12 fevereiro, 2023

LuCastro - Autor de: O NU DA RECORDAÇÃO

LuCastro
Nome literário de Luiz Eustaquio de Castro. É mineiro e autor das obras editadas pela Scortecci: Zerado, As introduções do Pênis, Ossos das Flores, O Museu da Menopausa (A entrevistada)






O Nu da Recordação
Nesta segunda edição atualizada espelha a mão pesada do tempo durante a década dos anos oitenta. Novos poemas nele inseridos exclui a antiga direção entre o herói e o covarde para ressaltar aquilo que faz os seus versos diferentes.






Entrevista

Olá Luiz. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Poemas.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Escrito na década oitenta no contexto brasileiro das “Diretas já.”.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Cursei Filosofia, Teologia e Estudos sociais nos anos oitenta com intenções de ordenar-me a padre e renunciei por discordar das diretrizes da igreja católica hierárquica. Vivo a trinta e quatro anos nos EUA e continuo escrevendo. A literatura nunca desgarrou-se de mim.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Como responder esta questão sabendo-se que há poucos anos atrás a cultura no Brasil estava desprezada e o território ou espaço físico sendo mais valorizado? Como responder a pergunta em vista de que no pais existem editoras que promovem “online” concurso para escolha de títulos para as suas publicações de livros estrangeiro traduzidos para o Português? A vida do escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura e o mínimo valorizada está na invisibilidade. Levando-se em conta que grandes escritores como a senhora Nelida Pinon, a que mais vende no Brasil, fez queixar-se que o povo nosso não lê. A culpa? Seria da era do  pensamento acelerado?
Informação todo mundo anda cheio delas via internet. Porém ler um bom livro para valer, o índice de pessoas e mínimo. A culpa? Tanto no Brasil como nos EUA apenas um grupo domina o mercado editorial e também o cinematográfico. E ele é fechado só promove aqueles da alçada deles. As grandes editoras americanas tem links com as grandes do Brasil. Exemplo: o bestseller The Seven Husband of Evelyn Hugo da escritora Taylor Jenkins Reid logo publicado na América imediatamente o traduziram e lançaram no mercado brasileiro. Esse o tipo de livro que vende e o povo lê no nosso rincão. Essa jogada intercambiada entre as grande publicadoras cega o valor dos nossos autores e a nossa cultura pessoal fazendo prevalecer o status restrito aos livros do autor esotérico Paulo Coelho, ou seja para mim particularmente considero literatura “xarope”.

 Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já sou autor

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não sei se o meu livro O Nu da recordação merece ser lido, porém estou ciente de que o mesmo faz parte do contexto brasileiro e não da tradução estrangeira.
Gosto de escrever, amo escrever, não viso recorde de vendas, não estou a procura de um público leitor determinado, mas sim, com as minhas obras, deixar por elas mesmas conquistar os que delas afeiçoarem-se.

Obrigado pela sua participação.

Leia Mais ►

Cristiane Ferreira Arrais - Autora de: REBULIÇO NA RIBEIRA

Nasceu em Campo Grande- MS, aos 11 anos mudou para Antonina do Norte-CE, onde atualmente é professora efetiva da rede municipal, graduada em Licenciatura Plena do Ensino Fundamental (URCA), Pós-graduada em Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Africana (URCA), Coordenação Pedagógica (UFC) e Gestão Escolar (URCA). A descendente indígena que saiu das terras pantaneiras para as terras da caatinga, adora escrever contos para o público infanto-juvenil, abordando temáticas voltadas para cultura popular, conscientização e preservação do meio ambiente.

O livro de forma poética, nos remetendo a cantigas e lendas populares, traz através do olhar dos animais que vivem e passam pelo rio, uma reflexão sobre a importância da preservação do meio ambiente com o questionamento: Quem seria capaz de jogar lixo na ribeira? Assim, Dona curimatã indignada, resolveu convocar todos os amigos para descobrir quem era o responsável por tal depredação, causando quando rebuliço, pois cada um tinha sua dedução.

Entrevista

Olá Cristiane. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro Rebuliço na ribeiro é uma história que reforça a importância da preservação do meio ambiente.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia do livro surgiu da necessidade da conscientização das pessoas para a preservação do meio ambiente, pois vemos a todo momento noticiadas situações de crimes e infrações para com a fauna e flora em diversos lugares do mundo, assim a temática deve ser abordada desde infância principalmente através de histórias e ludicidade para formar cidadãos mais conscientes sobre suas ações e consequências.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O livro rebuliço foi um sonho realizado, mas pretendo escrever outros livros, tenho várias histórias escritas e não publicadas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Um pouco difícil. Geralmente as pessoas procuram os livros mais vendidos, de escritores consagrados. Há pouca curiosidade com escritores novos e, assim, nem sempre, publicar autores novos é rentável para as editoras, mas por outro lado também percebemos que existe editoras, projetos que estão a valorizar novos escritores e suas histórias, tornando sonhos possíveis, abrindo novas oportunidades e descobrindo talentos, é o caso da Editora Scortecci e AFEIGRAF.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo através das redes sociais, pois estava em busca de concursos literários para enviar minhas produções.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro merece ser lido porque de uma maneira lúdica, traz uma história que remete a cantigas e personagens do folclore popular que vivem no rio, um problema que afeta o meio ambiente que é a poluição através de resíduos sólidos, mostrando a importância da preservação da natureza.

Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

Entrevista com Romeu Costa Baptista - Autor de: A METAMORFOSE MÁGICA DE SARAPICO

Romeu Costa Baptista
É um brasileiro comum que gosta de ler e escreve observando o que olha e sente ao seu redor. Quer agradar ao leitor e principalmente colocar encanto e algo interessante nas cabecinhas que ouçam ou que já saibam ler suas estorinhas.




Ajudada por suas amigas fadinhas, a borboletinha Sarapico consegue, com muito encanto e magia, ser transformada em uma linda e esperta fadinha.








Entrevista

Olá Romeu. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro conta a história de uma borboletinha que, sabendo que seu tempo de borboleta estava acabando, pediu para duas amigas fadinhas, que a transformasse também em fadinha.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de um segundo livro dessa sequência. No primeiro livro chamado Sarapico descobre o Natal. A borboletinha Sarapico descobre o Natal com suas amigas fadinhas Lala e Lili. E essa borboletinha pede também para ser fadinha como suas amiguinhas. O público é o infantil, para crianças entre 3 á 8 anos, contada pelos pais ou iniciando a ler.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Comecei a escrever livros infantis recentemente, depois de um pequeno curso na Unicamp sobre essa arte. Inicialmente uma sinopse para o curso que se transformou no primeiro livro. Daí a escrever o segundo e já tendo o terceiro escrito para ser publicado, foi uma agradável sequência. Portanto penso que esse livrinho seja o segundo de muitos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Escrevo por hobby, portanto não estou visando profissionalismo e muito menos vantagens financeiras . Creio que a vida de escritor não foi desvalorizada e sim seus livros menos procurados em razão de meios de entretenimento mais intuitivo e de mais fácil assimilação vindo através dos modernos canais de comunicação. Considero que escrever é uma arte como todas as outras, portanto sempre vão existir os grandes artistas e os outros. Mas, todos devem ter suas devidas considerações.

 Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de indicação de um vizinho que foi dono de uma grande livraria em São Paulo. 

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Como já disse, a Metamorfose Mágica de Sarapico é o segundo livro de uma série que tem a pretensão de ser leve, porém, já tentando iniciar a criança no mundo das letras, um pouco mais estruturadas. Pretende remeter o leitor e/ou a criança ouvinte a um mundo imaginário, encantado,  de magia e sonho. Coisa que acredito termos que continuar despertando e mantendo em nossos pequenos para aguçar sua imaginação e curiosidade, valorizando sua preciosa inocência. 

Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

20 janeiro, 2023

Entrevista com Iris Sampaio - Autora de: MEU AMIGO DYLAN

Nasceu em Aracoiaba e mora em Fortaleza, estado do Ceará. É Especialista em Gestão Pública pela UECE, voluntária da Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento. Membro da Rede de Escritoras Brasileiras (Rebra). Escreve romances e poemas que agreguem valores para a vida das pessoas.
Obras significativas: A Busca da Felicidade (2004); A Força do Amor (2012); Criar, Empreender e Amar (2014); Quando os Caminhos se Cruzam (2015); O Garoto da Praia (2018). Participou das antologias Lindas Lendas Brasileiras – Rebra (2014); 5ª Antologia Poética da Academia de Letras e Artes de Fortaleza– Ceará (2014); Assim Escrevem as Brasileiras – Rebra (2014); 6ª Antologia Poética da ALAF (2015); Então é Natal - Rebra (2015); A vida em poesia (2016); As melhores obras deste século – Rebra (2017). Reinauguração da Vida - Rebra (2022).

O livro mostra que AMAR o próximo e os animais é um dos segredos para ser feliz nesta vida. Dylan, um porquinho muito bonito, é cuidado com bastante amor e carinho. A história visa passar a mensagem sobre a importância da conscientização das crianças para cuidar bem e valorizar a terra, água, animais, plantinhas, passarinhos, amigos e família. Porque Deus criou tudo isso com muito amor. O porquinho Dylan e a cachorrinha Lolyta vivem a magia de uma linda e verdadeira amizade.



ENTREVISTA

Olá Iris. É um prazer contar, novamente, com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se da historia do Dylan um porquinho muito bonito, que é cuidado com muito amor e carinho. Ele ama a natureza e os amigos. A história visa passar a mensagem para a importância da conscientização das crianças para cuidar bem e valorizar a terra, água, animais, plantinhas, passarinhos, amigos e família. Porque Deus criou tudo isso com muito amor. E todos que recebem amor são sempre lindos e felizes.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sempre estava em meu planos escrever livro infantil . O conteúdo do livro Meu Amigo Dylan foi inspirado a partir da observação participativa com crianças que amam cuidar da natureza e dos animais.
Pretende-se atingir o coração e alma de um publico amante da natureza e de Deus, especialmente, das crianças que nos ensina através de sua pureza o quanto é importante amar e ser feliz.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Natural de Aracoiaba e mora em Fortaleza, estado do Ceará. Voluntária da Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento. Escreve romances, contos e poesias que agreguem valores para a vida das pessoas, onde a ficção mistura-se à realidade.
A arte de escrever é um dom natural presente de Deus.
Meu Amigo Dylan é o sexto livro publicado, sendo o primeiro voltado para o público infantil.
Obras Significativas: A Busca da Felicidade (2004); A Força do Amor (2012);
Criar, Empreender e Amar (2014); Quando os Caminhos se Cruzam (2015) e O
Garoto da Praia (2018).
Participou das antologias: Lindas Lendas Brasileiras – Rebra (2014); 5ª Antologia Poética da Academia de Letras e Artes de Fortaleza– Ceará (2014); Assim Escrevem as Brasileiras – Rebra (2014); 6ª Antologia Poética da ALAF (2015); Então é Natal - Rebra (2015); A vida em poesia (2016); As melhores obras deste século – Rebra (2017). Reinauguração da Vida - Rebra (2022).

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Em linha gerais não tem sido fácil para muitos escritores. Como escrever para muitos é um dom, um prazer ou a realização de um sonho, a determinação e a capacidade o impulsiona a caminhar mais uma milha na estrada literária, e na maioria das vezes, muitos conseguem o sucesso esperado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da Rede de Escritora Brasileira (Rebra) da qual sou membra há mais de 6 anos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Porque escrevo com a missão a partir dos ensinamentos e valores recebidos de Deus de contribuir para o bem e a felicidade do próximo.
Vivam o verdadeiro amor a partir da beleza de Deus e do próximo como forma de tornar o mundo cada vez mais humano.

Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

10 janeiro, 2023

Entrevista com Liana Barreto de Melo - Autora de: O LIVRO DE LIANA

Liana Barreto de Melo
Natural de Crato-Ceará, é dentista.
Abaianou-se há mais de 30 anos, pelo amor, pelo carnaval e por tantas outras forças que só se veem na Bahia...
Participação nos seguintes livros:
Mulher nos Cantos e na Poesia ( Mabel Velloso/Claudionora Rocha, 1987) Ilustrações.
Muito Prazer (Liana Barreto / Mabel Velloso, 1988) Ilustrações.
Abrindo a Jaula (Lúcia Regina B.A.Góes / Liana Barreto , 1991 ) Ilustrações.
Cem Horas de Poesia (Coletânea, 1991), Poemas.

Este tão belo livro,  nos chega como o orvalho da madrugada. É refrigério e esperança após longas horas de treva. É água fria que nos desperta para percorrer cada dia em tempos de incertezas, medos e absurdo. Muitos de nós, seus leitores, tivemos a oportunidade de ler boa parte dos poemas reunidos neste volume à medida em que eram postados nas redes sociais. Antes e agora, Liana nos dá a mão e seguimos com ela através das noites, dias e madrugadas do inacreditável ano de 2020. Ela o faz com arte, amor e generosidade e nos oferta, transformados em pura poesia, seu olhar sobre a cidade deserta e sobressaltada, suas horas insones, suas mãos fazendo mágica no teclado do celular, suas mais vivas e ternas memórias de infância. A beleza de seus versos transcende as paredes do apartamento de onde mal se vislumbra a lua e o mar e cria Asas na Madrugada: asas de poesia e fraternidade, dando voz à dor e à indignação que são de todos. Ela desvela os sentimentos que se agitavam e doíam em cada um de nós e não conseguíamos colocar em palavras. Ela nos reconecta ao sentido profundo da vida que nos é dada viver, nas horas de alegria ou na agonia. Nada, mas nada mesmo, das muitas páginas que li sobre esses longos meses de pandemia, é mais belo do que os escritos de Liana. Há uma exceção: a própria Liana. Que posso eu dizer da minha priminha que virou minha irmã, como se não houvesse entre nós uma expressiva diferença de idade? Digo que ela é uma pessoa linda, cheia de talentos, amorosa, solidária. Artista e poeta. Liana, inseparável de meu irmão Bado (Alberto Magno), também em meu afeto; mãe de Alexandre e Beatriz, tão queridos; Liana, que inventa e transforma seu ofício, que desenha e pinta (e também pinta o sete); Liana, que cria cirandas de gente e traz todo mundo para mais perto; que também voa na “Oficina dos Anjos” e que tem o dom de fazer rir e adoçar a vida. Espero que, ao abrir este livro tão especial, cada pessoa possa experimentar o que eu própria experimentei ao longo dos dias: que vale a pena, sempre, andar com fé!
Ana Cecília de Sousa Bastos

ENTREVISTA

Olá Liana. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O LIVRO DE LIANA: ASAS NA MADRUGADA traz poemas e relatos dos tempos difíceis de pandemia. Quando estávamos aprisionados; corpos, almas e corações e apenas a vontade de dar vida e voz à angústia dessa situação, tão nova e estranha para todos nós, pôde experimentar uma sensação de liberdade nas noites de inquietude e insônia.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
À medida em que os poemas e escritos foram se acumulando e as pessoas foram tendo acesso a eles através das redes sociais, Instagram e facebook, me vieram a ideia e também o incentivo, por parte dos leitores, de reuni-los em um livro, o primeiro. Há alguns anos participei de uma coletânea de poesias, ilustrei alguns livros... Acredito que ele possa atingir um público diverso, capaz de se identificar com os sentimentos e questionamentos trazidos pela Pandemia, em todos os aspectos da vida humana.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou uma cearense abaianada há muitos anos, dentista. Exerço a minha profissão há mais de 30 anos. Gostaria de escrever o segundo livro, bem antes de plantar uma árvore.... rsrs, mas confesso que o fator TEMPO foi extremamente determinante para que o primeiro acontecesse. A Pandemia trouxe a angústia e o medo como mote, a inspiração surgia de maneira urgente, desesperada. Foi tudo muito intenso. Todavia, ela ainda me ronda e tenta me seduzir, por outros assuntos e atalhos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não é fácil bancar a publicação de um livro aqui no Brasil, assim como também a sua comercialização. Se pudéssemos contar com algum subsídio, alguma política pública que incentivasse a publicação e distribuição de livros às escolas. Estimular o hábito da leitura desde muito cedo é o caminho. Ter um livro nas mãos é ter a certeza de poder ir mais além.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de amigos, clientes da Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que O LIVRO DE LIANA; ASAS NA MADRUGADA, é um desabafo coletivo em tempos de Pandemia em que toda a humanidade, pega de surpresa, foi convocada a novos processos e modelos de enfrentamento à vida, assim como também foi um momento único e importante de introspecção e reavaliação de crenças e valores. Por essas razões eu acredito no interesse em sua leitura!
Além disso o livro contém ilustrações belíssimas da artista REBECA MATTA e fotos do fotógrafo-arquiteto VITOR BASTOS, lentes ultra sensíveis e poéticas.

Obrigado pela sua participação.

Leia Mais ►

09 janeiro, 2023

Entrevista com Vanessa Rosa - autora de: INSINUAÇÕES

Nome literário de Vanessa da Silva Pereira Rosa.
Com a mente e o coração abraçados pela arte e pela educação, a paulistana Vanessa Rosa formou-se em Ciências Sociais, em 2009, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), especializou-se em Psicologia Junguiana, em 2014, pela FACIS (Faculdade de Ciências da Saúde) e formou-se em Psicologia pela Universidade Paulista (UNIP) no ano de 2020. Foi docente do Programa de Ensino Integral, de 2015 a 2018 e é efetiva na disciplina de Sociologia na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, além de dedicar-se às suas atividades como poetisa. Em 2016 lançou o livro de poesias, contos e prosa poética intitulado “Nuances”. O livro contou com três bem sucedidos lançamentos: um na célebre Casa da Rosas da Avenida Paulista, em São Paulo, capital. Sua divulgação também foi feliz ao alcançar o extremo sul da cidade. No mesmo ano de 2016, a autora recebeu o Prêmio do 12º Concurso Literário Mario Quintana em Porto Alegre.

Numa caminhada poética ora firme, ora leve, Insinuações é composto de sessenta poemas e quatro contos inspirados em momentos reais, de desejos e de sonhos, trazendo à tona sentimentos genuínos, em que fica explícito que a autora deseja dividir aquilo que se passa em seu âmago e na superfície da pele. Porém, num determinado momento, diz sem medo algum que “o poeta é um fingidor”, como escreveu Fernando Pessoa. Esta obra permite ao leitor não ficar indiferente, ele encontrar-se-á nela ou minimamente tentará compreender o que se “esconde” dentro dos poemas, seja durante uma “conversa com a lua” ou no “anúncio a ser pago em suaves prestações de poesias”, seja em densas palavras sobre a morte. Em Insinuações, Vanessa Rosa apresenta escritos realizados no período de 2008 a 2021 e que, por sua atemporalidade, podem muito bem fazer parte da história de cada um, hoje e sempre. 
Valdyce Ribeiro - Poetisa

ENTREVISTA

Olá Vanessa. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Meu livro atende pelo título de “Insinuações”. O título é uma brincadeira com o nome do meu primeiro livro e anterior, “Nuances”. “Insinuações” envolve poesia, contos e inspirações de haicais tentando unir isso ao potencial comunicativo de ilustrações que buscam ser bem originais em parceria com uma de minhas melhores amigas, Fabiana Ribeiro.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Insinuações se dirige ao público adulto. Considero como a primeira coisa que escrevi um poema em meu primeiro livro datado em 09/07/2004, com os seguintes dizeres “Desde ontem não penso mais, / Escrevo poesia sem pegar no papel”. Sempre escrevi sem nenhuma preocupação em publicar, até que um encontro com dois incentivadores Thales Alves e Valdyce Ribeiro que, por sinal, faz a sinopse do livro “Insinuações” me levaram a preparar a primeira publicação e “Insinuações” que é a extensão dela pela qual minha alma se derramou entre brincadeiras, exageros e sofrimentos reais, delírios deliciosos e “punhetagens” intelectuais.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Meu nome é Vanessa Rosa, meu caminho pela arte começou por um grupo de teatro chamado “A Fúria”, na Casa de Cultura de Santo Amaro. Neste grupo recebi uma sólida formação literária, à qual, infelizmente, não é comum que uma pessoa da periferia da zona sul de São Paulo, Capão Redondo e Jd. Ângela, obtenha, mesmo se tratando de uma aluna politizada de escola pública como sempre fui. Li Rimbaud, Baudelaire, Bukowski, me encantei com Cecília Meireles, apaixonei-me pela Bossa Nova, em especial pela obra de Vinicius de Moraes, Truffaut... Minha alma se identifica de uma forma pouco casual com a obra de Fernando Pessoa, mas até hoje preciso colar para escrever Ernest Hemingway, encenei Artaud, acostumei-me a visitar inúmeras exposições sem procurar sentidos lógicos deixando apenas que aquelas cores, que aquelas formas atinjam meu (in)consciente. Bom, acredito que dê para perceber que amo o mundo das ruminações intelectuais, de modo que, para o futuro, meu sonho é tornar-me uma intelectual respeitada, porém não respeitada por ter feito algo de um valor vago, desejo servir a sociedade, tal como sonham a maior parte daqueles que têm a primeira formação profissional que eu, ou seja, os Professores Sociólogos de Ensino Médio e, por que não, os da segunda formação, os Psicólogos. Quero através da carreira acadêmica, mestrado, doutorado e o que mais a vida reservar, escrever coisas significativas e acessíveis que possa ajudar as pessoas a serem mais felizes, também como me orienta a doutrina do Budismo do Sol que sigo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Nós, enquanto sociedade civil, devemos exigir de nossos governantes acesso à leitura, porém, é necessário “deselitizar” tal conceito, pois assim como afirmava Paulo Freire, “a leitura de mundo, antecede a leitura da palavra” e se conseguirmos fazer isso, acredito que seja possível também garantir o acesso a publicação para escritores novatos e de mundos diversos. O mercado editorial do Brasil é extremamente restrito e não há políticas sérias para o pequeno escritor ter um respiro. No meu último ano da minha primeira faculdade, 2008, apresentei o Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Leitura em Ciências Sociais: Desvendando suas Nuances na PUC-Campinas” (de onde eu era aluna), no qual constatei que a família do estudante trabalhador - como era o perfil da maioria dos estudantes de lá, que era um curso noturno - não tinha o hábito da leitura de impressos e mesmo dentro da escola - de maioria pública - era difícil achar quem os tivesse referenciado, de modo que quando no primeiro ano tomavam contato com a enxurrada de exigência de leituras, a rotina se modificava radicalmente (e não sem sofrimento), alguns alunos chegavam a dizer que precisavam usar a “pressão” à seu favor. De modo geral, após essa pesquisa tornei-me defensora de uma pedagogia de leitura para o ensino superior que faça mais do que culpabilizar os níveis anteriores e que consiga devolver à leitura em nível profissionalizante o senso de aventura, já que a leitura (de mundo e de impressos) é a principal ferramenta de trabalho de boa parte.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da minha incentivadora Valdyce Ribeiro, muito embora, meu primeiro livro,”Nuances”, tenha sido feito por outra editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Até hoje escrevi para me livrar de uma neurose. No conto “Sobre a Felicidade de um Escritor Silencioso” desse segundo livro, abordo essa temática, dizendo, um pequeno ‘spoiler’: “Escrevo para mostrar ao mundo a dor que sinto ao ser eu”. minha terapia me ajudou a superar essa neurose... talvez eu não escreva mais nada poético, acadêmico, certamente sim, mas já me sinto satisfeita, acredito que através das minhas palavras ajudei algumas pessoas a se aproximarem da saída da areia movediça na qual eu me encontrava. Fiz a minha catarse. Me sinto em paz.

Obrigado pela sua participação.


Leia Mais ►