03 maio, 2026

Su Canfora - Organizadora de: RAJADA DE TROVAS

Su Canfora

Nome literário de Sueli Maria Ferreira Canfora.
É apaixonada pela natureza onde vê a Mão do Criador, por animais, por crianças, por viagens e por histórias. Professora, contadora de histórias, escritora, poeta, compositora, artesã, radialista. Esposa, mãe e sogra. Paulistana residindo em Mogi das Cruzes (SP) há mais de trinta e cinco anos. Formada em Letras e pós-graduada em Literatura Infantil e Contação de Histórias. Fez diversos cursos e oficinas de contação de histórias; de teatro; teatro de sombras e de fantoches. Ministra oficinas de contação de histórias e de artesanato.

Rajada de Trovas

SOBRE A TROVA E A UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES (UBT) - Trova é uma composição poética, sem título, com apenas uma estrofe com quatro versos heptassílabos (sete sílabas métricas ou sílabas poéticas em cada verso), com sentido completo. É o menor poema da língua portuguesa e deve obedecer a características rígidas. As rimas devem ser perfeitas, seguindo a estrutura ABAB, usada pela UBT. Pode também apresentar outra disposição, com o segundo verso se ligando ao quarto, conforme a estrutura ABCB. A composição poética possui conceituação própria e diferencia-se da quadra, da poesia de cordel, da trova gauchesca, do repente e do poema musicado da Idade Média. A trova é uma criação poética milenar e foi escrita por Camões, Fernando Pessoa, Dom Pedro II, Dom Diniz, entre outros. Atualmente, a trova é o único gênero literário exclusivo do Português. Fernando Pessoa considera que “a trova é o vaso de flores que o povo põe à janela de sua alma”. Waldir Neves afirma: “A trova é a arte de acomodar o infinito nos limites de um grão de areia”. O escritor Jorge Amado dizia: “Não pode haver criação literária mais popular, que fale mais diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e sente sua força. Por isso mesmo, a trova e o trovador são imortais”.

ENTREVISTA

Olá Sueli.

Do que trata o seu Livro?
"Rajada de trovas” é uma coletânea com quase quatrocentas trovas, falando sobre assuntos diversos. Carregadas de leveza, beleza, encantamento e reflexão. Escritas com dedicação, carinho e delicadeza, vindas do coração de vinte e um poetas trovadores.
Trova é uma composição poética, sem título, com apenas uma estrofe com quatro versos com sete sílabas métricas, ou sílabas poéticas cada verso. Deve ter sentido completo. As rimas devem ser perfeitas, rimando o primeiro verso com o terceiro e o segundo verso com o quarto (ABAB), pode também apresentar outra disposição, rimando o segundo verso com o quarto(ABCB).
A trova é a menor composição poética da Língua Portuguesa.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Fui convidada pelo Presidente Estadual da UBT(União Brasileira de Trovadores) do estado de São Paulo, Luiz Antônio Cardoso, para fundar e ser delegada da UBT em Mogi das Cruzes. Aceitei o desafio e formei um grupo com escritores e pessoas interessadas a aprender a arte da trova. Para incentivá-los a escrever, propus o desafio de uma palavra tema por semana, como objetivo, de quem sabe um dia, produzir uma antologia. Os novos poetas trovadores levaram tão a sério meu objetivo, que o sonho se concretizou bem mais cedo que pudéssemos imaginar.
A obra é destinada a todas as pessoas apaixonadas por livros e por poemas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou uma improvável que se fez vencer, alguém que fez do limão uma bela e forte história de superação. Tenho seis livros publicados de contos e Crônicas, poemas e infantojuvenil. Participação em mais de cinquenta antologias com contos, crônicas, poemas, fábulas, textos reflexivos e histórias infantis, entre elas, antologias bilíngues lançadas no exterior. Essa é a primeira antologia que coordeno, espero que venham outras mais. Sou esposa, mãe e sogra. Formada em Letras e pós-graduada em Literatura Infantil e Contação de Histórias. Professora, escritora, poeta, compositora, trovadora, contadora de histórias e artesã. Membro das academias ALCA/AFPESP-SP; AMBA- Minas Gerais e AMHAL-Mogi das Cruzes. Delegada da UBT Mogi das Cruzes. Membro dos grupos LITERARTE; Associado Escritor AFPESP; Café e Arte em Movimento - Sorocaba; Ponto & vírgula - Ribeirão Preto. Classificada e premiada em concursos literários, como o Sétimo Prêmio Scortecci de Poesia 2025. Em Mogi das Cruzes fui honrada com o título de Cidadã Mogiana. Participo com minhas obras e ou contando histórias em feiras e bienais em São Paulo e em outros estados. Ministro oficinas de contação de histórias, artesanato e trovas. Participo do Projeto Contação de História com Audiodescrição e Libras do escritor Laé de Souza.

O que te inspira escrever?
Tudo ao redor é inspiração: natureza, animais, crianças brincando, uma conversa alheia, um bate papo com a família ou amigos, uma mulher grávida, um lindo por do sol, a fúria da tempestade, um fato corriqueiro, um sonho dormindo ou acordado, o murmúrio do mar. Enfim, a inspiração está em tudo que vejo, toco, ouço, provo, sinto e vivo. A vida é a inspiração.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
O livro merece ser lindo porque a trova é simplesmente fascinante, dizer tanto, tão profundamente em tão pequena composição é no mínimo intrigante e extraordinário. Além do mais, o livro está carregado de sensibilidade, beleza e leveza.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Fiquei sabendo da Scortecci através de uma escritora já consagrada. Usei o livro dela em meu TCC de pós-graduação. Em uma feliz coincidência me deparei com ela nas redes sociais. Eu estava com a história para meu primeiro livro, mas não sabia para onde ir e como fazer para publicá-lo, ao pedir orientação, ela me indicou a Scortecci.

Obrigada pela sua participação.
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Maria Beatriz Del Peloso Ramos - Autora de: VOLTAS DA MEMÓRIA

Maria Beatriz Del Peloso Ramos
Carioca, professora de Literatura Brasileira, prefaciadora. Pós-graduação pela UFRJ e mestrado pela UFF. Membro da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas, desde sua fundação, com treze Antologias poéticas publicadas. Membro correspondente da ALACIB, Mariana, MG. Livros solo de Aldravias: “Aldraviares” e “Alinhavos”. Livros solo de contos: “Os simples contados”; “Os antigos contados”; “Além das águas”; “Voltas da memória.” Premiações e publicações em sucessivas edições do Prêmio Off Flip de Literatura, Paraty, RJ., nas categorias Contos e Crônica.

Voltas da memória
As crônicas e contos reunidos em Voltas da memória são parte do acervo de textos premiados, em diversas edições do Prêmio Selo Off Flip de Literatura, Paraty (RJ), já publicados em coletâneas pelo Selo Off Flip Editora.
Comoção paulistana: contemplado com o 1º lugar na antologia 50+ Tempo de escrever (2025).
Tantos dezembros: contemplado com o 1º lugar na antologia Contos, crônicas e poemas de Natal, v. II (2025).
O povo do Calunga: contemplado como Destaque na antologia Nós 4 — Textos de autoria feminina (2026).
Seis mortalhas: contemplado com o 2º lugar pelo Prêmio Off Flip de Literatura (2026).
Coqueiro vivo: contemplado como Destaque na antologia Na Rede — Narrativas infantojuvenis (2024).
Tributo à Ana: contemplado como Destaque na antologia Tchê! (2025).
Gotas de memória: publicado como texto epistolar na antologia Cartas para o futuro (2022).
Prece: contemplado como Destaque na antologia Terra (2025).
Ventaneira: contemplado como Destaque pelo Prêmio Off Flip de Literatura (2025).
Escombros: contemplado como Destaque pelo Prêmio Off Flip de Literatura (2025).
Efemeridade: contemplado como Destaque pelo Prêmio Off Flip de Literatura (2026).
Natureza-morta: selecionado como finalista pelo Prêmio Off Flip de Literatura, categoria Crônicas (2022).
Lembrança felina: contemplado como Destaque na antologia Boleiros (2026).
Um quando nenhum: contemplado como Destaque na antologia Guerra e Paz (2026).

ENTREVISTA

Olá Maria Beatriz.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
O tema do livro é a memória que perpassa por várias personagens ficcionais. São lembranças que evocam alguns poetas e escritores brasileiros, permitindo certa intertextualidade literária. É a memória alçada ao patamar de protagonista, em todos os contos e crônicas.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu através da percepção de que vários textos meus premiados pelo Prêmio Off Flip de Literatura versavam sobre o mesmo tema: a memória.
Tal unidade temática permitiu reunir todos os contos em um livro, cujo público alvo é o leitor de boa vontade e interessado em Literatura Brasileira.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou professora de Literatura Brasileira e escrevo contos, há muito tempo. Sou membro fundador da Sociedade dos poetas Aldravianistas, poetas que fazem Aldravias (poema minimalista com seis palavras-verso) Tenho como projeto futuro um livro de Relatos intitulado “Os passos contados”, em andamento.

O que te inspira escrever?
O que me inspira escrever é a perplexidade com os fatos do dia a dia, quando o olhar apura algum detalhe significativo.
As palavras são, também, muito inspiradoras! Quando uma palavra quer ser escrita, ela se impõe até ser núcleo de um pensamento.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Meu livro merece ser lido por dois motivos principais:
1º- Todos os contos e crônicas passaram pela curadoria dos jurados do Prêmio OffFlip.
2º - “Voltas da memória” foi chancelado com o valioso prefácio da ilustre poeta, escritora, ensaísta, Mariana Ianelli, a quem agradeço calorosamente.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei através de publicações de livros de autores amigos, que indicaram a Scortecci Editora, cujo trabalho é realizado com muita competência e profissionalismo.
No ensejo, expresso meu agradecimento à equipe de profissionais que trabalhou para que meu livro acontecesse.

Obrigada pela sua participação.


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