domingo, 12 de junho de 2022

Entrevista com Maria Teresa Botton - Autora de: ASA LINDA

Maria Teresa Botton

É psicóloga formada pela PUC-SP.
Dedicou quarenta anos de sua vida profissional ao desenvolvimento de pessoas ora em consultório, ora na vida corporativa como diretora de Recursos Humanos. Atualmente atende em consultório (psicoterapia e desenvolvimento de carreira) tendo iniciado uma nova atividade profissional, com a qual espera estimular o desenvolvimento de pessoas por meio da escrita, compartilhando experiências e despertando reflexões sobre questões do dia a dia, o que já fez no passado com publicações em jornais. Concluiu em 2018 a pós-graduação Formação de Escritores (não ficção e literatura infantojuvenil) do Instituto Vera Cruz.
Este é seu segundo livro. O primeiro, “Um remédio chamado Piri Mini Li”, foi publicado em 2019. Conta a experiência que teve com sua Yorkshire: o motivo que levou à decisão de ter uma cachorrinha, a escolha, a introdução dela em sua rotina, os prazeres e cuidados, até ela partir. Encerra mostrando os aprendizados e as “curas”, resultado dessa rica vivência.

Essa é a história da borboleta Asa Linda, que, vítima da inveja de um grilo, ficou com algumas dificuldades. Não conseguia voar direito e às vezes era simpática, às vezes mal-educada. Ninguém podia saber o que dela esperar. Era preciso na praga pôr um fim para viver bem e ser feliz. Só o leitor esperto e curioso que nessa obra navegar é que vai saber como a comovente história vai terminar.

ENTREVISTA

Olá Maria Teresa. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro conta a história da borboleta Asa Linda que foi vítima da inveja de um grilo que rogou uma praga. Só abre uma asa por vez. Esse problema perturba sua vida, não consegue voar direito e nem ser feliz. Mas, resolveu ser forte e procurar dentro de si os recursos para superar o problema. É preciso pela história navegar para saber como tudo vai terminar.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Adoro borboletas, comecei a observá-las e descrever suas asas. Nesse processo a história foi nascendo espontaneamente. É uma história ilustrada para crianças, mas cujo conteúdo pode ser aproveitado por qualquer pessoa.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Espero que seja o segundo de muitos. O primeiro: Um remédio chamado Piri Mini Li conta a história do meu relacionamento com minha Yorkshire, a função que teve na minha vida, em termos afetivos, o que desenvolvi e aprendi através do relacionamento com ela. A intenção é compartilhar a experiência pela qual muitas pessoas passam sem ter consciência.
Nessa linha de compartilhar experiências ou provocar reflexões é que estão os próximos projetos. Uma história infantil, sobre uma menina que engole um sapo, um baseando em meu relacionamento com meu neto, situações que vivemos, sob o ponto de vista dele e do meu. Textos com base na realidade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que tem muito trabalho a ser feito.
O escritor não pode ser só escritor se quiser se colocar o mercado. Precisa atuar em diferentes papéis, além do de autor da obra.
Precisa ser marketeiro para divulgar seu trabalho, saber usar meios digitais para formar seu grupo de leitores, saber se aproximar do nicho que quer atingir, enfim, mesmo que uma editora publique seu livro, ainda assim, ele tem um grande trabalho a fazer.
Além do próprio trabalho do escritor, que independentemente do mercado vai escrever, se esta for sua forma de expressão, vejo como muito importante o trabalho das editoras. Scortecci por exemplo promove de diversas formas seus clientes, outras oferecem cursos para o escritor aprender a se promover, ensinam o uso de redes digitais, entre outras recursos. Há também o trabalho de promover o interesse pela leitura através de palestras, discussões de livros, painéis, recitais, etc
Há o lado das famílias e escolas que também são os ambientes onde o leitor pode ser formado, descobrindo o prazer de investir seu tempo em leitura e sentir a múltipla possibilidade de aprendizado, reflexão, conhecimento, auto-desenvolvimento e lazer.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de duas colegas que fizeram a pós-graduação em formação de escritores comigo no Vera Cruz e publicaram seus livros com a Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sem dúvida, Asa Linda merece ser lido por ser uma história que vai levar o leitor a pensar sobre si mesmo e sobre sua força interna para superar questões. Não é um livro de auto-ajuda, é uma história simpática, cujo conteúdo inevitavelmente leva à reflexão.

Obrigado pela sua participação.



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