23 maio, 2026

Fabiano Campachi - Autor de: TREM DE GENTE

Fabiano Campachi
Nasceu em Penápolis, interior de São Paulo, e cresceu em Birigui (SP). Em 2004, graduou-se em Letras pela Fundação Educacional de Penápolis e, em 2005, ingressou como professor na rede pública do Estado de São Paulo. É poeta e cronista. Lançou Autorretrato e outros “eus”, em 2014; O quintal da Casa 8, em 2022; e Quem tem medo de passarinho?, em 2024. Além disso, participou da coletânea Frações de versos, em 2022, pela Editora Scortecci.


Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem
Fabiano Campachi convida o leitor a embarcar numa viagem feita de memórias, afetos e pequenas cenas do cotidiano que, à primeira vista, parecem simples — mas carregam a densidade da vida vivida com atenção e sensibilidade.
As crônicas aqui reunidas percorrem infâncias do interior, quintais, ruas sem saída, estações de trem, escolas, vizinhos, famílias, perdas e descobertas. São histórias de gente comum — andarilhos, professores, mães, avós, crianças — que ganham grandeza justamente por serem contadas com humanidade, humor delicado e um olhar profundamente poético.
Com uma escrita que mistura lirismo e oralidade, Fabiano transforma lembranças pessoais em experiências universais. Cada texto é um vagão desse trem: alguns arrancam risos, outros silenciam o leitor, muitos despertam saudade. Todos passam deixando marcas.
Este não é um livro de pressa. É um livro para ler devagar, como quem observa o trem se afastar ao longe, até virar quase brinquedo — e desaparecer. Mas, quando some, algo permanece: o calor dos trilhos, a memória viva e a certeza de que a literatura ainda é um lugar de encontro.
Trem de Gente é, acima de tudo, um livro sobre pertencimento. Sobre quem fomos. Sobre quem ainda somos quando paramos para lembrar.

ENTREVISTA

Olá Fabiano. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem trata de memórias e experiências do cotidiano, especialmente ligadas à vida no interior. A obra reúne crônicas que abordam temas como infância, família, relações humanas, perdas e descobertas, valorizando as histórias de pessoas comuns.
Com uma linguagem sensível e poética, o autor transforma lembranças pessoais em reflexões universais, despertando sentimentos como saudade e identificação. Assim, o livro trata, principalmente, do pertencimento, das lembranças e daquilo que permanece na vida das pessoas ao longo do tempo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever o livro surgiu do prazer de contar memórias e dar sentido a experiências simples do cotidiano, especialmente aquelas vividas no interior, que muitas vezes passam despercebidas, mas carregam grande valor afetivo e humano. Ao transformar essas lembranças em crônicas, o autor buscou compartilhar sentimentos, histórias e reflexões que também pudessem tocar outras pessoas.
Quanto ao público, a obra se destina a leitores diversos, especialmente jovens e adultos que apreciam textos sensíveis e reflexivos. É indicada para quem gosta de histórias do cotidiano, de memórias afetivas e de uma leitura mais calma e contemplativa, capaz de despertar identificação, emoção e nostalgia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou um autor movido pela palavra, pela memória e pelas histórias que nascem do cotidiano. Minha escrita está muito ligada às experiências vividas, às pessoas que cruzaram meu caminho e aos cenários do interior, que carregam uma riqueza humana e simbólica muito forte. Escrever, para mim, é uma forma de organizar o mundo, de compreender o passado e de transformar lembranças em algo que possa dialogar com o outro.
Trem de Gente – Crônicas de Quase Ontem é, ao mesmo tempo, a realização de um sonho e o início de um caminho. Publicar esse livro representa a concretização de um desejo antigo de compartilhar minha voz e minhas histórias, mas também abre portas para novos projetos, novas narrativas e novas experimentações dentro da literatura.
Tenho o desejo de continuar escrevendo — seja em forma de crônicas, poemas ou romances — sempre buscando manter esse olhar sensível sobre a vida. Mais do que um ponto de chegada, vejo este livro como o primeiro de muitos, um passo importante em uma trajetória que ainda tem muito a dizer.

O que te inspira escrever?
A vida e a oportunidade de conhecer, cotidianamente, histórias diversas é, por si só, inspirador.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sim, o livro merece ser lido porque oferece uma experiência sensível e verdadeira, capaz de tocar o leitor de forma íntima.
O que o torna especial é o olhar atento para as pequenas coisas da vida — cenas simples, memórias do interior, relações familiares — que ganham profundidade por meio de uma escrita poética e ao mesmo tempo próxima da oralidade. As crônicas não apenas contam histórias, mas despertam sentimentos: fazem sorrir, silenciar e, muitas vezes, lembrar.
Além disso, há um forte senso de pertencimento ao longo da obra. O leitor se reconhece nos personagens, nas situações e nas emoções. É esse poder de transformar o cotidiano em algo significativo e universal que encanta e permanece mesmo após a leitura.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Trabalho com a Scortecci desde 2014, quando publiquei meu primeiro livro.

Obrigado pela sua participação.

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