31 março, 2026

Rodolfo Coelho - Autor de: O DIÁRIO DE UM CHATO (Edição Póstuma)

Rodolfo Coelho                                            
Ana Amelia Coelho 
Nasceu em 1950 em Minas Novas (MG). Em 1963 mudou-se para São Paulo, cidade onde viveu até seu falecimento em 2021. Formou-se em Pedagogia pela USP, especializou-se na área de Recursos Humanos. Foi funcionário público até se aposentar. Casou-se com Sonia Regina, teve duas filhas e um filho: Ana Amelia, Gabriela e Renato. A mineirice sempre foi um ponto forte da personalidade de Rodolfo. Percorria as ruas de São Paulo com seu olhar estrangeiro. Participava de saraus, concursos literários, clubes de leitura. Tinha sempre por perto canetas e blocos de anotação.


O Diário de um Chato - Poemas Reunidos
Rodolfo escrevia incansavelmente. Escrever, criar pequenas narrativas e poemas era o remédio ideal contra o tédio, a chatice, a pasmaceira. Entre uma piada e outra, ele ironizava:
— Se Paulo Coelho fez sucesso com O diário de um mago, Rodolfo Coelho vai publicar O diário de um chato. Esse vai ser o título do meu sétimo livro.
Quem estava por perto vez ou outra ouvia falar da próxima publicação, que acabou ficando sempre para depois — até agora. Eis aqui o tão falado sétimo livro: uma reunião de escritos de seus cadernos e blocos de notas, textos produzidos entre 2005 e 2013, a maior parte deles completamente inéditos. Alguns deles foram publicados num blog coletivo e recitados em saraus. Rodolfo gostava de citar Maiakóvski: “a poesia — toda — é uma viagem ao desconhecido”. Assim, convidamos leitoras e leitores a embarcar nessa viagem e a descobrir que, por trás da ironia do “diário de um chato”, há um observador sensível do cotidiano, alguém que transformava o tédio em poesia. - Ana Amelia Coelho

ENTREVISTA

Olá Ana Amellia.

Do que trata o seu Livro?
O livro é uma coletânea de escritos de meu pai, produzidos entre 2005 e 2013: poemas, crônicas e resenhas de filmes. Esses textos foram preservados em cadernos ou arquivos de Word, alguns chegaram ao público por meio de blogs. Uma obra que resistiu ao tempo à espera do momento certo para ganhar o mundo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Desde o falecimento de meu pai, em dezembro de 2021, cultivei o desejo de realizar uma publicação póstuma. O projeto, no entanto, já vinha sendo gestado muito antes. Desde o lançamento de Rua Augusta com Creme, em 2004 — seu sexto livro —, meu pai planejava o sétimo. O próprio prefácio daquela obra já anunciava o título O diário de um chato.
A construção do livro foi também um ato coletivo de amor e memória: contei com a ajuda de meu irmão na seleção dos textos dos cadernos; familiares e amigos contribuíram com escritos de lembranças, que integram o posfácio da obra.
O livro se destina a um público adulto com interesse em poesia livre, de inspiração cotidiana — leitores que encontram beleza e humor nas pequenas coisas da vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Tanto meu pai quanto eu somos apaixonados por literatura e artes.
Paralelamente a este lançamento, estou publicando meu primeiro livro autoral, Nodo-kara te-ga deru, uma reunião de histórias curtas. Também participo de antologias, oficinas de escrita e clubes de leitura. Este livro é, ao mesmo tempo, um sonho realizado e o início de um caminho.

O que te inspira escrever?
As pessoas, o cotidiano, as emoções e o acaso. A sensação de criar mundos a partir da escrita me inspira.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Todo livro merece ser lido — e O diário de um chato tem algo muito cativante: o olhar aguçado de um homem que percorre as ruas de São Paulo em busca de quebrar o tédio e encontrar a si mesmo. Meu pai tinha o dom de descobrir graça na pasmaceira do cotidiano, de transformar o ordinário em algo que nos faz sorrir, refletir e reconhecer a nós mesmos nas páginas.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Meu pai publicou seu primeiro livro, Ignição, pela Scortecci em 1997. A editora acompanhou toda a sua trajetória literária. Eu mesma fui estagiária da Scortecci na área de revisão, durante minha graduação em Letras. Para mim, era mais do que uma escolha: era uma necessidade afetiva publicar O diário de um chato pela editora que guardou, ao longo de tantos anos, a voz literária do meu pai.

Obrigada pela sua participação.
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Patrícia Liagi Antolino - Autora de: A VERDADE NAS EMOÇÕES

Patrícia Liagi Antolino

Autora de Hália e Dóris: uma aventura no mar e Hália e Dóris: o encontro dos mundos, Patrícia Liagi Antolino trilhou os caminhos da docência, inspirada em seus próprios mestres.
Natural da cidade de São Paulo, graduou-se em Letras e em Pedagogia.
Lecionou em escolas particulares da capital paulista, e em escolas da rede municipal, onde trabalha atualmente.
Incentivadora da leitura, seus projetos incluem novas publicações e novos estudos.

A verdade nas emoções

Nesta obra, a autora traz, nas lembranças de um vovô, as marcas de uma trajetória plena de grandes verdades. Uma história sem nomes, sem época nem local definidos; uma viagem por detalhes que nos revela quão difícil é darmos a nós mesmos a oportunidade de refletirmos sobre nossas próprias ações, de entendermos da fluidez da vida, seus propósitos, de errarmos, de aceitarmos as falhas, as incertezas e as imperfeições, de nos redimirmos. E de perdoarmos. Acompanhando suas reflexões, revemos nossa própria existência sob outra perspectiva.



ENTREVISTA

Olá Patrícia.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A verdade nas emoções traz lembranças do passado de um vovô e as descobertas que ele faz sobre si mesmo e sobre as pessoas com quem conviveu, através dessas lembranças, ampliando a compreensão da sua própria existência. Espero que tais descobertas e entendimentos permitam que nos conheçamos melhor. E sejamos mais felizes.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu depois de um café com um amigo maravilhoso em 2025. Refletir sobre nossa amizade tão especial, e tão duradoura, despertou em mim a vontade não só de homenageá-lo, mas também as amizades raras e únicas que temos na vida. O livro é para quem deseja conhecer a si mesmo, a quem se permitir emocionar e pensar a vida sob outras perspectivas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
As letras sempre foram um projeto de vida, desde a escola e a faculdade. Meus professores e mestres, cada um a seu modo, contribuíram para minha formação enquanto professora, e alguns, devo ressaltar, como escritora. As experiências representam muito. Até hoje. E algo que lá atrás a Literatura me ensinou permanece: a vontade de estudar cada vez mais. Escrever é um sonho que se renova a cada publicação. Há textos guardados, que esperam vir à tona, quem sabe um dia. Há outros que merecem uma oportunidade de encantar. Cada um a seu tempo.

O que te inspira escrever?
Sempre gostei de escrever. Depois da experiência de escrever para crianças, com as sereias "Hália e Dóris", arrisquei em outra linha, mais intimista e reflexiva, retratando vivências, para serem lidas, relidas, aprendidas, sentidas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
A leitura de "A verdade nas Emoções" é uma provocação à reflexão de nossas ações, nossos sentimentos, de forma sublime. Creio que a abordagem nos permite imaginar cada cena, e acreditar que podemos vestir a pele de algumas das personagens, e refletirmos sobre nós mesmos. E sairmos melhores.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a editora pela autora Rita Dói, de O reizinho. Procurei, então, pela equipe e estou muito feliz por todas as oportunidades que me deram.

Obrigada pela sua participação.
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26 março, 2026

Douglas Rossetto - Autor de: PROBABILIDADES E LOTERIAS

Douglas Rossetto

É um apaixonado pelo conhecimento e pela arte de ensinar. Matemático, físico, filósofo, pedagogo e escritor, construiu uma trajetória marcada pelo rigor acadêmico e pela dedicação em tornar a ciência acessível a todos.
Com mais de 30 anos de experiência em sala de aula e pesquisa, Rossetto transformou sua vivência em obras que unem clareza, profundidade e inspiração. Seus livros convidam o leitor a explorar o universo da Matemática, da Física e da História das Ciências de forma envolvente e instigante.
Fundador e editor-chefe da Queen of the Sciences Magazine, periódico voltado à reflexão e ao avanço científico, é reconhecido como divulgador que alia erudição e linguagem acessível. Sua escrita revela não apenas o pesquisador rigoroso, mas também o educador comprometido em despertar a curiosidade e o pensamento crítico.
Ao adquirir suas obras, o leitor encontra não apenas conhecimento, mas também uma jornada intelectual guiada por uma das vozes mais respeitadas do cenário científico e educacional.

Probabilidades e Loterias - Aprenda Análise Combinatória e Probabilidades de Forma Lúdica

O Cálculo de Probabilidades é uma disciplina estudada há séculos na Matemática. Diversos matemáticos, ao longo do tempo, dedicaram-se ao desenvolvimento de métodos e técnicas para a análise e o cálculo probabilístico. Na atualidade, questões envolvendo jogos em geral — especialmente os jogos de loteria — exigem conhecimentos precisos sobre Análise Combinatória e Cálculo de Probabilidades. O objetivo deste livro é aplicar conceitos elementares do cálculo combinatório e do cálculo de probabilidades, contextualizando-os com situações relacionadas aos jogos de loteria.

ENTREVISTA

Olá Douglas. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O meu livro trata da aplicação prática de conceitos fundamentais da Análise Combinatória e do Cálculo de Probabilidades, tendo como pano de fundo os jogos de loteria. A obra busca mostrar como ferramentas matemáticas, desenvolvidas ao longo de séculos, podem ser utilizadas para compreender melhor as chances de premiação nesses jogos. O diferencial está justamente na análise detalhada das probabilidades das diversas modalidades de loteria praticadas no Brasil, oferecendo ao leitor uma visão clara e contextualizada sobre o tema.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever este livro nasceu da experiência de quase quarenta anos dedicados ao ensino, em que questões sobre sorte, palpites e probabilidades surgiam constantemente. A obra apresenta, de forma clara e acessível, os mecanismos que ajudam a compreender os fenômenos aleatórios.
Com exemplos práticos baseados nos jogos de loteria brasileiros, o conteúdo aproxima a teoria da realidade cotidiana, tornando o estudo da probabilidade envolvente e compreensível para todos — independentemente da formação escolar.
Mais do que um manual, é um convite a enxergar a probabilidade como parte do dia a dia, revelando que compreender o acaso pode ser simples e fascinante.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou de São Paulo e atuo na Educação há mais de 35 anos. Tenho formação em Matemática, Física, Filosofia e Pedagogia, além de pós-graduação em Matemática Avançada e Astronomia. Minha carreira combina ensino, pesquisa e divulgação científica, com publicações em Física, Matemática e Ciências em geral. Atualmente desenvolvo pesquisas em Astrofísica e Exobiologia e sou fundador e editor-chefe da revista Queen of the Sciences Magazine. Minha trajetória reflete o compromisso em unir rigor acadêmico e prática pedagógica, contribuindo para a difusão do conhecimento científico."

O que te inspira escrever?
O que me inspira a escrever é a possibilidade de contribuir, mesmo que de forma modesta, para o avanço da pesquisa e para a divulgação científica. Acredito que o desenvolvimento da Ciência é essencial para o progresso da Humanidade, especialmente diante dos desafios que enfrentamos nos tempos atuais. Escrever, para mim, é uma maneira de participar desse movimento coletivo de construção de conhecimento e de tornar a ciência mais acessível às pessoas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Certamente merece ser lido!
O livro apresenta, de forma clara e envolvente, os conceitos fundamentais do cálculo de probabilidades, organizados em cinco capítulos. O diferencial está na maneira como a teoria é sempre contextualizada: perguntas e respostas sobre diferentes modalidades de loteria conduzem o leitor a compreender as chances reais de ganho, sustentadas por cálculos elementares.
Essa abordagem prática permite visualizar como a matemática se aplica diretamente ao cotidiano, tornando o aprendizado acessível e instigante. Além disso, o texto é fluido e objetivo, o que garante que qualquer leitor interessado no tema encontre respostas para dúvidas comuns sobre probabilidades e jogos de loteria.
Em resumo, é uma obra que combina rigor conceitual com linguagem simples e exemplos concretos, capaz de encantar tanto quem busca conhecimento acadêmico quanto quem deseja entender melhor o universo das apostas.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Desde 2011 mantenho uma parceria sólida com a Editora Scortecci. A indicação inicial veio de amigos e, ao longo dos anos, passei também a recomendar a Editora a todos que buscam publicar trabalhos de excelência e qualidade reconhecida.

Obrigado pela sua participação.
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25 março, 2026

Neuza Maria Cechetti - Autora de: CLARINHA e a CIGARRA PEPITA

Neuza Maria Cechetti
É mineira de Conselheiro Pena (MG), Pedagoga e Escritora, com Mestrado e Doutorado em Ciências da Educação, Especialização em Supervisão Escolar, Docente universitária. Autora de livros paradidáticos e infantis. Pesquisadora com vasta experiência no magistério.

Clarinha e a cigarra Pepita
Ao percorrer as páginas deste livro, você descobrirá a sensibilidade de Clarinha diante de uma cigarra, que depois de cantar, tenta voar... mas não consegue.
Primeiro o susto que o bichinho causou e a aflição ao presenciar o bichinho estirado no chão. Depois a alegria de vê-lo voar corajosamente.


ENTREVISTA

Olá Neuza Maria.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.


Do que trata o seu Livro?
CLARINHA e a CIGARRA PEPITA, desenvolve uma cena de susto, amor e sensibilidade entre uma criança e uma cigarra que tentava voar.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever a História da CLARINHA e a CIGARRA PEPITA surgiu de mais uma aventura doméstica entre uma criança e o aparecimento de uma cigarra. O livro é destinado às crianças e aos adultos que se encantam com a sensibilidade de infantil diante de um inseto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou Pedagoga e convivo no meio das crianças desde adolescente. O mundo infantil me fascina! Escrever CLARINHA e a CIGARRA PEPITA, vem depois de vários outros livros infantis.

O que te inspira escrever?
Minha inspiração vem da observação minuciosa, principalmente, de fatos domésticos.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
CLARINHA e a CIGARRA PEPITA merece destaque e deve ser lido. O encantamento da menina diante do voo da cigarra nos mostra a sensibilidade da criança ao salvar o inseto.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Procurando uma nova editora encontrei a SCORTECCI por meio das redes sociais.

Obrigada pela sua participação.


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Pedro F. Toledo - Autor de: FALSO?

Pedro F. Toledo
Engenheiro, nasceu e reside no Rio de Janeiro.
Aos dez anos de idade elaborou o roteiro para uma aventura de capítulo único, levado ao ar na Rádio Nacional. Na juventude, rabiscou algumas novelas policiais e uma peça de teatro. Durante 40 anos de vida profissional, como engenheiro, dedicou-se somente à redação de documentos técnicos.
Em 2006 lançou “A Teia do Caracol” e em 2008, “O Efeito Antuérpia”, em parceria com Marcio Kneipp.
Em 2013, estreou como único autor em “Raptando Segredos”.
Seguiram-se:
O Farol de São Matias - 2016
O Veneno de Malthus - 2018
O Reflexo de Perseus - 2020
Mensagens Francesas - 2021
Ameaça Reativada - 2023
Agora, entrega aos leitores seu nono livro, intitulado FALSO?.

Falso?
Nesta narrativa, Fernando com o apoio de Vitor, iniciam uma pesquisa encomendada por um diretor de indústria, para investigar o modo de atuação de falsificadores de alimentos. Em decorrência, incomodam uma poderosa organização criminosa, que não se importa em recorrer às últimas consequências, para manter seu nefasto negócio em funcionamento.





ENTREVISTA

Olá Pedro. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro trata de um assunto extremamente importante, onde a trama se desenvolve calcada na temática da falsificação de alimentos, ou seja, produtos adulterados intencionalmente, por pessoas inescrupulosas, visando lucros astronômicos e em detrimento da saúde dos consumidores.
Uma dupla investiga uma poderosa organização criminosa, que não se importa em recorrer às últimas consequências, para manter seu nefasto negócio em funcionamento.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Acredito que o ponto de partida para maioria das obras de ficção, provém de uma centelha. Algo que de algum modo contagia e desperta nos escritores a vontade para desenvolver todo um trabalho. No caso deste livro, foi um vídeo do YouTube, assistido por mero acaso.
O livro “FALSO?” se destina tanto a um público jovem, como a um público maduro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Vou me permitir, neste caso, reiterar algumas ideias e fatos expostos na ocasião em que o livro anterior foi publicado, uma vez que se trata de história pessoal.
Suponho que devido à minha natureza, escrever ficção sempre foi uma atividade muito interessante.
Com apenas dez anos, escrevi um roteiro para uma aventura de um capítulo único na Rádio Nacional, posto que, uma vez ao mês, eles abriam a programação para roteiros enviados pelos ouvintes. Tive a satisfação de ouvi-lo interpretado por rádio-atores consagrados.
Na juventude e início da idade adulta escrevi histórias policiais. No entanto, nunca tentei publicá-las. Foram apenas lidas por amigos e amigas chegados. Escrevi também uma peça de teatro para um festival de teatro amador, a qual tive o prazer de ver representada em várias oportunidades.
Aos 24 anos, eu me formei em engenharia mecânica e durante as quatro décadas de vida profissional, parei de escrever ficção e me dediquei exclusivamente à linguagem precisa de especificações, relatórios técnicos e documentos similares.
Em 2006, em parceria com um amigo, infelizmente falecido em 2018, resgatei minha paixão por redigir histórias de ficção e publicamos em conjunto “A Teia do Caracol” e dois anos após, “O Efeito Antuérpia” foi também publicado.
A partir de 2013, passei a escrever como autor único. Publiquei “Raptando Segredos” e não parei mais. Em 2016 entreguei aos leitores “O Farol de São Matias” e em 2018 “O Veneno de Malthus”.
Em 2020 “O Reflexo de Perseus” foi o primeiro livro publicado pela Scortecci e também com a Scortecci, no ano de 2021, tive a alegria de ver meu sétimo livro, “Mensagens Francesas”, editado, assim como o “Ameaça Reativada” em 2023 e agora o livro com o título “Falso?”.

O que te inspira escrever?
Difícil definir em poucas palavras. Posso talvez resumir, afirmando que escrever para mim é quase uma necessidade. Sempre que aparece um tema que faz saltar a “centelha”, eu me lanço em uma nova “aventura na escrita”, que somente termina quando concluo mais um livro.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Entendo que este livro merece ser lido, uma vez que possui uma dinâmica capaz de entusiasmar seus leitores. Além de trazer à baila um tema sempre atual e percola por emoções e comportamentos humanos, muitas vezes hipócritas e controversos.
Tenho a preocupação em pautar todas as minhas narrativas, embasadas sobe um lastro de realidade. A exemplo de inúmeros outros autores, me apraz apresentar certos pormenores, que a meu ver, contribuem para conferir um caráter realista ao relato. Durante muito tempo me dediquei a textos técnicos e esse aspecto se reflete em meus livros ficcionais, tornando-os mais precisos e atrelados a eventos factíveis, evitando a fantasia.
Neste livro, procurei escrever capítulos pouco extensos, de modo a tornar a leitura mais estimulante.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conhecia a Scortecci há algum tempo, via Internet. Em 2020 decidi publicar meu sexto livro (O Reflexo de Perseus) com a Scortecci e tive uma experiência gratificante. Trata-se de empresa que cuida com muita seriedade, de todas as etapas da edição.
Tive ótima experiência no trato com os(as) profissionais que a integram. Muito competentes e gentis. Esta seriedade se prolonga na fase de distribuição e comercialização dos livros. Ao concluir a preparação deste nono livro, não hesitei em escolher a Scortecci para sua publicação.

Obrigado pela sua participação.
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23 março, 2026

Rodrigo Mendes Gandra - Autor de: A LENDA DO PIOLHO CAOLHO E A PRINCESA

Rodrigo Mendes Gandra

Profissional com mais de vinte anos de experiência em avaliação econômica e gestão de projetos industriais, é doutor em Ciências, Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo IE-UFRJ, mestre em Economia pela UFF e bacharel em Economia pela UFRJ. Este é o seu primeiro livro infantil, apresentado na escola do seu filho, Levi, de 5 anos, em 2025.


A Lenda do Piolho Caolho e a Princesa

É uma aventura divertida com um piolho e uma princesa e busca mostrar a importância de se conhecer um pouco mais sobre a infestação causada pelo parasita. Ter piolho não é motivo para vergonha. Ninguém deve rir ou zoar quem está se tratando. Com cuidado e carinho, ele vai embora rapidinho! O controle da pediculose depende da colaboração entre famílias, escolas e profissionais de saúde.




ENTREVISTA

Olá Rodrigo.  É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
A Lenda do Piolho Caolho e a Princesa é uma aventura medieval divertida entre um piolho (Zé Mirolho) e uma princesa, em que um conflito se transforma em amizade. Além de ser uma história épica, busca mostrar a importância de conhecer melhor a infestação causada pela pediculose.
Com ajuda da Inteligência Artificial, o livro foi musicado e disponibilizado no Youtube:

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A escola do meu filho de 5 anos incentiva os pais a contar histórias para os alunos da turma. Numa ocasião, me candidatei, mas não queria ler um livro qualquer. Quis apresentar algo especial de que meu filho, Levi, sentisse orgulho. Daí surgiu a ideia de escrever o livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Já escrevi livros técnicos nas áreas de economia e gestão empresarial, mas nunca havia escrito um livro infantil. Confesso que foi um processo muito divertido! Além da versão em português, em breve será lançada também a versão em espanhol: La Leyenda de Pepe Bizco y la Princesa.
No futuro, pretendo continuar escrevendo novos livros infantojuvenis.

O que te inspira escrever?
O mundo mágico das crianças é fascinante. Elas observam o mundo de uma forma muito especial, que sempre surpreende os adultos. Fazem-nos acreditar que a humanidade pode ser melhor. Assim, bons livros são muito importantes na formação intelectual delas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
É um livro muito divertido e diferente. Além disso, quando se ouve a música, a história torna-se mais fácil de internalizar. Essa é uma marca dos meus livros: unir literatura e música na mesma obra.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quando você ainda não é conhecido no mundo editorial, as editoras dificilmente dão oportunidade para mostrar seu trabalho. Por isso, para tornar o projeto realidade de forma mais rápida, decidi bancar a produção do livro e apostar no meu próprio trabalho. Minha mãe, Dalva, ao ler a história, conversou com algumas amigas que acabaram me indicando a editora. Estou muito satisfeito com o resultado!

Obrigado pela sua participação.
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