domingo, 31 de janeiro de 2021

Entrevista com Frans Magellano - Autor de: CONTOS DO AMANHECER - TOMO I

Frans Magellano
Nome literário de Francisco Sales de Magalhães.
Advogado, escritor, poeta, genealogista e livre-pensador, não tem afinidade com as ideologias correntes. Por isso tem se dedicado às questões humanas de maneira independente e idealista desde o curso secundário quando era líder estudantil, o que se acentuou ao aprender que todos têm uma mente com faculdades que lhes permitem refletir, pensar e raciocinar por conta própria, ter livre-arbítrio, e que o cultivo dos sentimentos é fundamental para equilíbrio e harmonia individual e social, caso se queira contribuir efetivamente para o bem da Humanidade. Por isso em suas obras destaca de maneira didática conceitos isentos da contaminação de correntes que tendem a dominar a Humanidade através de preconceitos, falsos conceitos e moldes alienantes. Tem várias obras publicadas nas quais trata dos mais diversos temas, inclusive filosóficos e sociológicos de alta indagação e poemas; várias a publicar, todas pedagógicas e com elevado teor construtivo. Entre elas publicou O GIGANTE DOS ANDES

Contos do Amanhecer - Tomo I
A vida de Alvinho muda completamente quando ele se dispõe a ajudar o pai, um juiz que, cansado da rotina diária de trabalhar, dormir, comer, divertir-se, resolvera se aprofundar em questões que desde pequeno o incomodavam, relativas à própria vida e existência.
Todas as manhãs bem cedo junto às plantas que cultiva, o pai ensina ao filho através de reflexões, raciocínios, contos, lendas, aventuras, como aprendeu a desvendar por si mesmo grandes e maravilhosos segredos relativos à existência capazes de mudar completamente a vida.
Alvinho penetra nesse mundo encantado e começa a descerrar esses grandes segredos, também por si como seu pai fizera, o que o deixa cada vez mais entusiasmado e feliz, a ter vivências indescritíveis ao perceber a grandiosidade que existe em assuntos relegados por muitos, crianças e adultos. Descobre que elevadíssimas culturas se formaram após desvendar esses segredos e passa a observar melhor o que os outros falam para saber se deve ou não adotar aquilo que falam.

Olá (Francisco). É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Nesses contos são revelados de maneira simples, acessível e didática aqueles mistérios que teimam em se manter ocultos àquele que não reflete e conclui por si mesmo, que não se dedica a cultivar conhecimentos e sentimentos necessários à edificação do caráter, que não conquistem um acervo de saber capaz de contribuir com a harmonia interna e social, com a felicidade, e que os tornem seguros quanto ao que têm de valores. Sob a orientação segura do pai a personagem principal, um menino de somente dez anos, se surpreende a todo instante ao descobrir que todo ser humano tem o poder de usar plenamente as faculdades de sua inteligência, a começar pelas mais básicas como atenção, reflexão e observação, caso queira ser livre, feliz e útil aos semelhantes, viver uma vida melhor. Descobre que mistério e segredo só existem para a mente que não tem os conhecimentos necessários à sua compreensão. Que, por exemplo, o funcionamento de uma nave espacial é segredo para a maioria, não para os cientistas que a criaram. Segredo que pode se revelar a qualquer um que se disponha a obter os conhecimentos necessários para tanto.
Porém conclui que mesmo os pequenos segredos da Natureza só se revelam a quem se dispõe a descerrá-los com determinação, sem preconceitos, e pelo caminho vá somando tais conhecimentos menores para fazer jus à aquisição dos conhecimentos maiores. Fica mais surpreso ainda ao descobrir com a ajuda do pai, um juiz, que também é necessário se cultivem os sentimentos para crescer como ser Humano, porque sem eles não se é Humano nem se pode entender características da vida e existência do Ser Humano, por isso certos conhecimentos somente são alcançáveis aos que se propõem a avançar nessa jornada com a mente limpa de egoísmo, ânsia de poder e que utilizem critérios lógicos, como faz o cientista no laboratório, o qual antes de atingir os grandes conhecimentos necessários à sua profissão teve de cultivar inumeráveis conhecimentos menores e através da observação, análise, reflexão, raciocínio, experimentação chegar à fórmula de que a humanidade necessita para a cura de uma doença por exemplo.
A viagem da personagem se transforma numa saga de tirar o fôlego nesse livro didático, muito útil para pais e pedagogos que tenham dentro de si o ensinar como a mais sublime das tarefas do ser humano e àqueles que enxergam na arte e ciência de aprender uma forma de contribuir com toda a humanidade.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse conto é dedicado a todos aqueles entre dez e oitenta anos isentos de ideologias sectárias que anelam viver num mundo melhor, aos que se preocupam que seus descendentes vivam livres de preconceitos e falsos conceitos, inclusive os chamados filosóficos e de cunho intelectual, e aos livres de interesses egoísticos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Trata-se de um livro que não nasceu ao acaso, de uma inspiração momentânea ou apenas para atender a uma necessidade imediata, sequer do desejo de fama e brilho, menos ainda por razões pecuniárias. Debruço-me sobre a tarefa de escrever como missão de vida que qualquer ser humano comum pode ter para si, apenas não sigo os padrões correntes quanto ao conteúdo e forma. Desde muito novo escrevo e ainda adolescente participei de um concurso internacional de redações sobre a paz, redigia artigos e poemas para um jornal estudantil. Meu sonho se ampliava à proporção que lia grandes obras de tirar o fôlego de autores nacionais e internacionais, irretocáveis, porém sem encontrar nelas as palavras que descerrassem os véus que encobrem a necessidade inata no ser humano de evoluir e fugir do círculo vicioso que captava em todas as instituições.
À época fui diretor redator de um jornal estudantil no interior e orador oficial do corpo discente, promovido um festival de música popular em minha terra natal e como aprendiz de relojoeiro e dando aulas de Língua Portuguesa aprendia cada vez mais o valor da compreensão do conteúdo intrínseco e origem das palavras e línguas.
Em Belo Horizonte, já adulto, com profissão e família formada, compus o corpo editorial da Revista Logosofia, de cunho nacional, cujo estudo aumentou em muito meu anelo de contribuir com os semelhantes através de textos calcados em realidades palpáveis, e de ajudar a resgatar o verdadeiro Humanismo.
Há mais de vinte anos resolvi abandonar o mundo dos negócios e do Direito para escrever livros dentro de uma linha e estilo próprios, sem seguir tendências filosóficas, literárias etc, sem especular ou apelar à imaginação abstrata. Após escrever vários, os registrei a partir de 2012 no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, tendo já publicado alguns. Dentre os publicados há o aparentemente enigmático, mas nem um pouco fora da realidade conto O GIGANTE DOS ANDES (Que se busque na História das Américas o que ali afirmo) e vários poemas através do GRUPO EDITORIAL SCORTECCI, inclusive um premiado, e o romance BIANCA, VIAGEM PELA SOLIDÃO através da Amazon.
Para mim a culminação da tarefa de escritor e livre-pensador se dará quando conseguir levar a prelo meu maior livro em todos os aspectos, denominado UMA VIDA EM TRÊS MUNDOS, no qual tratei das altas indagações a respeito do papel da Ciência e da Religião, de temas sociais, filosóficos, metafísicos, da História, tudo sob novos prismas; inclusive das transformações das sociedades através das eras, de democracia, de Lógica. Nele abordo os questionamentos quanto a existência de Deus, do Espírito, da Natureza e das Leis que a regem, visíveis e invisíveis; de Vida e Existência também sob novo enfoque; da infindável saga do homem comum dentro desta sociedade que foi corrompida por preconceitos, dogmas e falsos conceitos, pela ânsia de poder de grupos. De como deve ter ocorrido o desvio da atual civilização, dentre inumeráveis outros temas intrigantes (Trato até das teorias relativas a vida em outros mundos, OVNIS e mundos paralelos). Um livro fascinante, extremamente elucidativo e educativo, excelente para estudos universitários inclusive por conter referenciais fidedignos. Suas mais de mil páginas remetem o leitor às realidades de seu mundo físico, de seu mundo mental psicológico e de seu mundo espiritual (Não aquele fenomênico), daí o título da obra.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É natural que hoje a maioria não se dedique à leitura de livros, muitos sequer valorizem a cultura. Quase no mundo todo a boa leitura foi abandonada. Alguns até se gabam de não ler livros, como inúteis (?).
Tudo tem uma razão para que ocorra. A degradação do ensino ocorrida nas últimas décadas é um dos maiores motivos, porque a cultura (No sentido de conjunto de conhecimentos que formam o acervo individual de alguém ou de um povo) atual é voltada para o externo, mais à informação que à formação do indivíduo. Não se ensinam os mais novos a fazer esforço mental, exercitar as funções de observar, refletir, analisar, entender, compreender, raciocinar, pensar, julgar etc, que formam a inteligência. A mente se torna terra sem cultivo, sujeita a ervas daninhas e pragas. Parece que as autoridades não sabem que a inteligência é um atributo comum a todos, mas que deve ser cultivada assim como a terra para dar bons frutos. Chegamos ao ponto de chamar de Pensadores uns poucos que surgem com novas ideias, teorias etc enquanto todo ser humano foi criado para pensar; chamamos o Homem de Ser Racional enquanto a razão só atua em função dos conhecimentos que a integram. Mesmo assim a cultura incentiva o culto ao físico sem incentivar o cultivo de conhecimentos, dando maior destaque à memória e à imaginação, faculdades acessórias. A mente requer exercícios como o corpo requer, e até mais. Não se cria uma cultura pela força física. Mesmo assim vale a comparação: nenhum atleta olímpico chegou lá sem se exercitar exaustivamente.
Há o abandono do cultivo da inteligência como essencial à vida humana, e mais ainda, como o nutriente da inteligência é o conhecimento, o único que a fortalece, e, sendo bem mais fácil seguir algo ou alguém do que pensar por conta própria, analisar, raciocinar, incentiva-se a diversão, ver televisão, vídeos, jogos etc mais que ler um livro.
Por isso poucos se ocupam em fortalecer os músculos mentais com exercícios constantes. Reduzido número nota que a mente sem cultivo é mais fraca, que o conhecimento é seu nutriente, o que nos traz ao antigo círculo vicioso das autoridades públicas e até pais que se preocupam com a saúde do corpo e se esquecem da mente como o órgão mais importante do ser apelidado de Homo Sapiens, um dos únicos que o distinguem dos mundos mineral, vegetal e animal. Muita mãe quando um filho machuca um dedinho corre para colocar um curativo, se aparenta anemia dá-lhe vitaminas, mas se fala palavrões, tolices infundadas, está anêmico quanto a conhecimentos, imagina “Isso é da idade, coitadinho! Ainda é tão pequeno!”, quando deveria exclamar: “Vou dar um bom livro para ele ler!
A mídia destaca mais quem tem o ‘corpo sarado’ que o que gosta de ler, aprender, conhecer, que faz descobertas, que inventa, que cria novos bens. Esses últimos são pejorativamente chamados de caxias, nerds, cdfs etc como forma de reprimir o cultivo da inteligência, sem saber que os que leem e aprendem mais formarão os exércitos destinados às descobertas e avanços da humanidade! Serão os cientistas, professores, médicos, pesquisadores etc. Os que os atacam simbolizam a luta do instinto primitivo contra a inteligência evolucionária.
Há também descaso de vários dos mais velhos que parecem ignorar que têm responsabilidade para com as gerações futuras e que seus exemplos são os maiores ensinamentos para os filhos, os alunos, os netos, os filhos da sociedade.
Uma sociedade com conceitos sólidos gosta de ler, ama os livros!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Desde antes de sair de casa para cursar Direito sempre lutei muito e não dependi de terceiros para minha subsistência. Vinte anos atrás, ou mais, abandonei a correria exigida pela vida moderna para realizar meu sonho. Já tinha todo um plano quanto ao que deveria fazer, que eram os livros sendo ‘chocados’ há muito em minha mente, os quais não gostaria que ‘gorassem’.
Comecei a analisar o perfil das editoras e encontrei várias muito pujantes, com muito renome, sempre considerando a dificuldade para um anônimo que não tem a força de uma atividade de destaque, função ou cargo realçados pela mídia para alavancar meus livros. Também, tarefa nada fácil, coloquei em cotejo o conteúdo de tal obra num ambiente que sequer se dedica à leitura. Sequer o mercado seria favorável a um neófito atrevido que surge com nova forma de escrever contos, poemas, narrativas etc
Em fadigosa busca deparei-me com o ecletismo da SCORTECCI Editora. Encantou-me a forma respeitosa e afetuosa como ali fui tratado desde o primeiro instante. Não vi o ambiente receptivo, porém frio, meramente comercial de outras editoras.
Deparei-me com uma excelente equipe, profissional e dedicada, me assessorando nos primeiros momentos como a uma criança que dá os primeiros passos. Agucei os ouvidos de meu entendimento decidido a não depender do beneplácito alheio, somente de meus esforços de realização e entreguei-lhe o primeiro livro. Não me arrependo um átimo dessa decisão, apenas lamento o público-alvo, como disse antes, não ser afeito a ler bons livros, menos ainda livros que discorrem de maneira nova, às vezes profunda, sobre temas tão essenciais à espécie humana.
Portanto, viva a SCORTECCI e sua excelente equipe, sonhemos com os livros capitaneando o futuro de nosso País e lutemos para que tal sonho se realize.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro precisa ser lido urgentemente por aqueles entre oito e oitenta anos que anelam por um mundo melhor, que querem ser melhores, porque remete a conceitos que liberam as mentes de travas e preconceitos, enriquecem seu mundo interno e causam alegria por saber que não estão sós nessa luta estafante por um mundo mais harmônico e feliz, evolutivo e não estacionário. Também porque se insere numa maneira de encarar a vida de forma mais construtiva, mais ampla e saudável, sem sectarismos, sem necessidade de engajamento em quaisquer doutrinas vigentes, mesmo filosóficas.
É um livro cheio de encantos e mistérios que, revelados, jamais abandonarão quem os encontrar, porque nele coloquei o melhor de mim, o que de melhor almejo para todos os seres humanos.
É fácil de ler, educativo, construtivo, calcado na realidade e em ideais de bem.

Obrigado pela sua participação.

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