terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Entrevista com Francisco Aparecido Pinto de Godoi - Autor de: Homens do caixão

Francisco Aparecido 
Francisco Aparecido Pinto de Godoi nasceu em 29 de abril de 1985. Desde criança mostrou-se interessado por leitura e por escrever pequenas histórias, mas só aos dezoito anos começou a escrever profissionalmente, em resposta a uma mal produzida novela das sete: escrevia alguns capítulos com determinada resposta, mas nunca conseguiu êxito de produção. Seguindo o interesse em escrever, elaborou Homens do Caixão entre novembro e dezembro de 2003 como peça de teatro, mas, por se tratar de um texto que exigia muito dos atores, nunca foi encenado. Resolveu adaptar o texto para a rapsódia ou romance em 2013, e assim espera ser menos hermético.

Homens do Caixão
Homens do caixão conta a saga de Teodorico, o corrupto prefeito de Socorro, no interior paulista, um homem muito supersticioso. Ele acredita que o município é assombrado por oito homens fantasmas que carregam um caixão no cruzamento das estradas das fazendas de café, à noite. Essa crença leva o município a uma situação de calamidade, a ponto de o governo militar enviar à cidade um oficial, o coronel José Luiz, que é levado a crer na superstição do prefeito, transformando a situação em caso de segurança nacional e os fantasmas em armas, para o Brasil derrotar os norte-americanos e se tornar uma potência mundial. Baseada numa lenda do café, Homens do Caixão critica de forma cômica a ditadura militar que, querendo um Brasil poderoso, mas com os cofres públicos vazios, foi obrigada a investir capital estrangeiro dos Estados Unidos da América e dos fundos financeiros mundiais. Também critica a corrupção política através de um dos protagonistas da história, o Coronel Prefeito Teodorico.

ENTREVISTA

Olá Francisco. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Homens do Caixão trata de uma resposta ao período dos anos de chumbo em forma de sátira, envolvendo uma lenda do café.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu de uma revolta, na minha adolescência, eu era favorável à ditadura, foi quando entrei em contato com artistas, jornalistas e advogados que viveram nesse período, e me contaram os horrores dessa época. Decepcionado e revoltado com a ditadura pensei em uma resposta que, certamente as vítimas do regime gostariam de dar. A eles minha obra é destinada e a todos que querem dar boas risadas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou portador de esquizofrenia, tenho certo grau de dislexia e, autodidata, sofri muito na escola para poder aprender, por ser teimoso, aprendi. Homens do Caixão é meu primeiro livro publicado, e renascer é o segundo, e pretendo escrever ainda outros, aliás, tenho vários escritos, mas por falta de recursos, talvez demore um certo tempo para publicá-los. 

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Os problemas de ser escritor de livros no Brasil é que a maioria das pessoas, acha que ganhamos milhões de reais nos comparando aos roteiristas de telenovelas, muito pelo contrário, a gente sua para vender nossos livros..

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Um conhecido meu, que na década de 90 foi gerente da Editora Abril, onde se aposentou, e que indica para seus clientes que querem publicar seus trabalhos, a Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro merece ser lido por contar uma boa história, uma crítica à ignorância de um período conturbado da história do Brasil, por ser uma forma de entretenimento e a mensagem que deixo, é que ler é muito bom, você viaja numa dimensão a ser descoberta, tenta entender o que levou o escritor a pensar dessa forma; sempre tem uma mensagem ou várias delas a serem passadas, transmitidas e até mesmo imortaliza-las.. 

Obrigado pela sua participação.


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domingo, 5 de dezembro de 2021

Entrevista com Eduardo Borges - Autor de: Enquanto os Deuses Persistem

Eduardo Borges
Nasceu e vive na Bahia, mas se sente um estrangeiro em qualquer lugar. Expressar-se poeticamente é para ele uma necessidade desde sempre: as metáforas, as não-linearidades e as traições contra a linguagem são parte do seu dia-dia, ao passo que adequar-se ao corriqueiro significa para ele um esforço capaz de lhe provocar dores físicas. Enfim, é mais um filho-problema da vida.
Participou das coletâneas “Inéditos & Dispersos” (2004) e “Navegando entre Ilhas” (EDUFRB, 2021).
Instagram: @eduardoborgesescritosdoborges

Enquanto os Deuses Persistem
Os poemas que compõem Enquanto os Deuses Persistem são palavras de um condenado. Palavras de um condenado a revoltar-se contra o seu caos interno através do verso. Palavras de um condenado à tarefa inglória de colocar a desordem do mundo em estrofes. Palavras de um condenado a recriar-se pelo verbo. Palavras de um condenado à inadequação. Palavras de um condenado a saber que os deuses persistem, julgam, condenam, mas não são capazes de aniquilar a mais bela das transgressões, que é a poesia.



ENTREVISTA

Olá Eduardo. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro? 
Os poemas que integram o livro tratam de memórias mal resolvidas da infância, da minha relação mal resolvida com o cotidiano, com as religiões, com os deuses, com as mulheres (as mulheres, confesso, têm peculiaridades existenciais que estão muito acima da minha capacidade de compreensão), com a masculinidade venenosa, com a minha família, com a escola primária, com o fascismo de esquina, com Santo Amaro da Purificação, dentre outras coisas. Ou seja, o livro é, de certa forma, um tratado sobre afetos mal resolvidos escrito por um sujeito mal resolvido que acorda sempre de mau humor e que odeia os dias de domingo. Contudo, devo frisar que, apesar dos pesares, não são poemas escritos com o fígado, e sim com o coração. Modéstia à parte, consegui fazer poemas belíssimos a respeito de sentimentos que me esmagam, que doem com frequência. Sim, sou um poeta de verdade. 
Enfim, o livro trata de muitas coisas que poderiam, a título de facilitação para o leitor adepto de simplificações, ser englobadas num conjunto que eu denominaria de Consciência Dolorosa do Absurdo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu sempre escrevi poemas, porque não sei expressar as minhas dores de outro modo que não aquele que só me é permitido pela linguagem poética. Se há um sentimento, uma memória ou um acontecimento que me provocam dores existenciais, não sei expressar tal situação escrevendo textão no Facebook, tampouco com falação no divã de psicanalista. A linguagem do cotidiano é muito raquítica para mim. Para expressar o que me dói, preciso das não-linearidades que só a poesia proporciona. Não sei exatamente por que, mas eu sou assim, gosto da loucura da metáfora, amo trair a linguagem.
Porém, não tive, durante muito tempo, nenhuma vontade de publicar um livro. Como disse antes, escrever poemas para mim é como uma necessidade, mas eu não sentia a necessidade de reunir os poemas em um livro. Simplesmente eu ia escrevendo os poemas, e os mostrava a uma, duas pessoas no máximo. Entretanto, nos princípios da pandemia, começou a germinar em mim a ideia de publicar um livro de poemas, mostrar a minha arte e a minha suprema vingança contra este mundo hostil para um número maior de pessoas. E a ideia foi ganhando cada vez mais espaço dentro da minha cabeça. Então reuni uns 60 poemas, fiz o livro e aí está ele.
Quanto ao público ao qual se destina a obra, não sei dizer ao certo. O que posso afirmar é que aqueles que assistem ao Bráulio Bessa fazendo auto-ajuda rimada no programa da Fátima Bernardes acreditando que aquilo é poesia certamente não vão gostar do meu livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não sei se voltarei a publicar um livro. Há dias em que penso que sim, e há outros em que rejeito a possibilidade. Estou sempre escrevendo, sobretudo poemas. Mas há algumas coisas que tenho escrito em prosa e enxergo nelas, às vezes, a possibilidade de criação de uma novela ou romance. Simplesmente não sei dizer se Enquanto os deuses persistem é o primeiro livro de muitos. Quanto à árvore, nunca plantei uma nem tenho vontade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu acho que é uma loucura escrever livros no Brasil. Em se tratando de um livro de poemas, a loucura já é caso de discussão psiquiátrica, talvez. Digo isso pelo fato de um livro de poemas não ser um produto artístico que goza de muito prestígio, mesmo entre pessoas que se dizem leitoras. Quando eu publiquei este livro algumas pessoas chegaram a me dizer “ah, se você tivesse escrito um romance eu leria, mas poesia é complicado pra mim.” Dá um pouco de frustração saber que nem tanta gente assim vai ler o seu livro, por que há o desejo de que as pessoas leiam, comentem...
O fato das pessoas lerem pouco em nosso país é algo que me deixa meio angustiado, por que tal situação só pode gerar uma miríade de gente sem criatividade, sem poder de abstração, sem capacidade de enfrentar questões complexas, e isso, penso eu, é ruim para a coletividade no final das contas, pois tem consequências deletérias em vários campos, inclusive na política. Mas que fique claro que quando eu falo que a leitura é importante, não estou falando de ler qualquer coisa. Afinal, ler Cinquenta tons de cinza ou o livro do Gil do Vigor não vai ajudar muito na empreitada da gente fazer esse país avançar culturalmente.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu estava pesquisando editoras que trabalhassem com pequenas tiragens e um grande amigo e poeta, Leandro dos Reis Muniz, que publicou um livro chamado Avulso, pela Scortecci, me falou muito bem da Editora, do cuidado que ela tem com os livros que publica, do bom tratamento fornecido pela equipe. Daí veio o meu conhecimento e a minha escolha.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não tenho dúvidas de que o meu livro merece ser lido. Nele há poemas muito bonitos, maravilhosos. Enquanto os deuses persistem tem uma densidade poética que não se encontra sempre, pra ser sincero. Falo isso com a paz de quem não é um narcisista fora dos padrões aceitáveis pela civilização (pelo menos é isso que o meu analista diz).
Para os meus leitores, deixo um abraço cheio de bons afetos e peço que leiam o livro, comentem, amem, odeiem, mas não me deem, pelo amor de Deus, o castigo da Indiferença.

Obrigado pela sua participação.

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domingo, 28 de novembro de 2021

Entrevista com Edgley Pereira de Paula - Autor de: Guerra na Imprensa ou Imprensa de Guerra?

É autor de vários artigos e livros sobre os temas “guerra” e “imprensa” e todas as nuances de assuntos que deles são revolvidos, como imaginários coletivos, iconografias, mass media e os usos e abusos da história e da memória social. Na linha de interesse do autor também estão presentes temáticas como patrimônio cultural, semiótica e historiografia, com especial atenção ao século XIX, no mundo Ibero-americano.
Em sua trajetória acadêmica possui Bacharelado e Licenciatura Plena em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Especialização em História Militar Brasileira pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Mestrado em História Política pelo PPGH/UERJ.
Foi professor do Colégio Militar de Brasília e trabalhou por mais de 11 anos na Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx), no Rio de Janeiro, onde atuava em pesquisa de História Militar e assessoramento em políticas públicas aplicadas ao patrimônio cultural de natureza militar, como fortes e fortalezas.
Atualmente faz doutoramento em História Contemporânea na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde investiga os reflexos das notícias da Guerra do Paraguai (1864-1870) na Imprensa portuguesa de época.

A Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai (1864 – 1870) foi a primeira na América do Sul a ter forte cobertura jornalística. Guerra de imensas proporções, jamais vista na Bacia do Prata até então, seja no envolvimento militar, através do recrutamento de grande contingente de pessoas, seja através de notícias de milhares de mortes decorrentes de combate e de doenças, de enormes dispêndios de recursos de toda monta, esse acontecimento marcou os diferentes processos de consolidação e afirmação dos projetos de Estado-Nação dos países que se envolveram no conflito. No Brasil, passado o ardor patriótico dos primeiros meses do conflito, houve tanto periódicos que apoiaram o governo como os que o atacavam, ligados a grupos de oposição, dependendo de qual partido estaria conduzindo os rumos da guerra e da rede de clientelismo e favorecimento que o jogo político ditava em lealdades fugazes que envolviam, além dos políticos (da Corte e das províncias), editores, redatores, chefes militares e correspondentes de guerra. Por seu caráter totalizante, a Guerra da tríplice Aliança também se desenvolveu em outros “teatros”, como na imprensa. Os jornais de época repercutiram em suas páginas não só as batalhas travadas como também todo sofrimento, toda contradição e todo entusiasmo nacionalista propagado nos países contendores. Nessa perspectiva, penso que as publicações ilustradas e os jornais que proliferaram depois do início da guerra (1864), divulgadas quase que diariamente na imprensa, causaram forte impacto em toda a sociedade brasileira e, por consequência, nos homens que estavam sendo arregimentados e enviados para lutarem nas campanhas militares na região platina. A guerra foi total! E, vai atingir a produção de periódicos que nesse período, aos poucos, se profissionalizava. Como se deu esse envolvimento? Como se produziram as informações que circulavam em todo o Império e na bacia do Prata? Quem as produziam? A que preço? É o que resolvemos contar...

ENTREVISTA

Olá Edgley. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro procura “lançar luzes” ao papel desempenhado pela imprensa brasileira durante essa grande guerra que durou mais de 5 anos e que envolveu o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Nesse sentido, procuro explicar como se dava a produção e circulação das notícias do conflito, assim, procurei mapear e expor as “redes de sociabilidades” existentes, à época, que servia de base nessa complexa relação que envolvia além dos donos de jornais, seus correspondentes de guerra, os articulistas (muitos importantes romancistas conhecidos, como o próprio Machado de Assis), além de militares, diplomatas e políticos.
As informações colhidas da frente de batalha eram publicadas nos jornais que seguindo a rede de comunicações da notícia que veio, voltava em sentido oposto, mostrando àqueles homens que guerreavam como estava sendo observada, em sua saudosa pátria, a guerra em que eles participavam. Ou seja, havia grande circulação de jornais inclusive no front! Os próprios soldados brasileiros tinham um impresso feito por eles chamado “A Saudade”...
Outra questão que levanto no livro é o papel desempenhado pelos correspondentes de guerra que foram recrutados para acompanhar a tropa. Logo, é mais um capítulo do grande esforço que o país realizou nesse contexto beligerante. O certo é que independentemente de orientações políticas ou de um suposto caráter oficioso, a proximidade com os combates e os esforços do dia a dia de uma guerra fez com que as abordagens desses homens e as matérias produzidas por eles conseguissem mostrar o drama vivido pelo soldado em campanha. Dessa maneira, creio que este livro traz algumas reflexões originais pois procurei observar a imprensa não só como fonte primária, mas também como objeto de pesquisa, ao articular a História da Guerra do Paraguai com a História da Imprensa.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu na perspectiva de dar publicidade a minha dissertação de mestrado realizada na UERJ há alguns anos atrás. Claro que para isso procurei dar uma fluidez melhor na narrativa a fim de atingir um público maior, para além de estudantes universitários de História e de Jornalismo.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Creio que o livro tem duas capacidades essenciais e que me chamam a atenção: a primeira é a noção da perenidade do documento, a segunda, que se articula com a primeira, é a capacidade de comunicar algo que o autor, pretensamente, acha digno de ser compartilhado, divulgado, enfim... Tornar público suas reflexões.
Atualmente, estou envolvido em outro projeto. Um manuscrito meu que trata de uma abordagem sobre a Independência do Brasil (que ano que vem faz 200 anos) acabou de ficar em segundo lugar num concurso promovido pela Editora da Biblioteca do Exército (BIBLIEx) – “Prêmio Pandiá Calógeras”, creio que ano que vem deva ser publicado em livro aproveitando as comemorações do acontecimento histórico.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Creio que tem o que melhorar, o que não deixa de ser uma oportunidade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela Internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito na visita ao passado como uma das mais importantes ferramentas para a reflexão do presente. Quando se procura julgar, qualificar (ou desqualificar, como é mais comum nesses nossos tempos de internet), para mim, explicita-se mais as próprias inquietações e convicções atuais do que as ideias, conceitos ou opiniões dos tempos memoráveis. Mas, a história, quanto ciência humana (com suas teorias e métodos ao alcance de todos, oxalá!) está aí, para quem quiser e tiver por gosto em operá-la. Essa é minha pretensão, enriquecer o debate.

Obrigado pela sua participação.

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Entrevista com RegiLuzVieira - Autora de: Crônicas do Cotidiano

RegiLuzVieira
Original da cidade de São Gonçalo, (RJ) é jornalista diplomada, PhD em Comunicação e Semiótica, com Pós-Doutorado em Adm de Empresas; ambos os curso pela PUC/SP. É autora de livros paradidáticos, diversos textos jornalísticos, artigos em revistas acadêmicas. No momento, segue o caminho do Jornalismo Literário com textos publicados em antologias da Editora Scortecci e em seu blog: http://luzesesombrasrmlv.blogspot.com.br. Na capital paulista – onde reside – deu continuidade a sua vida profissional como repórter, redatora e revisora free-lancer. É professora universitária, já tendo lecionado em instituições privadas tanto na capital como em cidades do interior nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Comunicação.

Neste livro estão reunidos textos que se desenvolveram a partir de um olhar observador da autora, enfrentando acontecimentos variados e, ao mesmo tempo, capazes de decifrar luzes e sombras na megalópole paulista. Registram-se aí também alguns relatos de pessoas comuns com suas histórias contagiantes como centelhas inspiradoras num mundo sensibilizado por mudanças impactantes. Estas páginas deixam transparecer a esperança e a confiança num mundo que se transforma em meio à dor e ao sofrimento humano, mantendo viva de diversas maneiras a solidariedade diante de inúmeros contratempos e adversidades sequer imaginadas para este século. O ano de 2020 começou e obrigou todos a desacelerarem, alterando planos e projetos de bilhões de pessoas em todo o mundo. Ainda assim, trouxe um aprendizado de superação dos limites humanos diante dos mais variados desafios em meio ao processo pandêmico global. As histórias de vida aqui reunidas revelam um pouco desse espírito de luta e fé, capaz de tornar concreto o prazer de estar vivo e recriar saídas individuais e coletivas.

ENTREVISTA

Olá Regina. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro se divide em 2 partes reunindo crônicas diversas escritas a partir de fatos do cotidiano e observações sensíveis de acontecimentos inusitados numa megalópole como São Paulo. Dentre os temas estão o burburinho da cidade nos fins de semana ou a ebulição diária da Avenida Paulista. A obra apresenta também experiências e histórias de vida que se entrelaçam embora seus autores sejam de idades e profissões diversas. O fio condutor do conjunto das histórias e das crônicas é a presença de valores universais capazes de gerar luz nas sombras e oferecer esperança na sociedade atual neste período pandêmico pungente.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
mas que possuíam uma história para contar. A participação em dois ou três cursos de Escrita Criativa na Universidade do Livro, UNIL e ainda outros cursos literários on-line contribuíram para solidificar a ideia e o desejo de recolher numa pequena obra texto publicados no próprio blog.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como jornalista e também oriunda da vida acadêmica - com artigos e livros paradidáticos já publicados há alguns anos - Crônicas do Cotidiano é a concretização de um sonho num voo solo na área literária, mas certamente não será o único, pois já há outros três em gestação. Como sou bem dinâmica não me detenho na Crônica Jornalística, ainda que seja meu estilo preferido, pois me permite unir Jornalismo e Literatura, que são minhas duas grandes paixões.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Penso que o Brasil é um celeiro de leitores em potencial; no entanto, falta estímulo a literatura, sobretudo nos últimos anos. Não há um projeto nacional que vise estimular ou despertar o desejo de ler. Há muitos projetos e iniciativas em âmbito regional, mas ainda tímidas. Muitas vezes estas iniciativas são pontuais com data pré-estabelecida.
Um exemplo desta iniciativa, que se desenvolvia no subúrbio carioca eram as "trocas literárias" realizadas em pequenos grupos comunitários, nos quais havia troca de livros e comentários orais sobre as leituras realizadas por pessoas de diferentes graus de conhecimento.
Além disso, os jovens leitores hoje preferem os e-book, ao invés do livro impresso que, ganha mais público junto aos adultos. Considero que além de um projeto nacional de estímulo à leitura, é importante também que haja estímulo também da própria família, sobretudo junto às crianças em idade escolar.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Uma amiga participou de Antologias publicas pela Scortecci e considerei interessante a proposta. Também já trabalhei em editoras e pesquisei a respeito. Também tenho amigos e amigas editoras têm contato estreito com diversas editoras. Já participei de diversos lançamentos de amigos em diferentes editoras.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Considero que todo livro merece ser lido até para que, posteriormente seja descartado. Quanto ao meu livro considero que o fato de serem textos surgidos a partir da observação cotidiana numa megalópole como São Paulo seja um bom atrativo, assim como o fato de que não há uma sequência que obrigue o leitor a ir de página em página. É possível ler a partir do título que mais despertou a atenção do leitor em potencial. Outro atrativo são as histórias reais de pessoas que, apesar da pandemia não se deixam abater e experimentam a vida em sua várias nuances, incluindo o serviço solidário àqueles que mais necessitam.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Entrevista com Sônia Vianna - Autora de: Eu, hein... Filosofando

É pesquisadora das religiões e dos sonhos. Autora dos livros O Conto sem nome e Detalhes, diálogo com o espírito Soren Kierkegaard, tradutora dos livros Um ramo de flores (Qom, Irã) e Os Salmos Islâmicos, (Filosofia e Religião) autora participante de diversas antologias e outros. Como escritora e fotógrafa eterniza de forma única e especial os sonhos, seja em contos ou em imagens. Uma trabalhadora da luz, dos sonhos. Natural do Rio de Janeiro, mãe de dois filhos, vive atualmente em Curitiba.

O que fazemos enquanto dormimos? Natalie é uma menina doce que toda noite, ao dormir, vive uma experiência particular em que ela pode ser tudo o que imaginar, sem ter que seguir a cartilha de como ser uma princesa. Ela explora, então, um universo de possibilidades e descobre que o mundo da filosofia é também para meninas.





ENTREVISTA

Olá Sônia. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Meu livro fala das nossas reflexões através dos sonhos, ele traduz o que é o filosofar no nosso dia dia e apresenta alguns filósofos para os pequenos leitores.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surgiu da vontade de levar a filosofia ao mundo infanto-juvenil e em especial aos autistas por mostrar de forma natural como é o pensar filosófico, muitas frases prontas são repetidas pela internet sem que sejam refletidas e realmente aproveitadas. Ele é destinado aos pequenos leitores mas também atende ao público adulto que procura uma leitura reflexiva e breve.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou uma sonhadora, tenho muitos planos relacionados ao mundo das letras, principalmente livros como este que proporciona um pensamento reflexivo e espontâneo. Esse já é meu terceiro livro publicado, além de três grandes traduções e várias participações em antologias.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A leitura é pouco estimulada no Brasil por Ns motivos, e um dos motivos é o custo alto de um livro que afeta diretamente ao mundo literário no geral, sejam autores, editores, leitores... como autora Brasileira sei que a escrita fica em segundo plano, muitos sonhos e histórias ficam todos em segundo plano, pois na realidade do Brasil a sobrevivência vem em primeiro plano e muitas vezes enterrando os sonhos. Outro fator é o desinteresse pelo próprio Brasil, pelos autores Brasileiros, não há interesse em explorar um livro desconhecido, seguindo o interesse apenas aos já reconhecidos mundialmente. Não se sabe, mas muito se perde por medo de se arriscar em uma leitura de novos autores. O Brasileiro tem muita história pra contar.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
É meu segundo livro publicado com a Scortecci, agora com o selo Pingo de Letra por atender em especial ao público infanto-juvenil. Já passei por outras editoras, mas a Scortecci dá aos nossos planos a atenção merecida de um sonho.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, claro! Pelas crianças e também pelos adultos. Ele pode ser lido em uma sala de espera para proporcionar segurança, em um parque em grupo, em um piquenique, ou à noite no quarto deitada na cama pronta para sonhar, e até mesmo em sala de aula por ele ser um livro leve e inspirador. E aos meus leitores, eu desejo bons sonhos e deixo aqui um convite, vamos filosofar? Pois temos um universo a explorar.

Obrigado pela sua participação.


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Entrevista com Almeida Júnior - Autor de: As noites sombrias da alma

José Benedito de Almeida Júnior
É filósofo, professor de filosofia e escritor.

As noites sombrias da alma é o resultado de imagens que voluntariamente se apresentaram em noites seguidas. Trata-se das descrições de imagens que pulsaram de modo avassalador, invadindo o estreito espaço da consciência de modo tão intenso que se fez necessário escrever aquilo que surgia. Foram muitos anos entre o fluxo das imagens e este livro, que é, do mesmo modo, ato inevitável de tudo o que emergiu. Assim, os três processos se sucedem. No primeiro, ocorre uma purificação de tudo o que se acumulou na consciência: suas mágoas, seus rancores, suas decepções. Depois, uma nova percepção da existência parece iluminar o mundo, fazendo-nos vê-lo sob uma outra perspectiva. Até que, por fim, nos unimos novamente ao mundo comum, o mesmo, porém, completamente outro.

ENTREVISTA

Olá Almeida. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de uma obra poética que registra um momento de imersão nas profundezas do inconsciente ou, noutra perspectiva, da emersão dos conteúdos do inconsciente sobre a consciência.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surgiu a partir da percepção de que deveria registrar os poemas que assomavam à alma. O público ao qual se destina são aqueles que, de uma maneira ou de outra, enfrentaram os mistérios da existência. 

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho outros livros da área de Filosofia. Este não é o meu único livro de literatura, mas é o primeiro a ser publicado. 

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que estamos em meio a uma onda de ignorância que tomou conta de parte da sociedade brasileira. Assim, cada livro é uma forma de lutar por uma sociedade democrática e orientada pelos valores das ciências e das artes, hoje perseguidos por um governo com aspirações ditatoriais.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Site.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Prefiro deixar a escolha de ler ou não o livro aos impulsos e intuições das leitoras ou leitores. É como um portal, passar por ele será uma decisão de cada um.

Obrigado pela sua participação.

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Entrevista com Mari Ricomini - Autora de: Titi, um Cãozinho sem Igual!

Meu nome é: Mariângela Biscáro Ricomini.
Amo escrever, ler, ilustrar, contar histórias e ensinar.
Sou professora faz muitos anos.
Minha mãe contava histórias para mim e para minha irmã quando éramos pequenas.
Amo os animais, principalmente os cachorros.
Acredito em Deus e no seu poder transformador.
Se quiser entrar em contato comigo, basta enviar um e-mail para 
Um forte abraço e boa leitura!

Titi vai fazer você viajar pelas asas da leitura... Sinta as emoções desse cãozinho, compartilhe cada aventura vivida por ele. Um livrinho para você tocar e se emocionar do começo ao fim...




ENTREVISTA

Olá Mari. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro? 
Uma bela história verídica das aventuras e trajetórias da vida de um cãozinho chamado Átila.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Minha ideia, a priori, surgiu em narrar a história de Átila, para que as crianças aprendam a amar e respeitar os animais.
Destina-se ao público infantil e juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Um grande sonho começa a nascer, mas confesso que meu amor por escrever, já me fez redigir novas, divertidas e reflexivas Literaturas Infantis.
Em breve novas publicações aconteceram! Aguardem!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Devemos insistir, persistir em escrever e até ilustrar Obras Literárias Infantis, fomentando o gosto pela leitura nas crianças desde a mais tenra idade, por isso sou professora e durante 33 anos tenho a responsabilidade de incentivá-los. Já tive o privilégio de trabalhar em uma Sala de Leitura de uma Escola Estadual de São Paulo, onde crianças e adolescentes da periferia tinham acesso a excelentes livros literários. Meu Projeto foi um sucesso durante os dois anos e meio que atendia os alunos, fazendo minhas Contaçôes de Histórias.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pesquisando pela Internet, encontrei esta Editora que ao meu ver tem se mostrado idônea, a Scortecci e entrei logo em contato.
Fui acompanhada pela senhora D. Maria Esther Perfetti que muito me auxiliou e estabeleceu a ponte entre escritora e editora.
Surgiu, também o contato com o Luiz Fernando Cardoso, responsável pela apresentação da minha Obra Prima Literária: "Titi, um Cãozinho sem Igual!"
Eu só tenho a agradecê-los.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu recomendo esta Obra Literária Infantil e Infantojuvenil a todas as famílias a começar pelas brasileiras, pois princípios de amor, carinho e bons cuidados e tratos com os animais são abordados nesta Literatura.
"Titi, um Cãozinho sem Igual!", irá encantar, cativar e impactar leitores de todas as idades, deixando a esta geração um importante legado e ensinamento de vida que só aqueles que lerem se apropriarão deles.
Posso afirmar que vale a pena ler: "Titi, um Cãozinho sem Igual!"( Mari Ricomini).
Abraços Literários a todos!.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Entrevista com Jovina GBenigno - Autora de: Versus de Uma Vida

A poeta nasceu em Fortaleza, numa família de oito irmãos, começou a escrever ainda adolescente, mas o amor pelas artes (em especial a Literatura), foi manifesto logo na infância. Com formação em Letras e Direito. Teve poemas publicados em jornais da cidade, e em Jornais da CAIXA, empresa onde trabalhou por 31 anos. Premiada em Concurso Nacional de Poesia da Escola Nova Acrópole de Filosofia, em 2017. A Poeta teve também poemas selecionados para compor diversas Antologias Literárias a serem publicadas agora em 2021, tais como: Antologia Poetas Premiados - Prêmio Off FLIP de Literatura 2021 (a ser lançada na Semana de Literatura de Paraty); Antologia Poesia Brasileira/Poetize 2021(Vivara Editora); Antologia Prêmio Poesia Agora 2021 (Editora Trevo) e ainda na Antologia Esboços da Alma (comemorativa dos 35 anos de fundação , Editora Scortecci).

Tem uma natureza quase autobiográfica, mas não totalmente. Na escolha dos poemas, a autora não se prendeu a critérios, tais como ordem cronológica ou temas, foi sim o prazer de juntar parte dos seus originais e dar corpo ao livro. Cada poesia chegou por vontade própria, e a poeta teve que atendê-las. Os poemas têm nuances filosóficas acerca do sentido da vida e do paradoxo simplicidade e complexidade, dela indivisíveis, especialmente em vista das reminiscências próprias da poeta e de sua observação dos cenários, tempo e pessoas diversas, sem esquecer os metapoemas, são ainda flagrantes: o amor da autora pelos livros, o respeito à natureza das coisas, a contemplação da beleza e uma busca quase frenética para entender a si e ao outro. 

ENTREVISTA

Olá Jovina. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? 
O livro trata de sentimentos do mundo, vivências, perguntas sem respostas que, como disse Abert Camus, vêm do absurdo que é a própria vida, com todas as dores e belezas presentes na busca do sentido de viver. Os poemas fazem também um passeio por minhas reminiscências. Há neles forte flerte com a Filosofia, área do meu interesse, como a literatura em geral. O narrador às vezes fala na primeira ou terceira pessoa do singular ou plural. Presente, passado e futuro estão como que misturados num mesmo poema, numa alternância que imprime certo ritmo à leitura.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Escrevo desde minha infância. Eu gostava de mostrar meus poemas aos amigos e colegas de trabalho, e sempre tive excelentes retornos. Ao longo da vida as cobranças para publicação tornaram-se frequentes e quase imperativas, de forma que publicar meus versos era mais um sonho da família e amigos do que meu, porque eu achava que os pedidos eram meras gentilezas. No entanto, depois de participar de quatro concursos literários e ser bem sucedida, resolvi publicar. Na verdade, eu não pensei especialmente num público, são escritos de uma vida. Imagino que todos nós somos público para a Poesia, em virtude da humanidade e fantasia nela contidas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sim, pretendo publicar de novo. Nasci em Fortaleza, família de oito irmãos; meu pai era amante dos livros e minha mãe, poeta, pintora e escultora. O ambiente familiar era feito de privações materiais e muito alimento para a alma e o pensamento. O amor pela Literatura surgiu na adolescência. Comecei a escrever cedo. Tenho formação em Letras e Direito. Além do meu próprio livro, tenho poemas publicados na Antologia Poesia Brasileira/Poetize 2021, da Vivara Editora, bem como na Antologia Prêmio Poesia Agora 2021/Editora, Editora Trevo. Entre os 19 e 35 anos de idade, publiquei poesias em jornais da cidade. Fui premiada em Concurso Nacional de Poesia pela Nova Acrópole de Filosofia, em 2017. Tenho também poemas selecionados para compor a Antologia Poetas Premiados Selo Off FLIP de Literatura 2021, a ser lançada na Semana Literária de Paraty, e na Antologia Esboços da Alma, comemorativa dos 39 anos de fundação da Editora dessa Editora.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não é fácil, por todas as razões que conhecemos. No entanto, enquanto tiver quem escreva haverá quem leia. Sou otimista e penso, por exemplo, que o livro impresso nunca vai acabar, pois a tendência do leitor em telas de computadores e aplicativos, à medida que evolui como leitor, é querer tocar no livro. Para vencer a crise, que especialmente agora é gritante, todos os atores ligados ao negócio da escrita, todos, devem unir forças. O autor especialmente deve imbuir-se na tarefa de trabalhar a formação de leitores, faço este trabalho aqui na minha aldeia (risos), colocar seu livro debaixo do braço (como diz o poeta Marcelino Freire) e ir à luta, no trabalho de venda e divulgação, auxiliado a Editora, especialmente as de médio e pequeno porte. É um trabalho de formiguinha, mas cada leitor que trago para a poesia é, para mim uma grande vitória. Vamos à luta, todos juntos!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci em pesquisas na internet por uma Editora para publicar meu livro. Entrei no site da Scortecci, naveguei. Fiquei bem impressionada com a apresentação da Editora e a multiplicidade de ações/iniciativas. Foi amor à primeira vista (risos). A publicação foi uma deliciosa experiência. Fui muito bem acolhida, todos muito focados, tempestivos no atendimento às minhas demandas. Trataram-me de forma respeitosa e cordial, senti muitas vezes um certo carinho, e me senti em casa.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Não só merece, como deve ser lido (risos). O livro é especial. O trabalho de publicação resultou numa bela edição, capa, tudo. É uma obra poética que conta momentos, fotografa fielmente pessoas; os temas estão todos interligados, constituindo retratos de uma vida; os poemas sintetizam contos, meio ficção, meio autobiográficos; é uma história em versos com os quais, com certeza, o leitor se identificará, a exemplo do poema que abre o livro, chamado Trança de Mãos. A minha alma e a de muitos estão ali: a pobreza, a luta, o lúdico, a superação, o olhar que sai do próprio umbigo e gira o mundo, chega à natureza e ao outro, numa percepção bastante apurada.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Gilberto Vaz - Autor de: Crônicas! Ou não...

Terráqueo desde 1963. Brasiliense desde 1980. Engenheiro desde 1986. Pai desde 1993. Servidor Público desde 1997. Palestrante e autor na área de preparação para concursos públicos desde 1998. Foi articulista e cartunista da revista Concurso em Foco. É autor do livro “O Mundo Também Fala Português” sobre a intimidade dos países de língua portuguesa.




Crônicas! Ou Não... - Um Mosaico Para se Formar com Pedrinhas de Reflexão, Cacos de Filosofia e Pitadas de Humor

Este livro reúne 27 textos, crônicas, ou não. São algumas histórias baseadas em fatos reais, alguns contos, poemas e até versões zoadas de eventos importantes da História do Brasil. Tudo isso, quase sempre, temperado com humor, seja lá o que signifique humor, e que um dos textos tenta explicar. Apesar de ser um conjunto bem heterogêneo, propositalmente heterogêneo para ser diverso, cada texto tem seu carisma, sua cor, sua forma, e traz invariavelmente algo para se pensar... ou não. Esses pedacinhos quando juntos pretendem formar uma figura mais completa, um mosaico. Apesar do pensamento do autor e das escolhas das palavras que formam o livro, cabe ao leitor completar a obra, montando seu próprio mosaico.

ENTREVISTA

Olá Gilberto. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
O livro é um ensaio de reflexão e filosofia, mas apresentado na forma de crônicas, contos e poesias, com muitas pitadas de humor, mas que ao final o leitor é convidado a pensar no que leu e perceber que cada texto traz muito mais que uma história, estória ou História. A ideia e mostrar que cada coisa que se lê traz muito mais que um simples texto e que cabe ao leitor completar a obra com a seu próprio entendimento e percepção do que o autor tentou escrever.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A partir de um apanhado de textos escritos no decorrer dos anos, selecionei alguns que traziam uma certa leveza, humor e sensibilidade para que pudesse abordar a filosofia e a reflexão de uma forma diferente, boa de ler, sem as partes chatas.
A obra se destina à leitores acima de 16 anos que gostem de leituras leves, mas que não abram mão de conteúdo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Na verdade, sou um escritor incidental. Sempre tive pensamento heterodoxo, mas demorei a perceber que poderia externá-lo pela escrita. Meu livro anterior, O Mundo Também Fala Português, me mostrou que talvez as pessoas gostassem de ler os meus textos.
Não pretendo uma carreira na escrita, mas ainda tenho muita coisa a dizer.
Este livro (Crônicas...) é leve, o próximo pretende ser um pouco mais contundente, mostrando o quanto o pensamento e as ideias podem ser bem maiores que as caixinhas onde tentam aprisioná-los.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Cada vez menos leitores, ainda mais com a concorrência de mídias mais fáceis de serem consumidas. O meu receio é que o consumo de material pronto, rápido e pasteurizado, sem a necessidade de pensar, pode causar efeitos desastrosos no pensamento críticos das próximas gerações.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Participei da Antologia Singularidade das Palavras. Mas, na hora de publicar pesquisei bastante, e tenho certeza que foi a melhor escolha.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Merece ser lido!! O que tem de especial é a abordagem de temas profundos de uma forma diferente, entremeados em meio a textos leves, sensíveis e bem humorados. É, no fundo, um livro de filosofia.
O último texto é a montagem do mosaico de ideias que é proposto na introdução, onde o autor revela alguns pensamentos comuns a vários textos que constroem uma coerência filosófica.

Obrigado pela sua participação.


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Entrevista com Maria Lima Passarello - Autora de: A Vida em Seus Tempos

Advogada, empresária, mediadora e conciliadora.








A presente obra traz um conjunto poético reunido em versos por meio dos quais Maria Lima Passarello, revolvendo o próprio passado, cativa o leitor com belas e surpreendentes exposições de seus medos, de suas angústias e de seus anseios afetivos e psicológicos, sem, no entanto, esquecer as intempéries sociais que nos afligem individual e coletivamente a todo instante. Para isso, a autora “utiliza com riqueza e profundidade as palavras, de maneira que aflorem os sentimentos mais sublimes contidos em cada poesia e fazendo com que o espírito se eleve em uma viagem, em um sonho de pura magia e de encantamento”, diz-nos, em prefácio à obra, a artista plástica e procuradora do Estado Teresa Cristina Della Monica Kodama. Dentro de um modernismo autêntico, Maria Lima Passarello nos enriquece com rimas inesperadas e uma cadência rítmica original: “Luto contra o tempo angustiante, / Procuro esquecer o temeroso presente, / Passo a lembrar o passado, / Canto o último lamento cansado”. A vida em seus tempos, como observamos nesses versos, alterna presente, passado e futuro, e nos remete à alegria e à singela tristeza de existir.

ENTREVISTA

Olá Maria. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? 
O meu Livro “A vida em seus tempos”, são algumas das 106 (cento e seis) poesias que escrevi na década de 70 e 80, na adolescência e fase adulta quando cursava a Faculdade de Direito, retratando meus medos, angústias, anseios afetivos e psicológicos, expectativas do futuro, lembrando sempre dos intempéries sociais que nos afligem individualmente e coletivamente a todo instante.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Na realidade, sempre gostei de escrever, tanto que as poesias foram escritas na década 70 e 80, da adolescência até a fase adulta quando cursava a Faculdade de Direito, destarte, nunca pensei em publicar um Livro de Poesias, mas registrei as 106 poesias em 2012. Em 2019, comecei a sentir vontade de tornar as poesias públicas, mas fiquei com medo das críticas das pessoas, até que em 2020, com a Pandemia da COVID19, pensei melhor a respeito e conversando com uma amiga que é artista plástica e Procuradora do Estado, Teresa Cristina Della Monica Kodama, ela incentivou para que publicasse as poesias, surgindo meu primeiro Livro “A vida em seus tempos”, com vinte e oito poesias de minha autoria.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como disse anteriormente, adoro escrever, estou muito feliz com o sucesso que está fazendo o meu primeiro livro de poesias, recebo críticas construtivas e animadoras, tanto que, provavelmente em 2022, publicarei mais um Livro de poesias dando sequência as poesias escritas no passado.
E ainda, quando presente, estou escrevendo um terceiro Livro que provavelmente também, será lançado em 2022, mas com outro viés.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu acho a vida do escritor um pouco triste com questão de valorização, vez que, o Brasil não faz campanhas assertivas em prol do incentivo da escrita, leitura e literatura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu fiquei sabendo da Scortecci Editora, através de amigos que já publicaram livros, falando muito bem, principalmente quanto a idoneidade da editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro merece ser lido, porque como diz no Prefácio escrito pela minha amiga que serei eternamente grata, Teresa Cristina Della Monica Kodama: - “As poesias contidas neste livro demonstram momentos da autora vividos em adolescência, fazendo com que o leitor se reporte às várias fases de sua vida e se encante, em uma viagem entre notas musicais, que tocam extremamente o coração. As poesias nos remetem a uma etapa de transição, de escolhas na vida, em que demonstrava dúvida sobre o que o destino guardava, causando incerteza acerca do que estaria por vir”.
Quando eu li o prefácio, fiquei muito emocionada porque minha amiga leu as poesias e sentiu o que quis transmitir.
A minha mensagem para os leitores:
Acreditem no seu potencial, se valorizem e lutem pelo que acredita, porque tudo tem o seu tempo.”

Obrigado pela sua participação.
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