22 abril, 2026

Iraci Costa Ferreira - Autora de: FASES DE MIM

Iraci Costa Ferreira

Nasceu em 6 de dezembro de 1962 em Santa Cecília do Pavão (PR), onde viveu com os pais e o irmão até os 10 anos. Cresceu em uma fazenda de café nos arredores da cidadezinha de São Jerônimo da Serra, da qual guarda as melhores lembranças.
O primeiro contato com a leitura foi aos 15 anos, quando em uma noite, na volta do trabalho, encontrou um livro esquecido por alguém no banco de uma composição ferroviária. Esse livro fez toda a diferença em sua vida, mudou sua história e a ensinou a enfrentar as adversidades que a vida lhe apresentou.
Em 2012 lançou seu primeiro livro, Infinita paixão, em que conta a história de um triângulo amoroso cercado de sofrimento, drama e muito amor.
No mesmo ano, participou da Antologia de Poesias, Contos e Crônicas Nossa História, Nossos Autores — Volume II, organizada pela Scortecci Editora.
Em 2022 lançou seu segundo livro, Uma vida para Ana, que mostra que o amor acontece o tempo todo, independente de estarmos preparados ou não, e pode salvar vidas.

Fases de mim
Ela foi abrigo, muralha, silêncio.
Essa história sobre uma mulher que depois de ter passado uma vida inteira sendo forte, carregando dores traumas e sofrimentos vivido, durante sua infância adolescia e vida adulta, de repente se vê questionando sua existência, tentando entender os sentimentos.
Durante anos, ela vestiu a armadura da força. Enfrentou dores que ninguém viu, sobreviveu a traumas que ninguém perguntou. Agora, quando tudo parece desmoronar por dentro, ela se pergunta: E se a verdadeira coragem for permitir-se sentir?
Esta é a jornada de uma mulher que, ao tocar o fundo de si mesma, descobre que há beleza na vulnerabilidade. A Infância marcada por silêncios. Adolescência cheia de feridas. Vida adulta construída sobre sobrevivência. Mas quando os sentimentos finalmente transbordam, ela percebe: não dá mais para fugir de si mesma.
Um relato poderoso sobre o peso de ser forte o tempo todo — e a libertação que vem quando se escolhe viver.
Este livro é um convite à introspecção, à cura e à coragem de se reinventar. Porque às vezes, o maior ato de força é se permitir ser frágil.

ENTREVISTA

Ola Iraci.

Do que trata o seu Livro?
O livro é uma autoavaliação da minha vida e das pessoas que fizeram parte dela.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasceu de uma reflexão profunda sobre minha história, minhas dores e traumas. Inicialmente, escrevi com a intenção de que meus filhos me conhecessem melhor. Mas, se minha trajetória puder alcançar outras pessoas e fazer alguma diferença em suas vidas, será ainda mais gratificante.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Este já é o meu terceiro livro, e representa um sonho realizado.

O que te inspira escrever?
A vida.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que sim. O que torna a obra especial é o fato de ser uma história real, vivida intensamente em todos os sentidos.

6. Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Estava em busca de uma editora e encontrei a Scortecci.

Obrigada pela sua participação.
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Marizia Cezar - Autora de: NA ROTA DA SEDA

De nome Artístico MARIZZIA CEZARE – como também se assina Artista Plástica e Compositora; com publicações Contos, e especialmente HQ, em Antologias Anteriores desde 1987 até o momento; são doze livros de objetivo ambientalista como legado para os filhos, netas e ao vindouro bisneto(a), viagens pela Literatura através da Música e Pintura, ECO ARTETERAPIA, performance Psicologia Arquetípica ou Astrologia, com Pesquisa e Estratégias de Resoluções Positivas em Arteterapia – Facilitação TEMPO E PAZ – publicados pela Ed Scortecci até 2024: 1. Poemas do Amor a Vida, 2. Poemas do Amor a Paz (2011) 3. Terra História de Amor (2014) 4. Terra Navegação e Cultura de Paz (2016) 5. Jornada Terra a busca da Linguagem da Paz (2018) 6. Ópera Selvagem (2020) 7. Na Morada do Encantamento Quando Primavera Havida (2020) 8. Gato e Sapato (Tratado Lúdico de Convivência Social), Infantojuvenil Pingo de Letra (2021) 9. Cântico dos Cantos (2022). 10. Casinha de Arteterapia: O Livro (2023) 11. As bem-aventuranças de Gaia (2023).

Tratado da Reforma do Edifício de Igreja traz ARGUMENTO de convicção à importância do conhecimento cultural, abordagens de discurso do Objeto e interpretação do Território. Enquadre enredo energia criativa, por hipótese bioplasma e psicosfera.
Ficção: quaisquer semelhanças se atenham meras coincidências por exaltarem-se inspiração imaginário e real em versão sutil espiritual no entendimento do inventário de ideias típicas, perfis de mistério na voz, tradição folclore, mito abadia em ruínas; lendárias personagens Engenharia e Psicologia afins cosmoéticas pregressas na atmosfera própria arquetípica de Monumento e Princesa. História embalada Literatura pró Turismo, identidade original Cultura Britânica. Camadas do ornamento postas de lado: Empenho - Modo de fazer Emergência, coisas e fatos - OPÚSCULO CONVITE.
Configura-se pertencimento a caminho da Leitura de Cenário ao Planejamento Sociocultural. Distanciamentos, nos sonhos recorrentes lembrete de ressignificações: “Jesus e Salvador, nossos pais, ele Y, morávamos na mesma rua, mesma sala-de aula 6° ano Ensino Fundamental aprendemos o ABSTRATO nas expressões algébricas brincamos carnavais”, foto GÁLIA, “o jardim, ali sentamos no banco da praça”. Cada qual sua família, sonhos contínuos por décadas até 2023, e morreu! De novo em sonhos - ou Projeção Lúcida Consciencial? encontros Igreja pia batismal à luz dos séculos, CONCRETO e Comunicação Mental. Calendário Cósmico, reflexos de raios, matemática interdimensional ciclos-reciclos e reciclagens óbvias, corresponsabilidade ética comunitária local onde se nasceu ou viveu ao ir embora somos todos Terra! DESAFIO À TESOURARIA, época dos danos bélicos, eventos devastadores climáticos, recomposições convívio/ reeducação, cura de moléstia grave à Ciência assinala extrapolações.

ENTREVISTA

Olá Marizia.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro NA ROTA DA SEDA traz COMPLETUDE para minha Obra Literária - Capodanno ou Capolavoro, - termo que remonta à Idade Média na obra que um aprendiz precisava apresentar a uma guilda (companhia de ofício) para provar sua competência e se tornar um "mestre", usado para descrever o melhor trabalho de um artista ou uma obra técnica desígnio artístico excepcional. Magnum Opus (latim).

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Não possuo redes sociais, mas, casualmente online, soube da Reforma necessária porque está em ruinas a construção pelos ingleses desde há quase um século, década anos 30, da Igreja de São João na Fazenda Cia. Inglesa e ora sob Tombamento Patrimônio Histórico e Cultural. Lá onde lecionei década anos 70 desde logo da formação no Magistério em Gália SP, sendo Galiense, nascida no meio rural e produção do casulo (Artista Plástica Marizzia Cezare, Quadros Pintura no Livro). Procurem e confiram tais ativistas comunitários no facebook O Grupo "Juntos Pela Igreja da Companhia Inglesa – Gália/SP" - assim resolvi por Adesão Literária manifestar interesse na ideia em consistência para valorizar a Cultura Inglesa (percepção, será o melhor modo de contato direto para resolver altos custos de restauração e ao se manter para o Público (leitores caracterizem-se Posteridade) a Amizade entre Diplomata (Edifício minha residência) e relações na História entre Brasil e Inglaterra. Imagem da PRINCESA DE GÁLIA, a PRINCESINHA DA SEDA, versus entrelinhas menção honrosa a Princesa de Gales), - como Sugestões formato FICÇÃO instruir proposição servível aos galienses sendo hoje DATA DO 98° ANIVERSARIO DO MUNICIPIO DE GÁLIA 14 de ABRIL, sejam oportunamente através de caminhos oficiais aos encaminhamentos internacionais para o Consulado do Reino Unido.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Depois de conquistar o 1° lugar em Poesia “Requiem para uma princesa” (Menina moça da pele de seda sentada na areia os olhos no céu...) num Concurso Empresarial tive o livro como passaporte pela exigência regulamento da catraca e participei do evento II Congresso Brasileiro de Escritores realizado em São Paulo, entre 19 e 21 de abril de 1985. Organizado pela União Brasileira de Escritores (UBE) lembrado como um momento de reaproximação entre o poder executivo e a classe intelectual, simbolizando a abertura política pós-1985. O presidente José Sarney (nos cruzamos nos bastidores surpresa ao subir escadarias), ele abriu o evento, recebido pela escritora Lygia Fagundes Telles (esta interrompeu a foto ao ver-me do lado de fora da lente, deixou o seu posto, abraçou-me e disse ao fotógrafo da União Brasileira de Escritores: “- Agora pode!”. Dali, conheci o escritor Luiz Avelima com troca de correspondência (consta carta dele em publicação Scortecci).

O que te inspira escrever?
Após experiência pessoal em família com CA em Remissão acompanhei o paciente com Pesquisas sucessivas de Arteterapia (especialização e pós graduação) e Psicologia Arquetípica Junguiana com Astrologia em Pesquisa de campo – toda a obra com Musicoterapia (sou compositora - Ópera Selvagem Scortecci com Partituras Autorais) e Vivências em Pintura coletiva em Arteterapia, de 1990 até 2020. Voltei a escrever para concluir TCC em 2012 POEMAS DO AMOR A PAZ “Transdisciplinaridade representa para mim TRANS SÍNTESE nesta apresentação holo práxis...”, tendo participado 25.09.2010 - 12.12.2010 Brasil / São Paulo / São Paulo – Fundação Bienal de São Paulo ... 29ª Bienal Internacional de São Paulo; 29ª Bienal ...como Acervo do Brasil nas Bienais Internacionais o LIVRO OBJETO RECICLO-RECICLO com Marilá Dardot na Bienal de Artes Internacional 2010 em SP.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
TODO LIVRO MERECE SER LIDO por respeito ao Autor por discutíveis critérios pessoais para o rejeitar. O alvo desse livro para encantar os leitores está no contexto ficção como inspiração imaginário e real em versão sutil espiritual no Monumento grandioso de Princesa Imagem na tradição folclórica.
Este livro NA ROTA DA SEDA traz o moderno perfil no conceito Causas Humanitárias Memória e Ações de Graças como Integração Ética Comunitária nos tempos de acolhimento jurídico a diversidades; em 23 de outubro 2025 na Capela Sistina Roma Itália, monarca britânico e um papa em 500 anos, citação Rei Charles III ao Papa Leão XIV no foco Diálogo Ecumênico: Sustentabilidade e Ecologia Íntegra, vide Turismo Ecológico, Galia e Pesquisa.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
SINCRONICIDADE: 13
Editora Scortecci começou na sexta-feira 13 de agosto de 1982, loja 13, Rua Teodoro Sampaio: Em 1982 vivenciamos o Câncer infantil e 1987 escrevi o livro POEMAS DO AMOR A VIDA após a Remissão, textos com psicografias em Centro Espírita na Vila Mariana SP SP; estava pesquisando preço de Escrivaninha na Rua Teodoro Sampaio, entrei na Galeria Pinheiros apresentei-me e fui recebida com um beijo, empatia de característica do reconhecimento de personas de vidas pregressas, ali assinei o Contrato Editorial de Autor Independente, e até 2026. São 13 livros com objetivo sempre da liberdade de publicar assunto de interesse ARTE E PSICOLOGIA, PESQUISA, e distanciamento do marketing comercial tradicional.

Obrigada pela sua participação.

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18 abril, 2026

Benedita Lima Cristófoli - Autora de: O SÍTIO DA TIA MARIETA

Benedita Lima Cristófoli

É mineira, nascida na cidade de Luz, tendo escolhido o estado do Paraná para residir. É mãe de quatro filhos, avó de vários netos e bisnetos.
Sempre primou por uma vida compartilhada com a família e amigos.
Benedita sempre sonhou longe, gosta de viajar e estar perto de quem realmente importa. É escritora, e em sua trajetória literária conseguiu transcrever boa parte de sua história, e de vários de seus sonhos em sua obra composta por cinco romances, seis livros infantis, além de relatos também em diversos contos.
Entre um livro e outro, cursou a faculdade de Pedagogia, desenvolveu projetos para a Educação de adultos, para a qual lecionou. Fez formação em Hata Yoga. E, paralelamente às suas muitas atividades, realizou várias viagens por todo o Brasil e vários lugares no mundo.
Em 2023, Benedita representou muito bem o Brasil, sendo convidada a expor seus livros na Central Library of Manchester, na sessão especial dedicada à língua portuguesa. Em 2024, participou da Bienal do Livro de São Paulo.
Benedita é presença constante na Academia Mourãoense de Letras, e sua jornada literária continua a florescer. Atualmente conta com mais dois livros em fase final para lançamento em 2026.

O sítio da Tia Marieta

Uma história encantadora sobre amizade, descobertas e a magia das férias no campo: Robertinho leva os amigos João e Carlos para passarem férias no sítio onde ele mora com Tia Marieta. Eles vivem muitas brincadeiras e aventuras em meio à natureza. Entre descobertas e aprendizados, os meninos criam lembranças inesquecíveis e se despedem cheios de saudade daqueles dias felizes.
Ilustrações: Tiago Silva




ENTREVISTA

Olá Benedita.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que se trata o livro?
Robertinho leva os amigos para passarem férias no sítio onde ele mora com a tia Marieta. Foram dias de muitas brincadeiras e aventura em meio a natureza, entre descobertas e aprendizados.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu objetivo é desenvolver na criança o gosto pela leitura.
É para crianças e adultos, todo mundo traz dentro de si uma criança.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O Primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou feliz e realizada, mesmo tendo começado mais tarde. Ao longo desse caminho, tive a oportunidade de estudar, concluir um curso acadêmico e publicar meus livros: Sonhos realizados.

O que te inspira para escrever?
Me inspira a natureza, viajar, ler e sonhos repetidos que tenho com frequência. Além do lago, “O sítio da Tia Marieta” que ganhei de presente.

O seu livro merece ser lido? Oque ele tem de especial e capaz de
encantar leitores?
Todo livro merecerem ser lido, em cada livro que ler, sempre se adiciona algo interessante.

Com ficou sabendo e chegou até a editora Scortecci?
A escritora Cristina Glaúcia Mota, me indicou a editora Scortecci.

Obrigada pela sua participação.
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Raul Borges Guimarães - Autor de: A CHUVA SIMPLESMENTE CHOVE

Raul Borges Guimarães
É mineiro, professor titular do Departamento de Geografia da UNESP de Presidente Prudente. Formado pela PUC-SP em geografia, foi professor da Educação Básica no Colégio Equipe de São Paulo na década de 1980, publicou diversos livros didáticos e especializou-se em Geografia da Saúde desde quando ingressou na carreira docente em 1990. É bolsista produtividade do CNPq, com livros e artigos sobre saúde, ensino, cartografia temática e planejamento territorial. Recebeu o título de “Cavaleiro do Mérito Educativo” pelo Ministério da Educação e o Prêmio Josué de Castro pelas suas contribuições para o desenvolvimento das políticas de educação e saúde no Brasil.

A chuva simplesmente chove
Neste livro de crônicas, se mostra um guardião de memórias coletivas. Mergulhando no universo de lembranças da infância, da juventude, em vivências intergeracionais e em acontecimentos singulares ou históricos, exala lugares que habitam em nós e que necessitamos explorar. Reflexões pontuais apontam rizomas universais que envolvem ancestralidades, mitologias, o cuidado com o meio ambiente, as artes, a literatura e tantas outras vertentes da vida que tanto fazem falta para a construção permanente de nossa subjetividade e vida saudável, com tomada de consciência sobre as ideias e valores que nos rodeiam. Enfim, nas crônicas deste livro o tempo tem gosto, tem aroma e não é linear. O tempo não para. Não há presente, passado e futuro: o tempo é memória e memória é tempo.

ENTREVISTA

Olá Raul.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro reúne crônica que escrevo semanalmente no jornal O Imparcial, município de Presidente Prudente. Trata-se de cenas cotidianas, assim como situações vividas como professor universitário.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Fui formando um público nas redes sociais, que acompanha semanalmente a minha produção. A publicação do livro significou um balanço da escrita dos últimos 5 anos e o fechamento de um ciclo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou professor da UNESP há 36 anos e professor de geografia desde 1982.
Tenho vários livros didáticos e obras acadêmicas. O livro de crônicas é o primeiro de outros projetos. Já tenho 270 crônicas aguardando outras publicações. Talvez comece a escrever contos também.

O que te inspira escrever?
Sempre parto de alguma situação cotidiana, mas a escrita me leve para relações familiares, intergeracionais (com meus estudantes) e reflexões mais gerais acerca da vida social.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
O livro foi preparado por um editor experiente, que conseguiu organizar a obra de maneira que o leitor vai progressivamente se envolvendo com os temas. São textos curtos, mas numa linguagem direta, mas também afetiva e poética. É uma oportunidade para conhecer um pouco mais de perto a vida de um professor.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quem me indicou a editora foi José Castilho, criador da Editora da UNESP e grande amigo. Tive o privilégio de ter a apresentação do livro escrito por ele.

Obrigado pela sua participação.
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05 abril, 2026

José Seráfico - Autor de: HÁ POESIA EM TUDO

Nome literário de JOSÉ da Silva SERÁFICO de Assis Carvalho, nascido em Belém do Pará, iniciou sua viagem em 23 de abril de 1942. Seu percurso inclui a passagem por estabelecimentos de ensino exclusivamente públicos (Grupo Escolar Pinto Marques; Colégio Estadual Paes de Carvalho e Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará). Recebeu o diploma de bacharel em 1965. Demorou pouco tempo advogando. Fez-se Professor de Administração pela Escola Brasileira de Administração Pública- EBAP (I PRONAPA, Programa Nacional de Aperfeiçoamento de Professores de Administração), na Fundação Getúlio, Vargas, Rio de Janeiro, em 1967. Completou o currículo escolar em cursos de pós-graduação (Desenvolvimento Econômico, CEPAL; e Administração de Projetos Universitários – Escola Interamericana de Administração Pública- EIAP/FGV).
Aos 12 anos de idade, foi atraído pelas letras. Na 2ª série do CEPC, manteve um “jornalzinho”, de um só exemplar, “O Clarim”. Wagner de Andrade Figueira, amazonense, era seu colega nessa primeira aventura “jornalística”. Ginasiano, dirigiu o “CEPC”, do Centro Cívico Honorato Filgueiras. Universitário, com um colega (Mariano Klautau de Araújo), dirigiu o TABLÓIDE-UAP. Então, já trabalhava ano Jornal do Dia, Belém-PA.
Transferido para Manaus, foi editorialista de A Crítica por mais de 20 anos. Produz artigos semanais assinados, editados por esse mesmo jornal. Permaneceu por anos como articulista de O Liberal, de Belém. Superam os 3.000 os artigos editados pelos dois diários, mais os que tem publicados em outros veículos. Num deles, do Instituto de Estudos Avançados, da USP, é parceiro do sociólogo Marcelo, seu filho. Escrevem sobre a zona franca de Manaus.
Adolescente, participou de grupos literários de que foi fundador, com outros colegas de viagem: Silogeu dos Novos e Centro de Propagação Cultural, ambos em Belém. Só em 1995 teve publicado o primeiro livro de sua autoria – Memórias Talvez Precoces, CEJUP, Belém, PA. (Se desdenharmos da plaqueta com que foi classificado em primeiro lugar, em concurso nacional promovido pelo Conselho Federal de Administração, sobre o estágio supervisionado (1984).

É uma afirmativa cheia de verdade, assim como se sabe que não há palavra poética, toda palavra é poética. Se houvesse palavra poética isso daria ao poeta um trabalho bem maior do que tem ao escrever um poema. Ele estaria o tempo todo ocupado em procurar palavras poéticas para expressar sua emoção, crisântemo, cristalino, crepúsculo, etc., referindo-se apenas a palavras começadas pela consoante c. No entanto, todas as palavras, com início em todas as consoantes e vogais do nosso alfabeto, são poéticas, visto ser a palavra, qualquer que seja, o instrumento com que manifestamos o sentimento ou coisa que revele a beleza da nossa caminhada pela vida.

[...] toda palavra é poética, dependendo do trabalho que se tenha de tratar a palavra, bem ou mal, como se vê neste livro de José Seráfico, um convite a buscar a poesia em tudo.”

ENTREVISTA

Olá José. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
São poemas inspirados pela experiência de vida do autor, em cenários e situações diversas. Daí ter os poemas organizados em 3 partes - Mergulho, Da janela, Paisagem. Na primeira, o caráter introspectivo predomina. Da janela de vê a realidade mais próxima, vista pelo olhos do autor. A terceira parte contém poemas referidos a realidade mais ampla, onde o fenômeno observado ocorre.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A elaboração do livro decorreu do interesse do autor por compreender o mundo de que é parte e tentar situar-se como animal inteligente nos diversos planos da realidade. Seu eu interior e sua observação da realidade exterior.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Mais um projeto, apenas. Outros virão, se aos meus quase 84 anos de idade me for propiciado acrescentar alguns outros.

O que te inspira escrever?
O mundo e sua extraordinária variedade. O desejo de compartilhar com outros o resultado de minhas percepções e sentimentos.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Se alguém escreve, é porque deseja ser lido. Ao leitor, portanto, é que cabe destacar o merecimento do que escreve. Muitas coisas podem encantar o leitor ou fazê-lo depreciar a obra lida.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Faz anos, a Scortecci editou meu segundo livro de poemas, o VELEIDADES POÉTICAS. Depois, NADA É (NEM SERÁ)TÃO FEIO; (DES)ENCONTROS POÉTICOS e PANPOÉTICA DEMIA. Cheguei à editora, pela consulta na internet.

Obrigado pela sua participação.


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01 abril, 2026

Fernanda Cangerana - Autora de: A CASA MAL-ASSOMBRADA DE MARLENE

Fernanda Cangerana
É professora, pesquisadora e escritora brasileira. Sua atuação em pesquisa científica começou em 1992, no Instituto Adolfo Lutz, onde iniciou uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela investigação aplicada, e pelo compromisso com a saúde pública e o meio ambiente.
Com mais de três décadas dedicadas à ciência e ao ensino, construiu sólida carreira acadêmica, atuando como docente no ensino superior e coordenando cursos de graduação. Ao longo desse percurso, consolidou-se como liderança educacional, aliando experiência em gestão, pesquisa e formação de estudantes.
Paralelamente à vida universitária, desenvolveu uma produção literária que dialoga com memória, história e condição humana. Sua escrita transita entre o romance histórico e o drama social, explorando temas como exclusão, heranças invisíveis, espiritualidade e as marcas que atravessam gerações.
Em A casa mal-assombrada de Marlene, apresenta uma narrativa densa e sensorial ambientada entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, revelando a intersecção entre sua formação científica — atenta ao detalhe, ao contexto e às estruturas sociais — e sua sensibilidade literária.
Também mantém uma coluna em jornal, onde reflete sobre sociedade, cultura e valores contemporâneos.
Fernanda acredita na literatura como instrumento de memória e consciência.

A casa mal-assombrada de Marlene

Algumas casas guardam memórias. Outras guardam fantasmas. Entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, destinos se entrelaçam em uma saga marcada por amor, culpa, preconceito e sobrevivência. Angélica, isolada pela lepra em uma casa construída para escondê-la do mundo. Benedita, nascida livre, mas aprisionada pelas conveniências do poder. Lázaro, ex-escravizado, erudito e idealista, que descobre no amor sua maior força — e sua maior fragilidade. Justiniana, chamada de bruxa, mas forjada na dor e nos segredos das mulheres silenciadas. Quando a doença, o preconceito e as escolhas do passado começam a cobrar seu preço, cada personagem precisará enfrentar seus próprios fantasmas. Porque há heranças que não se deixam enterrar — atravessam gerações, ecoam nas paredes e moldam o destino dos que vêm depois. Com uma narrativa envolvente e sensorial, Fernanda Alves Cangerana Pereira constrói um romance histórico intenso e comovente sobre exclusão, fé, desejo, redenção e as marcas invisíveis que o tempo não apaga. Uma história sobre casas que isolam. E sobre amores que insistem em sobreviver.

ENTREVISTA

Olá Fernanda. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A casa mal-assombrada de Marlene trata, em essência, das marcas que o passado deixa em nós. A narrativa usa a imagem de uma casa mal-assombrada como metáfora para memórias, afetos e silêncios que continuam presentes. Mais do que uma história de assombração, é um livro sobre o que nos habita — e sobre aquilo que, de alguma forma, nunca vai embora.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de A casa mal-assombrada de Marlene surgiu do desejo de trabalhar a noção de ‘assombração’ para além do sentido literal. A casa é um espaço simbólico, onde memórias, afetos e presenças se acumulam ao longo do tempo.
A personagem Marlene foi inspirada em uma figura real — minha tia —, e sua presença na narrativa marca um momento de inflexão, abrindo novas possibilidades de sentido para tudo aquilo que habita a casa.
O livro se destina a leitores que se interessam por narrativas sensíveis e simbólicas, em que o cotidiano se entrelaça com dimensões mais sutis da experiência, e em que memória, afeto e imaginação constroem camadas de leitura.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha relação com a escrita é antiga e constante, mesmo não sendo minha atividade principal. A casa mal-assombrada de Marlene é meu terceiro romance, e cada livro marca uma etapa desse percurso, tanto literário quanto pessoal.
Vejo a escrita como um espaço de elaboração e investigação sensível da experiência humana, e sigo desenvolvendo novos projetos dentro desse universo, ainda que conciliando com outras dimensões da minha vida profissional.

O que te inspira escrever?
Sou movida, sobretudo, pelas ideias — elas surgem com muita intensidade, quase como narrativas já estruturadas. Quando começo a escrever, geralmente já tenho claro o percurso e o desfecho da história, o que me permite desenvolver o texto com mais organicidade.
A casa mal-assombrada de Marlene nasceu assim, e esse também tem sido o processo dos meus outros projetos. Tenho diferentes obras em desenvolvimento, entre romances e contos, que ainda estão em fase de elaboração.
O maior desafio não é a falta de ideias, mas o tempo para desenvolvê-las, já que concilio a escrita com minha atuação profissional. Ainda assim, a literatura permanece como um espaço constante de criação e expressão.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que A casa mal-assombrada de Marlene pode tocar o leitor justamente pela forma como trabalha emoções e memórias de maneira sensível. É um livro que não busca apenas contar uma história, mas provocar uma experiência — algo que ressoa de forma íntima em quem lê.
Antes da publicação, o livro foi lido por um pequeno grupo de leitores, e a recepção foi muito tocante — alguns relataram uma forte emoção ao final, o que me fez perceber que a narrativa alcança esse lugar mais afetivo.
Talvez o que ele tenha de especial seja justamente isso — a capacidade de tocar camadas mais silenciosas da experiência humana, aquelas que muitas vezes não são ditas, mas são sentidas.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci Editora a partir de experiências anteriores de publicação. Já tive a oportunidade de trabalhar com a editora em outros projetos, o que criou uma relação de confiança e continuidade no meu percurso literário.

Obrigada pela sua participação.
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