17 dezembro, 2023

José Crespo - Autor de: A CONSPIRAÇÃO DOS SEM-MESADA

José Crespo

Nome literário de José Antônio Caldini Crespo.
É advogado, engenheiro, professor universitário e atualmente presidente do ICPP - Instituto de Cidadania e Políticas Públicas.

Obra de ficção ambientada em província brasileira de século passado. Um dos brocardos de Joseph Goebbels, marketeiro nazista, era de que “uma mentira contada mil vezes vira verdade”. Recentemente, um estudo de autoria da cientista social Emily Thorson (Boston College), publicado na revista Political Communication, demonstrou que nem necessita ser repetida tantas vezes: acusações falsas a uma pessoa causam o que ela chamou de “ecos de crença”, ou seja, embora o público perceba incoerências no processo, passa a duvidar da idoneidade do acusado... Em outras palavras, o mero fato de alguém ser acusado já o transforma em “suspeito” e, para muitos, condenado.

Entrevista

Olá José. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
É um livro de ficção e análise política, ambientado na província de Xiririca da Serra, Brasil colonial.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu da vivência política do autor e se destina aos cidadãos idealistas que desejam um mundo melhor.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Foi o primeiro livro, mas o autor já começou a escrever um documentário histórico denominado "O Custo-benefício da Coisa Pública".

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Isso é verdade, mas a solução é gritar no meio desse deserto.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de amigos comuns. Excelente grupo editorial.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, creio quer é uma obra envolvente e situada no portal da realidade.

Obrigado pela sua participação
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13 dezembro, 2023

Denise Lentini - Autora de: VIDA DE MALABARES

Denise Lentini
Iniciou seus escritos aos treze anos. Seguiu pelos anos afora, advogando, mediando conflitos, construindo-se como pessoa e mãe, contudo, sem poder impedir que os versos vertessem, diante de cenas do cotidiano, de histórias ouvidas, vividas e inventadas. Agora chegou o tempo de assumir-se como poetisa e entregar, em partilha, Vida de Malabares.

É um convite ao leitor para que percorra um caminho de emoções, percepções, subjugações, devaneios e desafios da existência humana, traçado pela poesia que revela a nossa condição de equilibristas, em constante aprendizado, diante da contraposição de dores e alegrias, amores e desamores, injustiças e ideais, individualidade e coletividade, sonhos e pelejas, vida e morte. Nesse trajeto, o leitor poderá encorajar-se ao diálogo consigo e com o outro, por identificar-se uma pessoa humanamente comum que, tal qual esse livro, faz seu mundo com sentimentos e palavras que são versos e, também, desenhos que contornam o movimento de argolas e claves – malabarismos - próprios da arte de viver. Vida de Malabares traz um compromisso com verdades relativas e liberdades absolutas, por isso, sua poesia verte de pensamentos críticos, suavizados pela ironia, ao mesmo tempo, que delira atribuindo novos significados às palavras, às regras de pontuação. Malabares em razão da dominação de corpos, da imposição de papéis e do capital. Malabares em razão da beleza, ternura e coragem de estar nesse mundo.

Entrevista

Olá Denise. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Vida de Malabares é um convite ao leitor para que percorra, através da poesia, um caminho de emoções, percepções, subjugações, devaneios e desafios da existência humana que revela a nossa condição de equilibristas em constantes malabarismos exigidos pela vida. Vida de Malabares traz um compromisso com verdades relativas e liberdades absolutas, por isso, sua poesia verte de pensamentos críticos, suavizados pela ironia, ao mesmo tempo, que delira atribuindo novos significados às palavras, às regras de pontuação. Vida de Malabares é profundamente humano por isso, versa sobre a dominação dos corpos, a imposição castradora dos papéis sociais, a dor das exclusões, mas também, a beleza, a ternura, o amor e a coragem de estar nesse mundo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A escrita de Vida de Malabares nasceu de textos esparsos, feitos ao longo de bons anos de forma espontânea. Quando percebi que tinham unicidade, como toda colcha de retalhos é a costura que traz a forma, iniciei os alinhavos e fui aglutinando os textos, até formar um mosaico de humanidades, identificável em seus versos escritos e outros desenhados (poesia gráfica), que abraça o leitor adolescente e adulto, de modo que não se sinta só em sua originalidade, vulgarmente chamada de esquisitice. Vida de Malabares é para todos que queiram com ele dialogar..

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu tive a sorte de conviver em ambientes que me trouxeram os livros, desde a minha infância e, facilmente, apaixonei-me pelas palavras, gostava de soletrá-las, algumas provocavam minha curiosidade, outras o meu riso, foi assim que aos 13 anos iniciei os meus escritos. Profissionalmente, segui a advocacia e a mediação de conflitos que, também, requerem intimidade com a palavra. Em 2006 lancei o meu primeiro livro de poesias, Só Palavras. Depois, optei em não me dedicar aos projetos de escrita, no entanto, durante a pandemia, surgiram convites para a coautoria de livros acadêmicos e a força da poesia novamente tomou conta de mim surgindo o primeiro lançamento de Vida de Malabares na cidade de Fortaleza, durante o Congresso Nacional de Mediação de Conflitos do FONAME, realizado na Universidade de Fortaleza – UNIFOR, pretendo para o próximo ano fazer o lançamento em São Paulo. Já estou com o terceiro livro de poesia pronto e o quarto começa a brotar..

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Penso que os escritores são semeadores de ideias, cheios de esperança, não lhes sendo muito recomendável ter grandes expectativas momentâneas. O Brasil é um país com um número muito significativo de analfabetos e analfabetos funcionais. As políticas públicas educacionais privilegiam os estudos tecnicistas e dão um papel secundário à literatura. A poesia com sua fama de chata e incompreensível foi cada vez mais sendo afastada das pessoas, das livrarias, das salas de aula, sem contar que a fala de um influencer é muito menos inquietante que uma poesia de Ferreira Gullar. Aqui não posso deixar de falar que o acesso aos livros é negado a grande maioria dos brasileiros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Não foi difícil, a Scortecci já tem uma longa estrada no mercado, conhecida por seu profissionalismo e honestidade, além da qualidade de seus serviços, sem contar na disposição colaborativa – sempre gentil - com os escritores, fazendo-se, realmente, parceira para que os livros encontrem os seus caminhos. Sempre a acompanhei pelas mídias sociais e nas Bienais. Deixo aqui os meus agradecimentos e carinho a toda equipe..

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Primeiro, porque todo livro de poesia merece ser lido. A poesia transcende à lógica de seu tempo, amplifica horizontes, denuncia o inconfessável. Por guardar estreita relação com o universo humano, a poesia sempre dialoga com o leitor, basta estar disposto a isso. Quanto ao Vida de Malabares, se eu fosse o leitor, não perderia a oportunidade de ter uma conversa ao pé de ouvido com a poesia que ele traz, sendo certo que poderão rir, chorar e fazer muitas reflexões juntos, a ponto de tornarem-se grandes amigos. A mensagem que deixo aos leitores: Minha poesia é feita de malabares, artistas anônimos, pessoas comuns que encontrei no caminho e outras que não passaram de uma suposição. Todas, invariavelmente, aprendiam a arte de viver na corda bamba, de dançar com objetos lançados ao ar, por vezes cuspindo fogo, sem poderem incendiar em cena. A essas pessoas que vieram antes, as que estão, as que sempre estiveram e as que virão, dedico, com amor, esse livro..

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Jacyra Carneiro Montanari - Autora de: HISTÓRIAS PARA RIR E SE EMOCIONAR

Jacyra Carneiro Montanari

Formada em Pedagogia pela FMU, Mestre em Administração pela PUC/SP, professora universitária nas disciplinas de Administração de Recursos Humanos e Ética e Responsabilidade Social. Vivência em empresas nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento e Recrutamento e Seleção de Pessoal





Este livro compõe-se de duas partes. A primeira, “Histórias de gente pequena”, mostra a simplicidade e a autenticidade das crianças no mundo que as rodeia. A segunda parte, “Histórias de gente grande”, contém narrativas em que se percebe a criança ressurgindo e outras em que a criança se perdeu ao longo do tempo.






Entrevista

Olá Jacyra. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O meu livro: “Histórias para rir e se emocionar” contém 24 histórias que foram divididas em 12 Histórias de gente pequena e 12 Histórias de gente grande.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é para o público adolescente e adulto e refere-se a momentos que vivi na infância e idade adulta. Contei a ideia para parentes e amigos que gostaram e passaram a narrar suas histórias também.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sempre gostei de escrever só que faltava coragem para fazê-lo. Quando criança ainda no ginásio, fiz uma descrição de uma paisagem que a professora pediu para a classe. Ela gostou do meu trabalho. Em casa mostrei para a minha avó que leu e perguntou:
- Foi você que escreveu?
– Sim fui eu, respondi.
– Parabéns! Você pode ser uma escritora quando crescer.
O tempo foi passando e em 1986, recebi uma propaganda sobre o VI Concurso Raimundo Correa de Poesia - Shogun Arte – RJ. Dentre as 15 mil poesias inscritas, a minha com o titulo “Três Mulheres”, foi selecionada e saiu no livro: Poetas Brasileiros de Hoje 1986, pág. 35.
Depois disso esqueci, trabalhei muito, fui viajar, fiz mestrado em Administração de Empresas e lecionei 20 anos como professora universitária. Em 2016 parei definitivamente de trabalhar e veio a vontade de escrever. Tinha dois projetos: um era escrever sobre uma parte da minha vida e o outro sobre Sustentabilidade, já que havia ministrado aulas sobre o assunto. Os dois projetos tinham por base o lado espiritual.
Decidi escrever sobre parte de minha vida e fiz o livro: “Minhas breves histórias com os gatos e outros bichos”, que ficou pronto em 2018 pela Scortecci Editores.
Depois deste livro escrevi um segundo livro: “Nossos pets e suas incríveis histórias”, este para crianças, que conta a história de alguns pets meus e de amigos e parentes. Editado também pela Scortecci Editores – Dente de Leite, que saiu em 2020.
Em 2021 já estava com o livro “Histórias para rir e se emocionar” pronto, mas com o surgimento da pandemia e morte de alguns amigos com covid e dois parentes pelo câncer, acabei engavetando o livro que só saiu este ano, devido à pressão das pessoas que narraram suas histórias e também, pelas aulas da professora Fabiana Ilário no curso “Leitura e Escrita” da – USP 60+.
Agora o meu projeto para o futuro é terminar o que comecei a escrever e que terá o título de: “Eles na minha vida”. Neste livro eu falo do suicídio do meu pai, quando eu tinha 09 anos de idade e como isso teve influência na minha vida com o lado masculino: medo da perda, do abandono e dos fantasmas que me perseguiram até ter coragem de enfrentar uma terapia aos 39 anos de idade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor no Brasil é como caminhar num deserto com momentos áridos, quase sem vida até encontrar um oásis que venha mostrar que nem tudo está perdido. No oásis encontramos pessoas que gostam de ler e escrever. São poucas porque nem todas tiveram as mesmas oportunidades de educação.
O oásis deve ser um sistema educacional que abranja todos os estudantes do ensino fundamental até a universidade que tenha como prioridade: a leitura e a escrita, base para o desenvolvimento do pensamento crítico.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei conhecendo a Editora através de um amigo, cujo nome literário é Maruam, que tem seus livros editados pela Scortecci Editores.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Este livro que escrevi: “Histórias para rir e se emocionar”, merece ser lido porque selecionei as melhores histórias que vivi e outras que foram narradas por amigos e parentes. Dei a cada história sobre gente pequena um final que nos leva a refletir sobre a simplicidade e a autenticidade da criança. No que se refere às histórias sobre gente grande o seu final nos leva, em algumas, a refletir sobre o desrespeito a si e ao outro, em outras a violência que nos cerca e em outras até pode-se observar a criança ressurgindo em seus protagonistas.
O que eu tenho a dizer aos meus leitores é que se eles gostam de escrever façam sem medo, acreditando em si e superando quaisquer adversidades que possam surgir.

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09 dezembro, 2023

Aurea Regaço - Autora de: BUSCA

Aurea Regaço

É paulistana. Escritora, compositora, professora, palestrante e assessora de investimentos. Mestre em Administração, com formação em Letras, Administração e Ciências Contábeis. Atua no mercado financeiro há mais de três décadas.







É um livro de poesias afinado com o seu tempo, que revela de forma crítica, ora por meio de procedimentos formais da linguagem, como os do concretismo, ora pela moldura da poética, como a métrica e o verso livre, as angústias e sensações de um ser em busca de saídas para sua rotina, seus desafios, suas realizações. O ambiente majoritariamente apresenta uma sociedade em que trabalho e exploração comercial do tempo são colocados em primeiro plano, em detrimento das relações pessoais, dando lugar à solidão, ao vazio e à necessidade de se buscar saídas e alternativas, seja pelo amor, pela música, pelo encantamento. Reflete o projeto de vida de cada um, no qual a busca pode se transformar em emboscada, como num labirinto onde os caminhos se confundem, sentimentos estão à flor da pele, sons e sentidos se misturam ao ritmo das batidas do coração e cada dia pode ser o último, ou o primeiro.

Entrevista

Olá Aurea. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um livro de poesias que traduzem os anseios de um ser humano em sua busca pessoal e toda sorte de questionamentos que ocorrem no mundo moderno, em meio a tantos desafios emocionais, profissionais, dentre outros.
Na frente, lê-se “Busca”, no verso do livro, “Bosca”, indicando que toda busca pode se transformar em uma armadilha, em uma cilada. A capa apresenta-se como um labirinto, onde ocorre a busca. 

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Escrever um livro é o caminho natural dos escritores, embora isso só fique claro depois que a gente resolve lançar o primeiro livro. Eu escrevo desde os 12 anos. Criar textos sempre foi uma diversão e uma necessidade. Gosto de brincar com o sentido e os sons das palavras.
A ideia de escrever e publicar um livro surgiu de um projeto musical. A primeira ideia seria lançar algumas músicas, mas os textos foram se avolumando e tomaram um corpo. Então, por que não um livro? As obras precisam nascer para dar lugar às outras. Comecei a trabalhar nos textos e percebi que havia uma uniformidade em sua intenção. Assim surgiu “Busca”.
Poesia é para quem gosta de degustar, para quem não se contenta em ler um texto somente uma vez, porque a cada vez você percebe algo de novo e inusitado. É um livro para se conversar com ele durante um tempo. As palavras criam asas, tomam formas, demandam um momento de contemplação.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho outros projetos em andamento. Duas coletâneas de livros infantis, alguns textos já estão prontos. Uma delas em parceria com outros escritores, trata sobre lendas brasileiras. Outra, sobre educação financeira para crianças. Tenho uma peça teatral em andamento que envolve questões ambientais. Um conto que trata sobre as relações sociais na sociedade moderna nas grandes cidades. Também fui convidada para escrever para um projeto chamado “Quais de mim você procura?”, sobre mulheres mentoras. Muito a se fazer, muito a escrever, muito por terminar. Também tenho algumas músicas por gravar..

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Escrever é um privilégio. Lançar um livro é como ganhar na loteria. Se pensarmos na antiguidade, quantos sabiam ler? E escrever? Hoje temos o analfabetismo funcional, uma parcela da população não sabe ler, outra não entende o que se lê. Eu atuo também na área financeira, sou contadora de formação e tenho vasta experiência no mercado financeiro, dou aulas na universidade nessa área e, infelizmente, as pessoas não dominam a leitura, nem a escrita, nem os números. O escritor é um artesão das letras. “Eu canto porque o momento existe”, como diria Cecília Meireles. Escrever é como andar, respirar, fazer um bolo, um biscoito fino. O escritor produz sua obra e a põe à mesa para aqueles que quiserem experimentar. Sempre haverá interessados e apaixonados pela arte.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi uma indicação da minha amiga e revisora do meu livro, a escritora e jornalista Mônica Rodrigues da Costa. Depois, pesquisando eu vi que um outro escritor muito querido também publica com a Scortecci, Celso Viáfora.
Gostei muito do trabalho da Scortecci, minha filha Clara Regaço criou a capa do livro. O pessoal da editora me atendeu muito bem.
Aconselho as pessoas que têm vontade de lançar um livro a procurarem vocês.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro. Ele tem essa coisa mágica da poesia. O duplo ou triplo sentido das palavras, as figuras de linguagem, a rítmica, quase uma melodia que fica soando na cabeça. Tem as dores e os amores. As paixões, as desilusões e as revoltas. Trata sobre a modernidade e a nossa falta de tempo, a busca pelo prazer, pela liberdade, pelo eu de cada um.
Acredito que muitos irão se identificar com vários poemas, vão parar para refletir sobre sua vida pessoal, seus valores, enfim, sua busca.
Como o livro propõe, precisamos cuidar para que a “busca” não se transforme em “bosca”, que é uma armadilha, algo sem saída.

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29 novembro, 2023

Eunice Souza Falcão - Autora de: BEIJO DE MÃE E OUTROS CONTOS

Eunice Souza Falcão
Nome literário de EUNICE RIBEIRO DE SOUZA FALCÃO. Paulistana, nasceu em setembro de 1966, é graduada em letras e Pedagogia. Atuou como professora por quase 30 anos para a rede pública de educação do estado de São Paulo.
Amante da Literatura, paixão que despertou ao exercer a profissão trabalhando com os variados textos literários.
Sem esquecer sua formação de origem, atualmente se dedica a arte de compor textos criativos. “Embora traço novos caminhos, o ser professora nunca sairá de mim”.


Comportamentos, atitudes, opiniões, tudo na vida de um adulto pode ser de grande valia para o futuro de uma criança sob sua responsabilidade. Seriam esses valores a verdadeira herança que se passa de pais para filhos? Todos que têm à frente o compromisso pela construção da índole de um ser humano em formação, em algum momento, se encontram a pensar sobre princípios a ser transmitidos àquele que está sob seus cuidados. É exatamente esta a linha de reflexão do conto que dá título ao livro: a análise de postura de vida de uma progenitora enquanto dá o último beijo de mãe no filho presidiário. Outro conto nessa direção apresenta o sofrimento de um pai ao ver a filha perdida para o mundo das drogas; ele tenta a todo custo reverter a situação, enquanto se questiona: “Onde foi que eu errei?”. Por outro lado, a simplicidade da mãe carente, porém sempre preocupada em ensinar bons modos à pequena filha. Os contos exploram certas condutas presenciadas na infância, que irão refletir em um futuro semelhante. Muitas vezes, os pais veem em seus filhos posturas e ações que eles reprovam e não entendem o porquê, ou pelo menos não querem admitir semelhanças de algo que a criança presenciou um dia, um bom ou mau exemplo. É a herança de caráter que aparece em um gesto, uma palavra, uma atitude, ou simplesmente na ausência desses preceitos, que faz tanta diferença na vida das pessoas. Uma leitura para despertar um instante de atenção no que diz respeito a princípios e valores de um indivíduo ainda em formação.

Entrevista

Olá Eunice. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
São contos que exploram situações no convívio entre pais e filhos. Comportamentos, palavras, atitudes que, um dia presenciados na vida de uma criança possam justificar certas posturas no futuro.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Muitas vezes, entendi atitudes de uma criança ou jovem analisando seus pais ou pessoas responsáveis por eles, percebia semelhanças nas falas, nas atitudes e opiniões. Sempre conversei com pessoas e escrevi sobre este assunto, dos filhos seguirem o que seus pais lhe passam de valores de vida. Um dia, recolhi meus escritos, organizei tudo e decidi publicar meu primeiro livro de contos, assim, surgiu Beijo de mãe e outros contos, que se destina a um público adulto interessando em leitura que explora comportamento humano.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sim, tenho muito projetos no mundo das letras, o principal dele é produzir textos criativos, estou até tentando entrar na literatura infantil! Acho que vou conseguir. Beijo de mãe e outros contos não é meu primeiro livro, já tenho um romance publicado, contos e crônicas em revistas e antologias. Sonhos sim, mas em busca de idealizá-los, afinal, nada que sonhamos deve ficar na gaveta, devemos, ao menos, tentar realizá-los.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil e triste, pois acredito que conhecimentos muda uma nação, A leitura é um dos fortes pilares para o conhecimento, mas infelizmente essa não é uma realidade brasileira.
Eu não vejo como uma regra geral, mas vida de escritor no Brasil é o que podemos chamar de ‘hobby’, visto mais como uma atividade prazerosa do que exatamente uma profissão. Tomara um dia, isso mude.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu conheci o pessoal da Scortecci Editora na feira literária de Itu - SP, entrei em contato e pedir orçamento para publicar meu livro. Gostei da proposta apresentada e da atenção que eles me deram, uma escritora correndo atrás de publicar seu primeiro livro. Assim foi a parceria.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, o meu livro e todos os livros do mundo merecem ser lidos, pois toda leitura é válida para algum conhecimento. Digo mais, a leitura de um livro não deve ser para comentários prejudiciais, e sim para melhorá-lo.
O que digo para todos os leitores, leiam meu livro e leiam todos os livros que chegarem até suas mãos, pois a leitura é um dos melhores hábitos da vida, se não for o melhor.

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Zuleika dos Reis - Autora de: TODOS OS BICHOS SÃO IGUAIS

Paulistana, estreia na literatura com Poemas de Azul e Pedra (1984). Em 1989 publica Espelhos em Fuga, pela Editora Objetiva, em 2008, Flores do Outono (tankas) pela Editora Arte Paubrasil e em 2016, Hidra Inofensiva para Heroísmo Nenhum (contos). Participa de As Quatro Estações, haicais, (1991), da Antologia do Haicai Latino-Americano (1993), antologias publicadas pela Aliança Cultural Brasil-Japão / Massao Ohno Editor; também de Natureza – Berço do Haicai (kigologia e antologia), 1° edição em 1996, livro-referência para haicaístas, organizado por H. Masuda Goga e Teruko Oda; em 2006 obtém o primeiro lugar no 18° Encontro Nacional de Haicai e, em 2007, a quarta colocação no Concurso de Haicai do 29° Festival das Estrelas, tradicional festa japonesa que se realiza anualmente no bairro da Liberdade. Sua poesia é apresentada por Nelly Novaes Coelho no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (2002), pelo selo Escrituras. Boa parte do seu trabalho em poesia e prosa está nos sites Recanto das Letras e PALAVRAS, TODAS PALAVRAS.

Ainda que classifique este livro como de textos em prosa, nem todos obedecem a tal classificação, pois há alguns poetrix e três poemas, bem como alguns haicais. Seja como for, a absoluta maioria dos escritos é realmente em prosa: um e outro conto, crônicas, pensamentos, frases. A quase totalidade foi escrita entre 2008 e 2019, sendo o mais longo deles de 1999 e, o mais recente, de julho deste 2023. Como diz o título, este livro fala de bichos. Da espécie “homo sapiens” o olhar autoral que marca e determina, a partir da sua ótica própria (ou imprópria, que sempre particular e parcial, ainda quando se pretenda universalizante), a trajetória de cada um desses bichos a que se refere. Em resumo: este livro fala do homem, apenas, e nem poderia ser diferente.

Entrevista

Olá Zuleika. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O tema central do livro, como já diz o próprio título, são os animais, em suas múltiplas naturezas, circunstâncias, dores, em funções simbólicas ou em situações do real imediato.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Há anos pretendia prestar uma homenagem à minha sobrinha Amanda, jovem veterinária, apaixonada por seu trabalho. O livro destina-se ao público adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Durante muitos anos dei aulas de Português na Rede Municipal de Ensino, na Capital de São Paulo. Apaixonada desde sempre pela literatura, escrevi o primeiro poema aos nove anos. Publiquei o primeiro livro em 1984 “Poemas de Azul e Pedra” em edição semi-artesanal, cujo nome nem consta mais no Google, sendo que este “Todos os bichos são iguais” é o oitavo publicado, com a maioria dos textos em prosa. Em 2016 publiquei “Hidra Inofensiva para Heroísmo Nenhum”, também em prosa, mas, como nele não consta nome de Editora nem de gráfica, oficialmente não existe. Então, até aqui são, com existência oficial, seis livros, cinco de poesia. Projetos? Pretendo ainda publicar pelo menos um livro de haicais nestes quase quarenta anos de publicações que não posso chamar de carreira literária.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Uma vida difícil a do escritor de literatura, em particular a de escritor de poesia; uma vida... marginal, a não ser que se seja um autor consagrado ou algo assim, e mesmo nesses casos – como a própria pergunta já diz - livros para poucos leitores. Em um país onde a Educação e a Cultura não são prioridade, onde o número de livrarias diminui drasticamente a cada ano, onde os níveis de violência são brutais, esperar o quê? Há iniciativas heroicas nas comunidades, com a criação de pequenas bibliotecas locais, saraus para jovens partilharem poemas, coisas assim, resistências aqui e ali que nos dão alguma esperança, mas, as coisas só vão realmente mudar quando a Educação e a Cultura forem prioridade do e no país. Só então.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci já tem uma história há muito tempo, um trabalho amplamente divulgado pela mídia. Em termos pessoais posso dizer que resolvi publicar meus mais recentes livros pela Scortecci seguindo os passos de um grande amigo (já falecido), Jorge Lescano.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Vou iniciar uma resposta começando por reproduzir parte da nota que escrevi como preâmbulo para possíveis leitores: Da espécie “homo sapiens” o olhar que marca e determina, a partir da sua ótica própria (ou imprópria, que sempre particular e parcial, ainda quando se pretenda universalizante), a trajetória de cada um dos bichos a que se refere. Em resumo: este livro fala do homem, apenas, e nem poderia ser diferente.
Tento imaginar como seria o relato de algum desses bichos sobre os demais, se lhe fosse dado e possível escrever um livro. Fico a imaginar, sem jamais sucesso nenhum, claro”.
Em resumo: Um livro para quem ama bichos, um livro com reflexões nem sempre otimistas sobre a nossa própria trajetória humana poucas vezes tão humana quanto precisaria ser. Um livro sobre as várias espécies de dor, as várias espécies de perguntas, as várias espécies de existências e de inexistências. É isso.

Obrigado pela sua participação
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