29 agosto, 2022

Entrevista com José Olívio - Autor de: A TERCEIRA REVELAÇÃO

Nome literário de José Olívio Paranhos Lima.
Nascido em Catu, Licenciado em Letras com Francês pela Uneb, pós-graduando em Estudos Linguísticos e Literários pela Faculdade SS. Sacramento, facilitador de Oficina de Cordel, autor de livros de Crônicas, poesias e inúmeros cordéis. Membro da Casa do Poeta, Academia de Letras e Artes de Alagoinhas e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel, sediada no Mercado Modelo em Salvador-Ba.



O cordel A terceira revelação tem o propósito de, em apenas alguns minutos, despertar o desejo de um maior aprofundamento na codificação kardequiana, a qual veio tirar o véu dos olhos da humanidade. Utilizando-se dos recursos da estrofação, rima, musicalidade e métrica, como é comum no cordel, o leitor vai se envolvendo magicamente no recurso da oração e a partir daí lhe nasce uma vontade de saber cada vez mais sobre um assunto que até então passava despercebido. Não é à toa que a obra já mereceu milhares de exemplares e agora ganha uma impressão de qualidade ímpar, como ocorrem com os livros da Scortecci Editora.

ENTREVISTA

Olá José Olívio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Do surgimento do espiritismo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Divulgar a Doutrina Espírita através da Literatura de Cordel.
Destina-se, sobretudo, ao público que não tem conhecimento  sobre espiritismo no meio literário.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já tenho uma certa caminhada. Sou um divulgador desta editora aqui na Bahia e há anos que encaminho autores inéditos propiciando a que realizem o "sonho " de publicar seu primeiro livro. Desde que a poeta Inês Catelli, que conheci na volta de a um Seminário em Batatais, onde ela nos levou a essa editora, e tive a oportunidade de ser apresentado a João Scortecci, não parei mais. Por sinal, nunca mais tive contato com ela e até já perguntei a João e ele também não sabe do seu paradeiro. Conheci a Casa do Poeta Lampião de Gás aonde  também nos levou resultando que, a pedido de Dr. Walter Rossi, terminei fundando aqui   a Casa do Poeta de Alagoinhas a qual em novembro do ano passado completou Bodas de Prata. Já publiquei vários livros: poesias, crônicas, e principalmente cordéis, gênero em que venho me especializando e que me tem trazido muitas alegrias. Também componho hinos, como exemplo o Hino Oficial de Aramari, no you tube e outras músicas como sambas, chorinhos, etc.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Justamente por isso nos tornamos mais úteis. Há uma imensa gleba para lavrar, esperando nosso arado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Ao participar do Seminário BRASIL, A CULTURA EM QUESTÃO  em 1987.
Na volta conheci essa Editora. Tenho encaminhado vários poetas, escritores ao longo desses anos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não somente o meu, mas toda leitura deve ser incentivada. O seu diferencial é por tratar-se da necessidade de mais espaço no meio literato para a  Literatura de Cordel, assim como levar através dele o que seja o espiritismo, sem a preocupação de empunhar bandeira. Apenas mostrando sua  ligação com a ciência, abrindo um leque de conhecimento para o leitor comum. Penso que esse livro, dada sua temática, seja o que escrevi de mais importante de tudo que escrevi até hoje. Até penso que ele, na minha trajetória de cordelista, poderia ser comparado ao Cachorro dos Mortos do rei do cordel Leandro Gomes de Barros ou o Capitão do Navio de Silvino Pirauá de Lima, pioneiros da Literatura de Cordel. Muito embora o livro de cordel Divaldo Franco, o baiano que virou cidadão do mundo (também pela Scortecci), gerou um pedido da Federação Espírita Brasileira para com seus versos (alguns no site da Mansão do caminho)  ilustrar o salão da sua sede em Brasileira para homenagear Divaldo Franco. Devo reconhecer que foi uma grande conquista.
Se estamos promovendo a leitura, estamos contribuindo para o crescimento do Brasil, e,  mais que isso, o aprimoramento da humanidade.

Muito obrigado pela oportunidade e um grande abraço a todos!

Obrigado pela sua participação.

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