29 setembro, 2026

Patricia Valloni - Autora de: A ÚLTIMA VÍTIMA

Patricia Valloni
Alternando perspectivas e explorando as vidas de mulheres unidas pelos mesmos medos e esperanças, a autora constrói uma narrativa envolvente sobre coragem, solidariedade e a busca pela verdade diante das ausências deixadas por um predador.
Mais do que um thriller psicológico, o romance mergulha nas marcas deixadas pela violência e no silêncio que a sustenta, conduzindo o leitor por uma trama intensa e humana.
Com sólida atuação na área de responsabilidade social, a autora acredita no poder das histórias como instrumento de reflexão e transformação. Em A Última Vítima, une suspense e sensibilidade para criar uma obra marcada pela memória, pela resistência e pela recusa em deixar que determinadas vidas sejam esquecidas.

A Última Vítima
Quando uma série de desaparecimentos de jovens mulheres começa a assombrar uma cidade universitária do interior paulista, a rotina segue como se nada tivesse acontecido. As notícias duram pouco, as investigações avançam lentamente e o medo se mistura ao silêncio. Mas Gisele, estudante de matemática determinada, percebe padrões onde os outros enxergam apenas coincidências. Movida pela inquietação e pelo desejo de justiça, passa a investigar por conta própria, aproximando-se de uma verdade capaz de transformar sua vida para sempre.



ENTREVISTA

Olá Patricia. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
À primeira vista, A Última Vítima é uma história sobre o desaparecimento de jovens mulheres e a inquietação de uma jovem na busca pelo criminoso. Mas, além do enredo de uma investigação, eu também queria falar sobre como isso impacta as pessoas ao redor. Sobre as cadeiras que ficam vazias, os familiares que continuam esperando e os infortúnios que a sociedade escolhe esquecer. É um thriller psicológico, mas também é uma história sobre memória e ausência, sobre como o mal pode ser moldado e sobre quem continua lutando para que determinadas vidas não desapareçam no esquecimento.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu muito da minha atuação na área de responsabilidade social. Ao longo dos anos, tive contato com inúmeras histórias de superação, injustiça, violência e resiliência que mereciam ser contadas e recontadas. Histórias reais, de pessoas reais. Mas algo sempre me intrigou: por que algumas delas desaparecem tão rapidamente da nossa memória coletiva, enquanto outras ocupam espaço permanente em nossas conversas, manchetes e pensamentos? O que faz uma vida ser lembrada e outra, esquecida? Essa inquietação foi o ponto de partida para A Última Vítima. Embora seja uma obra de ficção, ela nasce dessa reflexão sobre memória e invisibilidade social. O livro se destina a quem gosta de suspense, investigação e thrillers psicológicos, mas também para quem se interessa por compreender os mecanismos, as escolhas e os silêncios da sociedade em que vivemos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu escrevo desde criança. Histórias, contos, poemas, diários. A escrita sempre foi a forma que encontrei de organizar as reflexões que se acumulavam na minha mente e transformá-las em algo que eu pudesse compreender melhor. Colocar pensamentos no papel sempre foi, para mim, um exercício de imaginação, mas também de autoconhecimento. Por isso, não vejo A Última Vítima como o começo dessa jornada, mas como um novo capítulo dela, já que ainda existem muitas histórias que quero contar.

O que te inspira escrever?
As pessoas, com suas contradições, medos, escolhas e formas de enfrentar a vida. Também me inspiram histórias reais, notícias que passam despercebidas e temas que nos desafiam a olhar para o mundo com mais atenção e empatia. A escrita é uma forma de fazer perguntas para as quais nem sempre existem respostas simples.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que A Última Vítima oferece duas experiências ao leitor. A primeira é a tensão de um suspense psicológico, com mistérios, reviravoltas e uma investigação que convida a juntar as peças da história. A segunda é uma reflexão sobre memória, violência e invisibilidade. Mais do que descobrir quem é o mocinho ou o culpado, a história convida a pensar sobre as nossas escolhas pessoais e como sociedade.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Cheguei à Scortecci pela primeira vez há cerca de dez anos, quando terminei meu primeiro romance. Eu não pensava em mercado editorial, vendas ou posicionamento. Só tinha uma história que precisava ser escrita. A editora acolheu aquele projeto e, de certa forma, também acolheu uma escritora que ainda estava descobrindo sua própria voz. Anos se passaram. Continuei escrevendo, amadurecendo minhas ideias, minhas personagens e minha própria voz como autora. Quando chegou o momento de publicar A Última Vítima, pareceu natural reencontrar uma editora que já havia feito parte dessa trajetória.

Obrigada pela sua participação.

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