lembrar.
Além disso, há um forte senso de pertencimento ao longo da obra. O leitor se reconhece nos personagens, nas situações e nas emoções. É esse poder de transformar o cotidiano em algo significativo e universal que encanta e permanece mesmo após a leitura.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Trabalho com a Scortecci desde 2014, quando publiquei meu primeiro livro.

Obrigado pela sua participação.

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08 maio, 2026

Lúcia Vasconcelos - Autora de: ENTRE LINHAS, LETRAS E MEMÓRIAS

Lúcia Vasconcelos
Nasceu em Cipó, Bahia em 1946.Mora no Rio de Janeiro e, aos 70 anos publicou seu primeiro livro Poetizando aos 70... Dois anos depois publicou Encantamento de Viver- Poesias e Crônicas.
Em 2022 publicou Poemas que fiz. Histórias que não contei. Todos saíram pela Scortecci Editora. Também participou de várias Antologias.



Entre Linha, Letras e Memórias

A autora conta um pouco da sua história e como escritora nos últimos dez anos quando começou. Além disso, oitenta sete novos poemas de sua autoria fazem parte da obra.







ENTREVISTA

Olá Lúcia. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Falo um pouco da minha trajetória de dez anos como autora e poemas inéditos.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Depois de quatro anos, achei que seria o momento adequado para uma nova publicação. Minha obra destina-se a um público sensível à poesia, independente da idade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Não é meu primeiro livro. Na verdade, é a quarta publicação. Mais um sonho realizado.

O que te inspira escrever?
O desejo de mostrar coisas simples que tocam a alma. A natureza, o amor, amizades, família e o principal: A alegria de viver.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
O livro merece ser lido pelo carinho dedicado à sua produção. Além disso, a emoção de mostrar que, não existe momento certo para expressar sentimentos de amor e gratidão.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Em 2016, publiquei meu primeiro livro pela Scortecci, por indicação de um professor amigo da minha filha. A parceria tem dado certo.

Obrigada pela sua participação.

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