29 junho, 2024

Cesar Buaes Dal Maso / Marli Terezinha Vieira - Autores de: PI44PRO

*Dr. Cesar Buaes Dal Maso*
Fez pós-doutorado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação pelo PROFNIT-UFT. PhD em Business Administration pela Florida Christian University. Administrador, palestrante e professor de diversas Instituições de Ensino.
*Dra. Marli Terezinha Vieira*
Fez pós-doutorado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação pelo PROFNIT-UFT. Doutora em Administração pela Universidade Metodista de Piracicaba. Contadora, palestrante e Professora da Universidade Federal do Tocantins.

Pi44Pro

Esta pesquisa expande constructos de inovação, desenvolvimento de pessoas e hospitalidade Disney a partir do modelo de negócio Pi44 (DAL MASO, 2021), que contempla oferta, sustentabilidade e monetização como tópicos principais. Essas novas áreas expandidas são: administração de projetos, direito empresarial, contábil pública, psicologia, medicina robótica, arquitetura com impressão 3D, tecnologia da informação em finanças, agronegócio, diplomacia e economia compartilhada. Profissionais com robusta formação nessas áreas apontadas foram entrevistados através de um roteiro estruturado e posterior análise de conteúdo, tendo-se Bardin (1977) como orientação. Cada área indicada gerou possibilidades de transferência de tecnologia e inovação, tendo-se o Pi44 aperfeiçoado e nomenclaturado para Pi44Pro, cujas novas arcas profissionais geram aplicações de propriedade intelectual em
múltiplas partes interessadas.
This study expands on the constructs of innovation, personnel development and Disney hospitality based on the Pi44 business model (DAL MASO, 2021), which includes as its main topics offer, sustainability and monetization. These new expanded fields are: project management, business law, public accounting, psychology: robotic medicine, architecture with 3D printing, information tech-
nology in finance, agribusiness, diplomacy and sharing economy: Professionals with a strong background in these fields were inter- viewed using a structured script and subsequent content analysis carried out, using Bardin (1977) as a guide. Each indicated field generated possibilities for technology transfer and innovation. with Pi44 being refined and renamed Pi44Pro, whose new profes- sional fields generate intellectual property applications for multi-
ple stakeholders.

Entrevista

Olá Dr Cesar. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Ele é oriundo de uma pesquisa de pós-doutoramento na UFT-Profitt, sobre Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação. Tem a coautoria da Professora Marli Vieira, que foi minha supervisora neste curso. Neste livro, aborda-se um modelo de negócios, o Pi44, que foi apresentado no meu doutorado na Florida Christian University. Com a continuidade da pesquisa na UFT-Profnit, o modelo foi nomenclaturado para Pi44Pro. É um modelo de negócios para o desenvolvimento de pessoas em áreas profissionais, com atributos da filosofia Disney, hospitalidade e inovação. O modelo Pi44Pro é apresentado em 44 variáveis subdivididas em oferta, sustentabilidade e monetização.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia é poder contribuir para o desenvolvimento da ciência, especialmente para pesquisadores nacionais e internacionais sobre a temática. Também pode servir para estudantes de MBAs, Mestrados, Doutorados e Pós-doutorados além de profissionais de outras áreas que foram aplicadas a pesquisa. Essas áreas correspondem a gerenciamento de projetos, diplomacia, medicina robótica, psicologia, direito empresarial, arquitetura com impressão 3D, tecnologia da informação com finanças, economia compartilhada, agronegócio e contabilidade pública.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Particularmente é meu quatro livro com a editora Scortecci. Os outros livros foram o “Gestão da Qualidade em Serviços”, em 2013; o “Estratégia em Gerência de Projetos”, em 2015; e o “Pi44: um modelo de negócios para o desenvolvimento de pessoas no entretenimento”, em 2017.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É grande um desafio. Como Professor de diversas Instituições de ensino no Brasil acredito que devemos ser o exemplo para os nossos alunos. Desses quatro livros que escrevi com a Scortecci, três são em edição bilíngue, o que abre a oportunidade da leitura para pesquisadores internacionais.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de uma colega que recomendou a editora.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Com certeza, deve ser lido pela sua aplicabilidade prática em diversos segmentos da indústria.
 
Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

25 junho, 2024

Enovi Etraud - Autora de: CERIMÔNIA

Enovi Etraud
Escreve poesias desde a adolescência. Nunca as publicou, salvo uma delas, "Ciclo Final", com a qual participou de um concurso de contos e poesias da Editora ASES, de Bragança Paulista, (SP). Embora não tenha sido finalista, o poema foi incluído na Antologia de contos e poesias publicada pelos promotores do concurso, o que deixou a escritora muito feliz.
Nasceu em Manaus (AM), em 1943, e aos dois anos seus pais voltaram para o Rio de Janeiro, onde, desde então, sempre residiu.
Graduou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
"Este é o primeiro dos livros que ainda pretendo publicar com outros de meus poemas. Espero que apreciem", torce a autora.

Cerimônia

São poemas em versos livres, que falam dos sentimentos humanos Cerimoniosamente. Como um culto a essas emoções, que se expressam através das palavras em forma de poesia. Daí o título.
São os sentimentos comuns a qualquer ser humano: a dor de uma perda; a saudade de um passado, narrado em “Meninas"; um trauma de infância, contado em “Desamparo”; a impotência diante do destino em “Ciclo Final” ou, “Minha Estrela”; a constatação de uma tragédia; a alegria em algum momento especial; a felicidade de viver; a superação de uma paixão, sugerida em “Fênix”; a tristeza; o ódio às guerras e suas consequências detalhado em “O Crescente”, “Guerra”, e “Dor", etc.; o medo da morte e o desejo de vencê-la, enredado em “Viagem”; a solidão que engendra a imaginação buscar a companhia das estrelas traduzida em “Estrelado"; a perseverança no curso natural da vida em “Beduíno”; e até simplesmente uma lembrança antiga despertada em poucas linhas , como em “Cigarras

Entrevista

Olá Enovi. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
São poesias escritas ao longo de minha vida, das quais selecionei 60 que remetem a um tema comum. Trata-se das emoções humanas. São peças que provocam o sentimento da reverência e do ritual, e por isso o título "Cerimônia".
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Tenho alguns cadernos de poesias guardados ao longo de décadas. Sempre evitei mostrá-los com receio da incompreensão. Passado o tempo, considero justo apresentá-las para que o público as julgue. Preciso conhecer a opinião isenta e espontânea dos leitores. Este livro se destina a todos aqueles que gostam de ter poesia em suas rotinas.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sim, este é meu primeiro livro publicado. Pretendo selecionar outras obras para futuras edições, especialmente poesias que escrevi para crianças.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Esta é uma questão muito importante! Relativamente ao público leitor infantil, há cada vez mais atrativos tecnológicos a competir com o livro. Também temos muitos adultos que se contentam com o mero consumo do livro, e não com sua leitura efetiva. As poesias são um tipo de obra que elabora as ideias, muitas vezes, de modo abstrato e filosófico, tocando em sentimentos e emoções de modo artístico. Então ela necessita do engajamento do leitor na sua fruição. Como competir com imagens espetaculosas e efeitos especiais, rápidos e brilhantes sempre prontos a saltar das telinhas?
Infelizmente, nesse ritmo, há um risco de até mesmo nos esquecermos das obras de arte que são nossa herança cultural, em detrimento de experiências descartáveis.
Imagino que a profissão dos escritores, no Brasil, seja permeada de desafios.
Ainda bem que há eventos muito divulgados e populares, como as Bienais, para divulgar a cultura!

 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há alguns anos, eu participei de um concurso de prosas e versos, mas não fui finalista. Contudo, minha obra foi selecionada para ser publicada numa antologia. Então, por ocasião das notícias sobre esta Bienal, busquei saber como poderia publicar um livro. Pesquisando na rede, logo encontrei a Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Penso que quem poderá responder a essa pergunta será o leitor. Minhas poesias contêm delicadezas, nostalgias e amor. Eu, simplesmente, espero que os leitores gostem de minhas poesias e se emocionem com elas.
Não posso dizer "meus leitores". Ao público em geral peço que leia sempre e cada vez mais. E, de vez em quando, dedique-se a uma das grandes obras da literatura, como, por exemplo, o "Fausto", de Goethe, para citar uma obra poética.
 
Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

17 junho, 2024

Nelson Berger - Autor de: HISTÓRIAS DO MENINO DARWIN

Brasileiro, nasceu em 1948 em São Paulo. É graduado em engenharia civil e pós-graduado em direito ambiental, atualmente está aposentando e reside com sua esposa Beatriz, em Jundiaí. É contador de histórias há mais de 40 anos, para seu querido público de filhas, netos e netas. Nelson foi membro do Conselho de Implantação da Lei de Proteção da Águas – Itupeva, membro do Conselho Gestor da APA Cabreúva, Cajamar e Jundiaí e membro do Conselho de Desenvolvimento Rural do Município de Itupeva. Articulista de jornais de Itupeva/SP e sites sobre ecologia, ética e cidadania, com mais de 170 artigos publicados. Gosta de trabalhos manuais, marcenaria e jardinagem e sempre teve interesse nas questões ambientais e na relação saudável do homem com a natureza.
 
Histórias do Menino Darwin
Para Colorir

São histórias infantis de um garoto ecologista, que defende a natureza, a ética e a cidadania.
 
 
 
 
 
 
 
 
Entrevista
 
Olá Nelson. É um prazer contar a com sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
O livro é sobre um menino herói, que através de suas aventuras procura proteger o meio ambiente, além de ensinar práticas de civilidade.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Quando meu primeiro neto, Pedro, tinha por volta de 4 anos criei o personagem Darwin, um menino herói ecologista, personagem de uma historinha que ilustrei em um caderno. Hoje Pedro tem 18 anos. Há cerca de 8 anos a minha filha caçula, Fernanda, resolveu mudar para a Flórida em definitivo, levou com ela o marido e minhas duas netinhas gêmeas que hoje têm 9 anos. Com a distância e a saudade, mantínhamos contato através de sites de vídeo conferência, mas era sempre difícil prender a atenção das netas e eu acreditava que eu tinha que participar do crescimento delas, elas precisavam ter contato com o Zeid, o avô que sou eu. Depois de algumas tentativas com fantoches, resolvi reviver o Darwin, consegui criar 36 historinhas que eu narrava com a apresentação de slides. Consegui meu intento e, aparentemente, as netinhas gostavam dos nossos encontros via internet e esperavam pelo Darwin.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não tinha intenção de editar um livro. Minha filha Simone acreditou que valia a pena a edição e tomou essa iniciativa estimulada por minha esposa Bia. Quem sabe outro livro virá, não sei quando.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sou leitor assíduo e raramente algum livro de escritor brasileiro cai em minhas mãos. Não sei explicar por que isso ocorre.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Minha filha Simone tinha algum contato com a editora e foi ela quem tomou toda a iniciativa.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que sou suspeito para falar da minha criação. Posso afirmar que minhas netas se entretinham bastante com as histórias e, segundo minha filha Fernanda, mãe das netinhas, elas relembram os ensinamentos do Darwin. Sim, acho que vale a pena ser lido.
 
Obrigado pela sua participação


Leia Mais ►

15 junho, 2024

Marcelo Campos - Autor de: A MOSCA NO ELEVADOR

É autor de 73 pequenas peças sobre as vidas de Leonardo da Vinci, Frida Kahlo, Mohandas Gandhi e Assis Chateaubriand, dentro das quais desenvolve o conceito de imersão interativa. De 2019 a 2024, foi produtor de 63 encontros com o público através dos quais mais de 2.900 pessoas puderam vivenciar as experiências do Onikronos, tanto em espaços físicos presenciais, quanto em eventos online.
No mundo corporativo, já estabeleceu parcerias de sucesso com grandes empresas, sendo seus principais parceiros dos últimos 3 anos: Sabesp, IE International Education, Metlife, Vídeo Ciências, Tegma, Horus, Sonda Tecnologia, IPL, Insper, Clube Pinheiros, Banco Bradesco, Cuca Mundi, Círculo Militar de São Paulo, Ericsson e lghisi gente.
Está estreando o projeto dramatúrgico Mais forte que nós!, pelo qual narra um encontro possível, porém fictício, entre Albert Einstein e Mahatma Gandhi no ano de 1947.
Lançou em abril-2023 seu primeiro livro, O Arquétipo do Jardim do Éden. Um ensaio para que as pessoas reflitam sobre as prioridades da nossa agenda global, buscando um efetivo comprometimento com as gerações futuras.
Em junho de 2024, lança seu segundo livro: A Mosca no Elevador. Não é uma continuação de seu primeiro livro, mas sim uma evolução em todas as dimensões: conteúdo, estrutura, reflexão e desafio. O ponto especial fica por conta do storytelling materializado no comparativo entre o Homo Sapiens no século XXI no planeta Terra e uma mosca parada dentro do elevador.
Por fim e não menos importante, no 1º semestre de 2024, Marcelo estreia sua 1ª minissérie: “Código de Valor”. Foi produtor e roteirista, aliando sua criatividade de dramaturgo com seus 27 anos de carreira como executivo no mundo corporativo. Esta minissérie mostra os desafios cotidianos de uma empresa de tecnologia para viver pragmaticamente sues valores frente aos obstáculos que naturalmente surgem na entrega de grandes projetos.
 
A Mosca No Elevador

Você consegue refletir sobre o que significa uma mosca pousada na parede do elevador... da perspectiva da mosca? É muito provável que logo depois de sua entrada, devido às condições do ambiente, o animal não detecte maiores problemas, até se sentindo confortável com a situação. Agora, você, o Ser Humano olhando para a mosca, entende que ela está em uma situação vulnerável. Dentro do elevador não há comida, não há água, enfim, não há como a mosca viver a longo prazo (principalmente se for um prazo de mosca). Adicionalmente, as hostilidades podem escalar muito rapidamente, caso alguém mais avesso a insetos entre no elevador. Neste livro, Marcelo Campos constrói a equivalência de comportamento entre o Homo Sapiens no século XXI e uma mosca pousada na parede de um elevador. Através de histórias comparativas, Marcelo transforma a mosca no alter ego do Homo Sapiens. Ambos se julgam em segurança dentro da conjuntura que vivem, dentro do contexto que conseguem construir. Ambos julgam ter tempo de sobra a seu favor dentro do cenário temporário e confortável no qual se encontram. Através de reflexões provocativas e instigantes, Marcelo busca fomentar a inquietação no leitor, questionando os hábitos da sociedade do século XXI sob a perspectiva de futuro de longo prazo.
 
Entrevista
 
Olá Marcelo. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Alavancado em informações científicas amplamente conhecidas, o livro é um exercício de desafio filosófico: será que estamos fazendo a leitura certa de nossa posição no tabuleiro do jogo chamado Universo? Já adianto que não! Buscando manter o bom-humor mesmo com um tema potencialmente denso, criei a mosquinha Drosô que, pousada na parede de um elevador, é o alter ego do Homo sapiens do século XXI no Planeta Terra. Você vai se espantar como estes dois personagens entendem o Universo em seus respectivos entornos de forma muito semelhante!
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O primeiro estímulo partiu da aceitação maior do que o previsto para meu primeiro livro. A empolgação, aliada à quantidade imensa de temas ainda não abordados, me impulsionou para o segundo livro um ano depois do lançamento do primeiro.
O livro destina-se a pessoas questionadoras e curiosas, que gostam de filosofar e até especular sobre os limites da ciência. Pessoas bem-humoradas também vão se divertir com as aventuras de Drosô (a protagonista do storytelling). Por fim, pessoas que percebam a importância de criarmos alternativas a esta película de atmosfera ao redor de um minúsculo planeta rochoso. Que tenham a percepção de que, enquanto não gerarmos esta alternativa, estamos colocando todos os ovos em uma única cesta.

 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Como já mencionei, este é meu segundo livro. Meu objetivo é fomentar discussões de ordem filosófica sobre o que é realmente importante para preservarmos nosso futuro como espécie. No limite, as novas perspectivas apresentadas pelo conteúdo dos dois livros passam a fazer parte de debates, discussões, argumentações, enfim, de toda sorte de interações que moldem nossas atitudes para um futuro mais seguro para nossos “tatara-lá-na-frente-netos”.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu tenho uma concepção de propósito que é escrever, compartilhar minhas ideias. Se um leitor ou um milhão de leitores vão ler meu conteúdo, não importa. Eu simplesmente preciso escrever. Adicionalmente, recuso-me a ser vencido pela mediocridade intelectual epidêmica que se alastra pelo país. Preciso fazer minha parte contra isso: gerar alternativa de leitura de valor e interessante para os potenciais leitores.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Estou com a Scortecci desde meu primeiro livro. Quem fez a ponte foi meu amigo Cesar Baues, que também publica com vocês e, como eu, está satisfeito.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro que sim! Porque demonstra uma forma diferente e importante de interpretar o Universo a nossa volta, aumentando as chances de sobrevivência de nossa espécie. Do ponto de vista coletivo, poucos temas podem ser mais nobres do que este.
 
 Obrigado pela sua participação.
Leia Mais ►

Adriana Santiago - Autora de: O GRITO

Adriana Santiago

Nasceu em Carangola (MG). É jornalista (UNI-BH/1992), bacharel em História (PUC-MINAS/2003), poeta e escritora. Participou de várias antologias poéticas, com poesias e contos. Publicou cinco livros: Mar Revolto — Poesias e Crônicas (2017), Flores e Borboletas em Meio Século de Poesia (2019), O Sapo Jererê e suas Aventuras (2019), As Dores do Mundo (2021) e Vozes de Minas — História e Encantos Gerais (2022), todos pela Scortecci Editora. Adriana Santiago é integrante do grupo literário Mulherio das Letras, da Associação Internacional de Literatura Brasileira (AILB) — Focus Brasil e da União Brasileira de Escritores (UBE-SP). É colunista da Revista Literária Voo Livre (digital).
 
O Grito

A poesia salva. A poesia não diz somente palavras belas. A poesia desperta, alerta, sacode e grita. Assim nasce O Grito. Do desejo de expressar a indignação ao ver a dor do outro. Do desejo profundo de chamar a atenção, alertar para o buraco em que a humanidade está se metendo ao ignorar o grito de socorro da Natureza, do nosso planeta Terra. O grito pela urgência de se mudar de atitudes antes que seja mais tarde do que já é. O grito pelos que sofrem por não se enquadrarem em um padrão social rígido, em uma sociedade implacável, que cobra beleza, corpos esculturais, juventude eterna, status social elevado e formas de existir padronizadas, conforme um ideal que, de tão perfeito, se mostra inatingível. A busca incessante e frustrada desse ideal de perfeição, exigindo das pessoas um esforço sobre-humano, torna a sociedade doente, um poço de ansiedade, depressão, estresse, agressividade. A humanidade e o planeta — partes distintas, mas integrantes de uma só natureza — estão doentes. Precisamos de cuidados, de remédios. São eles: mudança de comportamento em pequenas e grandes ações do dia a dia, em respeito ao nosso ambiente, planeta onde vivemos (se quisermos garantir nossa sobrevivência, temos que mudar nossas atitudes); respeito ao outro — respeito incondicional à forma do outro de existir no mundo, mesmo que seja diferente da sua. E terceiro e não menos importante remédio: a poesia. Para isso, O Grito, que há de ecoar distante e bonito, na esperança de espantar as coisas tristes do nosso tempo.

Entrevista


Olá Adriana. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci
 
Do que trata o seu Livro?
Poemas de cunho social e em defesa do meio ambiente, e contra preconceitos de toda ordem.
 
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surgiu de um desejo de "gritar" para o mundo as coisas tristes desse tempo como: preconceito, desrespeito com relação a povos de diversas etnias, homofobia e toda sorte de coisas desrespeitosas ao ser humano, ao outro, à vida e às diferenças.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já é o sexto projeto de muitos que ainda virão. Ou seja, este é o sexto livro que público. Todos pela editora Scortecci, essa verdadeira família que formamos, eu, junto à equipe Scortecci e autores dessa editora.
Muitos livros ainda virão, inclusive já estou trabalhando em um projeto de poesias para crianças, que deverá sair no próximo ano.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não sei bem se são tão poucos leitores assim. Mas, de qualquer forma, é preciso estimular a leitura, principalmente entre os pequenos para que cresçam com esse bom hábito da leitura. No meu caso, por escrever poemas, sinto que é um público realmente restrito. Não é muita gente que gosta de poesia. Mas, vou trabalhando sempre para aumentar o meu público. E posso dizer que, do primeiro livro para este, já aumentou bastante. Meu público é formado, principalmente, por pessoas da faixa etária de 30 a mais, homens e mulheres, mas mais de mulheres.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Em 2017 fiz um curso para autores iniciantes na Scortecci. Foi assim que conheci o trabalho da editora e gráfica.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Muito! Ele carrega consigo a poesia, a reflexão, emoções, além das sementes da esperança e do amor. Por tudo isso e mais ele merece muito ser lido.

Obrigada pela sua participação.

Leia Mais ►

Regina Souza Vieira - Autora de: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: DO VERSO À FILOSOFIA

É carioca, mestre e doutora em Letras pela PUC-RJ, tradutora, é estudiosa da obra de Carlos Drummond de Andrade, sobre a qual publicou dois livros de crítica literária. Além destes, tem mais oito livros publicados, entre poesia, romance, contos e crítica literária. É detentora do Troféu Carlos Drummond de Andrade, da Medalha Camões e de algumas consagrações da Literarte e de outras instituições literárias. Muitos de seus trabalhos estão também incluídos em várias antologias.
Obras da autora:
1. Sentimentogramas – poesia (RJ: Cátedra, 1987)
2. Boitempo: autobiografia e memória em Carlos Drummond de Andrade – ensaio (RJ: Presença, 1992)
3. Revivências – poesia (RJ: Taba Cultural, 1997)
4. Inventivas verossimilhantes – contos (RJ: Papel Virtual, 2000)
5. A prosa à luz da poesia – ensaio (RJ: Edições Galo Branco, 2002)
6. Bernardo, o imprevisível – romance (RJ: Edições Galo Branco, 2005)
7. Reflexões em verso – poesia (RJ: Edições Galo Branco, 2007)
8. Poemas ao acaso e conclusivos acasos – poesia (RJ: Taba Cultural, 2015)
9. Subfundamentos da escrita – ensaio (RJ: Taba Cultural, 2010)
10. Um Jovem de ideias e ideais – romance (RJ: Literarte, 2020)
 
Este livro associa evidências de um vasto conhecimento filosófico à poesia de Carlos Drummond de Andrade. Muitas das alusões de seus versos trazem à lembrança e à profundidade do leitor associações comuns à ciência do saber, tornando o nosso poeta plenamente inserido nas concepções que, ao longo do tempo, constituíram teorias e conhecimentos que se distenderam em novos saberes. Daí a nossa necessidade de discorrer sobre filosofia antes de chegarmos às aproximações inevitáveis com a poesia do autor mineiro. O philos, o ágape e o eros repercutindo nos anseios do Poeta quando jovem e quando ancião servem de respaldo às evidências que tentamos destacar, tornando-o, ao longo dos anos, perspicaz não só em poesia, mas também nessa ciência da antiguidade. Que o nosso esforço acrescente algo de novo e desbravador à obra do poeta mineiro para o enriquecimento de novos estudos e de nossa retribuição intelectual.
 
Entrevista
 
Olá Regina. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Filosofia e poesia em Drummond. Um estudo de filosofia apoiado na poesia de CDA.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Da minha paixão pelo poeta. Aos estudantes e críticos literários.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Escrever, criar. Adoro escrever e estou sempre envolvida em novos projetos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Difícil. Falta divulgação e incentivo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Por uma amiga e pela mídia.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro! é uma pesquisa seria de busca constante de conhecimento

Obrigada pela sua participação.
Leia Mais ►