Nasceu em Boa Vista, Roraima, e veio aos 17 anos para São Paulo, onde estudou e seguiu uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.
Trabalhou por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde chegou à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busca compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidiu enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já está trabalhando ativamente em um segundo livro.
O que acontece quando o silêncio do lavrado roraimense encontra o ritmo frenético da maior metrópole do país? Em Crônicas de memórias, afetos e descobertas, Laércio Pinto abre as comportas do tempo para criar um sensível elo cultural entre as águas dos rios Surumu, Cotingo, Rio Branco e o horizonte de concreto de São Paulo. Após uma sólida e bem-sucedida carreira no topo do mundo corporativo, o autor realiza uma transição para o universo das letras. Com um olhar agudo e generoso, ele transforma registros cotidianos, memórias de infância e profundos laços familiares em reflexões universais sobre identidade, tempo e pertencimento. A obra surpreende pela versatilidade de suas narrativas: transita com naturalidade entre o humor leve de textos linguísticos, o mistério instigante de contos fantásticos e o afeto à família. Neste seu primeiro livro, o autor chama o leitor a descobrir mundos diferentes por meio de uma escrita madura, elegante e, acima de tudo, profundamente humana.
ENTREVISTA
Olá Laércio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu livro?É um mosaico de memórias e reflexões. É um livro de crônicas que fala das reminiscências da minha infância em Roraima, onde nasci, de viagens por lugares marcantes que visitei, e do meu olhar afetuoso sobre as ruas e relíquias arquitetônicas da cidade de São Paulo que se cruzam com a minha própria história. O leitor também encontrará crônicas sobre metalinguagem e linguística, em que uso o humor para brincar com as figuras de linguagem, além de profundas declarações de afeto à minha família. E tem até alguns contos fantásticos que escrevi para me desafiar nesse gênero.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a qual público se destina sua obra?A ideia surgiu do estímulo de amigos com quem eu compartilhava meus textos despretensiosamente. Depois de tantas manifestações carinhosas, percebi que havia ali um material maduro para um livro.A obra se destina a públicos diversos que se interessam por temas universais: amor, afeto, passagens históricas e memórias afetivas. Além disso, é uma oportunidade singular para o público do Sudeste e de outras regiões ter contato com a cultura e o cotidiano de Roraima, um estado tão interessante, mas ainda pouco conhecido pela maioria dos brasileiros. Afinal de contas, em uma referência a Proust, o grande memorialista francês, é de lá que vêm as minhas madeleines — seja no sabor de uma fruta da infância ou na lembrança do horizonte do lavrado — que inspiram tantas de minhas reminiscências.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Eu nasci em Boa Vista, Roraima, e vim aos 17 anos para São Paulo, onde estudei e segui uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.Trabalhei por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde cheguei à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes eu passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busco compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidi enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já estou trabalhando ativamente em um segundo livro.O que te inspira a escrever?Absolutamente tudo o que toca o meu coração e me faz parar para observar o mundo com calma. Sou inspirado pelas cores da minha infância, pelo amor à minha família, pelo mistério de uma rua que me traz alguma lembrança esquecida, pela imponência de um casarão antigo, pelas nuances de uma viagem a um lugar interessante, por eventos históricos e por pequenas curiosidades do dia a dia que despertem a minha mente.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Acho que o livro merece ser lido porque foi escrito com total entrega e sensibilidade. Ele trata de temas universais que conectam as pessoas, oferecendo desde o aconchego de histórias cotidianas e triviais até o fascínio de fatos históricos pouco conhecidos. Mais do que uma leitura, é um convite para que o leitor desacelere o passo e aprenda a resgatar, também, as suas próprias memórias e afetos. Ao ler, por exemplo, a crônica “Pirara, Nabuco e eu”, o leitor vai descobrir que Roraima esteve no centro deste litígio diplomático que se arrastou por longos anos.Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Já sabia que a editora dava oportunidade a novos escritores. Entrei em contato com a editora e cheguei até o João Scortecci. Apresentei o material a ele, que ficou de avaliar e depois me retornar: chegamos a um entendimento e hoje estamos celebrando a publicação da obra.
Obrigado pela sua participação.

















