Noêmia Figueiredo(APELTE)
Autora de "Das Gavetas do Meu Peito", "Contrapartidas", "O Sonho Colorido de Abayomi Ayo". Aprendiz de Escrita Livre Terapêutica segue deixando a escrita mostrar o caminho.
Ramilly Vieira, faz parte da nova geração de escritoras e poetas da periferia de SP. Seus versos são descobertas, sentimentos e também gritos de esperança.
Mulheres criam, recriam e reinventam o universo ao redor; sobrevivem às agonias recorrendo a poesia. A escrita é livre, é terapêutica e despretensiosa. São vozes, sussurros e desabafos de gerações que se encontram nessa mistura de textos. Cada frase ou verso, é como um grito de esperança ou de cansaço. Mas pode ser também um abraço para quem não desistiu de (se) procurar na força das palavras. Vem ver, se ler, se ver.
ENTREVISTA
Olá Noêmia. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?A Poesia, tanto escrita quanto declamada, tem ajudado muitas pessoas a suportar os desafios cotidianos, coletivos e particulares.O livro vem para nos lembrar que somos capazes de lidar com o caos através do respiro que a escrita nos proporciona.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia desse projeto, surge do desejo do Professor Gilvan ajudar sua aluna Ramilly Vieira organizar e publicar seus textos. Nós demoramos demais para acreditar que nossos sonhos e nossas vozes podem multiplicar. E estender a mão para caminhar junto, é muito importante para quem vive nas margens.Gilvan me fez o convite, reunimos os textos e toda a organização ficou por conta dele. E do caos, surge nossa parceria, nossas poesias...Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Meu primeiro livro publicado foi em fevereiro de 2025, “Das Gavetas Do Meu Peito”. Mas escrever sempre foi um hábito que me ajudou a atravessar várias fases da vida. Publicar os poemas parecia um sonho distante; a gente se boicota o tempo todo! Depois de um afastamento longo no trabalho por questões de saúde, refleti sobre esse papel da escrita em minha caminhada. Comecei a revirar as gavetas e cadernos com meus desabafos, e percebi que estava deixando um sonho morrer. E eu estava morrendo junto, na depressão, ansiedade e milhares de preocupações. Decidi publicar, fiz o lançamento com os meus amigos e familiares na Livraria Martins Fontes em SP, e pude me sentir viva novamente! Já participei de outras coletâneas, lancei um livro infantil de forma independente e sigo aprendiz...O que te inspira escrever?Tudo inspira quando estamos dispostos a olhar com cuidado as pessoas, a Natureza, nossas dores, alegrias, emoções... a Vida! E eu acredito que as pessoas se conectam demais através da escrita. Com os outros e com nós mesmos.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Todo livro merece uma chance de ser lido. Sempre tem histórias por trás das histórias que registramos nos textos. E a Poesia fala com o inconsciente também. A identificação pode acontecer de forma bem natural. De repente um simples verso te abraça e te leva para um outro lugar de reflexão.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?A Scortecci é uma Editora conceituada em SP, outros amigos já haviam me indicado. O escritor Fabio Yabu foi um deles. Mas infelizmente não consegui me organizar naquele momento. Depois veio o Professor Gilvan, que também já realizou trabalhos com a Editora. E cá estamos!
Obrigada pela sua participação.











