26 agosto, 2026

Luiz Eugênio Gomes - Autor de: COMO FOMOS FELIZES

Luiz Eugênio Gomes

Sou um engenheiro de sistemas aposentado, envolvido em leituras antigas e novas. Meu livro representa um sonho realizado, mas não descarto escrever outro, possivelmente um romance ficcional, com base em personagens que conheci.

Como Fomos Felizes
Dois jovens iniciando suas carreiras se encontram na praia de Ipanema, em circunstâncias improváveis. A atração, surgida naquela primeira troca de olhares, se expandiu. Apesar do namoro restrito a fins de semana, a um tempo em que não existia celular nem internet, em poucos meses se casaram. Os anos seguintes foram excitantes e promissores, tudo dava certo. Vida intensa, ambos ativos e ansiosos para introduzir inovações em suas carreiras. Ele, atuando em projetos de engenharia com uso da informática, então novidade. Ela, se aperfeiçoando em um método novo de ensino, para adotá-lo em aulas de educação física. Os resultados vieram rápido, filhos surgiram em pouco tempo, novos lares se sucederam, viagens internacionais aconteceram cedo e prosseguiram, cada vez mais exóticas. A harmonização do casal se consolidava e resistia aos altos e baixos da vida empresarial. Mas, sempre há um mas, pouco depois daquela festa dos trinta anos de casados, sobreveio uma situação de tensões inesperadas. Fizeram esforços para superar o incidente, contando com a determinação dele de salvar o que, refletiu então, era o valor mais importante em sua vida. As mãos tornaram a se encontrar, a naturalidade, mais tempo para reaparecer, e a ferida interna para se curar.

ENTREVISTA

Olá Luiz Eugênio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
História de um casamento feliz, desde a descrição das origens do casal, seguindo-se o desenvolvimento depois de casados, vidas profissionais intensas, voos e jornadas que se sucederam ao longo do tempo, e dificuldades transpostas até o final.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Como celebração ao amor longo e duradouro na vida de um casal e o reconhecimento à minha saudosa esposa.
Destina-se, além de meu círculo de descendentes e amigos, a um público que gosta de histórias de romances acontecidos nos melhores tempos do rio de janeiro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou um engenheiro de sistemas aposentado, envolvido em leituras antigas e novas. Meu livro representa um sonho realizado, mas não descarto escrever outro, possivelmente um romance ficcional, com base em personagens que conheci.

O que te inspira escrever?
A solitude depois do luto me estimula à leituras e à escrever, como filho de escritor bem sucedido.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
É difícil para mim avaliar o interesse que consigo despertar. Mas creio que pode ser uma indicação de um caminho, em um mundo onde os casamentos felizes se tornaram mais raros. ainda mais difícil serem objeto de livros.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Indicação da crítica literária Vera Esaú.

Obrigado pela sua participação.

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25 agosto, 2026

Sofia Rinaldi - Autora de: COMO É BOM TER AMIGOS

Sofia Rinaldi
Nasceu em 2020, em São Paulo. Adora ler, desenhar e inventar histórias.
Este é o seu primeiro livro. Ama brincar com seus amigos e primos.






Como é Bom Ter Amigos - Uma História Sobre Amizade
Sofia adora brincar... mas e quando não tem ninguém para brincar? Tudo muda quando ela encontra os amigos e, juntos, vivem momentos cheios de imaginação, descobertas e muita diversão. Uma história doce sobre amizade e a alegria de brincar junto.






ENTREVISTA

Olá Sofia.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O meu livro conta a história de uma menina chamada Sofia que vai ao parque e, de repente, descobre que é muito bom ter amigos para brincar! É uma aventura divertida onde a gente aprende que a amizade torna tudo mais especial.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu amo ler! Como leio livros todos os dias, eu tive muita vontade de fazer o meu próprio livro para contar sobre os meus amigos da escola. Ele foi feito com muito carinho para crianças que estão começando a aprender a ler, por isso as letrinhas são bem grandes e fáceis.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu nasci em 2020, em São Paulo, e adoro ler, desenhar e inventar histórias. Escrever este livro foi a realização de um sonho, e eu espero que seja o primeiro de muitos outros que ainda vou criar!

O que te inspira escrever?
O que mais me inspira escrever são os livros que leio, minha família, meus amigos e primos. Adoro brincar com eles e viver aventuras e momentos gostosos. Eu gosto de transformar momentos felizes em histórias para que outras crianças também possam se divertir.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Com certeza! O meu livro é especial porque fala de algo que todo mundo ama: ter amigos. Ele tem desenhos coloridos e uma história alegre que mostra como é bom compartilhar momentos, como brincar no parquinho e tomar um sorvete delicioso com quem a gente gosta.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
A minha família me ajudou a procurar um lugar muito especial para cuidar do meu livro, e nós encontramos a editora Scortecci. Eles foram muito legais e nos ajudaram a realizar o sonho de transformar a minha historinha em um livro de verdade, prontinho para ser lido!

Obrigada pela sua participação.
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24 agosto, 2026

Luisa Santos Wholley - Autora de: SOL E SOMBRA: AUTISMO DE MÃE PARA FILHO

Luisa Santos Wholley
Escreveu seu primeiro poema aos doze anos e nunca mais deixou de tricotar letras. Além de escritora de prosa e verso, é tradutora e professora de inglês há décadas, tendo trabalhado com empresas e com alunos adultos do Brasil e da América Latina.
Natural do Rio de Janeiro, ela obteve o Bacharelado em Comunicação Social pela PUC-RJ.
Com exceção de trabalhos acadêmicos e poemas publicados, este é seu primeiro passo mais concreto no mundo editorial. Ela morou nos EUA por dezoito anos e fez cursos livres de literatura, mitologia e poesia por lá.
Um deles sobre a vida de Shakespeare, no programa de ensino à distância da Universidade de Harvard. Ela também é fotógrafa com certificação do New York Institute of Photography, pois queria aprender uma nova arte e uma forma de expressão visual, além das palavras.
Luisa é mãe coruja, leoa e muitos outros bichos, e é casada com o estrangeiro mais carioca do mundo.
Caseira, ela degusta achocolatado no canudo vendo o mar nos dias de sol. Nas noites de sombra, admira a lua, as estrelinhas e as entrelinhas.

Sol e Sombra: Autismo de Mãe Para Filho

Como o transtorno do espectro do autismo atravessa as décadas numa mesma família? A história se repete, se transforma ou se inspira? Quando o autismo acontece no lar nosso de cada dia, ele pode ser um capítulo inédito ou uma revisita. Em Sol e sombra — Autismo de mãe para filho, Marina e Lucas são semelhantes pelas diferenças. A infância sem rótulo científico da mãe se entrelaça com o diagnóstico precoce do filho. Seria ela autista também? O caminho deles é uma melodia tocada a quatro mãos no piano do tempo. Ainda que sejam pessoas distintas em épocas diferentes, há interseções significativas. Embora o autismo seja o tecido da narrativa, este livro é uma biografia. Vida real de desafios e sucessos. Não é um guia, modelo, manual de ajuda ou estudo científico sobre o tema. É só uma expressão de afeto profundo. Qualquer pessoa pode se identificar e se emocionar com as situações e sentimentos porque a narrativa tem relatos, tem humor, tem poesia, tem muito amor. A leitura nos convida a embarcar numa jornada de dualidades humanas: mestre e aprendiz que se revezam, luta e descanso, perdas e conquistas, infância e maturidade, luz e escuridão. E encoraja a reflexão sobre como fazer a diferença — abrindo mais espaço para quem precisa de ações verdadeiramente inclusivas. Todos ocupando seu lugar ao sol e à sombra.

ENTREVISTA

Olá Luisa.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
É uma dupla biografia, cujo fio condutor é o autismo: a minha infância desafiadora e a do meu filho, diagnosticado no espectro autista aos 22 meses de idade. Atravessa gerações e décadas diferentes. Apenas mudei os nomes e, talvez, a ordem de um ou outro pequeno detalhe histórico, mas diria que é 99% real.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sempre quis contar minhas vivências. Tentei outras abordagens, mas nada parecia certo. Quando meu filho se tornou adulto, ele fez uma nova avaliação neurológica para se entender melhor — compreender o que o autismo significava para ele, e não o que a mãe relatava da sua infância. Isso foi muito importante e me inspirou. Eu o consultei sobre contar nossas experiências, pois jamais escreveria sem o aval e apoio dele. Ele abraçou a ideia e, na verdade, se animou com ela. Foi o primeiro leitor emocionado. Sem dar spoiler, um fato no final da história explica muito o porquê da necessidade das duas biografias e da existência desse livro.
Embora qualquer pessoa possa retirar sentimentos e pensamentos da leitura do livro, ele é especialmente importante para quem tem o autismo em sua vida de alguma forma. Não é um manual de informações, livro referencial ou fonte de conselhos; não sou uma profissional da área. É apenas a nossa vivência pessoal, pois cada pessoa autista é diferente e única. Porém, o leitor pode se identificar com algum sentimento ou situação. Ou apenas saber que outras pessoas estão navegando o espectro e, como eles, cruzando seus próprios mares.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Quem sabe ambos? O tempo dirá, mas um novo livro sempre será uma opção. Escrevi minha primeira poesia aos doze anos e nunca parei de tricotar letras. Lancei sozinha um pequeno livro de poesias em inglês quando morava nos EUA, e amo escrever em prosa e verso. Talvez um livro de contos com assuntos e situações que não entraram nesse livro — ou novas vivências — esteja no meu futuro. Tomara!

O que te inspira escrever?
Sentimentos. Quando escrevi aquele primeiro poema na infância, meu pai leu. Ele conhecia o Fernando Sabino, pois tinham o amor ao jazz em comum. O feedback que recebi foi: “Viva e escreva. Tenha experiências e fale sobre elas." Foi o que fiz; segui essa estrada realista.
Eu não consigo dissociar meus textos das experiências reais. Mesmo usando a fantasia e a criatividade, a base deve ser algo real, palpável. Mesmo que sejam realidades de outras pessoas ao meu redor, e não minhas próprias vivências. O importante é o sentir.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Penso que todo livro merece ser lido pelo leitor certo. Acredito muito que a verdade e a emoção que o meu livro traduz devem tocar muitas pessoas. Não é a história científica geral do autismo nem sugere generalizações ou conselhos, mas é o relato de pessoas específicas lidando com suas vidas, nas quais seu autismo próprio e particular tem grande participação. A obra tem a proposta de fazer os leitores ponderarem, aprofundarem suas noções e refletirem sobre como ajudar esse mundo a ser mais inclusivo e empático. Elas podem sentir a nossa trajetória, que é só nossa, mas traz relatos humanos, erros, dor, humor e, principalmente, muito amor. É aí que o livro se universaliza.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Foi mais um caminho desafiador. Sou do Rio de Janeiro e estava trabalhando com a querida, saudosa e excelente profissional Thereza Christina Rocque da Motta, da Ibis Libris, e agradeço muito a ela pelo incentivo, pelas revisões, pelas boas conversas sobre o livro e a vida literária em geral. Infelizmente, ela não teve tempo de levar o trabalho até o final, e seu filho gentilmente me indicou a Scortecci para passar o bastão e prosseguir com a confecção da obra. Agradeço muito a todos pela acolhida e sinto que sempre estive em boas mãos.

Obrigada pela sua participação.

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23 agosto, 2026

Jacqueline Pharlan - Autora de: ASSOCIAÇÃO DE CICLISMO PEDAL SEM DESTINO

Professora de inglês formada em letras, especialista em língua portuguesa pela FIA SP e em mídias na educação pela UNIFAP, engenheira de produção pela UEAP, pós graduada em engenharia de avaliações e 16/07/2026, perícias e engenharia de segurança do trabalho pela faculdade Anhanguera - SP, escritora, ciclista, cicloativista, maker e mãe.

Este livro contempla a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino com o intuito de mostrar que através do ciclismo, cicloturismo e grupos de pedais organizados é possível impactar positivamente a sociedade em prol da inclusão, saúde física, mental e ambiental. Exemplos de iniciativas da sociedade civil que trazem benefícios para todos, de maneira a contribuir sob a ótica de sustentabilidade, mobilidade, turismo, cultura, bem-estar e outros aspectos voltados à melhoria da qualidade de vida da população.
A adoção da cultura da bicicleta para transporte, esporte ou lazer vai além da necessidade de atingir índices de desenvolvimento sustentável conforme prevê a Organização das Nações Unidas, trata-se de responsabilidade social, política e ambiental. Unidos podemos melhorar e ampliar a consciência e respeito a si, ao próximo e ao ambiente em que vivemos. Grupos de ciclistas podem ir além de pedaladas, a integração é benéfica para o corpo, alma, espírito, natureza, economia e para o desenvolvimento da cidade. Ao ler os depoimentos e as trajetórias individuais de membros da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino são perceptíveis os imensos benefícios da prática para o bem-estar mental e físico, são histórias de superação, inclusão, cura, entrosamento e amizades que contagiam. Além disso, poderá conhecer um pouco do projeto Pedalando com as Escolas, a importância e contribuições para disseminar a cultura da bicicleta pelo Amapá e também algumas iniciativas do grupo voltadas ao cicloturismo e a inclusão. Experiências de amor, união e cidadania que fazem do grupo uma grande família, que não se esquece de homenagear membros queridos como Maria Almeida, ciclista, amiga, psicóloga, aquela que foi mais que uma integrante da equipe, mas o coração e semente do grupo. Como parte essencial da expressão de amor ao ciclismo, foi reservado um espaço às poesias em que autora e organizadora desta obra, ciclistas e convidados puderam expor sentimentos e emoções relacionados ao uso da bicicleta e ao Amapá. Agradecimento especial à contribuição da Dr Sânzia Fernandes pelo capítulo sobre Inclusão, ciclismo e desenvolvimento escrito para esta obra, o qual aborda a relação do ciclismo e importância da inclusão no esporte, assim como em todas as esferas sociais de maneira a promover dignidade para todos, trazendo dados e informações relevantes para a área do ciclismo.

ENTREVISTA

Olá Jacqueline. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O livro apresenta a trajetória da Associação de Ciclismo Pedal Sem Destino e demonstra como o ciclismo, o cicloturismo e os grupos organizados de pedal podem promover inclusão social, saúde física e mental, cidadania, mobilidade sustentável, turismo e qualidade de vida.
A publicação reúne relatos de integrantes da Associação Pedal Sem Destino, histórias de superação e pertencimento, além de destacar iniciativas como o projeto Pedalando com as Escolas, que incentiva o uso da bicicleta e a educação para o trânsito entre estudantes do Amapá.
A obra conta ainda com a participação especial da autora Sânzia Fernandes Brito, graduada em Teologia, Filosofia, Letras e Pedagogia, e Mestre em Educação, responsável pelo Capítulo V – Inclusão, Ciclismo e Desenvolvimento, que aborda a importância da inclusão e da acessibilidade no esporte e na sociedade.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever esta obra surgiu a partir da minha vivência como ciclista, cicloturista e cicloativista. Ao longo dos anos, pude testemunhar como a bicicleta vai muito além de um meio de transporte ou prática esportiva: ela transforma vidas, promove inclusão social, fortalece comunidades, incentiva hábitos saudáveis e aproxima as pessoas da natureza. Essas experiências despertaram o desejo de registrar histórias, compartilhar conhecimentos e evidenciar o potencial do ciclismo e do cicloturismo como ferramentas de desenvolvimento humano e social. A obra é destinada ao público em geral, especialmente às pessoas que apreciam a natureza, o esporte, a bicicleta e a busca por uma melhor qualidade de vida. Também é voltada para educadores, estudantes, gestores públicos, ciclistas, cicloturistas e todos aqueles que se interessam por temas relacionados à mobilidade ativa, sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento comunitário.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Minha trajetória no mundo das letras começou com a publicação da obra Cicloturismo e Desenvolvimento Regional: Reflexões a Partir do Estudo de Caso da Trilha da Samaúma (AP), lançada em 2022. Inspirado pela minha paixão pelo ciclismo e pela beleza da Amazônia, especialmente da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o livro aborda o cicloturismo como ferramenta de desenvolvimento regional, destacando seu potencial para gerar emprego, renda, inclusão social e promover a valorização ambiental e cultural das comunidades locais.
A partir dessa primeira obra, iniciei uma intensa jornada como escritora, participando de lançamentos, feiras literárias, clubes de leitura, antologias, exposições culturais e eventos nacionais e internacionais, além de integrar academias e grupos organizados de escritores comprometidos com a valorização da literatura e da cultura amazônica.
Mais do que um sonho realizado, considero esse livro o primeiro de muitos projetos. A escrita tornou-se uma extensão do meu propósito de educar, inspirar e contribuir para o desenvolvimento sustentável, unindo literatura, educação, cultura, cicloturismo e transformação social. Ao longo dessa caminhada, também publiquei capítulos de livros e artigos científicos, ampliando minha atuação como autora e pesquisadora.

O que te inspira escrever?
Minha inspiração para escrever nasce, principalmente, das experiências que vivo, das pessoas que encontro e da realidade que observo ao meu redor. O ciclismo, a Amazônia, a natureza, a educação, a cultura e as histórias de transformação social despertam em mim o desejo de registrar, refletir e compartilhar ideias.
Também me inspira a possibilidade de, por meio da escrita, valorizar nossa região, preservar memórias, provocar reflexões e mostrar que pequenas iniciativas podem contribuir para grandes transformações. Para mim, escrever é uma forma de dar voz às experiências e transformar conhecimento, sentimentos e vivências em algo que possa inspirar outras pessoas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que meu livro merece ser lido porque apresenta uma visão inspiradora sobre o poder transformador da bicicleta na vida das pessoas e das comunidades. Mais do que falar sobre cicloturismo, a obra convida o leitor a refletir sobre desenvolvimento sustentável, preservação ambiental, qualidade de vida, mobilidade ativa e valorização das riquezas culturais e naturais da Amazônia.
O grande diferencial do livro está em unir pesquisa, experiências reais e o olhar de quem vivencia o ciclismo como prática de vida. A partir do estudo de caso da Trilha da Samaúma, na Ilha de Santana, o leitor conhece um território rico em história, cultura e biodiversidade, compreendendo como o turismo responsável pode contribuir para o desenvolvimento regional sem abrir mão da conservação ambiental.
Além disso, a obra desperta o desejo de explorar novos caminhos, respeitar a natureza e enxergar a bicicleta como instrumento de inclusão, saúde, educação e transformação social. É um livro que dialoga com ciclistas, amantes da natureza, pesquisadores, educadores e todos aqueles que acreditam que um futuro mais humano e sustentável é possível.
Além de alertar para a necessidade de ampliação da mobilidade, segurança para o uso da bicicleta e a importância de atingir os índices de desenvolvimento sustentável necessário.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a editora através do livro de um amigo, Marlon Miranda que publicou uma obra e me convidou para escrever a orelha do livro.

Obrigada pela sua participação.
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22 agosto, 2026

Anderson Flávio - Autor de: CONEXÕES ENTRE PSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - VOL. III

Anderson Flávio
Psicólogo. Filho de mãe pernambucana e pai mineiro, nascido na zona sul de São Paulo.
Casado há 24 anos com a Regilane e pai da Amanda. Tem experiência com gente desde os doze anos, quando trabalhava na feira cuidando de uma barraca de chinelos. Foi flanelinha na feira de Moema —SP. Depois trabalhou com atendimento ao cliente, a seguir, na área de RH por muitos anos, como gerente de Recursos Humanos.
Psicólogo clínico, com pós-graduação em Neurociências pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e MBA em Recursos Humanos. Faz atendimentos individuais, de adolescentes, adultos e idosos. Trabalha com atendimento on-line para qualquer lugar do Brasil ou do exterior.
Palestrante há mais de 12 anos e convidado de grandes empresas e instituições, como: IML, Hospital Juqueri, Ganha Tempo, Sociedade Bíblica do Brasil, entre outras. Workshops corporativos em empresas, treinamento e capacitação profissional.
Autor dos livros: A essência da Humildade, Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. I e Vol. II.
Gosta de leitura e lê de tudo sem preconceito. Arrisca alguns acordes no violão, pois gosta muito de música. Gosta de arte, natureza e de conhecer lugares.
Psi por vocação e ajudar pessoas como missão.

Conexões entre Psicologia e Espiritualidade - Vol. III
A espiritualidade aqui não é vista como algo a ser “curado”, mas como parte da própria vivência do paciente que pode enriquecer o processo terapêutico a partir dessa conexão entre Psicologia e Espiritualidade, levando-o a conhecer a sua própria identidade. Percebemos um olhar atento às marcas formativas da família, às dinâmicas relacionais que nos estruturam e, tantas vezes, também nos ferem, bem como à necessidade de equilíbrio, limites e reconciliação para que a vida floresça com maturidade. Há, em especial, uma abordagem sensível das relações familiares, que reconhece tanto seu potencial restaurador quanto os desafios que exigem discernimento, cuidado e Graça. Os terapeutas aqui dão-nos a impressão clara de que são não apenas profissionais da área, mas testemunhas, como “observadores reverentes”, como se vendo na descrição do tema, numa verdadeira reflexão da vida e da espiritualidade aplicada ao cotidiano de cada um de nós. Lemos estas páginas com a sensação de estarmos sendo acompanhados, não julgados; orientados, não apressados, como se nos dessem uma “receita rápida”, conclusiva e definitiva, replicável em série, não uma experiência transcendente, que nos leve à contemplação e ao reconhecimento de nossa própria finitude. Finalmente, trata-se de uma obra que nos convida a perceber, em meio às fragilidades humanas, o cuidado paciente e redentor do grande amor de Deus, que sustenta processos, cura feridas e conduz à vida reconciliada, ou “vida abundante”, como Ele prometeu: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).

ENTREVISTA

Olá Anderson. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Um conjunto de ensaios que tem por objetivo mostrar a conexão entre a psicologia e a espiritualidade. A espiritualidade como uma dimensão do ser humano, inclusive a dimensão mais imaterial, não pode ser sucumbida pelo conceito incompleto de que o ser humano é biopsicossocial. O ser humano na verdade é biopsicossocialespiritual. Essa é a proposta do livro mostrar isso para o público.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia nasce de uma inquietação de perceber que quando se trata de discutir o que constitui o ser humano, a dimensão espiritual por vezes é marginalizada. Os grandes expoentes da psicologia consideravam a dimensão espiritual do ser humano, como: Viktor Frankl, Gordon Alport, Maslow, Rudolf Allers, Carl Rogers, Jung e outros.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
O projeto é uma trilogia, estamos publicando o volume III. Materializamos um objetivo muito grande, colocar no mercado uma literatura que aborde a dimensão espiritual do ser humano.

O que te inspira escrever?
Como organizador da trilogia sempre gostei de escrever desde criança. Me destacava nas aulas de português na escola. Tinha muita facilidade de redigir redações, de fazer leitura e de interpretar textos. Tenho sete livros publicados e estou apenas começando. Tenho muitos projetos de escrita.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Muito. A demonstração de que se não considerarmos a dimensão espiritual, o ser humano fica manco. É como se olhássemos para o ser humano de maneira muito incompleta. A materialidade não dá conta de responder todas as complexas questões da alma humana. O ser humano tem necessidade de transcendência.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a Scortecci há alguns anos pela internet. Entrei em contato e a Paola e ela foi extremamente atenciosa comigo. Me ganhou pelo atendimento humanizado e atencioso. Resolvi fechar a edição da trilogia com ela.

Obrigado pela sua participação.
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21 agosto, 2026

Vinícius Lemarc - Autor de: PASSARIM

Vinícius Lemarc
Natural de Fortaleza-CE,  não é apenas um poeta e ficcionista interessante. Transitando pelas mais variadas formas e estilos, já publicou "Vassalo: poemas e rodapés", um livro de poesias que, com maestria, mistura delicadeza, variedade e profundidade.
Seu segundo livro, "Crônicas para Maiores", ilustra também o seu domínio do texto narrativo curto, e a habilidade para o texto crítico e de verve doce e divertida. Seu primeiro volume de "Fábulas" é realmente delicioso; uma coletânea de narrativas que vai do clássico ao moderno com a desenvoltura própria de um artesão das letras. Agora, seu último livro, "Passarim", lançado pelo selo Pingo de Letra, da Editora Scortecci, é uma espécie de singela dedicatória aos pequeninos, uma obra que mostra mais uma faceta desse autor que, aos poucos, e merecidamente, vem conquistando o seu espaço.

Passarim

Ilustrações: Byron Wyatt
Este é um pequeno livro sobre buscar o próprio caminho! A história de Passarim, que, nascido em cativeiro, vê, junto dos pais, os dias passar, sem expectativas de uma vida produtiva e bela. Mas Passarim é espírito livre, e, quando encontra oportunidade, voa em busca de realização! Uma história inspiradora para os pequeninos, que, aos poucos, construirão um forte ímpeto de autonomia, voltado ao bem, superando o que restringe sua plenitude, sejam barreiras reais ou imaginárias.


ENTREVISTA

Olá Vinícius.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Inicialmente, gostaria de agradecer à Revista do Livro pelo convite para falar um pouco sobre mim e sobre o meu trabalho com a literatura.
Bem, Passarim é um livro que tenta alcançar o olhar e a perspectiva da criança. Creio que essa seja sempre uma barreira a transpor por quem escreve para esse público.
A mensagem, portanto, é simples, e procura fazer com que elas apreciem para além das ilustrações; que percebam, sem o óbice de maneirismos, um pouco sobre a necessidade de lutar frente aos obstáculos, rumo à realização pessoal, por meio de uma vida enriquecida por boas experiências.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse é um livro escrito por ocasião do nascimento de uma filha. Não havia pensado, à época, em publicar. Depois dele, escrevi outros, alguns já publicados. Julguei, então, que seria boa ideia dá-lo a conhecer por outras crianças. Fiz alguns ajustes, e, enfim, acho que elas irão gostar.
As ilustrações e a personagem principal também têm uma identidade visual muito própria, e acredito que cativará a garotada, o que é a melhor recompensa.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Antes de tudo, escrever, para mim, é um enorme prazer. Se pudesse, o faria com uma constância muito maior. Sou um apaixonado pela arte e pela literatura, embora saiba das minhas imensas limitações a respeito. Mas essa coisa de amor, às vezes, é mesmo estranha. Penso ainda que a literatura e a música disputam o primeiro lugar no panteão das artes.
Gosto muito do contato com a música, com os livros e com as pessoas que amo. Aliás, acho que sou mesmo o último romântico. Gosto do contato com plantas, pássaros, de pequenos prazeres, como a marcenaria e todo tipo de trabalho manual que possa realizar.
Acho estranho também, mas tenho um olhar para o homem e para o mundo, e me desanima o quanto tudo isso carece de amor. Me incomoda que boa parte das pessoas não perceba que ele é a maior dádiva da vida. Acredito que isso perpassa o que escrevo, mas tento ser sóbrio e equilibrar bem as coisas.
Sobre a minha escrita, sou poeta, ficcionista e também aforista. Escrevo essencialmente para adultos, mas reservo sempre um tempinho para nossos pequenos. Sempre gostei de inventar histórias para as crianças, e elas adoravam. Provavelmente, apenas por que não ouviam coisas assim em outros lugares.
Gosto de escrever não ficção também, mas essa não é uma escolha. É algo que fica na mesa.
Como todo autor, meu desejo é que as pessoas tenham contato com o que escrevo; e não só; espero que tenham contato com a beleza e a vastidão da literatura universal, seja do passado ou contemporânea.
Quando escrevo um texto, um livro, um poema sinto que aquilo é para as pessoas, que se elas olharem com cuidado, talvez se deparem com coisas adoráveis, instigantes, reflexivas... Sinto-me como alguém que serve aos outros. Que divide algo. E espero que as pessoas olhem, se animem, se emocionem, se fortaleçam... essas coisas.
Seja na produção adulta ou na infantil, o compromisso é descrever com honestidade o percebido, ainda que às vezes não goste da realidade vislumbrada. Penso que só entendendo-a melhor se aumentam as chances de se encontrarem caminhos.
Quanto à minha carreira literária, ainda não está organizada como imagino, mas Passarim é parte de uma família que, espero, continue crescendo e se melhorando.
 
O que te inspira escrever?
Quase tudo. Isso é algo bem curioso, mas não sei se cabe tentar explicar aqui. Obviamente há coisas que não me estimulam, mas a mente humana, os acontecimentos, os sentimentos chamam minha atenção, para dizer de modo simples, já que nem mesmo eu entendo isso direito. Fato é que se eu não gostasse de escrever acho que seria um fardo. Mas não. O desafio é perder o mínimo possível do que se apresenta ao escrutínio. Sou muito quieto, mas a minha mente não é bem assim.
 
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que não só ele como os outros. São feitos com carinho, para apresentar às pessoas novas histórias, novos pontos de vista, novos personagens, etc. As fábulas, por exemplo, eventualmente, sei de alguém que usou uma em suas aulas. Essa é uma alegria imensa, para mim. Em todos os livros creio que dá para encontrar algo legal. Passarim não é diferente.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Todo escritor que ainda não se estabeleceu está sempre de olho em tudo. Não recordo exatamente quando ou como; acho que navegando; mas parabenizo a Editora Scortecci por seu trabalho incrível em prol da cultura e da literatura no Brasil, sobretudo apoiando decisivamente novos autores.
Para concluir, agradeço tanto à editora pelo apoio quanto a todos que leram essa entrevista ou qualquer dos meus livros. Muito obrigado!

Obrigado pela sua participação.
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