04 outubro, 2016

Entrevista com Josiane Fernandes Amaro - Autora de: A SACERDOTISA E O DEUS DA GUERRA

Nascida em Belo Horizonte (MG) no ano de 1987, iniciou-se na literatura assim como nas artes plásticas em tenra idade, aos 4 e 6 anos respectivamente.
É graduada em Administração de Empresas e apreciadora do gênero terror em todas as suas nuances e formas. Foi aos 14 anos vencedora do concurso de poesias “As águas na vida” em Belo horizonte.
É também autora dos livros de poemas À Ti, Um Réquiem (2012) e Alvida: Réquiem ao Sol da Manhã (2014), ambos publicados pela Editora CBJE do Rio de Janeiro.


Uma autopsia na natureza humana, tendo como leito uma província de delírio, hirta, de um cinzento mortiço e o odor pútrido de um cadáver em decomposição; onde o cerne do homem apresenta-se na plenitude de suas vísceras vermelhas.
A província dos loucos, a província sangrenta, a província dos crisântemos, onde uma esfera paralela é buscada tanto através do imaginário quanto através dos tóxicos por aqueles que desejavam se desvencilhar de uma realidade tão torpe quanto suas próprias memórias.
Havia uma regra inviolável naquela casa de paredes de cristal polido: alí enterrava-se seus loucos na mesma sepultura que seus defuntos.
E que não vasculhassem o mundo dos mortos ou as caixas contendo seus segredos, pois de dentro pode emergir a escuridão que a todos deixará em uma infindável noite!

Olá Josiane. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de uma ficção contemporânea voltada para um público mais adulto que aprecie estórias intensas e temas tabus como abuso, insanidade, comportamentos obsessivos; onde as personagens sangram na busca pelo poder, pelo prazer e por vingança. A ideia de escrever A Sacerdotisa e o Deus da Guerra primeiramente surgiu da necessidade de degustar algo que diferisse completamente de tudo que eu já havia lido e também do desejo de desbravar a natureza humana, como em uma autópsia, a fim de encontrar a beleza os cantos mais sombrios do cerne do homem, transportando minhas impressões para o papel na forma de uma estória pulsante, assim como devido ao grande gosto por estórias "hardcore".

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Aos quatro anos de idade meu interesse pela literatura foi despertado de forma repentina, ainda que não compreendesse perfeitamente aquilo que eu me dispunha a ler em livros aleatórios que encontrava pela casa; um belo dia havia simplesmente decidido que queria produzir "coisas escritas" como aquelas, no decorrer do meu processo de alfabetização esse desejo se intensificou, começando com textos curtos, contos, poemas e então a ficção. A sacerdotisa e o Deus da Guerra é minha terceira obra que foi iniciada em 2011, mas durante um certo período foi abandonada, período no qual produzi dois livros de poemas intitulados: A Ti, Um Réquiem, 2012 e Alvida: Réquiem ao Sol da Manhã, 2014; após a publicação destes dois retornei à Sacerdotisa, reescrevendo-a duas ou três vezes até que alcançasse o resultado final.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O que se observa é que em um país onde a busca por uma leitura de qualidade não parece ser a prioridade da grande maioria das pessoas, um autor que se digna a se manter somente por este recurso precisaria rever seus valores e aderir aos livros totalmente comerciais que agradem a massa e que nem sempre possuem qualidade literária. Caso contrário ele deverá se contentar em levar sua literatura como um hobby ao invés de uma profissão de fato.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci através de uma longa pesquisa em busca uma casa literária que atendesse minhas expectativas e me apresentasse um ótimo suporte (que infelizmente não obtive na Editora com a qual trabalhei anteriormente) assim não tive dúvidas quanto a escolha da Scortecci quando a encontrei durante estas pesquisas.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Tenho a convicção de que a estória da personagem Ikumi Matsuda (protagonista de A Sacerdotisa e o Deus da Guerra) DEVE ser largamente explorada da primeira à última página, cada gota de sangue vertida, cada lágrima derramada por uma personagem que representa com tanta fidelidade incontáveis moças (e crianças) vitimadas pela crueldade de mentes doentias, deve ser conhecida pela maior quantidade de pessoas possíveis, o abuso sexual por pessoas da própria família é um problema social real e presente, deve ser exposto, debatido e combatido, por isso creio que muitas jovens leitoras que assim como a protagonista necessitem demolir seus demônios se identificarão com Ikumi e se libertarão.

Obrigado pela sua participação.
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03 outubro, 2016

Entrevista com Claudemir Santos - Autor de: FANTASMAS, DEMÔNIOS E LENDÁRIOS

Escritor, Artista, Professor e Pesquisador, Claudemir Santos (1975), nasceu em São Paulo e atua nas Artes como artista (Cênicas, Visuais e Musicais) e Arte Educador. Formado em Artes (FMU), formando em Pedagogia (UNIFESP), atua e dirige espetáculos teatrais, realiza palestras, apresentações, cursos e workshops sobre teatro e contação de história. Teve músicas gravadas pelas bandas G.R.A.Ve e Triz. Atualmente integra a banda Deus Ex Machina (sob o pseudônimo de DarkNey), os grupos teatrais Alucinógeno Dramático e Ansur. É um dos fundadores da Aldeia Satélite Espaço Cultural. “Fantasmas, Demônios e Lendários” é sua primeira publicação oficial.



No primeiro momento, fantasmas descem pelas avenidas, mortos visitam vivos e demônios prestam favores em São Miguel Paulista. Em um segundo momento, o artesão Abantesma, viajante conhecido como Lendário, recebe um cliente noturno que veio buscar uma encomenda. Vão conversar sobre a vida e sobre a morte, até chegarem ao extraordinário. Depois, no final de tudo, Pâmela e suas amigas chegarão a uma cidade perdida no interior, onde lendas e mitos folclóricos afetarão suas vidas para sempre em todas as direções temporais da alma.
“Fantasmas, Demônios e Lendários” é uma trilogia que versa entre o Fantástico e a Cultura Popular. Os três textos que compõe este volume, escritos por Claudemir Santos, apresentam um panorama definitivo sobre este universo. Baseado em pesquisas bibliográficas, viagens, depoimentos e espetáculos teatrais, este pequeno livro reúne um breviário cultural raro, onde a realidade e a fantasia se confundirão em nossos olhos.

Olá Claudemir. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu livro fala sobre causos populares de assombração, lendas e mitos brasileiros.
A primeira parte fala sobre os fantasmas de São Miguel (bairro de São Paulo); a segunda parte é um poema dramático intitulado "Lendário" e, finalizando o livro, uma peça teatral chamada "Mithos: refúgio das lendas".

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu tenho muita coisa escrita. Meu projeto é publicar um título a cada dois anos. Tenho uma série chamada "Contos de Belloto", contos mais existencialistas e reais do que o universo do terror, mas também tenho escritos neste estilo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Vejo como qualquer outra profissão: você pode ter sucesso ou não, mas isto não te torna mais ou menos escritor. Você pode ser um excelente mecânico trabalhando em seu bairro ou um péssimo mecânico contratado pela Ford. Ambos serão o que são. Sempre.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
O escritor Escobar Franelas tem duas obras lançadas pela editora. Achei interessante seguir os passos certeiros do meu amigo poeta.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Para quem gosta do universo do terror e do medo, das assombrações e do sobrenatural, é um ótimo livro. Mas as pessoas que admiram cultura brasileira e a valorização dela, também é um bom livro. Sou suspeito em dizer, mas é um livro humano e sadio. As pessoas que compram leem e adoram o pequeno volume.

Obrigado pela sua participação.
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02 outubro, 2016

Entrevista com Ailton Teodoro - Autor de: SUBSISTÊNCIA

Ailton Teodoro
Nasceu no Rio de Janeiro é artista plástico; designer; escritor e professor de artes e desenho. Desde cedo já desenhava (com 3 anos de idade) na escola seus desenhos sempre fizeram muito sucesso, aos 12 anos fez seu primeiro curso de desenho profissionalizante e não parou mais. Nesta mesma idade criou a sua primeira revista de HQ e seu primeiro personagem de história em quadrinhos, chamado Zé Manjá (um malandro carioca) depois o Fominha (o jogador de futebol) e o justiceiro chamado Mac. Aos 14 anos começa a escrever seu primeiro livro de crítica social. Em 1992 cria os aventureiros e em 1996 realiza um dos maiores projetos de sua vida e cria um grupo com mais de 300 personagens. De 1995 a 2005 funda um atelier, onde trabalha com vários projetos de arte durante 10 anos. Em 2005 escreve sua primeira peça de teatro chamada O bar da falsidade. Em 2006 começa a escrever seus primeiros livros infanto juvenis – entre eles O café de bule enjoado, O homem minhoca, Lindalva a baratinha e O palhaço Nem. Em 2014 cria o studio de design chamado de AT studio onde trabalha até os dias atuais. 


Subsistência é um livro que reúne textos em que a crítica social é abordada de uma forma inflamada e ácida. O livro busca a cidadania plena, os direitos e deveres dos cidadãos, o respeito, a integridade, a conscientização política, a dignidade e, acima de tudo, atitude e ação dos mesmos.

Sempre gostei dessa característica de “pensar globalmente, agir localmente”, apreender o geral para melhor ação pontual. Este livro trata disso; de buscar uma ressonância junto ao multiuniverso de forma harmônica e equilibrada com ação e conscientização, reflexões que ocorrem no mundo e no Brasil, em nossa cidade, em nosso bairro, ao nosso redor, sem fórmulas prontas ou contas de números inteiros, mas a valorização da construção do caminho e não somente de seu fim. Com força, para a frente, para cima e paro alto ou ao contrário, vai depender das circunstâncias ou não! A chave talvez se encontre na hora e no lugar certo, no surto de um estalo que, ainda bem, vai além de nossa compreensão. Que sorte! Cabe a nós vivermos bem!

Olá Ailton. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Critica social. Escrevi diversas letras de músicas quando notei a enorme quantidade dessas letras e textos resolvi juntar e fazer o livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
É o primeiro de muitos. Também escrevo sobre artes, design e infanto-juvenil e juvenil. Tenho um projeto para escrever 02 livros juvenil de 72 págs. cada e uma série composta de 24 livros infanto-juvenil com 28 págs. cada totalizando 50 livros que pretendo escrever.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
LUTAR! Esta é a palavra; não desistir o mercado está crescendo a internet contribui positivamente para isso e essa é a nossa oportunidade de divulgação e valorização da leitura bem como o crescimento do público leitor.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
GOOGLE Pesquisa. Senti firmeza e credibilidade na editora por isso apostei nos serviços da Scortecci e não me arrependo.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro que sim! Acredito que quem ler o livro não será mais a mesma pessoa. As mensagens são fortes, e super positivas para levantar a auto estima e mostrar que todo mundo pode e que ninguém é inferior a ninguém.

Obrigado pela sua participação.

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01 outubro, 2016

Entrevista com Ana Maria Di Giacomo - Autora de: ESTRELA CRIANÇA

Ana Maria veio da Itália com seu pais, após a Segunda Guerra Mundial partindo de um país em ruínas, destruído por completo. Eram oito pessoas, os genitores e seis filhos, cinco homens e a caçula, Ana Maria, na época com 4 anos de idade. Herdou de seu pai essa pequena veia de observar as voltas que a vida dá e as nossas reações. Aprendeu com ele a espirituosidade e os trocadilhos. Também seu lado mágico, lírico e sensível. Era a menina de seus olhos, um cristal que ele admirava, cuidava, protegia, a lhe falava sobre as ciladas da vida, os cuidados que devia ter para não sofrer, sempre mantendo o respeito e em qualquer situação honrando a vida e seu nome. Aprendeu com ele a superar situações dolorosas e também que não é preciso ir muito longe para encontrar a alegria e a felicidade, porque elas estão dentro de nós. Valoroso é viver sempre de bem com a vida. Sua reverência ao homem e pai Carlo Di Giacomo.

Hoje, lança sua primeira coletânea de 70 poemas, em edição comemorativa aos seus 70 anos de vida e sensibilidade.

"A poesia de Ana Maria revela o espírito da mulher, vasto demais para os limites da vida. Nestas páginas vi esperança de criança, solidão, desejo de liberdade, bom humor, espiritualidade, encantamento diante da beleza. São poemas de sentimento. Absolutamente francos e declarados sem disfarces em pretensões literárias. Que o leitor, como eu, possa se deliciar. Para tanto é preciso abrir a mente, a imaginação, a sensibilidade." (Regina C. Di Giacomo)







Olá Ana Maria. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de pura poesia, vinda do sentimento escrita nos últimos anos. Resolvi publicar esta coletânea em comemoração ao meu aniversário de setenta anos de idade. É para para qualquer um que goste de poesia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Continuo a escrever e tenho vários poemas inéditos. Desejo para o futuro publicar um segundo livro da mais pura emoção.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Apesar das dificuldades do nosso país, escrever é prazeroso e gratificante. Penso que não devemos desanimar de incentivar a leitura a públicos de todas as idades. Afinal, cada leitor vale a pena.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de um autor amigo conheci a Scortecci que superou as minhas expectativas como Editora, pelo seu profissionalismo, atenção e apoio ao autor.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Espero que "Estrela Criança" proporcione ao leitor uma experiência literária prazerosa, afetiva e libertadora, assim como foi para mim escrevê-lo.

Obrigado pela sua participação.
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30 setembro, 2016

Entrevista com Ana Luiza Loyola - Autora de: MINEIRICES

Ana Luiza Loyola
Escrevi mais dois livros editados: "O Segredo de Monteségur" e "Mortes Misteriosas em Águas Cristalinas". O primeiro um romance histórico e o segundo um suspense. Escrevi também peças de teatro e histórias infantis.Quando me interesso por um assunto e penso em escrever sobre aquele tema, entro no melhor período da minha vida:pesquiso, sinto-me motivada, feliz e criativa. Na verdade, só me sinto bem quando estou empenhada em algum projeto de escrita





Mineirices

Procurei retratar nestes contos, a simplicidade recheada de inteligência e bom humor do mineiro. São contos ora engraçados, ora tristes, como a própria vida. Embora não tendo nascido em Minas, minha família é composta toda de mineiros e aprendi a amar a cadência descansada do falar mineiro, a fé singela de quem fala com os santos e tem seu altarzinho em casa com o santo de devoção, sempre com uma oferenda de uma flor, ou no caso de São Benedito, uma xícara de café.   Na verdade, ser mineiro é uma arte. A arte de ser tranquilo sem ser preguiçoso, arte de ser astuto sem ser maldoso, arte de ser bom de coração e arte em gastronomia, uma gastronomia simples, baseada no famoso queijo de Minas, fazer uma comida de ser servida em panelas de ferro ou assadas em forno à lenha. A arte de ser mineiro, na sua essência é a arte ser simples e feliz. Sem muito luxo, mas sabendo alegrar o corpo e o espírito. A Fé, muitas vezes tão pura que os santos são “gente de casa”, todos com seu santo de devoção, entronizados em nichos e, sempre que possível, uma flor é colocada a seus pés. Já para São Benedito, em cima do armário da cozinha, não esquecem de oferecer um copinho de café recém coado. Muitas vezes, a mãe mineira “bate um papo” com Nossa Senhora, comentando a “trabalheira” que os filhos estão dando e pedindo ajuda. Esta Fé, tão pura e simples, norteia a vida e dá sentido a ela, alimentando a alma, enquanto no fogão a lenha borbulha em um tacho um doce de leite, no forno à lenha assa um “quartinho” de leitoa e na mesa descansa um queijo” curado”. Que coisa boa ser mineiro!

Olá Ana Luiza. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Escrevo quando estou borbulhando de alegria o u ensimesmada de tanta tristeza. Este livro surgiu de uma grande tristeza pela perda trágica de meu irmão. que mesmo sem ser mineiro, era o mais mineiro dos mineiros. Falava gostoso, aquele sotaque descansado e abreviado nos diminutivos: mininim, bunitim, carrim etc... Ele fez seu ninho em uma cidade do interior de Minas e para homenageá-lo, criei alguns contos onde uso o falar tão saboroso aos ouvidos como são saborosas as comidas mineiras ao paladar.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Escrever, para mim, nunca foi opção, mas necessidade.Sinto que me comunico melhor e mais claramente quando escrevo. O meu primeiro livro deu-me a mesma sensação de euforia e felicidade como a que senti ao ver meu filho pela primeira vez.São pedaços meus e que ofereço com desprendimento e alegria.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sou por natureza otimista. Temos que mudar isto! temos que colocar livros nas mãos das crianças para desde o começo eles entendam o valor e a necessidade de ler. Não é esta nossa realidade, o escritor no Brasil, dificilmente sobrevive de seu trabalho,que a bem da verdade nem é valorizado. A escola deveria levar o aluno a perceber o portal para novos mundos que o livro abre.Quem sabe, um dia?

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já editei dois livros pela Scortecci e estou terminando outro que espero editar ainda este ano.Encontrei a editora depois de procurar muito em outras e não senti a acolhida e o profissionalismo desta editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que mereci, sim. primeiro porque o mineiro é o protótipo do "bom malandro". Mostra humildade, mas é matreiro e inteligente, porém sem deixar que isto o defina. Dá de dez a zero em muito "Doutor" emproado que ouse tentar zombar dele. Estão aí as piadas do bom mineiro que provam isto.São espertim, espertim...


Obrigado pela sua participação.
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29 setembro, 2016

Entrevista com Alcione Zhanini - Autora de: EU, COMIGO MESMA, OS MEUS E TANTOS OUTROS

É nascida e reside na Cidade de São Caetano do Sul, São Paulo. É formada em Letras pela USCS e tem vários trabalhos publicados.
Autora dos livros, “Buscas e Encontros” – 1998 – “Versos e Reversos” – 2001 – “De Quimeras à Lucidez” – 2008 – faz da poesia a forma de expressar sua alma com muito lirismo e amor. As novas experiências no campo das crônicas impulsionaram sua criatividade para a elaboração de alguns contos.
Alcione Zhanini também é membro da Academia Popular de Letras de São Caetano do Sul, tendo participado, em 2011, à convite da Prefeitura, do lançamento do livro “De Maria à José”, uma antologia que conta a estória de imigrante italianos que ajudaram no desenvolvimento e crescimento da cidade.

O livro traz dois contos, o primeiro de uma mulher recordando a infância com toda sua inocência, os desafios da juventude com toda sua ansiedade e, as experiências da maturidade deixadas como legado as pessoas que lhe foram mais próximas. O segundo, a estória de uma cuidadora e sua cliente, duas mulheres de diferentes idades, desejos e objetivos. Renúncia, amizade, qualidades e defeitos misturados no dia a dia, tendo o amor e a doação como elementos para equilibrar isso tudo. As crônicas e monólogos vem em seguida trazendo temas vividos e observados, vistos por um ângulo diferente, não tão pessoal. Por fim, poesias com muito lirísmo e emoção.



Olá Alcione. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O meu livro trata da vida co mo ela é, presente, passado e futuro, estórias de gente como a gente, seus problemas, suas alegrias e é para o público em geral.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde muito jovem eu escrevo, sempre escondia as minhas escritas até que um dia criei coragem e resolvi botar prá fora os sentimentos que me afogavam, foi um alívio maravilhoso e nunca mais parei. Este é o meu quarto livro e meu projeto é um romance.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Muito difícil, escrever tem de ser por prazer, não dá para vive r como profissão. Falta incentivo do governo para a leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci o João na Bienal e fiquei entusiasmada com a proposta dele.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro deve ser lido, nele há muitas lições de vida e que sempre ajudam alguém.

Obrigado pela sua participação.
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