17 junho, 2024

Nelson Berger - Autor de: HISTÓRIAS DO MENINO DARWIN

Brasileiro, nasceu em 1948 em São Paulo. É graduado em engenharia civil e pós-graduado em direito ambiental, atualmente está aposentando e reside com sua esposa Beatriz, em Jundiaí. É contador de histórias há mais de 40 anos, para seu querido público de filhas, netos e netas. Nelson foi membro do Conselho de Implantação da Lei de Proteção da Águas – Itupeva, membro do Conselho Gestor da APA Cabreúva, Cajamar e Jundiaí e membro do Conselho de Desenvolvimento Rural do Município de Itupeva. Articulista de jornais de Itupeva/SP e sites sobre ecologia, ética e cidadania, com mais de 170 artigos publicados. Gosta de trabalhos manuais, marcenaria e jardinagem e sempre teve interesse nas questões ambientais e na relação saudável do homem com a natureza.
 
Histórias do Menino Darwin
Para Colorir

São histórias infantis de um garoto ecologista, que defende a natureza, a ética e a cidadania.
 
 
 
 
 
 
 
 
Entrevista
 
Olá Nelson. É um prazer contar a com sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
O livro é sobre um menino herói, que através de suas aventuras procura proteger o meio ambiente, além de ensinar práticas de civilidade.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Quando meu primeiro neto, Pedro, tinha por volta de 4 anos criei o personagem Darwin, um menino herói ecologista, personagem de uma historinha que ilustrei em um caderno. Hoje Pedro tem 18 anos. Há cerca de 8 anos a minha filha caçula, Fernanda, resolveu mudar para a Flórida em definitivo, levou com ela o marido e minhas duas netinhas gêmeas que hoje têm 9 anos. Com a distância e a saudade, mantínhamos contato através de sites de vídeo conferência, mas era sempre difícil prender a atenção das netas e eu acreditava que eu tinha que participar do crescimento delas, elas precisavam ter contato com o Zeid, o avô que sou eu. Depois de algumas tentativas com fantoches, resolvi reviver o Darwin, consegui criar 36 historinhas que eu narrava com a apresentação de slides. Consegui meu intento e, aparentemente, as netinhas gostavam dos nossos encontros via internet e esperavam pelo Darwin.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não tinha intenção de editar um livro. Minha filha Simone acreditou que valia a pena a edição e tomou essa iniciativa estimulada por minha esposa Bia. Quem sabe outro livro virá, não sei quando.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sou leitor assíduo e raramente algum livro de escritor brasileiro cai em minhas mãos. Não sei explicar por que isso ocorre.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Minha filha Simone tinha algum contato com a editora e foi ela quem tomou toda a iniciativa.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que sou suspeito para falar da minha criação. Posso afirmar que minhas netas se entretinham bastante com as histórias e, segundo minha filha Fernanda, mãe das netinhas, elas relembram os ensinamentos do Darwin. Sim, acho que vale a pena ser lido.
 
Obrigado pela sua participação


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15 junho, 2024

Marcelo Campos - Autor de: A MOSCA NO ELEVADOR

É autor de 73 pequenas peças sobre as vidas de Leonardo da Vinci, Frida Kahlo, Mohandas Gandhi e Assis Chateaubriand, dentro das quais desenvolve o conceito de imersão interativa. De 2019 a 2024, foi produtor de 63 encontros com o público através dos quais mais de 2.900 pessoas puderam vivenciar as experiências do Onikronos, tanto em espaços físicos presenciais, quanto em eventos online.
No mundo corporativo, já estabeleceu parcerias de sucesso com grandes empresas, sendo seus principais parceiros dos últimos 3 anos: Sabesp, IE International Education, Metlife, Vídeo Ciências, Tegma, Horus, Sonda Tecnologia, IPL, Insper, Clube Pinheiros, Banco Bradesco, Cuca Mundi, Círculo Militar de São Paulo, Ericsson e lghisi gente.
Está estreando o projeto dramatúrgico Mais forte que nós!, pelo qual narra um encontro possível, porém fictício, entre Albert Einstein e Mahatma Gandhi no ano de 1947.
Lançou em abril-2023 seu primeiro livro, O Arquétipo do Jardim do Éden. Um ensaio para que as pessoas reflitam sobre as prioridades da nossa agenda global, buscando um efetivo comprometimento com as gerações futuras.
Em junho de 2024, lança seu segundo livro: A Mosca no Elevador. Não é uma continuação de seu primeiro livro, mas sim uma evolução em todas as dimensões: conteúdo, estrutura, reflexão e desafio. O ponto especial fica por conta do storytelling materializado no comparativo entre o Homo Sapiens no século XXI no planeta Terra e uma mosca parada dentro do elevador.
Por fim e não menos importante, no 1º semestre de 2024, Marcelo estreia sua 1ª minissérie: “Código de Valor”. Foi produtor e roteirista, aliando sua criatividade de dramaturgo com seus 27 anos de carreira como executivo no mundo corporativo. Esta minissérie mostra os desafios cotidianos de uma empresa de tecnologia para viver pragmaticamente sues valores frente aos obstáculos que naturalmente surgem na entrega de grandes projetos.
 
A Mosca No Elevador

Você consegue refletir sobre o que significa uma mosca pousada na parede do elevador... da perspectiva da mosca? É muito provável que logo depois de sua entrada, devido às condições do ambiente, o animal não detecte maiores problemas, até se sentindo confortável com a situação. Agora, você, o Ser Humano olhando para a mosca, entende que ela está em uma situação vulnerável. Dentro do elevador não há comida, não há água, enfim, não há como a mosca viver a longo prazo (principalmente se for um prazo de mosca). Adicionalmente, as hostilidades podem escalar muito rapidamente, caso alguém mais avesso a insetos entre no elevador. Neste livro, Marcelo Campos constrói a equivalência de comportamento entre o Homo Sapiens no século XXI e uma mosca pousada na parede de um elevador. Através de histórias comparativas, Marcelo transforma a mosca no alter ego do Homo Sapiens. Ambos se julgam em segurança dentro da conjuntura que vivem, dentro do contexto que conseguem construir. Ambos julgam ter tempo de sobra a seu favor dentro do cenário temporário e confortável no qual se encontram. Através de reflexões provocativas e instigantes, Marcelo busca fomentar a inquietação no leitor, questionando os hábitos da sociedade do século XXI sob a perspectiva de futuro de longo prazo.
 
Entrevista
 
Olá Marcelo. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Alavancado em informações científicas amplamente conhecidas, o livro é um exercício de desafio filosófico: será que estamos fazendo a leitura certa de nossa posição no tabuleiro do jogo chamado Universo? Já adianto que não! Buscando manter o bom-humor mesmo com um tema potencialmente denso, criei a mosquinha Drosô que, pousada na parede de um elevador, é o alter ego do Homo sapiens do século XXI no Planeta Terra. Você vai se espantar como estes dois personagens entendem o Universo em seus respectivos entornos de forma muito semelhante!
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O primeiro estímulo partiu da aceitação maior do que o previsto para meu primeiro livro. A empolgação, aliada à quantidade imensa de temas ainda não abordados, me impulsionou para o segundo livro um ano depois do lançamento do primeiro.
O livro destina-se a pessoas questionadoras e curiosas, que gostam de filosofar e até especular sobre os limites da ciência. Pessoas bem-humoradas também vão se divertir com as aventuras de Drosô (a protagonista do storytelling). Por fim, pessoas que percebam a importância de criarmos alternativas a esta película de atmosfera ao redor de um minúsculo planeta rochoso. Que tenham a percepção de que, enquanto não gerarmos esta alternativa, estamos colocando todos os ovos em uma única cesta.

 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como já mencionei, este é meu segundo livro. Meu objetivo é fomentar discussões de ordem filosófica sobre o que é realmente importante para preservarmos nosso futuro como espécie. No limite, as novas perspectivas apresentadas pelo conteúdo dos dois livros passam a fazer parte de debates, discussões, argumentações, enfim, de toda sorte de interações que moldem nossas atitudes para um futuro mais seguro para nossos “tatara-lá-na-frente-netos”.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu tenho uma concepção de propósito que é escrever, compartilhar minhas ideias. Se um leitor ou um milhão de leitores vão ler meu conteúdo, não importa. Eu simplesmente preciso escrever. Adicionalmente, recuso-me a ser vencido pela mediocridade intelectual epidêmica que se alastra pelo país. Preciso fazer minha parte contra isso: gerar alternativa de leitura de valor e interessante para os potenciais leitores.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Estou com a Scortecci desde meu primeiro livro. Quem fez a ponte foi meu amigo Cesar Baues, que também publica com vocês e, como eu, está satisfeito.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro que sim! Porque demonstra uma forma diferente e importante de interpretar o Universo a nossa volta, aumentando as chances de sobrevivência de nossa espécie. Do ponto de vista coletivo, poucos temas podem ser mais nobres do que este.
 
 Obrigado pela sua participação.
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Adriana Santiago - Autora de: O GRITO

Adriana Santiago

Nasceu em Carangola (MG). É jornalista (UNI-BH/1992), bacharel em História (PUC-MINAS/2003), poeta e escritora. Participou de várias antologias poéticas, com poesias e contos. Publicou cinco livros: Mar Revolto — Poesias e Crônicas (2017), Flores e Borboletas em Meio Século de Poesia (2019), O Sapo Jererê e suas Aventuras (2019), As Dores do Mundo (2021) e Vozes de Minas — História e Encantos Gerais (2022), todos pela Scortecci Editora. Adriana Santiago é integrante do grupo literário Mulherio das Letras, da Associação Internacional de Literatura Brasileira (AILB) — Focus Brasil e da União Brasileira de Escritores (UBE-SP). É colunista da Revista Literária Voo Livre (digital).
 
O Grito

A poesia salva. A poesia não diz somente palavras belas. A poesia desperta, alerta, sacode e grita. Assim nasce O Grito. Do desejo de expressar a indignação ao ver a dor do outro. Do desejo profundo de chamar a atenção, alertar para o buraco em que a humanidade está se metendo ao ignorar o grito de socorro da Natureza, do nosso planeta Terra. O grito pela urgência de se mudar de atitudes antes que seja mais tarde do que já é. O grito pelos que sofrem por não se enquadrarem em um padrão social rígido, em uma sociedade implacável, que cobra beleza, corpos esculturais, juventude eterna, status social elevado e formas de existir padronizadas, conforme um ideal que, de tão perfeito, se mostra inatingível. A busca incessante e frustrada desse ideal de perfeição, exigindo das pessoas um esforço sobre-humano, torna a sociedade doente, um poço de ansiedade, depressão, estresse, agressividade. A humanidade e o planeta — partes distintas, mas integrantes de uma só natureza — estão doentes. Precisamos de cuidados, de remédios. São eles: mudança de comportamento em pequenas e grandes ações do dia a dia, em respeito ao nosso ambiente, planeta onde vivemos (se quisermos garantir nossa sobrevivência, temos que mudar nossas atitudes); respeito ao outro — respeito incondicional à forma do outro de existir no mundo, mesmo que seja diferente da sua. E terceiro e não menos importante remédio: a poesia. Para isso, O Grito, que há de ecoar distante e bonito, na esperança de espantar as coisas tristes do nosso tempo.

Entrevista


Olá Adriana. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Poemas de cunho social e em defesa do meio ambiente, e contra preconceitos de toda ordem.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surgiu de um desejo de "gritar" para o mundo as coisas tristes desse tempo como: preconceito, desrespeito com relação a povos de diversas etnias, homofobia e toda sorte de coisas desrespeitosas ao ser humano, ao outro, à vida e às diferenças.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já é o sexto projeto de muitos que ainda virão. Ou seja, este é o sexto livro que público. Todos pela editora Scortecci, essa verdadeira família que formamos, eu, junto à equipe Scortecci e autores dessa editora.
Muitos livros ainda virão, inclusive já estou trabalhando em um projeto de poesias para crianças, que deverá sair no próximo ano.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não sei bem se são tão poucos leitores assim. Mas, de qualquer forma, é preciso estimular a leitura, principalmente entre os pequenos para que cresçam com esse bom hábito da leitura. No meu caso, por escrever poemas, sinto que é um público realmente restrito. Não é muita gente que gosta de poesia. Mas, vou trabalhando sempre para aumentar o meu público. E posso dizer que, do primeiro livro para este, já aumentou bastante. Meu público é formado, principalmente, por pessoas da faixa etária de 30 a mais, homens e mulheres, mas mais de mulheres.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Em 2017 fiz um curso para autores iniciantes na Scortecci. Foi assim que conheci o trabalho da editora e gráfica.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Muito! Ele carrega consigo a poesia, a reflexão, emoções, além das sementes da esperança e do amor. Por tudo isso e mais ele merece muito ser lido.

Obrigada pela sua participação.

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Regina Souza Vieira - Autora de: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: DO VERSO À FILOSOFIA

É carioca, mestre e doutora em Letras pela PUC-RJ, tradutora, é estudiosa da obra de Carlos Drummond de Andrade, sobre a qual publicou dois livros de crítica literária. Além destes, tem mais oito livros publicados, entre poesia, romance, contos e crítica literária. É detentora do Troféu Carlos Drummond de Andrade, da Medalha Camões e de algumas consagrações da Literarte e de outras instituições literárias. Muitos de seus trabalhos estão também incluídos em várias antologias.
Obras da autora:
1. Sentimentogramas – poesia (RJ: Cátedra, 1987)
2. Boitempo: autobiografia e memória em Carlos Drummond de Andrade – ensaio (RJ: Presença, 1992)
3. Revivências – poesia (RJ: Taba Cultural, 1997)
4. Inventivas verossimilhantes – contos (RJ: Papel Virtual, 2000)
5. A prosa à luz da poesia – ensaio (RJ: Edições Galo Branco, 2002)
6. Bernardo, o imprevisível – romance (RJ: Edições Galo Branco, 2005)
7. Reflexões em verso – poesia (RJ: Edições Galo Branco, 2007)
8. Poemas ao acaso e conclusivos acasos – poesia (RJ: Taba Cultural, 2015)
9. Subfundamentos da escrita – ensaio (RJ: Taba Cultural, 2010)
10. Um Jovem de ideias e ideais – romance (RJ: Literarte, 2020)
 
Este livro associa evidências de um vasto conhecimento filosófico à poesia de Carlos Drummond de Andrade. Muitas das alusões de seus versos trazem à lembrança e à profundidade do leitor associações comuns à ciência do saber, tornando o nosso poeta plenamente inserido nas concepções que, ao longo do tempo, constituíram teorias e conhecimentos que se distenderam em novos saberes. Daí a nossa necessidade de discorrer sobre filosofia antes de chegarmos às aproximações inevitáveis com a poesia do autor mineiro. O philos, o ágape e o eros repercutindo nos anseios do Poeta quando jovem e quando ancião servem de respaldo às evidências que tentamos destacar, tornando-o, ao longo dos anos, perspicaz não só em poesia, mas também nessa ciência da antiguidade. Que o nosso esforço acrescente algo de novo e desbravador à obra do poeta mineiro para o enriquecimento de novos estudos e de nossa retribuição intelectual.
 
Entrevista
 
Olá Regina. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Filosofia e poesia em Drummond. Um estudo de filosofia apoiado na poesia de CDA.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Da minha paixão pelo poeta. Aos estudantes e críticos literários.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Escrever, criar. Adoro escrever e estou sempre envolvida em novos projetos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Difícil. Falta divulgação e incentivo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Por uma amiga e pela mídia.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro! é uma pesquisa seria de busca constante de conhecimento

Obrigada pela sua participação.
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08 junho, 2024

Alfredo Assumpção - Autor de: PARDAIS DE COPACABANA

Alfredo José Assumpção, ou simplesmente Lé, como é conhecido por amigos e familiares desde o nascimento, saiu do interior com uma mochila nas costas e uma ideia na cabeça. Aos dez anos de idade, durante seu curso primário, já se apresentava em palcos como protagonista atuando em peças teatrais. Com 16 anos inicia sua aventura pela música e composição. Aos 17 anos já participava de festivais da canção e tocava seu contrabaixo na sua banda de baile, a “Los Ringos”.
Veio lá da roça, Anta-RJ, para o Rio de Janeiro em maio de 1970, onde arrumou um emprego para custear seus estudos. Seu propósito era simplesmente passar em um vestibular qualquer para inscrever uma de suas músicas no Festival Universitário da Canção. Viraria artista profissional. Satisfaria o seu desejo, realizaria seu sonho, e o de seu parceiro de sempre, Antônio Peçanha, ou simplesmente Baiano, como também é conhecido desde que nasceu. Amigo de infância de bancos de colégio. Traria o parceiro para o Rio de Janeiro e, juntos, trilhariam o mundo fascinante da música. Sua arte seria reconhecida e pronto. A música se chama “Oito Horas Mais Horas Extras” e trata da vida de um operário qualquer, enfrentando todos os problemas que um cara, morador do subúrbio de uma metrópole, enfrenta para ganhar a vida honestamente. Como nada aconteceu, nem feedback recebeu do festival, Alfredo abraçou seu plano “B”, o mundo executivo corporativo, mas sem nunca deixar de lado suas vertentes para a composição e a poesia. Quase 40 anos mais tarde, enfim gravou “Oito Horas Mais Horas Extras”, em português e inglês, no seu álbum Bossa Jazz & Samba.
Depois de 46 anos de grande sucesso no mundo corporativo e empresarial, como executivo e empresário, dono de empresas, resolveu dedicar seu tempo integralmente à sua arte. Sua música e sua poesia além da literatura. Seu sonho tornou-se realidade. A Busca finda agora, quando encontra seu Espaço para mostrar sua arte. O espaço está aqui no mundo virtual, onde é lido e ouvido em todo o planeta, através de plataformas digitais e redes sociais. É um artista registrado no Spotify. Tem sua página e/ou canal no Youtube. Sua felicidade é plena. E, com seu parceiro, Antonio Peçanha, e outros parceiros que surgem aqui e ali, continua criando música boa para deliciar seus ouvintes e fãs de todas as idades. Seus álbuns e livros de poesia e literatura continuam sendo feitos.

Um casal de americanos encontra-se com um casal de pardais em Copacabana e juntos discutem a situação política, social e econômica do Brasil e do planeta. Os pardais são centenários e conseguem se comunicar com seres humanos do bem. É ficção com sincronicidade alicerçada em telepatia. Dados econométricos e pesquisas sobre a história político-econômica do país, incluindo os diferentes momentos e modelos de gestão da nação, seja monarquia, república, ditadura ou democracia, e todos os reflexos que daí advêm, na forma de golpes pelo poder, estão no livro. Tudo consubstanciado em pesquisas com dados e fatos coletados para dar sustentação à verdade histórica narrada, sempre exaltando o que há para exaltar e expondo as feridas, com a constante aparição do contraditório. Então, é um livro que desnuda, mas que, ao mesmo tempo, oferece roupas para cobrir o nu. O leitor tem a opção de escolher suas preferências. A base de conhecimentos acadêmicos e de vida dos personagens torna todas as discussões ricas e imperdíveis. O autor consegue divertir muito, ao mesmo tempo que traz informação e cultura geral muito sólida para o leitor, neste que é um livro inusitado, extremamente inventivo. Uma ficção que se apoia em fatos. É ler e conferir para se divertir e se instruir.

Entrevista

Olá Alfredo. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Dos momentos políticos, sociais e econômicos do Brasil e do mundo com diálogos inteligentes sobre os temas, sempre respeitando o contraditório.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia me acompanha há muitos anos. Com minha formação em economia política e especialização em desenvolvimento de pessoas e gestão de pessoas, sentia-me na obrigação de oferecer informações fidedignas sobre os últimos 150 anos de evolução no modelo de gestão do Brasil e sua conexão com o globo, de uma forma geral.

 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o meu 15º livro. Tenho livros de poesia, filosofia, sobre liderança, sobre como encontrar um local para trabalhar e ser feliz, sobre a importância de talentos para construir a economia de uma nação, sobre o modelo de pesquisa dos melhores executivos para empresas e outros. Além disso sou compositor com mais de 120 músicas distribuídas pelas plataformas digitais (Spotify, Apple, Deezer, etc.), além de ter um canal no Youtube com mais de 230 filmes e vídeos que tratam de entrevistas concedidas a canais de TV, rádios e videoclipes com minhas músicas, evidentemente.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Escrever para mim sempre foi um prazer. Cada livro é um novo filho. Graças a Deus, consegui fazer do meu papel como escritor, algo complementar à minha mais recente profissão que era a de Consultor em Pesquisa e Seleção de Executivos de Alto Nível para as empresas. Meus livros eram e são um trampolim para melhor fundamentar a profissão, embasando meus pensamentos na busca da construção de uma melhor ambiência planetária, através de identificação dos melhores líderes para as empresas.  
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci é minha editora há mais de 20 anos. Tive uma experiência com uma editora de renome. Depois de identificar o modelo de negócios deles, resolvi que deveria buscar uma editora mais amiga. Encontrei-me com o João Scortecci e a partir daí criamos uma pareceria profícua.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Merece ser lido para despertar nas pessoas a flexibilidade na forma de pensar. O livro ajuda a pensar como seu interlocutor. No livro fica consubstanciado por fatos de que não existe uma verdade absoluta. É gratificante encontrarmos personagens que discutem assuntos, sejam pessoais, familiares, sociais, políticos ou econômicos de forma respeitosa. Sem gritos ou estresses desnecessários. Então, o livro, além de trazer muita informação útil, ajuda ao leitor como deve-se portar numa discussão sobre assuntos, os mais diversos, sem pretensão de ser dono da verdade.

Obrigado pela sua participação.
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Eliana Di Donato Carosini - Autora de: LEMBRANÇAS DO ONTEM

Eliana Di Donato Carosini

Nascida em São Paulo, capital, hoje reside em Caraguatatuba, no litoral paulista. É casada, mãe de três filhos e avó de cinco netos. Culpa foi seu primeiro romance, lançado em 2010. Na sequência, vieram Marolinhas do pensamento, Árvore da minha vida, Erva daninha e Piccolo mondo. Depois, na linha de livros infantis, vieram Como a vida acontece, Doca, Doca está crescendo, A viagem do espantalho, As centopeias e Netos. A autora costuma transferir para o papel todo sentimento que lhe brota na alma. Assim, como não poderia deixar de ser, Lembranças do ontem, seu décimo segundo livro, também traz muitas de suas emoções.

Lembranças do Ontem

O que eu poderia dizer dessas escritas? Este livro é uma coletânea de lembranças que foram escritas ao longo dos últimos anos. Ele tem o intuito de expor um pouco do meu interesse e amor às pessoas que aqui são lembradas. Para mim são lembranças, agora que as coloquei em evidência, inesquecíveis. Poderia ter deixado esquecidas, mas resolvi eternizá-las neste livro. Para mim, cada uma dessas recordações tem um valor inestimável em minha memória.




Entrevista

Olá Eliana. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Lembranças do ontem - o nome já diz tudo!
São crônicas esquecidas numa gaveta, que resolvi colocá-las em evidência.
São lembranças queridas que gostaria que ficassem eternizadas.

 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Por estar muito tempo sem poder me locomover, resolvi vasculhar minhas escritas e encontrei essas que me fizeram voltar a um passado não tão distante. E, relendo essas escritas, achei que poderia inspirar alguém com algumas lembranças do cotidiano que podem ser de qualquer um de nós.
O público a quem foi destinado esse livro, com certeza, é aquele que nele são citados.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse é o meu décimo quinto livro
"Culpa" foi meu primeiro romance. Depois vieram: "Erva Daninha", "Marolinhas do Pensamento", "Árvore da minha vida", "Um punhado de mim" e "Picollo Mondo".
Depois, na linha de livros infantis: "Como a vida acontece", "Doca", "Doca está crescendo", "Doca e seus medos", "Doca e sua língua comprida”, "A viagem do Espantalho", "As centopeias" e "Netos".
E agora: "Lembranças do ontem"..

 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Lamentável, cada dia menos interesse dos jovens pelos livros.
Isso desestimula até mesmo os autores e, principalmente, os autores brasileiros.
Fazem propagandas de tudo, menos de livros.
A crise piorou com os fechamentos das livrarias. Para mim é muito triste que isso esteja acontecendo.

 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Recebi por e-mail uma propaganda da livraria Scortecci e me interessei. Resolvi ariscar e terminar um livro que estava há anos parado e esquecido. Enviei para a Editora Scortecci e daí pra frente quase não parei até agora.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Com certeza.

Obrigada pela sua participação.
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Carmem Teresa Elias - Autora de: O JULGAMENTO DAS MÃES

É escritora e docente. Pós-graduada em Letras (Inglês-Português e respectivas Literaturas), pela University of Cambridge, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pesquisadora e palestrante em Literatura Comparada e Gêneros Textuais. Docente aposentada de instituição federal, nos níveis de Ensino Médio e Universitário por 30 anos. Autora de onze livros literários já publicados, entre romances, contos, poemas, crônicas e ensaios literários. Autora de diversos artigos acadêmicos e de apostilas de material didático para o Ensino Médio e Universitário. Escritora com premiações de instituição públicas e oficiais — Feira do Livro de Genebra, Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Prefeitura de Petrópolis, AFEIGRAF, União Brasileira de Escritores (São Paulo, Paraíba e Rio de Janeiro), entre outras. Diretora e criadora do projeto educativo Poesias ao Acaso, que oferece exposições e oficinas de criação artística e literária em escolas por 12 anos.

Um romance psicológico e social, cruel e humano, atual e atemporal, sobre embates no relacionamentos entre mães e filhas: Layla e Sarai, Hortência e Mea, respectivamente, cujas vidas mergulham em agruras entre práticas de terror físico, psicológico e moral que rondam a mulher, a maternidade e a humanidade, nos morros, nas cidades e nas terras devastadas, entre dois extremos do mundo: Brasil e Oriente. Layla e Sarai vivem sob as égides de territórios de fundamentalismos; Hortência e Mea, impregnadas de hipocrisia, repressões e sexualidades em rebeldia. Ao redor delas, em psicodrama individual e social, estão em jogo segredos, subjugo, solidão, traições, ciúmes, erotismos, vingança, mágoas, desesperos, fugas, mutilações e guerras. Entre essas quatro mulheres, uma narradora inquieta mimetiza detalhes de verdades e desnuda sentimentos lentamente acorrentados e libertos da alma feminina. Uma travessia dolorosa, porém sensível aos sacrifícios que somente a maternidade não teme, em busca do significado da palavra mãe. De modo distinto e, ao mesmo tempo, semelhante, destinos se encontrarão em exílio do mundo nas águas internacionais de ninguém, numa luta de vida e morte, entre o amor e a violência ao ápice da maternidade.

Entrevista

Olá Carmem Teresa. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um romance psicológico e social, cruel e humano, que aborda conflitos pessoais e lutas sociais muito desafiadoras por que mulheres (e a humanidade como um todo) passam em regiões diferentes do mundo, porém acometidas de semelhantes sofrimentos, renúncias e urgência de soluções. Na narrativa das trajetórias de duas duplas de mães e filhas expõem-se torturas, traições, preconceitos, castrações, exílios, guerras e até Terrorismos a que mulheres- e as sociedades- são submetidas. A obra baseia-se em fatos reais observados, vistos, ouvidos pela autora; sendo a personagem mais importante a narradora, autodenominada inverosímil, a quem cabe desvendar absurdos geralmente escondidos ou ignorados no mundo por medo ou omissão, como estupro e mutilação genital, práticas ainda tidas como comuns em algumas comunidades.
O romance carrega temáticas densas porém necessárias para uma reflexão acerca da carência de dignidade humana.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Em 1996 eu estive numa região do mundo dominada por pensamentos radicais extremos e pelo surgimento de células terroristas, onde mulheres eram obrigadas a não poderem ser vistas. Impressionada desde então, passei a pesquisar, metaforizar e ficcionar a vida naquelas condições, ao mesmo tempo em que também observava a nossa própria sociedade brasileira, em busca de semelhanças ou diferenças. Acompanhando noticiários mais percebia processos de desconstrução humana sendo implantados pelo mundo, até a hora em que diante de tantos absurdos não contive mais o nascimento deste livro.
A obra se destina a um público adulto, corajoso, perspicaz, humano, sensível e envolvido com valores voltados à reconstrução da dignidade da vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este romance é o décimo primeiro livro. Uma obra muito séria e amadurecida. Inovadora na estrutura, na construção da narradora, na ousadia dos temas enfrentados. Busco uma escrita de caráter universal e atemporal, destinada à humanidade.
Dentro de minha trajetória, composta de poesias, contos, crônicas, considero este o meu trabalho mais arrojado. Meu compromisso com a Literatura é de muita responsabilidade. Sou docente de Literatura há 40 anos. Não escrevo por entretenimento, mas sim pela função primordial da literatura: o desenvolvimento de uma leitura crítica do mundo e da humanidade.
Em breve sairá mais uma obra minha, desta vez de análise literária combinada com várias outras áreas das Ciências Humanas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ouve-se com frequência situações de decadência na educação e na cultural na esfera mundial. O apagamento da cultura humanística cria um abismo na sociedade. Onde falta leitora e estudo em literatura, filosofia, sociologia, psicologia etc., falta também base sólida para o crescimento e amadurecimento social. Vivemos períodos que exigem maior questionamento sobre a ausência de valores éticos. Não posso mudar o mundo, mas posso deixar minha mensagem registrada em livro onde digo: “este caminho não está bom”. Faço a minha parte com muito afinco na esperança que alguma consciência possa ser desperta pela leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci é minha editora há alguns anos já. Este é meu terceiro livro solo pela Scortecci, além de outras antologias do grupo das quais participei. Cobro compromisso e seriedade e encontrei ambos na edição de meus livros neste selo.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Este meu romance, como afirmo, é uma obra inquietante, altamente informativa e reflexiva. Não é uma leitura fácil, porém é comprometida com uma análise lúcida, real, dolorosa e ao mesmo tempo literária, terna e humana. Trago uma oportunidade de amadurecimento ao leitor aviso por verdades. O final é a grande surpresa.

Obrigada pela sua participação.
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05 junho, 2024

Rita Doi - Autora de: O REIZINHO

Rita Doi
Nome literário de Rita de Cássia Dechiucio Doi
É formada em Comunicação Social e Pedagogia, possui pós-graduação em educação especial e psicopedagogia. Trabalha como professora na escola pública Municipal em São Paulo, há mais de uma década, e ama sua profissão, que lhe deu inspiração para esse livro.





Ilustrações: Rodrigo Doi
Nosso reizinho não conseguia seguir regras nem respeitar autoridade, até que um problema sério aconteceu em sua vida, que despertou em sua mãe, grande preocupação. Mas muito sábia e amorosa, conseguiu tomar as rédeas da situação. O livro infantil “O Reizinho”, aborda a questão dos comportamentos inadequados de crianças, que impõem suas vontades sobre os outros, causando muitos conflitos e aborrecimentos em suas relações sociais.



Entrevista
 
Olá Rita. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro conta a história de um menino que apresenta temperamento difícil, sempre impondo suas vontades em suas relações sociais, que nomeamos como “reizinho”. Na história sua mãe apoiava esse comportamento, porque interpretava como algo positivo, entendia que seu filho tinha personalidade forte, sabia o que queria. Mas com o passar do tempo e com o aparecimento dos conflitos em casa e na escola, percebeu a necessidade de intervir, de forma amorosa e acolhedora.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sou professora da rede pública de São Paulo há muitos anos, e vivencio inúmeras situações difíceis, que envolvem esse cotidiano.
Essa história, surgiu de um convívio complicado em 2023, que tive com um aluno do 3º ano do ensino fundamental, que me deu muito trabalho, durante o ano inteirinho. Foi um aprendizado.
A personalidade dominadora descrita no livro, muitas vezes é resultado das relações familiares e costuma tomar grandes proporções, quando a criança se depara com um meio social tão heterogêneo como a escola.
As famílias atuais em sua maioria, dispensam pouco tempo com seus filhos, não suprindo suas necessidades de orientação, afeto e atenção, desencadeando comportamentos opositores e desafiadores, além de agressividade, ansiedade e impulsividade.
Essa obra se destina as crianças em idade escolar e seus responsáveis, que poderão ter a oportunidade de refletir sobre suas relações familiares.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse projeto surgiu do desejo de divulgar as ilustrações do meu filho que é estudante de design de animação. Foi uma atividade tão prazerosa que já escrevi meu segundo livro, explorando mais uma vez minhas experiências na área da educação.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil, exige muito esforço e resiliência, principalmente porque pressupõe grandes investimentos, com baixos retornos, desestimulando muitas mentes criativas.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Tenho uma colega de trabalho que já escreveu um livro e publicou por meio da Editora Scortecci, me indicando. Destaco, que tive dificuldade em encontrar editoras interessadas em publicar para novos autores, além de encontrar orçamentos altíssimos, diferente da Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro retrata de forma lúdica e divertida o nosso cotidiano. Sei que as crianças amam textos que mexem com a sonoridade e que possuem muitas ilustrações coloridas. Por isso, pensei em uma prosa poética, cheia de encantos e cores.
 
Obrigada pela sua participação.
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Nelson de Castro Senra - Autor de: RAPOSO TAVARES

Nelson de Castro Senra
É Doutor em Ciência da Informação (ECO / UFRJ), Mestre em Economia (EPGE / FGV-RJ) e Bacharel em Economia (UCAM-RJ) Pesquisador e Professor no IBGE (aposentado), por longo tempo, quando atuou nos campos da produção e da disseminação da estatística, daí passando a dedicar-se ao campo da pesquisa sócio-histórica da atividade estatística. Em todos esses campos de atuação é autor de vários livros e textos. Entrementes, atuou numa linha de memórias familiares: 1) Em busca do amanhã (2018), 2) Idas e vindas pelo mundo (2019), 3) Herança do Santo Ofício (2020), 4) Idas e vindas pelo Brasil. Memória quase perdida (2021), 5) A trajetória jurídico-política de um monarquista provinciano: Joaquim Barbosa de Castro, Barão d’Além Paraíba (2023). Além disso, como distração, escreveu algumas pequenas aventuras ficcionais: Confissões de um artista nas brumas e Memórias de um escritor nas sombras (2021; ambos os livros), ao que seguiu O escolhido (2022) e Supressão da escravidão (2023, como uma ucronia). É sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro – IHGRJ (onde ocupa a cadeira 38, patrono Noronha Santos).

Neste livro olhei para trás e reencontrei um dos mais notáveis bandeirantes luso-brasileiros que palmilharam nosso território ao tempo colonial – Raposo Tavares. Ele anda esquecido pelos historiadores, ainda que tenha sido peça-chave na definição do território brasileiro da atualidade. Em geral é dado como tendo sido analfabeto, o que dificulta entender como pôde ter ocupado posições que exigiam um mínimo de letras e saberes; sendo fato, contudo, que não há registros diretos de suas bandeiras, nem mesmo de sua vida privada. Além disso, quando visto com os valores do presente, é realçado como um vulgar, mais que isso, como um maldito caçador de indígenas (os povos primitivos), ainda mais, é visto como tendo sido essa a razão primeira, se não única, de suas bandeiras. E assim sendo se vem dando curso a uma “caça às bruxas” típica da Idade Média. Por demais, com suas bandeiras de expansão (ao Sul, ao Norte, através do Centro-Oeste) Raposo Tavares atingiu no coração os interesses (terrenos) da poderosa Companhia de Jesus, e o fez ao destruir as chamadas Reduções Jesuíticas, nas quais indígenas ali “ajuntados” (por livre vontade?) eram ditos “libertados” da “selvageria e barbárie” em que viviam, sob o “domínio obscuro” dos pajés, para então receberem os benefícios da “civilização europeia cristã”. Pois, Raposo Tavares, para retomar aqueles territórios entendidos como luso-brasileiros, agia com força tendo o auxílio de mamelucos e indígenas. Em defesa retórica, os Jesuítas acusavam, a ele, junto a todos que os confrontavam, para denegri-los, de serem judeus ou cristãos-novos. Enfim, este livro olha para o passado com as métricas do passado e não com os valores do presente; aos leitores que ficarem acordes com minhas ideias, deixo meu sorriso; aos que não estiverem concordes, deixo minha paciência, já que não pretendo convencer ninguém. Apenas olhei para trás e o vi como vi.

Entrevista

Olá Nelson. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Os livros escolares classificam as bandeiras em três tipos: de prospecção, em que os bandeirantes buscavam explorar metais preciosos; de contrato em os bandeirantes buscavam escravos fugidos e também destruir quilombos; por fim, as de apresamento, em que os bandeirantes buscavam aprisionar indígenas para escravizá-los. Pois o livro contesta esta última classificação e para tanto basta pensar na Linha de Tordesilhas, ao tempo da definição das Capitanias Hereditárias ficando evidente que para os portugueses ela chegava à foz do Prata. Contudo para os espanhóis ela só ia até Cananéia, na ponta extrema de São Paulo, donde toda uma enorme área onde hoje se encontra lato sensu os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul não eram territórios luso-brasileiros. Sendo então vistos como territórios espanhóis os Jesuítas se deram ao direito de nesses territórios instalaram, à grande, suas Reduções onde impunham aos indígenas a civilização ocidental cristã, afastando-os pela força de seu hábitat. Pois as bandeiras que ali adentravam eram de fato “bandeiras de expansão” pelas quais se retomavam territórios luso-brasileiros, para tanto destruindo essas Reduções Jesuíticas, e delas retirando os indígenas ali aprisionados. Claro, esses indígenas não eram postos em liberdade, mas logo seriam agregados em ulteriores expedições, ambientes em que se punham mais perto de seus hábitats, podendo estar próximos de seus pajés e caciques.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia foi a recuperar a imagem de Raposo Tavares um dos mais notáveis bandeirantes à frente dessas bandeiras de expansão, injustamente acusado (junto a outros também) de serem caçadores de indígenas. Por essa acusação se lhes apega acusações de terem sido malvados, pessoas cruéis, vis etc. Contudo, nada é dito contra os Jesuítas que mantinham aqueles indígenas nas Reduções sem que fosse por suas livres vontade, mas antes, que fique claro, por aprisionamento. A má imagem que se dá aos bandeirantes, por suas ações, à época, decorre exatamente da força que os Jesuítas tinham; camufla-se seus objetivos escusos de ocupação de territórios (alguns dizem que para ocupar um poder terreno), explorando os indígenas para tanto, reduzindo os bandeirantes à escória, o que está longe da verdade. Para culminar, os Jesuítas acusaram os bandeirantes que conduziram tais expedições de expansão de serem judeus ou cristãos-novos, à época, a pior das acusações, pois os punham à margem da Sociedade. Enfim, se destina pessoas cultas interessadas em nossa história, a professores e a estudantes. Todos deveriam lê-lo e refleti-lo no sentido de melhor aquilatar o valor que tais bandeirantes tiveram para que tivéssemos o território que temos hoje.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bom, para começar, nunca tive a oportunidade de plantar uma árvore, embora gostasse de plantá-la. Quanto aos filhos tenho três, já todos os adultos, e tenho um neto australiano. Já sobre livros tenho muitos escritos, a maioria deles feitos sobre a atividade estatística, sempre sob o prisma histórico, desde o Império até os dias correntes; em uma coleção de quatro volumes cobre o período de 1822 a 2002 do fazer as estatísticas brasileiras, e quem esteve à frente dessa atividade. Além disso escrevi inúmeros outros livros sobre assuntos correlatos (educação, município, território, e, pasmes, religião, entre outros), afora biografias de personalidades envolvidas nesse processo. Escrevi textos e livros sobre metodologia e muitos outros. Afora essa temática escrevi memórias de família, envolvendo a “Santa” Inquisição, o período Monárquico brasileiro, sobre viagens ao Brasil e ao Mundo etc. E arrisquei escrever algumas pequenas novelas.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Para quem quer e precisa viver da escrita imagino que seja muito difícil. Tudo que fiz no entorno da história das estatísticas fiz enquanto pesquisador e professor no IBGE (aposentado agora há 11 anos). O mais faço por prazer e por vaidade, mais punindo aos amigos, e ficando muito feliz quando algum leitor me lê e me dá um retorno seja de elogio seja de crítica, e não importa de que grau seja.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi-me indicada por uma amiga designer do IBGE, e todos os meus livros feitos já tendo saído de lá foram feitos com essa Editora. Gosto muito. Acho o trabalho muito bom, bem-feito, cuidadoso. Meu relacionamento com todos é o melhor possível. Não sei é o quanto eles me aturam, pois sei que sou muito insistente e apressado, ficando a cobrar em excesso.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, como disse antes, merece ser lido porque faz uma revisão / releitura da história do Brasil. Mostra que ficar a levar réguas de valores do presente para ler o passado não é corretor, nem justo. O passado se lê com a régua do passado. O que se fez com os indígenas e com os negros no passado foi cruel, sem dúvida alguma, mas que se o veja com a régua do passado. Infelizmente o processo abolicionista não teve prosseguimento, talvez porque os próceres do golpe militar contra a Monarquia não tenham tido interesse nisso, mais voltados ao processo migratório, donde deixaram os negros ao relento. Daí, desde então, o mais cruel, penso eu, foi o descaso no trato (respeito, integração etc.) tanto do indígena quanto do negro ao longo de tantos anos, inclusive em tempos bem próximos de nós, pois já valeria a régua do presente para se julgar as ações. Agora, sim, as omissões foram criminosas.

Obrigado pela sua participação.
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02 junho, 2024

Mônica Maria - autora de: ELOS, ENTRE ELES E ELAS

Nome literário de Mônica Maria Rodrigues Silva
Nasceu no dia 5 de março de 1965, no bairro da Lapa, em São Paulo. É mestra em Literatura e Crítica Literária formada pela PUC e possui especializações em Literatura (PUC) e em Língua e Literatura (UNICAMP). É professora, principalmente, da disciplina de Literatura — sua paixão declarada. Em suas aulas de Literatura, busca incentivar a leitura e deixar claro para os seus alunos que Literatura não é só para fazer provas e vestibulares. “Literatura é vida”, diz Mônica Maria.
Desde muito cedo, na tenra idade, Mônica Maria teve a sorte de se deparar com excelentes professores de Português que lhe apresentaram Orígenes Lessa, Júlio Verne, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Lygia Fagundes Telles, entre tantos outros que a encantaram. Despertou nela, então, a vontade de escrever. Sempre se encantou com o mundo da Literatura e sempre teve necessidade de escrever, afirmando que, assim, poderia expressar todos os seus sentimentos. Todas as leituras que fez ao longo de sua vida a influenciaram, direta ou indiretamente, e a formaram, nem tanto como escritora, mas como uma boa observadora dos detalhes lidos, das constituições das personagens analisadas. Dessa forma, seus textos se equilibram nestas observações: personagens que causam reflexões, metáforas que, às vezes, desafiam a lógica.
 
Elos, Entre Eles e Elas - Histórias da Vida e da Morte

É um livro de contos e de poesias com temas e personagens bem diversos. Nos contos, eles e elas são atados pelos elos da vida e da morte como o olhar da criança sobre o mundo e sobre as suas descobertas, do idoso que perde a memória e não os sentimentos, da difícil travessia de migrantes e das suas histórias remotas, das reflexões filosóficas sobre ser e não ser, da dor de perder alguém querido e, até distante, já que os elos unem eles e elas, num desenho único, pois todos são, na alteridade, um pouco do outro. Na poesia, há toques de metalinguagem e de homenagens a poetas, bem como a pessoas comuns – eles e elas, ligados pela linguagem condensada, própria deste gênero. É possível encontrar em Elos, entre eles e elas: histórias da vida e da morte, portanto, temas como a solidão, a dor, a alegria, o misterioso, a pandemia, relações familiares e relações distantes que unem, atam em elos, homens e mulheres, que se aproximam pelo simples fato de serem humanos. 
 
Entrevista
 
Olá Mônica. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Meu livro trata de histórias do dia a dia, de eventos cotidianos da vida e da morte e dos elos que fazemos ao longo das experiências humanas desde a infância até a vida mais madura. Ele traz pinceladas de filosofia, metalinguagem e reflexões.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de publicar um livro sempre esteve latente em mim, pois sempre gostei de ler e escrever. Era um desejo antigo transmitir meus sentimentos, observações da vida e estudos sobre Literatura em forma de ficção, para que as pessoas refletissem comigo sobre a vida. Escrevo para aqueles que acreditam que a existência humana possa transcender pela literatura; possa sair da referencialidade pela literatura sendo menos pragmática e menos utilitária por meio da literatura. Portanto, meu público-alvo são adultos e jovens que buscam essa experiência.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Nasci em 5 de março de 1965, no bairro da Lapa, em São Paulo. Sou mestra em Literatura e crítica literária, formada pela PUC, com especializações em Literatura (PUC) e em Língua e Literatura (UNICAMP). Sou uma pessoa eternamente sonhadora, que acredita na força da palavra para transformar o mundo para o Bem, para o Bom e para o Belo, por isso sou professora, daquelas que espera na educação e no ensino da Literatura a mudança para um mundo melhor. Em minhas aulas de Literatura, busco incentivar a leitura e deixar claro para os meus alunos que Literatura não é só para fazer provas e vestibulares. “Literatura é vida”, sempre reitero.
Diante disso, não tenho a intenção de parar por aqui. Planejo publicar outros livros, com temas diferentes, pois acredito na responsabilidade do escritor em compartilhar experiências e reflexões.

 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de um escritor brasileiro não é fácil. A leitura é pouco divulgada pela mídia, com nenhum incentivo dos setores públicos. Geralmente, o autor tem de custear a produção de seus livros. É necessário paciência, trabalho árduo e credibilidade em editoras competentes e confiáveis para valorizar o trabalho do escritor.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci através de uma amiga que publicou livros infantis e um sobre sua experiência com o câncer. Ela me transmitiu segurança quanto à publicação, então quando decidi publicar meu livro, imediatamente lembrei da Editora Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que meu livro mereça ser lido, posto que ele foi escrito com muito cuidado e com muito carinho e sem nenhum menosprezo à compreensão e à interpretação dos leitores.
Pensado e repensado a partir de experiências vividas, de histórias ouvidas e de fatos observados, meu livro procura transmitir a ideia de que os elos que fazemos na nossa existência, entre homens e mulheres em nossas vidas, são essenciais para que possamos ser mais humanos, mais felizes ou que possamos entender que certos episódios são próprios da vivência de todo ser humano como a morte, por exemplo.
Espero que os leitores apreciem as minhas reflexões sobre temas como a solidão, a dor, a alegria, o misterioso, a pandemia, relações familiares e relações distantes que unem, atam em elos, homens e mulheres, que se aproximam pelo simples fato de serem humanos.

Obrigada pela sua participação.

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Fabiano Campachi - Autor de: QUEM TEM MEDO DE PASSARINHO?

Nasceu em 01 de agosto de 1983, em Penápolis, interior de São Paulo. É formado em Letras pela Fundação Educacional de Penápolis, desde 2004, e pós-graduado em Literatura Brasileira. Autor de Autorretrato e outros "eus" (2014) e O quintal da casa 8 (2022), ambos pela Scortecci Editora. Participou, em 2022, da coletânea poética Frações de versos, da Scortecci Editora.





Ilustrações: José Marco de Almeida Leite
Menino, pipa, pipoca / Pião, bola, paçoca,
Lua e nuvem de algodão / Por que o céu é azul?
O solo é o chão? / Quem inventou o sol?
Por que o trem cheira a carvão?
Quem tem medo de passarinho é um recorte quase autobiográfico, que conta um pouco da história de todos nós. Do lirismo da primeira infância aos questionamentos mais improváveis, tudo vira poesia. Porque, afinal, há infância sem poesia?


Entrevista
 
Olá Fabiano. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Poesia.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é inspirado na minha infância e na de todos os meninos que cresceram comigo Birigui.
Destina- se o público infanto juvenil.

 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse já o meu terceiro livro, mas é o primeiro destinado à criança.
Sou professor de Língua Portuguesa há 20 anos e o contato com as crianças me inspira muito. Sou poeta desde os 12 anos e respiro poesia o tempo todo.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Penso que de fato é difícil ser escritor no Brasil. Infelizmente a leitura é cada vez menos valorizada, principalmente em tempos de Redes Sociais.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela internet, há muitos anos.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro encanta pela pureza e pela singela da linguagem.
Ele pode encantar não apenas crianças, como adultos também, pois desperta memórias que no fundo pertencem a todos nós. Certamente merece ser lido.

Obrigado pela sua participação.
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