17 fevereiro, 2026

Marcos da Rocha - Autor de: A DIGNIDADE DOS 60+

É Cuidador de Pessoas 60+ desde 2003. Deixou 2 trabalhos vendedor e professor) para se dedicar em tempo integral aos cuidados da mãe com Alzheimer. Permaneceu com ela até sua despedida no versão de 2013. Permaneceu na profissão e honra o legado da mãe em casa paciente.

O guia essencial para a dignidade após os 60 anos - Em 2050, o cenário global será inédito: pela primeira vez na história, haverá mais pessoas com 60 anos ou mais do que jovens. As projeções são claras: vivemos mais, e a taxa de natalidade segue em declínio desde os anos 1960. Essa revolução demográfica exige uma nova perspectiva e, acima de tudo, ação. Afinal, quem já viveu 60 anos ou mais — essa geração de ferro — construiu o mundo onde vivemos hoje. Sejam nossos familiares, amigos, vizinhos ou desconhecidos, eles merecem e precisam ser tratados com o máximo respeito, dignidade e autonomia. É dever da família, da sociedade e do Estado olhar com zelo e atenção para a população 60+. Este livro não é apenas um manual; é um guia prático e compassivo que oferece diretrizes claras e estruturadas para filhos, cuidadores, profissionais de saúde e qualquer pessoa interessada em promover um envelhecimento ativo, saudável e respeitoso. O conteúdo abrange desde os direitos e a legislação que protegem a pessoa idosa, passando por orientações de saúde e bem-estar, até estratégias para manter a autonomia e participação social. Você também encontrará ferramentas sobre comunicação empática e diretrizes para o cuidado. Tratar o idoso com respeito e dignidade não é somente uma questão ética; é um investimento direto na qualidade de vida dele. Quando valorizado, o idoso experimenta aumento na saúde mental e na autoestima. E para honrar a dignidade dele e construir nossa própria velhice, todos devem denunciar quaisquer tipos de violência contra a pessoa 60+. Não espere a crise surgir. Invista neste conhecimento para assegurar que seus pais, seus entes queridos ou seus pacientes desfrutem de uma vida plena, com dignidade inegociável até o último dia. Adquira este guia e torne-se um agente ativo na construção de um envelhecimento mais justo e humano.

ENTREVISTA

Olá Marcos. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Meu livro, ​A Dignidade dos 60+ não é apenas um manual técnico de assistência, mas um manifesto humanista que busca redefinir o paradigma do envelhecimento na sociedade contemporânea. A obra nasce da necessidade urgente de olhar para a pessoa idosa não como um conjunto de patologias ou limitações, mas como um indivíduo portador de uma trajetória rica e de direitos inalienáveis à autonomia e ao respeito. Ao longo de suas páginas, o livro convida cuidadores, familiares e profissionais de diversas áreas a despirem-se de preconceitos etaristas, promovendo uma imersão na psicologia e na fisiologia do envelhecer sob a ótica da alteridade, onde o cuidar deixa de ser uma tarefa mecânica para se tornar um ato de preservação da essência humana.
​O cerne desta obra dedica-se a capacitar o leitor com ferramentas práticas e reflexivas para lidar com as complexidades do cotidiano do cuidado, priorizando sempre a manutenção da autonomia. Entendo que cuidar envolve um equilíbrio delicado entre oferecer suporte e permitir que o idoso continue sendo o protagonista de sua própria história. Por isso, o guia detalha estratégias de comunicação assertiva, adaptação de ambientes e gestão emocional, garantindo que o cuidador compreenda os sinais não verbais e as necessidades psicossociais que, muitas vezes, são negligenciadas em rotinas de cuidados puramente clínicas. O objetivo é transformar a assistência em uma parceria baseada na confiança mútua.
​Além do suporte prático, o livro mergulha em questões éticas e bioéticas fundamentais que permeiam a longevidade. Abordo como a dignidade deve ser o fio condutor em decisões que vão desde a rotina alimentar até os cuidados paliativos e o suporte em doenças neurodegenerativas. Para os familiares, o texto oferece um acolhimento necessário, ajudando-os a navegar pela inversão de papéis e pelo peso emocional que o cuidado pode gerar, sem que isso resulte na infantilização do idoso. É um chamado para que a família e a rede de apoio reconheçam que a vulnerabilidade física não anula a autoridade moral e a sabedoria acumulada por quem atravessou décadas de existência.
​Para os profissionais que já atuam na área da saúde e do bem-estar, A Dignidade dos 60+ serve como um recurso de atualização humanística e técnica. O texto explora a importância da interdisciplinaridade e de um olhar holístico, argumentando que a excelência no atendimento geriátrico reside na sensibilidade de perceber o idoso em sua totalidade — social, espiritual e física. Ao discutir políticas de cuidado e boas práticas, a obra estabelece um padrão de excelência que eleva a profissão de cuidador e as terapias de suporte a um nível de missão social, combatendo o isolamento e a invisibilidade que frequentemente assolam essa parcela da população.
​Em última análise, este livro é um convite à reflexão sobre o nosso próprio futuro. Ao promover a dignidade de quem hoje tem mais de 60 anos, estamos construindo o alicerce de uma cultura que valoriza a vida em todas as suas etapas. A leitura propõe que a "dignidade" citada no título não seja um conceito abstrato, mas uma prática diária manifestada no tom de voz, na paciência, no toque e no reconhecimento de que envelhecer é um triunfo, não um fardo. É uma obra essencial para quem deseja transformar o ato de cuidar em uma experiência de profundo aprendizado, respeito mútuo e, acima de tudo, amor à humanidade que reside em cada um de nós.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
​A ideia de conceber esta obra não surgiu de um ímpeto meramente acadêmico, mas de uma inquietação ética profunda que se sedimentou ao longo de anos de atuação direta e estudos rigorosos sobre o envelhecimento. Ao mergulhar na realidade cotidiana da população longeva, deparei-me com uma contradição dolorosa: enquanto a ciência celebra o aumento da expectativa de vida, a sociedade parece regredir na qualidade do olhar direcionado a quem envelhece. Testemunhei como a dignidade da pessoa idosa é, sistematicamente, desrespeitada e até violentada, muitas vezes de forma silenciosa e institucionalizada. Essa constatação de que o 60+ estava sendo reduzido a um estado de invisibilidade social foi o catalisador para que eu transformasse minha indignação em uma ferramenta de mudança e conscientização.
​O que mais me impulsionou a escrever foi observar o fenômeno da "coisificação" do idoso, que passa a ser tratado, muitas vezes no seio da própria família, como um mero objeto de decoração na sala de estar. É alarmante notar que indivíduos que, em um passado recente, foram os pilares estruturais de seus lares — detentores de sabedoria, provedores e guias morais — acabam sendo relegados ao papel de figurantes passivos em suas próprias histórias. Essa despersonalização é uma forma de violência simbólica que anula a subjetividade do idoso, ignorando seus desejos, sua autonomia e sua voz. O livro surge, portanto, como um grito contra esse descaso, buscando resgatar o valor intrínseco de quem já construiu tanto e que agora merece ser ouvido e reverenciado.
​A obra dedica-se a examinar as raízes desse desrespeito, oferecendo um contraponto crítico à cultura do descarte que permeia a modernidade. Em meus estudos e na prática profissional, percebi que a violação da dignidade começa nas pequenas atitudes: na infantilização da fala, na exclusão das decisões familiares e na negligência afetiva que isola o indivíduo em um canto da casa. Ao escrever, busquei não apenas denunciar essas práticas, mas fornecer um embasamento robusto que ajude a reverter essa lógica perversa. O objetivo é substituir o "assistencialismo frio" por um cuidado que reconheça a complexidade humana, honrando o legado de cada homem e mulher que atravessa a barreira dos sessenta anos com o vigor de sua identidade ainda intacto.
​Quanto ao público ao qual este livro se destina, ele foi pensado como um guia indispensável para cuidadores — sejam eles profissionais ou informais —, familiares e todos os especialistas que compõem a rede de apoio à longevidade. Para o profissional que atua na linha de frente, este texto oferece o suporte ético necessário para que cada plantão e cada procedimento técnico sejam permeados pelo princípio da dignidade humana, elevando o padrão de atendimento para além da mera manutenção biológica. Para os familiares, a obra serve como um espelho e um mapa, auxiliando-os a redescobrir o idoso como um sujeito de direitos e afetos, reconstruindo pontes de comunicação que o tempo e o preconceito podem ter desgastado.
​Em última instância, "A Dignidade dos 60+" é destinado a todo aquele que possui o propósito inabalável de fazer da ética do cuidado uma prática cotidiana e transformadora. Seja você um médico, enfermeiro, terapeuta ou um filho zeloso, este livro propõe um novo pacto civilizatório onde o envelhecer não seja sinônimo de perda de valor. Almejo que esta leitura capacite o leitor a ser um agente de mudança em seu raio de atuação, garantindo que o cuidado não seja apenas um dever técnico, mas um ato de justiça histórica. Afinal, ao protegermos a dignidade de quem tem mais de 60 anos hoje, estamos, em essência, preservando a dignidade do futuro que todos nós esperamos habitar.
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
​Minha jornada no universo do cuidado e, consequentemente, minha chegada ao mundo das letras, não foi fruto de um planejamento de carreira convencional, mas de um chamado profundo e inadiável da vida. Em 2003, tomei uma decisão que mudaria meu destino permanentemente: abdiquei de duas trajetórias promissoras nas áreas de vendas e educação para me dedicar integralmente àquela que foi minha maior mestra, minha imaculada mãe. O diagnóstico precoce de Alzheimer foi o ponto de ruptura que me retirou do mercado corporativo e me lançou em um oceano de incertezas. Naquela época, desprovido de conhecimentos técnicos sobre a patologia, vi-me diante do desafio de aprender na prática, transformando o amor em método e a observação em saber, sempre com o foco inegociável no bem-estar físico, cognitivo e espiritual dela ao longo de uma década de dedicação exclusiva.
​Essa experiência de dez anos como cuidador familiar foi a minha verdadeira graduação na "escola da vida e da dignidade". Foi entre os desafios diários da memória que se esvaía e a busca por manter o brilho nos olhos da minha mãe que compreendi a urgência de um cuidado humanizado. Percebi que o conhecimento técnico, isolado, é insuficiente se não houver a sensibilidade de enxergar a alma por trás do diagnóstico. Essa vivência moldou meu caráter profissional e me transformou no cuidador humanizado que sou hoje, alguém que não se contenta apenas com a sobrevivência do idoso, mas que luta pela sua plenitude. Meu livro, portanto, é a materialização desse legado; é a voz que empresto a todos os anos de silêncio, paciência e descobertas que vivi ao lado dela.
​No que diz respeito ao meu papel como criador de conteúdo digital e autor, vejo-me como um semeador de uma nova consciência sobre o envelhecimento. O ambiente virtual e o mundo físico são, para mim, extensões de um mesmo campo de batalha contra o preconceito e o descaso. Através das redes e agora das páginas impressas, busco disseminar a temática da "Dignidade dos 60+" como um conceito vivo, prático e urgente. Meu projeto nas letras não é um evento isolado, mas uma missão contínua de democratizar o acesso à informação de qualidade, transformando a dor que muitas famílias sentem ao receber um diagnóstico em um caminho de acolhimento, estratégia e respeito mútuo.
​Responder se este livro é o primeiro de muitos ou um sonho realizado exige reconhecer que ele é ambos, de forma indissociável. Ele é, sem dúvida, a realização de um sonho acalentado no silêncio dos plantões e das noites em claro, mas é também o marco zero de uma produção literária que pretendo tornar vasta e impactante. Tenho em mente inúmeros projetos e ideias que já pulsam para serem transferidos para o papel, todos convergindo para a criação de uma cultura de conhecimento sólida em prol da dignidade da pessoa idosa. Minha meta é que cada nova obra funcione como um tijolo na construção de uma sociedade que saiba honrar seus veteranos, tratando o conhecimento não como um luxo, mas como uma ferramenta de emancipação para cuidadores e familiares.
​Em última análise, escrever sobre a dignidade dos 60+ é o propósito que dá sentido à minha existência. Não encaro minha obra como um produto, mas como um manifesto de um sentido de vida que encontrei ao cuidar da minha mãe e que agora transborda para o mundo. Meu compromisso com o mundo das letras é o compromisso com a transformação social; quero que meus livros inspirem uma mudança de postura em cada atendimento e em cada lar. Este é apenas o início de uma jornada literária onde a técnica encontra a empatia, e onde cada parágrafo escrito carrega o peso da minha experiência e a leveza da minha esperança em um futuro onde envelhecer seja sinônimo de ser dignamente cuidado.
O que te inspira escrever?
​A minha inspiração primordial para escrever encontra sua raiz em um solo sagrado: a honra à vida, à obra e ao legado da minha imaculada e saudosa mãe. Embora ela tenha sido uma mulher de simplicidade externa, era detentora de um "diploma" que poucas universidades conseguem conferir — o da Escola da Vida. Ela foi a minha primeira e maior referência de que a educação é a chave de ouro para a emancipação humana. Mesmo em meio à lida cotidiana, ela sempre priorizou o saber, e foi através do seu incentivo silencioso, mas constante, que compreendi que o conhecimento é o único patrimônio que o tempo não consegue desgastar. Escrever, para mim, é manter viva a chama dessa mulher santa que hoje me guia do céu, garantindo que sua passagem pelo mundo continue gerando frutos através das minhas palavras.
​O meu encantamento pelo mundo das letras nasceu de um gesto cotidiano e humilde, mas carregado de simbolismo. Lembro-me, com uma nostalgia vívida, de quando minha mãe pedia jornais à sua madrinha com o propósito prático de acender o fogão à lenha. No entanto, antes que as chamas consumissem aquelas páginas, eu, ainda criança, as resgatava para devorar cada notícia, cada crônica e cada anúncio. Naquele cenário de simplicidade, o papel que serviria de combustível para o fogo tornou-se, na verdade, o combustível para a minha imaginação e para o meu intelecto. Cada livro que publico e cada texto que compartilho nas redes sociais é uma celebração direta àquela infância e, principalmente, ao modo como minha mãe, mesmo na simplicidade do fogão à lenha, permitiu que eu conhecesse o mundo através das palavras.
​Para além da memória afetiva, o que me impulsiona a escrever é um sonho urgente e inegociável: a transformação da cultura de cuidado com a população 60+. Sinto-me profundamente inspirado a usar a escrita como uma ferramenta de denúncia e, simultaneamente, de construção, visando um futuro onde cada idoso seja tratado com o rigor ético, o respeito profundo e o amor que sua trajetória exige. Minha inspiração nasce da necessidade de combater a frieza institucional e o descaso familiar, propondo uma nova gramática do cuidar. Escrevo para que o idoso deixe de ser uma nota de rodapé na sociedade e volte a ocupar o centro do círculo, sendo reconhecido não pelas suas limitações biológicas, mas pela sua dignidade intrínseca.
​Inspirar-me no cuidado humanizado significa escrever para transformar "objetos de decoração" em sujeitos de direitos e afetos. Incomoda-me profundamente a reificação do ser humano que envelhece, e essa indignação se converte em tinta e papel. Minha obra é um convite para que cuidadores e familiares enxerguem que, por trás de um quadro de Alzheimer ou de uma fragilidade física, reside uma história inteira que merece ser preservada. Escrevo para oferecer subsídios que permitam que o atendimento seja mais que um cumprimento de plantão; que seja um encontro de humanidades. Ver a dignidade ser empregada na prática, em cada gesto de cuidado, é o que me dá fôlego para continuar produzindo conteúdo e lançando novos projetos literários.
​Em última análise, minha inspiração é uma ponte que liga o passado de aprendizado com minha mãe ao futuro de esperança para todos os que cruzam a marca dos 60 anos. Cada parágrafo que redijo é um ato de resistência contra o esquecimento e uma declaração de amor à vida. Escrever é o meu sentido de existência, o meu propósito maior e a forma que encontrei de dizer ao mundo que a dignidade não tem prazo de validade. Enquanto houver uma pessoa idosa precisando de voz e um cuidador buscando direção, haverá em mim a inspiração necessária para converter minha experiência e meus sonhos em literatura que acolhe, educa e transforma.
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
​A afirmação de que esta obra merece ser lida não nasce de uma pretensão autoral, mas da convicção de que o conteúdo aqui depositado é um antídoto contra a indiferença que assola a nossa contemporaneidade. Se eu estivesse do outro lado, como um leitor em busca de sentido e técnica, eu certamente compraria este livro, pois ele não se limita a descrever o envelhecer; ele ensina a honrá-lo. O que o torna especial e capaz de encantar não são apenas as diretrizes de cuidado, mas a capacidade de despertar no leitor uma nova sensibilidade ética. Em um mundo que corre contra o tempo, este livro convida à pausa necessária para enxergar o idoso sob a lente do zelo, do amor e, sobretudo, de uma dignidade que não pode ser negociada nem esquecida.
​Infelizmente, vivemos um cenário desumano onde a população 60+ é, frequentemente, vítima de violências que vão desde a agressão física explícita até a negligência silenciosa e o isolamento emocional. Muitas vezes, o idoso é visto como um "fardo" pela família, pela sociedade e pelo próprio Estado, como se sua existência fosse um peso e não uma herança. Minha obra surge como uma luz focal e intensa sobre essa escuridão, denunciando essas práticas e oferecendo um novo caminho. O diferencial deste livro é que ele não aceita a invisibilidade do idoso; ele combate a ideia de que o fim da vida produtiva signifique o fim da utilidade humana, provando que o cuidado ético é, na verdade, um indicador do nosso nível de civilidade.
​O encantamento da leitura reside na metáfora que permeia cada capítulo: o idoso como um livro vivo de páginas infinitas, repletas de sabedorias e experiências riquíssimas que o tempo lapidou. Ao ler esta obra, o leitor aprende a "folhear" essa história com o devido respeito, entendendo que cada ruga e cada silêncio carregam um valor inestimável. O que torna este guia especial é a sua capacidade de transformar o olhar do cuidador e do familiar, fazendo-os perceber que não estão lidando com uma patologia ou uma limitação, mas com uma biblioteca de vida que merece ser preservada com o máximo rigor afetivo e técnico. É uma obra que ensina a ler as entrelinhas da alma de quem já viveu décadas de lutas e conquistas.
​Indico este livro a todos que desejam ir além do básico, pois quem o ler não encontrará apenas teoria, mas um manifesto prático de transformação. O que há de singular aqui é o equilíbrio entre a experiência técnica de décadas e a empatia de quem já cuidou com as próprias mãos. Ele é destinado àqueles que sentem o propósito de fazer do seu plantão ou do seu convívio familiar um espaço de justiça e acolhimento. A obra encanta porque oferece soluções para dilemas éticos complexos com uma linguagem acessível e profunda, garantindo que o leitor finalize cada página com o desejo genuíno de ser um cuidador — ou um filho — muito melhor do que era antes de abrir a capa.
​Em última análise, seu paciente ou seus pais merecem que você leia este livro. Eles merecem viver e ser cuidados com uma dignidade que reconheça sua história e sua humanidade plena. Comprar esta obra é investir na construção de uma cultura de cuidado que, um dia, todos nós desejaremos receber. O que este livro tem de especial é a sua alma: ele foi escrito com a tinta da experiência e o papel da dedicação extrema. Garanto que ninguém se arrepende de aprender a amar e a respeitar melhor. Esta leitura é, acima de tudo, um compromisso com o que há de mais nobre em nós: a capacidade de proteger a dignidade de quem nos precedeu na estrada da vida.
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
​A minha chegada à Scortecci Editora não foi um evento do acaso, mas o desdobramento natural de uma vida inteira dedicada à paixão pelo universo dos livros. Como um leitor ávido e observador, sempre entendi que a materialização de uma ideia em páginas impressas exige um zelo que vai muito além da simples impressão. O meu primeiro contato com o padrão de qualidade da casa ocorreu através das obras de figuras que admiro profundamente: minha conterrânea Fernanda Pittella e a saudosa Eny Lea Gass. Ao manusear os livros dessas autoras, percebi que havia ali um cuidado editorial diferenciado, uma estética apurada e um respeito ao texto que ressoaram com o que eu buscava para o meu próprio manifesto sobre a dignidade humana.
​A decisão de confiar o meu projeto, "A Dignidade dos 60+", à Scortecci consolidou-se no momento em que a teoria deu lugar à prática. Fiquei genuinamente impressionado com o profissionalismo e, acima de tudo, com a paciência da equipe em conduzir cada etapa do processo. Para um autor que escreve com o coração e carrega uma missão tão específica, encontrar profissionais que não apenas executam tarefas, mas que "cuidam" da obra como se fosse sua, é uma raridade. O suporte recebido durante a edição, revisão e diagramação foi fundamental para que a mensagem de respeito aos idosos ganhasse a forma física que a sua importância exige, transformando o fluxo editorial em uma experiência de parceria e confiança mútua.
​O momento em que o processo criativo culminou no resultado final foi, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha trajetória. Quando recebi os exemplares em minha casa, a emoção foi indescritível; ver o conceito da dignidade dos 60+ materializado em um objeto de tamanha qualidade técnica e visual superou todas as minhas expectativas. A textura da capa, a escolha do papel e o acabamento impecável conferiram ao livro a autoridade necessária para que ele ocupe seu espaço nas prateleiras e nos lares. Foi a realização física de um propósito que começou nos cuidados com minha mãe e que agora ganhava o mundo com a robustez de uma publicação de alto nível.
​Olhando para o futuro, sinto que encontrei na Scortecci não apenas uma prestadora de serviços, mas a casa editorial que caminhará comigo em meus próximos projetos. Minha intenção é seguir nesta trilha literária, vertendo minhas ideias e estudos em novas obras que alimentem a cultura do conhecimento em prol da pessoa idosa. A segurança de saber que conto com uma estrutura profissional que entende o valor do meu propósito me dá a liberdade necessária para criar. O mercado editorial é vasto, mas a fidelidade nasce onde existe o encontro entre a visão do autor e a competência da editora, e é exatamente esse o vínculo que sinto ter estabelecido.
​Por fim, saber que "A Dignidade dos 60+" estará presente na Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2026 é a coroação de um trabalho feito com entrega absoluta. É uma notícia que recebo com o coração transbordando alegria, pois a Bienal representa o ápice da celebração literária no país. Ter minha obra exposta nesse palco global é a garantia de que a mensagem sobre a dignidade dos nossos idosos alcançará horizontes ainda maiores, tocando novos cuidadores, familiares e profissionais. É a prova de que, quando unimos um propósito nobre a uma casa editorial de excelência, o resultado é, de fato, tudo de maravilhoso.

Obrigado pela sua participação.

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