19 outubro, 2016

Entrevista com Zélia Mercêdes de Oliveira - Autora de: TEMPOS AZUIS

Zélia Mercêdes de Oliveira
Nascida em São Paulo, Parque Boturussu, casada, mãe de dois filhos. Sou professora aposentada, resido na mesma rua desde que nasci. Realizo trabalho voluntario, sou compositora musical e quero continuar escrevendo.
Tomei a decisão de escrever este livro porque, quando comecei a criar os meus dois filhos (dois meninos), percebi que não podia mais ensinar para eles as coisas como eu aprendi. As brincadeiras eram outras e o modo de enfrentar a vida havia se modificado por conta do progresso. A tecnologia avançou, o nosso bairro cresceu e tudo mudou.

Relatos de uma vida, como muitas outras vividas nos primeiros bairros da periferia de São Paulo. Não havia água encanada, luz e tantas outras comodidades que temos atualmente. Naquela vida artesanal sobressaíam fatos curiosos e saudosos que o leitor poderá relembrar. Um exemplo é o Grupo Escolar, eficiência em alfabetização.








Olá Zélia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O meu livro é o documento de um tempo, de um passado que não volta mais. É o registro de tudo o que foi importante na minha infância. Há fatos, pensamentos, atitudes em que o leitor mais velho pode identificar-se e que os jovens possam tomar conhecimento de um passado não tão distante da história das nossas vidas.
A ideia de escrevê-lo surgiu a partir do momento em que parei para pensar que eu tenho uma história para contar. E que essa história se transforma em uma novidade para os tempos atuais. Quando eu conto para os mais jovens como eu vivi despertam neles a curiosidade de saberem mais e exclamam: — Nossa! Seu mundo era assim mesmo?

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse não é o meu último livro. Eu tenho muito a criar. Eu estou escrevendo mais dois livros simultaneamente. Um é a história do desaparecimento de um homem em que tudo ficará esclarecido ao final da trama. O outro é uma série de fatos reais, de pessoas, que por falta de esclarecimentos no mundo da saúde, cometem erros equivocados e engraçados. Com isso só posso dizer uma coisa: aguardem-me!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu estou iniciando a minha carreira de escritora. Ainda não tenho experiência dos acontecimentos futuros, mas vejo que a diversão somada à falta de estímulo bloqueia o caminho de se encontrar novos leitores. Há também uma queixa de que os livros são caros. Então para o escritor e dar um “tiro” no escuro.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu busquei informações na internet para lançar a minha obra. Há vários orçamentos, algumas não editam biografias, outras ficam com a obra para análise e tira a esperança de aprovação da mesma, outras são caras, outras só produzem grandes tiragens ... E foi assim que cheguei a Scortecci Editora; respeito pelo conteúdo da obra, pequenas tiragens, gostei do preço, oportunidade desta entrevista para melhor divulgação da obra. É a minha primeira porta aberta aos meus sonhos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro merece ser lido, sim! Ele pode levar os jovens a questionar valores passados com a própria família (pais e avós). Estes confirmarão os fatos e até acrescentarão outros vividos por eles. É um livro que vai crescer na mente do leitor. É um livro vivo!
Caro leitor,
Você vai se deliciar com a graciosidade da leitura, emocionar-se, rir. Escrevi para você refletir o mundo e sua evolução a partir da sua casa, do seu bairro, da sua vida. Observe que a sua vida já não é a mesma de um ano atrás. Que surgiu algo novo para facilitá-la e com isso muda os valores sociais e coloca você a trilhar novos caminhos. Escrevi para você que não teve oportunidade de escrever a sua história e que acho são tão bonitas e importantes como a minha.

Obrigado pela sua participação.



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18 outubro, 2016

Entrevista com Ari Franco Romeiro Alves Queiroz - Autor de: APRENDENDO A EMPREENDER

Ari Franco Romeiro Alves Queiroz
Graduação em Engenharia Elétrica; Extensão Universitária em Gestão Pública; Pós-graduação: Administração Financeira e Controladoria; e Mestrado: Engenharia de Produção e Sistemas. Atualmente exerce os Cargos: na Caixa Econômica Federal, há 27 anos; e Sócio-gerente da Frâncole – Indústria de confecções limitada, há 14 anos. Ao longo da vida foi Oficial da Reserva do Exército (R2/NPOR), Professor,Vendedor, Economiário, Católico, Maçom, Examinador do Gespública e Micro-empresário dono da Frâncole – indústria de confecções no ramo de aventura, caça e pesca. Casado e pai de duas filhas. O lazer preferido: pescar, tocar violão e viajar.

Este livro busca esclarecer o que é um empreendedor, um empresário, ou um intra-empreendedor. Quais as qualidades de um empreendedor, seus desafios e o que acontece com ele após a Organização entrar em funcionamento. Ou, por onde começa uma Organização. serão abordados alguns assuntos que fazem parte da preparação do empreendedor. São temas que necessitam ser dominados em curto período de tempo, até mesmo antes de ousar-se como empreendedor. Em seguida, serão vistos os aprendizados que desenvolvemos ao longo de muito tempo, talvez por toda a vida. Esses temas são inúmeros, no entanto, foram selecionados apenas alguns considerados mais relevantes. No último tema, abordar-se-á uma possível versão da verdadeira riqueza do empreendedor. E por último, as Considerações Finais serão usadas para enfatizar a ação do Governo e das Famílias na promoção e fomento ao Empreendedorismo.

Olá Ari. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Empreendedorismo. A ideia surgir como alternativa à forte cultura regional focada no emprego. Aos jovens e às pessoas que querem outra alternativa ou carreira.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho um outro livro escrito, porém de assunto técnico, mais restrito. No futuro irei publicá-lo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A dica que me deram é que não devemos escrever livros com numerosas páginas para novos autores. A valorização da leitura crescerá proporcionalmente à qualidade das publicações.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Porque é uma alternativa à cultura focada no emprego. Se quisermos um país prospero, o Empreendedorismo é o caminho. Seja você primeiro a mudança que quer ver no mundo!

Obrigado pela sua participação.

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17 outubro, 2016

Entrevista com Regina Roppa - Autora de: SENTIMENTOS AO VENTO

Nasci em Aparecida (SP), em 1963. Estudei nas escolas Chagas Pereira, Anísio Novaes e Américo Alves. Formei-me no curso de Magistério no Colégio Patrocínio São José, Lorena (SP), em 1980. Graduei-me em Pedagogia, pela Universidade Católica de Brasília (1995), em Tecnologia em Automação de Escritórios e Secretariado pela FATEC, Guaratinguetá (2000), e em Filosofia pela Universidade Metodista de São Paulo (2010). Em 2013 concluí especialização em Designer Instrucional pela Universidade Federal de Itajubá. Sou curiosa, gosto de estudar, de desafios que me motivam a realizar. 

Deve ser por isso que sou professora, pois na escola, todos os dias, há coisas a se aprender. Publiquei meu primeiro livro infantil em 2009, As aventuras de uma bola, pela Scortecci Editora, uma história para crianças e adultos que convida à reflexão sobre valores e o viver. Outros virão... Participei de alguns concursos literários e já publiquei alguns artigos em periódicos e jornais. Participei das antologias Enigmas do Amor; Encontro Pontual (2009 e 2010, Scortecci Editora); Agenda 2011, Antologia Amor Entre Letras, Antologia de Poesias, Contos e Crônicas – XV Bienal do Rio de Janeiro (2011, Editora All Print); Antologia dos Poetas Lusófonos volumes IV, V, VI e VII (2011 a 2015, Folheto Edições e Design, Leiria, Portugal). Tenho alguns textos publicados nos seguintes endereços eletrônicos, onde você poderá ler e comentar:


Segundo livro publicado de Regina Roppa, o primeiro de poesia, reúne alguns de seus textos que partilha com o desejo de que a cada dia todos nós renovemos nossas vidas em busca de leveza e da beleza do viver. “São sentimentos, emoções, sonhos traduzidos, ousadamente, em palavras que fluem no desvelamento do viver.”








Olá Regina. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro que mostra em forma de poesia um pouco da minha vivência e dos meus olhares do e no mundo. Sempre gostei de observar, pensar sobre coisas e fatos. Aos poucos fui escrevendo essas observações e pensamentos. Acumulei muitos textos e decidi que estava na hora de partilhá-los. Então, selecionei alguns e surgiu ”Sentimentos ao Vento” com a proposta de uma reflexão em busca de um viver com leveza e beleza. É um livro para quem gosta de poesia, independente de idade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já publiquei um livro infantil e tenho outros escritos que ainda desejo publicar. Penso que a leitura precisa ser incentivada desde cedo, porém minha proposta é sempre em busca de reflexão sobre a vida e o mundo que nos cerca. Não é à toa que fui estudar um pouco de filosofia. Tenho também contos, crônicas, textos acadêmicos na área de educação e filosofia. Escrevo porque gosto de escrever, gosto de provocar o pensar, intrigar as pessoas e fico muito feliz quando alguém faz um comentário sobre o que escrevi. E se não coincidir com o que pensei ao escrever, fico mais feliz ainda, pois descubro outra forma de ler. Espero e desejo que outros venham. Já realizei o sonho de plantar árvores, ter filhos e escrever livros, mas ainda tenho outros e por isso planto as sementes com minhas palavras.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Penso que nosso maior problema é a falta de hábito de leitura e a não valorização dos escritores nacionais. Observo os acervos das livrarias, das bibliotecas e percebo que as obras de escritores estrangeiros são a maioria nas prateleiras. E onde estão os escritores brasileiros? Claro que os famosos estão lá, mas os outros que estão se despontando? Converso com muitos professores que não conhecem autores nacionais a não ser os já consagrados. Talvez seja a grande extensão geográfica de nosso país que prejudique a divulgação? Não sei. Mas sei que há autores nacionais com obras lindas que não conseguem espaço no mercado. Conheço alguns. A realização da Bienal é uma oportunidade de divulgação, mas ainda precisa ser melhorada. Gostaria que a mídia realmente abrisse esse espaço para o conhecimento e valorização da produção literária nacional. Creio que seria um grande ganho para todos os brasileiros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Procurei na internet uma editora para meu primeiro livro infantil: As aventuras de uma bola", em 2009 e fiz contato com a Scortecci. Ainda não tinha o selo Pingo de letra para obras infantis. Quando decidi publicar Sentimentos ao Vento, fiz vários contatos, mas preferi a Scortecci por conhecer o trabalho. Fiquei satisfeita.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Todos os livros merecem ser lidos. O meu, em particular, porque creio que leva a pensar sobre o viver e mesmo que a gente tenha que passar por dissabores na vida, retornar, refazer, recomeçar, esperançar, como dizia Paulo Freire, é sempre possível.

Obrigado pela sua participação.
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16 outubro, 2016

Entrevista com Luh Oliveira - Autora de: POEMAS EMBOLADOS



Pseudônimo de Luciana Oliveira do Nascimento.
É baiana, nascida na cidade de Ilhéus-Bahia. É mãe, professora e adora cachorros e brincadeiras. Tem dois livros de poemas publicados, ‘Versos enluharados’ e ‘Iluhsão’, voltados para o público adulto. ‘Poemas embolados’ é a sua estreia com a literatura infantil, onde busca resgatar, através da poesia, as brincadeiras com os diversos tipos de bola, revivendo um pouco a sua própria infância.

A bola é um dos brinquedos favoritos de toda criança. Quem não gosta de ver uma bola pulando pra lá e pra cá? Até os adultos gostam! Neste livro você vai ver muitos tipos de bolas e vai querer participar de muitas brincadeiras. Então, vamos brincar de bola?



Olá Luciana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro destinado às crianças da Educação Infantil fala sobre brincadeiras com a bola em forma de versos. Costumo escrever versos para falar do mundo das crianças desde que meus filhos eram pequenos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o meu primeiro livro destinado às crianças e penso em editar os que já tenho guardado... Tenho dois livros de poemas publicados. Versos enluharados, em 2012, e Iluhsão, em 2015.
Já plantei uma árvore, já tive três filhos e publiquei três livros... pra quê parar?

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O Brasil é um seleiro de grandes talentos na poesia, na prosa, na música. Acredito que ainda na Educação Infantil as crianças se rendem ao mundo encantado dos livros, mas à medida que crescem perdem esse encanto para outros atrativos, como os meios eletrônicos. Os consumidores de livros leem os Best-Sellers que são divulgados pelas grandes editoras, e que normalmente tem autores estrangeiros. Nas livrarias vemos pouco sobre poesia, além dos grandes cânones. É preciso incentivo aos escritores, que geralmente precisam arcar com suas publicações e venda do livro.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheço alguns autores que foram publicados pela Scortecci e achei que seria uma ótima oportunidade de lançar meu primeiro livro infantil.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O livro merece ser lido por adultos e crianças pois resgata um pouco das brincadeiras infantis, como a bola de gude e a bola de meia. Os versos são simples e podem ser lidos por crianças em fase de alfabetização, além de serem contados para os menores. As crianças curtem as rimas, e essa é uma ótima oportunidade para brincar com as palavras e desenvolver o vocabulário.


Obrigado pela sua participação.
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15 outubro, 2016

Entrevista com Ítalo Anderson - Autor de: PELO RALO

Nasceu em Fortaleza, Ceará no ano de 1993. Aos 19 anos, passou a viver em São Paulo. Em contato com as artes e poesia desde a infância, publicou, em 2014, o livro "Gaveta Aberta" pelo selo Futurarte de poesia contemporânea (RJ), lançado durante a Virada Cultural Paulista no interior do Estado. Em 2016, publicou "Pelo Ralo", pela editora paulistana Scortecci, com lançamento durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. 
Ao longo de sua trajetória, recebeu, por sua obra poética, prêmios da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre (2014), durante o Sarau Nacional, em edição comemorativa dos 800 anos da Língua Portuguesa, Prêmio Fernando Pessoa de Honra ao Mérito (Literarte), outorgado junto a Fundação Cultural de Curitiba (2016).
Ítalo mantém seu ateliê Tactus, que concentra seus projetos artístico-culturais.

Um livro de poemas, de histórias escondidas em seus versos, um livro de amor entre a escrita e a leitura, o autor e leitor, a vida e a alegria. Em tom jocoso, Ítalo Anderson convida-nos a um passeio por nós mesmos, para explorarmos nossos amores antigos e recentes, viagens, dúvidas, receios, o vir-a-ser. Metalinguisticamente, propõe a palavra à palavra, jogando, brincando, questionando, refletindo, atualizando conceitos. Jovem, de espírito livre e centrado, o autor repassa seu universo literário, artístico, como um espelho, a refletir o que pensa e sente. Tudo isso provoca no leitor sorrisos, vontade de ir e vir, ficar, amar e estar solitário. Dá uma coisa de ir com o livro Pelo Ralo passear por aí, caminhar numa bela tarde, curtir boa companhia e, sobretudo, boa leitura.

Olá Ítalo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Olá! Primeiramente gostaria de agradecer pela oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho.
O "Pelo Ralo" não tem um tema específico, é na verdade um passeio por diferentes lugares, sensações, histórias e momentos. O livro se destina ao público jovem e adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como "Pelo Ralo" é minha segunda publicação, acho que é um pouco cedo para falar de outros projetos, porém continuo escrevendo e pretendo compartilhar um pouco mais em breve.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor no Brasil, além da escrita, também envolve um compromisso político com a educação e a cultura. Dessa forma, não estamos escrevendo apenas para nós mesmos, mas garantindo que a Literatura vá além. Às vezes um rosto que faz cara feia quando ouve a palavra "poesia" é quem mais está precisando de uma.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci durante a 23a Bienal Internacional do livro de São Paulo. Recebi o convite para a publicação através da Elianete Vieira.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que sim. Pois, entre outros adjetivos que poderiam ser utilizados para descrever o livro, o mais notório é a sinceridade. Gosto de ser sincero com o que escrevo, pois sou sincero comigo quando escrevo. E acredito que toda poesia sincera carece de leitura.

Obrigado pela sua participação.
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14 outubro, 2016

Entrevista com Patrícia Franco - Autora de: O PEIXINHO POLAR

Sou Doutora em Ciências da Saúde, instrutora de meditação e estudo Pedagogia. Trabalho com educação há mais de 15 anos. Amo literatura e sempre sonhei ser escritora. Com 10 anos ganhei uma máquina de escrever dos meus pais comecei a inventar histórias. Acredito que podemos mudar o rumo da nossa vida,é só querer. Interpretar vários personagens, fazer coisas diferentes, desistir de algumas e começar ou recomeçar outras, sem drama! Cada segundo é um milagre, aproveite!


Quem está observando Polar? Será que você consegue responder as perguntas filosóficas que surgem no livro? 
Mergulhe na história desse peixinho encantador e tente descobrir as diferenças e semelhanças entre o seu mundo e o mundo dele.
Polar é mesmo um peixinho diferente.... Ou não!







Olá Patrícia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro infantil que trata de um assunto mu ito profundo: a habilidade da autopercepção, da auto-observação e do autoconhecimento. Estas são habilidades fundamentais para sermos emocionalmente saudáveis, entretanto não fomos ensinados a praticá-las e, justamente por isso, não ensinamos nossas crianças, perpetuando um ciclo de analfabetismo emocional.
Nosso mundo interno pode limitar ou ampliar o que vemos externamente.
Na história, uma criança que observa um peixinho que vive sozinho em um pequeno aquário, levanta questões filosóficas sobre os referenciais externos das coisas e sobre como lidar internamente com estas aparências que não são sólidas, são apenas conceituais.
A ideia surgiu a partir da minha experiência como mãe, educadora e instrutora de “Mindfulness” (técnica de desenvolvimento de atenção plena) para adultos e crianças. Fiz meu Doutorado em Ciências da Saúde e, atuando como pesquisadora e professora por 15 anos, percebi que ensinamos nossos alunos a observar tudo o que há “fora”, sem nunca olharmos com interesse científico para o que acontece “dentro” de nossas próprias mentes. São dois mundos diferentes que estão intimamente ligados e dependentes um do outro. Quando cheguei neste ponto, resolvi mudar meu foco e, há algum tempo, venho me dedicando ao estudo das habilidades socioemocionais e de ferramentas para desenvolvê-las, especialmente em crianças e adolescentes.
Este livro é destinado ao público infantil, desde a idade pré-escolar até o ensino fundamental I. As crianças menores podem se beneficiar da contação de história e da exploração dos conceitos de forma mais superficial, feita pelo professor ou pelos pais, já os pequenos leitores iniciantes e os fluentes podem tentar responder para si mesmos as perguntas que surgem no livro, que funcionam como um exercício provocativo da autorreflexão.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde os 10 anos de idade sonhava ser escritora. Ganhei uma máquina de escrever Olivetti portátil dos meus pais e passava horas inventando histórias. Cresci, tomei outros rumos, mas sempre escrevi. Publiquei vários textos científicos e acadêmicos no Brasil e no exterior, mas o desejo de escrever para crianças e adolescentes nunca morreu. No ano passado apresentei um projeto de um livro interativo infanto-juvenil para uma editora e ele foi aprovado. Fechei contrato para uma série de 4 livros chamada “Inspira, expira e não pira” e o primeiro livro da série, o “Inspira, expira e não pira, garota!” foi publicado em novembro de 2015, com uma tiragem inicial de 500 exemplares. O próximo livro da série, previsto para maio de 2017 é o “Inspira, expira e não pira, mãe!”. Pela mesma editora, estou lançando este mês o livro “Tranquilizando a sala de aula: como criar um ambiente educacional mais produtivo, pacífico e feliz”, título dedicado aos educadores. Este livro é baseado no Programa de Educação Compassiva que desenvolvi em conjunto com outra educadora.
Neste momento, além dos livros da série, estou finalizando meu primeiro romance de fantasia infanto-juvenil, ainda sem editora. Todos os meus títulos, assim como “O Peixinho Polar” tem como base o trabalho com as habilidades de autopercepção, auto-observação e autoconhecimento, o que muda é a linguagem que utilizo em cada um deles para conseguir penetrar melhor no mundo particular do público a que se destina.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não acredito na prática queixosa e sim na prática do olhar que vê oportunidades em todas as situações. Acho que os meios digitais, por exemplo, podem ser ótimas oportunidades para fomentar o gosto pela leitura. No meu livro “Inspira, expira e não pira, garota!” os textos são curtos (para atrair aqueles que não tem o hábito de ler), mas provocativos e junto com os textos adicionei interatividade, espaços no livro onde a leitora pode exercitar a escrita, desenhos para colorir, atividades manuais para executar e criei um site com conteúdos extras, que possibilitam a ampliação do gosto pela leitura através do mundo digital, que é a realidade desta geração. O livro tem página no Facebook e perfil no Instagram, onde as meninas podem interagir e criar uma rede de diálogo elevado e produtivo. Acredito que as crianças aprendem a gostar daquilo que lhes é oferecido. Se oferecermos livros, elas vão criar o gosto pela leitura, não importa se é um livro físico ou um livro digital. Como educadora e aprendiz de escritora, procuro desenvolver meu trabalho não com objetivo comercial, mas sim com a motivação de oferecer conteúdos que acredito serem transformadores.
Se queremos um país com mais leitores e com mais valorização da leitura, precisamos arregaçar as mangas e fazer a nossa parte. Os autores precisam ir até as escolas, conversar com as crianças e ajudar a educar as novas gerações para a leitura. Se um dia alcançar a honra de viver da literatura será maravilhoso, mas este não pode ser o objetivo fim e sim o meio.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Minha primeira editora não publica livros infantis e eu queria muito dar nascimento ao Polar porque acredito que ele pode tocar o coração e a mente de muitas crianças. Comecei a buscar na internet concursos de literatura infantil para inscrever o original e a Scortecci era parceira em um destes concursos. Entrei no site da editora e vi que a Maria Esther M. Perfetti era a editora-chefe do selo Pingo de Letra. Como eu já conhecia o trabalho dela de longa data houve uma conexão e eu senti que o Polar tinha que nascer por ali. Optei por retirá-lo do concurso e entrei em contato com a editora para publicá-lo. Sinto que fiz a escolha certa.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todo livro que foi feito com amor e com a motivação correta merece ser lido e com o meu livro não foi diferente. Nenhuma obra agrada a todos, obviamente meu livro irá agradar a uns e a outros não. O objetivo do escritor não deve ser tornar-se uma “unanimidade” e nem tampouco agradar ao leitor, isso é ego. Acredito que o real objetivo de quem escreve deve ser transmitir o seu ponto de vista de forma verdadeira e oferecer uma paisagem diferente, positiva e provocativa para quem lê, acrescentando algo ao mundo do outro, oferecendo ao leitor uma oportunidade de florescimento pessoal. A forma como o outro vai aproveitar aquilo só depende dele.
Ainda que o leitor não se agrade ou discorde, se o meu texto conseguiu ampliar seu olhar de alguma maneira, eu já considero isto uma forma de sucesso. A escrita deve ter esta função de “chacoalhar o outro” de tirá-lo da sua bolha particular. Bom ou ruim, interessante ou chato, são referenciais muito amplos e variam de acordo com cada público. Esses referenciais não devem aprisionar quem escreve.
A mensagem que eu gostaria de deixar é: não aceite passivamente o que você lê. Leia e observe como se sente com o que leu, observe o que aquelas palavras, aquela história, provoca em você. Tente dar vida ao que leu de alguma forma e veja se faz sentido. Guarde no seu coração o que for realmente significativo e simplesmente deixe ir aquilo que não se encaixa no seu mundo ou aquilo que não serve para você.
Tudo tem o seu tempo e a sua hora.

Obrigado pela sua participação.
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