Nasceu no Rio de Janeiro, filho de Ana e Jorge, aprendeu desde cedo que olhar para o outro com afeto é a forma mais alta de cuidado. Foi o primeiro estagiário a se tornar gerente territorial da história da Shell Brasil, passou pelo Carrefour e pela Atlas Schindler, fundou e perdeu o Ravena 21, e reconstruiu se na Ortobom, onde chegou a Diretor de Marketing, realizando grandes feitos para a marca até ser reconhecido como um dos Top 50 Executivos de Marketing do Brasil em 2026.
Mas este não é um livro acadêmico de marketing. É sobre o que fica quando a história passa: a fé herdada da mãe, a gravata vermelha de Marcello, a queda do Ravena 21, o silêncio antes da virada, o amor da Bruna, os filhos Luca, Gabriel e Maria Clara. É sobre marcar e ser marcado.
Hoje, em Canela/RS, dedica-se inteiramente ao Marketing de Predileção, conceito e metodologia que nasceu de uma vida inteira tentando entender por que algumas marcas são amadas e preferidas, e outras apenas conhecidas. Crê, com São José por perto, que toda marca é, no fundo, uma história de afeto.
Há marcas que ficam na pele. E há aquelas que só se formam depois que a história passa. Deixando marcas é a trajetória de um menino do Rio de Janeiro que cresceu entre a fé da mãe e um olhar mais atento para os detalhes ao seu redor, e que, ao longo da vida, foi entendendo que tudo o que realmente importa é o que se imprime nas pessoas. Bruno Miranda atravessa estas páginas como atravessou a própria história: com alegria, com queda, com fé. Há o auge precoce na Shell. Há o Ravena 21, restaurante amado que ruiu sob o peso das próprias contas. Há a Ortobom, onde reaprendeu a sonhar grande. Há a Bruna, o seu grande amor, que chegou para ficar. Há os filhos, a mudança para Canela (RS) em busca de uma nova vida, e uma história de fé e entrega, criando uma ideia que vinha sendo construída durante uma vida inteira: o Marketing de Predileção, a tese de que não basta uma marca ser conhecida; ela precisa ser preferida. Este não é um livro sobre vencer. É sobre o que sobra quando a história passa. Sobre marcas, as que recebemos, as que deixamos, e a que ele escolheu construir para o resto da vida.
ENTREVISTA
Olá Bruno. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?O meu livro fala sobre marcas, mas antes de falar sobre empresas, ele fala sobre pessoas, escolhas e legado.Deixando Marcas — A Origem do Marketing de Predileção nasce da minha própria trajetória. Eu conto um pouco da minha história, das experiências que me formaram e dos aprendizados que tive ao longo de mais de 20 anos construindo e posicionando marcas.Mas o livro não é só uma biografia. Ele apresenta a origem do conceito de Marketing de Predileção, uma metodologia que eu criei para ajudar empresas a deixarem de ser apenas conhecidas e passarem a ser verdadeiramente preferidas pelas pessoas.A ideia central é simples: uma marca não se torna preferida por acaso. Ela se torna preferida quando entende sua origem, conhece profundamente as pessoas, entrega uma proposta de valor clara, constrói confiança, gera experiências consistentes e cria relações que vão além da venda.No fundo, o livro é sobre isso: sobre a marca que uma empresa deixa no mercado, mas também sobre a marca que cada um de nós escolhe deixar no mundo.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia de escrever o livro surgiu de um incômodo e, ao mesmo tempo, de um desejo.Durante muitos anos, eu trabalhei construindo marcas por dentro das empresas. Vivi grandes projetos, grandes desafios, grandes viradas e percebi que, no fundo, as marcas que vencem não são necessariamente as mais conhecidas, as que mais anunciam ou as que mais aparecem. São aquelas que conseguem ocupar um lugar de preferência na vida das pessoas.Foi a partir dessa percepção que nasceu o conceito de Marketing de Predileção. E, quando esse conceito começou a ganhar forma, eu senti que precisava organizar essa visão em um livro. Não apenas para apresentar uma metodologia, mas para contar de onde ela veio. Porque um método sem origem vira só ferramenta. E eu acredito que toda marca forte começa pela sua origem.O livro se destina principalmente a empresários, líderes, profissionais de marketing, empreendedores, gestores de empresas familiares e pessoas que querem construir marcas com mais clareza, verdade e consistência.Mas eu também acredito que ele conversa com qualquer pessoa que queira deixar uma marca. Porque, antes de sermos marcas, empresas ou profissionais, somos pessoas fazendo escolhas todos os dias. E essas escolhas constroem a forma como seremos lembrados.No fim, eu escrevi esse livro para quem não quer apenas vender mais. Eu escrevi para quem quer construir algo que permaneça.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Eu sou um construtor de marcas. Essa talvez seja a forma mais simples e verdadeira de me apresentar.Ao longo da minha trajetória, eu tive a oportunidade de trabalhar em grandes empresas, liderar projetos relevantes, participar de movimentos de transformação e ajudar marcas a encontrarem um lugar mais forte na vida das pessoas. Mas, antes de qualquer título, eu sou alguém que sempre acreditou no poder das histórias.O livro nasce exatamente desse encontro entre marca, vida e narrativa. Deixando Marcas — A Origem do Marketing de Predileção é, sim, um sonho realizado. Ver uma ideia que nasceu da minha experiência, das minhas inquietações e da minha forma de enxergar o mercado se transformar em livro é algo muito especial.Mas eu também enxergo esse livro como o primeiro passo de uma jornada maior no mundo das letras. Não escrevi apenas para registrar uma história. Escrevi para abrir uma conversa. Uma conversa sobre marcas, negócios, pessoas, escolhas, legado e predileção.Então, talvez a resposta seja: é um sonho realizado, mas não um ponto final. É um começo. Porque quando a gente descobre que tem algo verdadeiro para dizer, escrever deixa de ser apenas um projeto e passa a ser também uma forma de continuar deixando marcas.O que te inspira escrever?O que me inspira a escrever é a possibilidade de transformar experiência em aprendizado.Eu nunca enxerguei a escrita apenas como um exercício literário. Para mim, escrever é uma forma de organizar aquilo que a vida, o trabalho e as pessoas vão ensinando ao longo do caminho.Eu me inspiro nas histórias reais. Nas marcas que nascem pequenas e se tornam relevantes. Nos empresários que carregam um sonho nas costas. Nas empresas familiares que atravessam gerações. Nos profissionais que querem construir algo com mais sentido. E também nas minhas próprias experiências, nos erros, nas conquistas, nas decisões difíceis e nos momentos em que precisei me reinventar.Escrever me permite dar forma a tudo isso.No fundo, eu escrevo porque acredito que conhecimento só cumpre seu papel quando é compartilhado. E se alguma experiência minha puder ajudar alguém a construir uma marca melhor, tomar uma decisão com mais clareza ou entender a marca que deseja deixar no mundo, então a escrita já valeu a pena.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Eu acredito que sim, não porque ele é meu, mas porque ele nasce de uma verdade que muita gente sente, mas nem sempre consegue colocar em palavras: toda marca quer ser escolhida, mas poucas entendem o que precisam construir para serem preferidas.O que o livro tem de especial é que ele não fala de marketing apenas como técnica. Ele fala de marketing como construção de significado, de confiança e de relação.Eu compartilho a minha trajetória, os bastidores de aprendizados que vivi em mais de 20 anos de carreira e apresento o conceito de Marketing de Predileção, que é uma forma de olhar para marcas com mais profundidade. Não se trata apenas de vender, aparecer ou disputar atenção. Trata-se de construir uma marca que as pessoas reconheçam, confiem, escolham, indiquem e defendam.Acredito que o livro pode encantar leitores justamente porque ele une vida e método. Ele não é frio, nem distante. Ele fala de negócios, mas também fala de escolhas, origem, pessoas e legado.No fundo, eu diria que ele merece ser lido por quem entende que uma marca forte não é aquela que apenas ocupa espaço no mercado, mas aquela que ocupa um lugar verdadeiro na vida das pessoas.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Eu cheguei até a Scortecci em um momento muito importante do projeto, quando o livro já tinha deixado de ser apenas uma ideia e começava a se transformar, de fato, em uma obra.Eu buscava uma editora que pudesse me ajudar a materializar esse sonho com seriedade, e através de uma indicação de um antigo parceiro comercial, a Scortecci apareceu nesse caminho como uma possibilidade de transformar tudo isso em livro físico, com estrutura, orientação e um processo editorial capaz de tirar o projeto do campo das ideias e colocá-lo nas mãos dos leitores.Foi uma escolha importante, porque publicar um livro é também confiar a alguém uma parte da sua história. E, nesse sentido, chegar até a Scortecci fez parte desse movimento de dar forma, acabamento e presença a algo que eu queria muito compartilhar com o mundo.
Obrigado pela sua participação.


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