20 junho, 2026

Benedita Lima Cristófoli - Autora de: CAMINHOS POR ONDE ANDEI

Benedita Lima Cristófoli
É mineira, nascida na cidade de Luz, tendo escolhido o estado do Paraná para residir. É mãe de quatro filhos, avó de vários netos e bisnetos.
Sempre primou por uma vida compartilhada com a família e amigos.
Benedita sempre sonhou longe, gosta de viajar e estar perto de quem realmente importa. É escritora, e em sua trajetória literária conseguiu transcrever boa parte de sua história, e de vários de seus sonhos em sua obra composta por cinco romances, seis livros infantis, além de relatos também em diversos contos Entre um livro e outro, cursou a faculdade de Pedagogia, desenvolveu projetos para a Educação de adultos, para a qual lecionou. Fez formação em Hata Yoga. E, paralelamente às suas muitas atividades, realizou várias viagens por todo o Brasil e vários lugares no mundo.
Em 2023, Benedita representou muito bem o Brasil, sendo convidada a expor seus livros na Central Library of Manchester, na sessão especial dedicada à língua portuguesa. Em 2024, participou da Bienal do Livro de São Paulo.
Benedita é presença constante na Academia Mourãoense de Letras, e sua jornada literária continua a florescer. Atualmente conta com mais dois livros para lançamento em 2026 pela Editora Scortecci.

Caminhos Por Onde Andei
Caminhos por onde andei, de autoria de Benedita Lima Cristófoli, é um passeio que se inicia pelas doces lembranças de uma infância feliz vivida no campo. A lida diária, o cheiro da comida saída do fogão a lenha, as aventuras com os irmãos e amigos, as risadas e brincadeiras, e até as frustrações, entrelaçam-se à inocência da infância, na simplicidade da vida rural, criando memórias indeléveis. A menina que alimentava passarinhos, nadava no rio e contemplava a natureza tornou-se escritora. E desta vez divide com o leitor mudanças que a vida lhe apresentou desde a transição do campo para a cidade natal, outros estados, outros países: os primeiros namoros, as amizades, os afetos que marcaram experiências repletas de descobertas, desafios e conquistas, tudo oferecido num estilo literário singular — simples e arrebatador. O tom elegante, a sensibilidade, as percepções, fazem a beleza das descrições que compõem estas lembranças acalentadas: Benedita nos traz seus sonhos, afetos, o amor às suas raízes, sua força de mulher em todos os sentidos, seu poder de superação. Assim, a cada linha, revela-se, além da essência poética de sua alma, a resiliência que sempre a impulsionou. Ao sabor destas memórias, um sentimento se desenha: cada um carrega em si um universo de experiências que se encerra na própria história. E é isso que Benedita nos dá de presente neste livro — a celebração da coragem de viver e ser feliz.

ENTREVISTA

Olá Benedita.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que se trata o livro?
Ele narra minhas memórias desde a infância até a atualidade, de forma bem resumida. Na segunda parte, descrevo os lugares onde morei e as viagens.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a que público se destina sua obra?
As velhas lembranças da minha infância, os desafios posteriores, as mudanças de região e as viagens fizeram surgir a ideia. A obra é direcionada a todos os leitores.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sinto-me bem! Referindo-me à escrita, tenho um longo caminho percorrido e ainda a percorrer.
Tenho sonhos realizados e o desejo de publicar mais livros, além de compartilhar minhas viagens. Sonho em escrever para motivar as crianças a lerem.

O que te inspira para escrever?
A natureza, que vejo como exuberante, as viagens e a leitura. 

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial e capaz de encantar leitores?
Sim, merece. Todo livro, se não passar por um leitor, não será reconhecido. Este livro passa por muitos desafios e vitórias; é um aprendizado.

Como ficou sabendo e chegou até a editora Scortecci? 
Através da indicação da escritora Cristiana Gláucia Schereirer Motta e das redes sociais.

Obrigada pela sua participação.
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18 junho, 2026

RegiLuzVieira - Autora de: PENSAMENTOS E EMOÇÕES EM MOSAICO

RegiLuzVieira
Nome literário de Regina Maria da Luz Vieira.
É jornalista profissional diplomada, PhD em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Pós doutorado em Administração de Empresas na mesma Universidade. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo e Bacharel em Teologia (teóloga) pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
É autora dos livros: Muitos Nomes-Algumas Histórias (2024) Entrelaços – Vidas e Crônicas (2023) e Crônicas do Cotidiano (2022, em 2ª edição); todos publicados pela Scortecci Editora e lançados nas bienais de São Paulo e em eventos na Scortecci bem como em diferentes livrarias. Também publicou o livro O Jornalismo no Porantim (2000) além de diversos textos jornalísticos e paradidáticos.

Pensamentos e Emoções em Mosaico
Em Presépio Vivo, Luana, proprietária e executiva da Editora Vislumbre se surpreende quando tenta ajudar uma família em seu percurso para o trabalho. Recebe uma resposta que a deixa desconcertada, pois a demanda necessita de uma engenharia reversa. Este e outros Contos levam “leitores e leitoras a percorrerem a seara da protagonista repleta de figuras, contempladas na sua singularidade”. “Seja pela janela do apartamento onde mora, seja caminhando a pé ou de carro pelas ruas e avenida da cidade e outros locais, assim como os diálogos – consigo ou com outras pessoas – apresentam termas que se transformam em histórias de empatia, de encontros, considerando ainda a vontade viva de resistir em meio a multidão, que passa, ou melhor, que atravessa as lentes de um olhar atento”.

ENTREVISTA

Olá Regina Maria.  É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
É um conjunto de contos com temas diversificado cuja protagonista remete leitores e leitoras a cenas bem definidas, no ritmo do pensamento a acontecimentos marcantes no seu cotidiano, tanto dentro quanto fora da cidade. Os diálogos anunciam histórias que se transformam em narrativas de empatia, encontros que consideram a vontade de resisti viva na multidão.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A criação do livro teve origem em imersões e oficinas de contos oferecidas por: Flávia Iriarte e Andrezza Tabaczinski, escritoras e geradoras de conteúdo, além de acompanhar e seguir o quadro Desafio Cara a Tapa do Projeto Carreira Literária, produzindo textos com diferentes temáticas. Nas imersões produzia contos curtos; a partir de sugestões de melhoria re- elaborava os textos, ampliando-os, criando-os ou recriando-os.
Quanto ao público-alvo, inicialmente, são jovens-adultos e adultas, mas também pessoas maduras que preferem narrativas não tão longas e cujos finais, algumas vezes, são abertos, permitindo ao leitor e construí-los ou reconstruí-los a partir da própria experiência.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Este livro é mais um sonho quase realizado. O quinto neste mundo literário. O sonho é quase realizado porque só publicar um livro não basta. É importante e necessário, para o autor ou autora, um feedback de sua obra; sentir que, de fato, construiu conexões e que estas podem se ampliar. Tenho como objetivo construir uma carreira literária, com autoridade, confiabilidade e respeito dos pares a médio e longo prazo.

O que te inspira escrever?
O desejo de colaborar na esperança de criar um mundo novo, tendo o ser humano como centro. Mostrar que as mudanças precisam acontecer dentro de cada leitor ou leitora, para então, transbordar novos valores humanos a partir da empatia, que não é nem simpatia e nem antipatia, mas que gera conexão, motivação e sentimento de pertença. Deste modo, ser capaz de construir a fraternidade, igualdade, solidariedade e equidade entre as pessoas.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sim, meu livro merece ser lido porque os contos mostram para o leitor / leitora uma nova forma de ver o mundo, criando empatia nesta sociedade fragmentada na qual vivemos hoje!

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Conheci a Scortecci por meio de seu site, em janeiro de 2018; na ocasião havia um convite para participar de sua Antologia a ser lançada na Bienal daquele ano. Assim, publiquei meu primeiro texto literário: "Almoço Silencioso" naquela antologia, intitulada O Silêncio das Palavras, publicada e lançada na Bienal naquele ano.

Obrigada pela sua participação.
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11 junho, 2026

Pedro Magno - Autor de: ANTOFAGASTA

Pedro Magno
Nasceu em 10 de janeiro de 2003, na cidade de Goiânia, Goiás. Seu gosto pela literatura começou quando conquistou o segundo lugar num concurso de redação realizado durante a feira de livros de sua escola, cujo tema era "histórias de ternura", e, como não tinha muita familiaridade com livros em casa, passou a frequentar livrarias e bibliotecas sempre que podia. Foi durante uma viagem à cidade de São Paulo que seu interesse pela poesia surgiu, especificamente; naquele tempo a Livraria Cultura ainda operava no Conjunto Nacional, e o lugar era simplesmente "inesquecível, um refúgio, um lugar para se estar bem … feliz", nas palavras do próprio autor.
Além disso, a ideia de poder pensar aquela cidade através de textos onde reinam as figuras de linguagem, o sentido figurado e a ordem não convencional, caótica, das palavras, em outras palavras, a poesia, fez com que o autor se apaixonasse por esse gênero literário, e "por sua capacidade única de representar nossas experiências e ampliar nossa linguagem".

Antofagasta
A coletânea Antofagasta, segunda obra publicada pelo escritor goiano Pedro Magno, possui um movimento singular: versando principalmente sobre a masculinidade construída no centro-oeste brasileiro, uma identidade verdadeiramente hegemônica que avança sobre as outras masculinidades permeando o imaginário coletivo, os textos possuem características marcantes que os diferenciam profundamente. Enquanto que alguns apresentam a violência de forma direta e incisiva, causando desconforto e incômodo no interlocutor, outros aparentam um certo comedimento - como se tivessem sido escritos após um longo processo de amadurecimento emocional, a fim de ponderar sobre as crises que enfrentamos ao longo da vida -, e ainda alguns textos têm como característica o caráter cômico: o objetivo de serem piadas. Violência enquanto performance de gênero, marcas da colonização na América Latina, expressões culturais como forma de resistência, crises políticas e a própria literatura são alguns dos temas abordados no livro.

ENTREVISTA

Olá Pedro.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
 
Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um compilado de textos poéticos que versam sobre o encantamento com o qual a violência é apresentada ao longo do processo de formação da identidade masculina no Centro-Oeste brasileiro, e como, sendo assim, se torna uma prática moralmente aceita e socialmente parabenizada. Partindo da compreensão de que a masculinidade dessa região do país habita o imaginário nacional, exercendo uma influência cultural (principalmente em relação à imagem do homem sertanejo) e ditando um modelo de comportamento, o livro Antofagasta se propõe a expor as diferentes maneiras com que se disfarçam agressões e assédios para adentrarem na performance social. Em certos momentos, a escrita desse livro me fez questionar se os valores e princípios difundidos pela minha sociedade realmente cumprem o papel de travestir a violência, ou se esse conjunto de moralidade é a própria violência. Ademais, questões relacionadas à crise na República, e ao espectro do corpo militar perante os últimos acontecimentos políticos permeiam as diferentes narrativas do livro.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia foi surgindo aos poucos, na realidade. Gosto muito de escrever e faço isso de forma despretensiosa, sem a intenção de compor um livro, por exemplo. Escrevo as reflexões que me vêm à mente. Com o passar do tempo, os poemas desse livro foram escritos ao longo de cinco anos, o tema da violência em suas mais diversas modalidades se tornou o mais recorrente - fruto de vários episódios que se tornaram destaque para mim, fatos que ocorreram em minha cidade, Goiânia, e na região rural do estado. O que sempre me pareceu óbvio é que nenhum tipo de prática, que num primeiro momento parece causar comoção social, poderia perdurar por tanto tempo, atravessando gerações, sendo executada sempre pelos mesmos tipos antropológicos, sem que houvesse um “respaldo”, ou uma “justificativa” concedida pela própria sociedade. Daí a performance masculina cultivada em Goiás, e no Centro-Oeste. O público alvo não é específico, de qualquer modo acredito que seja uma leitura interessante para os homens - não por propor algo pedagógico, essa não é a intenção da literatura, mas por propor um exercício de leitura que tem a intenção de brincar com a moral vigente, fazendo malabarismos com ironias e pilhérias.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Difícil dizer agora, o principal motivo para eu ter publicado Antofagasta é contribuir para a literatura do Centro-Oeste. Nós somos uma região sobre a qual se especula bastante. Não são poucas as produções veiculadas nas mídias de massa (novelas, filmes, músicas, videoclipes, etc.), que retratam nossa cultura de um ponto de vista mercadológico, atendendo a uma demanda de produções, mas em relação aos livros escritos aqui, muito pouco se fala, até mesmo no âmbito acadêmico. Essa é minha grande intenção, mas não descarto a possibilidade de publicar outros textos.

O que te inspira escrever?
A linguagem. Utilizar a linguagem para modificar a compreensão da realidade, formulando novos termos e expressões, inventando novas formas de compor escrita (função que o gênero poesia consegue executar magnificamente), é a grande razão pela qual eu escrevo. E é incrível como um conjunto de palavras escritas, distribuídas numa ordem x, pode ser lido, decifrado, e rapidamente despertar no interlocutor um sentimento. É uma resposta imediata e inevitável. Como quando eu expôs alguns dos meus textos na ALEGO, algumas pessoas conversaram comigo, me contaram o quanto os textos causaram incômodo, desconforto, sendo que muitos não ultrapassam cinco linhas. Essa comunicação é o que me encanta, e é um dos princípios com os quais se pode discorrer sobre o direito à literatura.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que sim, naturalmente, caso contrário não teria publicado. Mas não tenho a intenção de encantar meu leitor com esse livro. Alguns textos, mesmo que poéticos, têm outras intenções. Ser sutil e usar uma linguagem comedida, na maioria das vezes são características que aparentam maturidade, fazem os críticos acreditarem que o autor possui domínio sobre a linguagem, e sobre a literatura. Uma falha cômica, na realidade, muitas críticas são equívocos e sempre acabam em engano, como diria Rilke. Não, a experimentação é substancialmente o descompromisso com a academia. O que é vulgar, cínico, irônico, desproporcional e inacreditável, é o que faz um texto se mover, alcançar as pessoas, ir além de uma aula de literatura cujo único objetivo é aprovar no vestibular.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Quando eu decidi publicar esse livro comecei a enviá-lo para várias editoras, e obtive muitas respostas: editoras de Minas, São Paulo e do Rio, mas nenhum dos contratos me agradou. Na verdade eu achei que os contratos foram mal redigidos, acredito que as editoras não possuem um departamento jurídico adequado, os erros eram muito grotescos, e os contratos muito toscos. Uma delas se reservava o direito de realizar “alterações textuais” no meu livro, claramente eu não iria assinar um contrato assim. A Scortecci publicou o livro Caderno de Poesia 3, finalista no Prêmio Jabuti do ano passado, foi assim que eu soube da editora. Eu entrei em contato e colhi as informações, o que me agradou foi a liberdade: nenhum tipo de cláusula ou restrição. Eu pude decidir todo o processo de publicação.

Obrigado pela sua participação.
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06 junho, 2026

Jô Drumond - Autora de: VIDAS Á BEIRA DO TEMPO

Nascida na fazenda da Charneca, no sertão de Minas, está radicada em Vitória pesquisadora, tradutora juramentada, poeta e artista plástica.
Vida Acadêmica
Fez o Ensino Fundamental e Médio em Patos de Minas, graduação em Letras, na UFMG, em Artes Plásticas, na Ufes, e em Langue, Civilisation et littérature françaises na Universidade de Nancy - França. Fez pós-graduação lato sensu em Literatura, na Ufes e em Arte e Cultura Barroca, na Ufop (Ouro Preto). Ganhou quatro bolsas de estudos na França, sendo uma para a Universidade de Sorbonne, em Paris, e três para o Centro de Linguística Aplicada da Universidade de Franche Comté, em Besançon. Fez Mestrado em Estudos Literários, na Ufes, Doutorado em Semiótica (subárea Literatura e Artes Plásticas), na PUC-SP, e Pós-doutorado em Literatura Comparada, na UFMG.
Atuação
É membro efetivo da Afemil (Academia Feminina Mineira de Letras), da AEL (Acad. Espírito-santense de Letras), da Afesl (Acad. Feminina ES de Letras), do IHGES (Instituto Histórico e Geográfico do ES), da AJEB (Assoc. de Jornalistas e Escritoras do Brasil). É ex-membro do Conselhos Estadual, do Conselho Municipal de Cultura do ES e do Comitê da Aliança Francesa de Vitória.
Publicações
Tem 30 livros publicados (ensaios, contos, crônicas, poemas, romances, literatura infantil) e diversas publicações em antologias, jornais, revistas científicas, anais de congressos nacionais e internacionais.

Vidas à Beira do Tempo - "Causos" do Brasil Profundo
Este livro nasceu da escuta de vozes simples, quase sempre silenciadas, do murmúrio das cozinhas, dos currais, das trilhas, dos quintais, das rezas, dos silêncios... As histórias aqui reunidas transitam entre memória, imaginação e afeto. Não pretendem ser documentos, mas testemunhos sensíveis de um tempo, de um lugar e de uma gente. Trata-se de um livro de histórias ambientadas no início do século XX num vilarejo, aqui chamado Angico, e na zona rural circundante. As narrativas, embora ficcionais, são baseadas em fatos verídicos vivenciados pela gente simples daquele recanto do sertão mineiro, onde todos se conhecem e cujas histórias se entrelaçam. Nesse engenhoso conjunto de narrativas interligadas, há personagens que ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance em outras. O arruado do Angico, que povoa estas páginas, não existe mais tal e qual, mas permanece vivo no coração, na lembrança, na palavra dos anciãos que ali viveram e repassaram oralmente, às novas gerações, os “causos” aqui registrados.

ENTREVISTA

Olá Josina. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um livro de histórias ambientadas no início do século XX num vilarejo aqui denominado Angico, e na zona rural circundante. As narrativas, embora ficcionais, são baseadas em fatos verídicos vivenciados pela gente simples daquele recanto do sertão mineiro, onde todos se conhecem e cujas histórias se entrelaçam. Nesse engenhoso conjunto de narrativas interligadas, há personagens que ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance, em outras. O arruado do Angico, que povoa estas páginas, não existe mais tal e qual, mas permanece vivo no coração, na lembrança dos anciãos que ali viveram e repassaram oralmente, às novas gerações, os “causos” aqui registrados.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a qual público se destina este livro?
Este livro nasceu da escuta de vozes simples, quase sempre silenciadas, do murmúrio das cozinhas, dos currais, das trilhas, dos quintais, das rezas, dos silêncios... As histórias aqui reunidas transitam entre memória, imaginação e afeto. Não pretendem ser documentos, mas testemunhos sensíveis de um tempo, de um lugar e de uma gente.
A meu ver esse livro destina-se ao público jovem e adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. Trata-se do primeiro de muitos livros ou de muitos sonhos ?
Sempre estive envolvida no mundo das letras, tanto na vida estudantil, na Faculdade de Letras, quanto na vida profissional, como professora de língua e literatura. Comecei a escrever tardiamente, após a aposentadoria. Prometi a mim mesma que escreveria trinta livros antes de morrer. Ao completar o trigésimo, sentia-me com muita vitalidade e inspiração para continuar o labor literário. Destarte, ampliei a quantidade de publicações para quarenta, quiçá cinquenta. O futuro dirá.

O que te inspira escrever?
O mais importante é gostar de escrever. A inspiração está à mercê de todos nós, desde a simplicidade da vida cotidiana, até fatos relevantes da sociedade. Tudo pode estimular a criatividade e engendrar reflexões sobre os fatos narrados.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Se ele mereceu ser escrito, certamente merecerá ser lido.
O que poderá encantar os leitores é o fato de que, em um vilarejo fictício, situado em qualquer recanto do Brasil, histórias de vida possam revelar a complexidade humana escondida nas minudências do cotidiano.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Na época de meu doutoramento, em São Paulo, soube da excelente linha editorial da Scortecci e, desde então, publiquei diversos livros por meio dessa editora.

Obrigada pela sua participação.
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01 junho, 2026

JC Bridon - Autor de: CRIADOR DE VERSOS: PARTE I E II

JC Bridon

Nome literário de Júlio Cesar Bridon dos Santos.
Natural de Gaspar-SC poeta e escritor, já escreveu 70 livros e publicou 21 em português, inglês, francês e espanhol. Membro de várias academias.
Participou  de mais de 100 Antologias pelo Brasil e Exterior.
 "Podem me impedir de escrever mas, de pensar, jamais."

Criador de Versos - Parte I e II
Criador de versos é uma obra carregada de sonhos, de encantamento e de descobertas. Mas é também um convite a refletir sobre o que somos e o que podemos ser através dos sentimentos mais profundos, das emoções que nos movem e da poesia que nos eleva.







ENTREVISTA

Olá Júlio Cesar. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Sua expressão poética, agora em "CRIADOR DE VERSOS" continua esplendorosa! São palavras, versos, enfim, os poemas relatam vivências para viver, sonhar e amar, mas também faz pensar, sofrer, sentir a dor de perder. Senhor Júlio, nesta obra, apresentou nos a personagem de forma que lutou, batalhou e viveu sonhos sonhados e sentimentos sentidos - embasamento para uma vida vivida intensamente e poder recordar e viver bem sempre, para sempre!
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Depois de escrever mais de 70 livros, em prosa e verso, surgiu mais um de poesia para alcançar o maior número de pessoas possível, sem a preocupação de serem ou não adultos. O livro é para todos os que interessados estão nesse mundo poético.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Mais um sonho realizado de alguns outros já publicados. Preencher um vazio que está cada dia mais fazendo com que os novos poetas.
 
O que te inspira escrever?
O amor pela natureza, pelos sentimentos maiores de quem almeja retomar o que já está um pouco esquecido. “O poeta é um ser diferente que veio de um outro mundo para tornar os poetas dignos de serem chamados de sonhadores de versos”.
 
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Ao mergulharmos neste livro, somos chamados a nos perder nas beldades do amor e do querer, a vivenciar as paixões e a esperança, e a compreender que, no fim das contas, todos somos "Viajantes intrépidos" em busca do eterno, do sublime, e do eterno pulsar da vida. Este é, sem dúvida, um convite à contemplação de nossa própria jornada de sonhos e sentimentos. Que, ao abrir as páginas, o leitor se permita ser levado pela poesia que cria, sente e revela a alma do ser humano. Acredito e desejo que sim. Meu livro merece ser lido por uma grande maioria que trata os versos encantados e deles fazem o seu viver no dia a dia.
 
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Já tendo um livro publicado pela Scortecci o que muito me agradou, pela sua honestidade e presteza, decidi novamente vir até aqui trazendo meu novo livro de poesias para serem editados pela Scortecci.

Obrigado pela sua participação.
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23 maio, 2026

Carlos Menegueço - Autor de: DICAS DE UM BISAVÔ

Carlos Menegueço

Brasileiro, viúvo, 83 anos, descendente de italianos, nascido em Osasco-SP. Técnico em Adm. de Empresas, Segurança do Trabalho e Instrutor de Treinamento, tendo atuado na área de Recursos Humanos por mais de trinta anos, ocupando cargos de confiança. Na juventude foi músico, baterista de uma banda popular, em companhia de seus irmãos. Sua experiência no trabalho, gosto por leitura, estudos de filosofia e psicologia, despertaram o desejo de escrever livros. Antes, escreveu dois. O primeiro foi “De olho na vida”, 70 textos sobre conduta humana, editado em 1913 e uma segunda edição em 2020. O segundo foi “O pescador apaixonado”, romance de uma órfã, em busca da felicidade. E o terceiro, "O que aprendi com a Vida". E agora o quarto "Dicas de um Bisavô".

Dicas de um Bisavô
Depois de muitos estudos a anos de trabalho na área de Recursos Humanos, observando o comportamento das pessoas em geral e suas consequências negativas e positivas ao longo da vida, escrevi minhas reflexões, objetivando oferecer alternativas para mudanças de rumos, na constante busca da verdadeira felicidade.






ENTREVISTA

Olá Sr Carlos. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

De que trata o livro?
Uma série de pensamentos profundos, em sentenças breves e conceituadas sobre a conduta humana.

Como se deu a ideia de escrever e qual o público? 
A ideia é antiga, nasceu como resultado dos estudos, leitura de muitos livros, longa experiência no trabalho, na área de Recursos humanos, além da observação da conduta das pessoas, em toda parte, analisando causas e consequências de suas escolhas na busca da felicidade. É um livro para o público em geral, apreciador da boa leitura.

Fale de você e de seus projetos, no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sempre gostei de ler e escrever. No ano de 1990, decidi tornar realidade o meu desejo de escrever um livro. Mas só depois de aposentado, conclui o primeiro "De Olho na Vida", editado em 2013, o segundo foi um romance, "O Pescador Apaixonado", em 2020.  O terceiro foi "O Que Aprendi com a Vida", em 2024, e agora o quarto  "Dicas de Um Bisavô", todos Publicados pela SCORTECCI EDITORA. Com 85 anos, continuo lendo e escrevendo, por gostar, mas não penso em mais edições.
 
O que te inspira escrever? 
Esse mundo moderno, que precisa de leis severas, para respeitar os direitos humanos, onde a ética e a gentileza estão em baixa, a desatenção e a solidão estão em alta, onde o ter é mais importante do que o ser e a verdade precisa se calar, para não ofender a estupidez.

O seu livro merece ser lido, e o que ele tem de essencial, capaz de encantar os leitores?
Penso que merece, porque tem uma série de pensamentos profundos, em textos curtos fáceis de ler e compreender, objetivando colaborar no aperfeiçoamento civilizatório da sociedade, com  alternativas para mudanças de rumos, em busca da verdadeira felicidade.

Como ficou sabendo e como chegou a Editora Scortecci?
Foi em uma feira de livros em São Paulo, não recordo a data e nem o nome do escritor, que me falou e recomendou a Scortecci.

Obrigado pela sua participação.
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