21 setembro, 2016

Entrevista com Carlitos de Menezes - Autor de: RASCUNHOS

Carlitos de Menezes
Nasceu em São Paulo em 1984. Começou a escrever por acaso, sem compromisso até descobrir que o hobby tornou-se algo serio. É leitor ávido de todos os gêneros e estilos literários e fã de histórias cotidianas que inspiram gente como a gente.






A viagem não terminou e não terminará tão cedo.Melhor assim pois, a conversa filosófica da vida continuará firme, seja através das pessoas ou no silêncio dos pensamentos, tentado transmitir através da escrita rabiscadas nas folhas de rascunhos...









Olá Carlitos. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é livro inspirado na “conversa alheia”, no bom sentido. Conversas presenciadas e, que aconteceram nos corredores de empresas e festas, finais de tarde ou de semana, happy hours, cafeteria, aventuras insanas pelo mundo desconhecido, nas visitas de residências simples de amigos e familiares, viagens diárias no transporte público e rodoviário...tudo com pessoas conhecidas ou que conheci (fazendo inclusive novas amizades) casualmente num dia e hora qualquer, sem me recordar uma data especifica. Fico com os ouvidos atentos pois, falo pouco (ou quase nada). E no silencio da minha voz, ouço, beberico e me embriago (muitas vezes inspirado) pelos pensamentos e pontos de vistas de pessoas que não contavam apenas “causos presenciados do seu cotidiano”, mas, sim o que pensavam ou sentiam. Percebo que o Ser humano é inquieto por natureza, até os mais tímidos ou menos falante numa roda de “faladores”, possui mentes que fervilham a todo vapor na sua essência e característica única.
A maioria das histórias que presenciei eram sempre acrescidas com doses de humor ou filosofia, ganhando mais destaque e riqueza no seu conteúdo. E também tive momentos de protagonismo, participando indiretamente. No final das contas, aquelas conversas ficavam tão vivas na memória que, mesmo nos estados de embriaguez total que tive diversas vezes, conseguia reunir forças internas sabe-lá-de-onde- vinham para procurar lápis ou caneta e papel e, reproduzir as conversas na sequência que eu bem entendesse. E foi assim (e continua até hoje) durante muito tempo.
Escrevia sem compromisso, preocupação ortográfica e sequência cronológica. Escrevia por escrever nas madrugadas, porque era nestes instantes que as histórias me acordavam e obrigavam sair do anonimato da mente, exigindo ser protagonistas nas folhas de papel independentemente do tipo ou estado. Guardava os rascunhos escritos sem ler e, curiosamente quando reencontrava, não acreditava que havia escrito aquilo, nem mesmo meus familiares que sempre me perguntavam em que lugar tinha copiado.
Difícil mensurar se foi proposital pois, acontecia natural e espontaneamente sem planejamento do que viria a ser anos mais tarde com a reunião dos rascunhos através de uma obra única. Embora pareça fácil, o esforço foi intenso porque a ideia que a sequência fosse simples, impactante, direta e rápida de ler, destinando o livro para leitura de todas as faixas etárias, principalmente àqueles que gostam de participar de uma boa prosa (a filosofia cotidiana alheia).

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Moro na periferia de São Paulo. Tenho pele escura e deficiência física. Comecei a andar de forma independente somente aos 15 anos. No início, nada de contos de fadas.... Determinado momento, confesso que me revoltei com minhas limitações física e visual (tenho cegueira no olho direito), questionava diretamente dizendo: “por que eu? ” Por que tanto sofrimento? Será que Deus existe mesmo?  Mas, graças a religiosidade, paciência e ensinamentos dos meus familiares, aos poucos, fui modificando meus pensamentos trocando os ruins pelos bons e, me transformei no ser humano mais compreensivo, mais aprendiz, mais persuasivo, passando a perceber que nada é por acaso e tudo tem um motivo obvio, um proposito que enxergamos somente com o tempo.
Refletindo sobre minha trajetória, tinha tudo para dar errado e ter um caminho obscuro, mas, no final das contas percebi que o verdadeiro escritor da vida (Deus) modificou os capítulos da minha existência dando novos roteiros. E Deus gosta de “aprontar” comigo rs pois, os testes que ele envia, avaliam meus reais limites e capacidades dando ensinamentos muito ricos no final das provas de fogo.
Tenho planos de divulgar outros livros, mas, o projeto mais desafiador e que me deixa inquieto a todo instante é a “Sociedade dos Escritores Anônimos” que tem o propósito de divulgar autores independentes e ajudar na exposição de suas obras a todas as tribos possíveis. Lançar o livro “Rascunhos” além de realizar um sonho -inclusive de estar presente na Bienal do Livro -, também foi sentir na pele todas as dificuldades que os autores independentes passam.
Os outros projetos de vida (filhos e plantar arvores) não sei se serão concretizados pois, dependerão da decisão do roteirista divino.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Demorou cair a ficha (por semanas) quando o livro que se materializou fisicamente nas mãos era da minha autoria. E mais esquisito ainda foi abri-lo, ler os dados do autor e ver a própria. Leio muita coisa e avalio tudo que absorvi. Agora o lado mudou e, serei o avaliado. Ainda, não percebi a repercussão, mas, as primeiras perguntas já estão no meu pensamento: Será que meus leitores vão gostar? E será que eles leriam as futuras obras que publicarei?
Deve ser a pergunta que todo escritor faz em frente ao espelho.
Ser escritor no Brasil é a mesma sensação vivida em qualquer profissão escolhida por um simples mortal: sem glamour e vida fácil.
Numa empresa, não existe promoção sem demonstração prática do seu repertorio profissional. Você pode falar bonito, mas, quais projetos você implantou? Quanto de faturamento de vendas nos negócios conseguiu? Quais seus diferencias que façam as pessoas do seu setor confiarem em você?
Não existem bons escritores com manuscritos guardados, se eles não divulgarem suas obras nos recursos que temos atualmente (redes sociais por exemplo) permanecerão no anonimato.
Mas, tem aqueles que publicaram em todos os caminhos possíveis e não tiveram retorno esperado. Por que?
Acredito que a forma de divulgação é muito parecida e o leitor brasileiro gosta de impacto, querem inovação e obras únicas.
Discordo da tese que o brasileiro não gosta de ler. A prova disso, que os eventos literários estão sempre cheios e as livrarias (poucas por sinal) também.
Conheço iniciativas de escritores independentes que embora não possua suas obras disponibilizadas nas principais livrarias, buscam outros meios de divulgação como vendas em parques, vagões de trens, nos centros movimentados das cidades...Escritor deve ter mentalidade empreendedora, demonstrando na pratica que o seu produto é bom:  ofertando, insistindo, vendendo e mostrando que aquela obra literária é o melhor bestseller que ainda não foi visto.
Poucos escritores serão abençoados de viver confortavelmente e financeiramente de literatura. Mas, sobretudo se o escritor conseguir estimular a leitura de sua obra para quem não tem o habito da própria leitura, modificando-a sua forma de pensar para algo positivo, independentemente do número (seja reduzido ou não) será o maior troféu, pódio, gratificação moral que ele pode ter na vida e, dizer que as suas palavras foram imortalizadas naquela pessoa.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi através de indicação de um autor (Evandro Daolio) no qual eu li uma obra dele, solicitei algumas dicas de divulgação e ele acabou me indicado a editora (falando muito bem dos seus serviços).

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todo livro merece romper fronteiras, porque as palavras descritas anseiam para serem lidas. Um livro guardado não pode ser apenas objeto de decoração e, sim de transformação no cotidiano do leitor que precisa que sua mente seja sempre estimulada.
No livro “Rascunhos”, embora os textos foram escritos na linguagem filosófica, o leitor se identificará e até se questionará consigo mesmo como: Ué, esta história eu já vi em algum lugar!
Na aquisição da obra, para estimular o legado que todos nós devemos deixar no mundo, disponibilizo sem acréscimo adicional de valor um pingente livro (que o leitor poderá foto de quem ele ama) e uma semente de arvore para devolver a natureza que infelizmente, nos destruímos.

Obrigado pela sua participação.
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19 setembro, 2016

Entrevista com Ana Paula Souza Filgueira - Autora de: UMA VIAGEM AO MUNDO DOS VERSOS E DAS LETRAS

Natural de Carapebus (RJ), publicou seu primeiro poemário, Momentos Morenos, em 1999.Participou da Agenda Literária 2009/2010 e 2010/2011, promovida pela Oficina de Editores através da APPERJ(Associação de Poetas Profissionais do Rio de Janeiro). Em 2012 representou os municípios de Carapebus, Quissamã e Macaé com o poema “Um Coração, três pulmões!”, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na antologia Nossa história,nossos autores,seu segundo livro Lacunas na bienal de Campos/RJ em 2012.


Um sonho a mais...
Um sonho, um desejo e um baú de letras. Dessa vez foi diferente.
Começou primeiro pelos caminhos da lógica e do amor, recordou um tempo em que tudo era mais real, quando brincou de A a Z, na “cartilha” de um universo menos sonhador e com decisões, talvez, mais determinadas.
Hoje, pelo alfabeto das descobertas fascinantes, onde as cores se multiplicam e as letras dançam harmoniosamente, o resultado está sendo fantástico.
O livro de A a Z, escrito por Ana Paula Filgueira, sustenta um sonho onde ela um dia, também passeou no tapete mágico da construção. Desenhou as letras, construiu inúmeras palavras diferentes e foi viajar pelo encantado mundo dos versos.
Sucesso para você, querida Ana Paula, vamos viajar nessa mística magia do encantamento pela leitura.
Rosângela Barcelos - Professora de Português – Quissamã/ RJ

Olá Ana Paula. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de um livro direcionado para o público infantojuvenil onde descrevo toda a minha infância em especial, evidencio o meu encanto com as letras e como podemos aprender brincando com as palavras,associando-as nossa realidade, ao nosso dia a dia e contando estas vivências em forma de poesia.A ideia surgiu em meados de 1998, quando percebi a dificuldade de crianças ao meu redor, no próprio ambiente familiar, terem dificuldades de aprendizagem ora por razões na própria escola em acompanhar os colegas de classe, ora em casa pela falta de tempo dos pais em auxiliar nas explicações e percebi que, muitos assim como eu, no período de alfabetização, adoravam brincadeiras, passeios, guloseimas, ouvir “causos” e sequer sabiam escrever o que eles adoravam fazer.
Por isso, resolvi transformar em poesia este universo maravilhoso que envolve o alfabeto de A a Z de forma poética!

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou técnica em logística. Nascida e criada em Carapebus, interior do Rio de Janeiro. Trabalhei durante 15 anos na Secretaria Municipal de Cultura, aonde me identifiquei com as artes como um todo. Atualmente, trabalho como socioeducadora num projeto de educação ambiental na minha cidade. Este é o meu terceiro livro. O primeiro direcionado para este público e hoje é o meu grande desafio até agora e sei que muitos estão por vir.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Apesar dos poucos leitores,eu acredito que nada se compara a um bom livro.Mas sobreviver deles, realmente é muito difícil. Mas o encanto ao ver o leitor que se reconhece no que escrevemos, que sente aquele arrepio,deixa as lágrimas caírem a cada verso lido, não tem preço.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A muitos anos atrás quando me inscrevi num festival de poesias em 2011 e de lá pra cá participei de 03 Antologias.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Porque tem uma linguagem bem acessível, o lúdico se faz presente permitindo que o leitor viaje e dê vida as letras e cores aos personagens do livro. Compreendo que o universo da leitura é muito vasto e que esta viagem é apenas o começo.

Obrigado pela sua participação.
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12 setembro, 2016

Entrevista com JC Bridon - Autor de: ILHA DOS SONHOS

Júlio Cesar Bridon dos Santos
Usando pseudônimo de JC BRIDON, é poeta e escritor, nascido na cidade de Blumenau-SC, tem como berço a cidade de Gaspar-SC. Já publicou 14 livros, em português, espanhol, inglês e francês. É Embaixador da Paz da Divine Académie Française dês Arts Letres Et Culture; Membro Efetivo da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro – Cadeira 14; Membro da Academia de Letras do Brasil/Seccional Araraquara, Cadeira 22; Membro da Alpas 21 - Academia Internacional.



Fantástica história onde, realidade e ficção se unem numa aventura maravilhosa. .Ela tem seu início na ida de um escritor, JC, para uma ilha que, a princípio, parece igual as outras mas que,com o passar dos dias,mostra seu verdadeiro lado. Aliada a amor, ecologia, ficção e uma misteriosa viagem ao interior do ser humano e, ultrapassando a barreira do compreensível, mostra como é possível viajar através de eras passadas, conquistando pouco a pouco a atenção dos leitores que irão desejar e muito saber o que realmente se passa naquela maravilhosa e incrível ilha. O propósito do livro é mostrar o quanto nossa mente é capaz.nesse universo sem fim. Uma leitura gostosa, provocativa, intrigante e misteriosa.

Olá Júlio Cesar. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Durante uma viagem ao Chile,em 1995,visitando Valparaíso, encontrei lá a Igreja dos 12 Apóstolos e nela a imagem do Cristo Atado.Foi uma incrível sensação que senti. Conheci também a Casa de Rocha e muitas outras coisas importantes.Mas, aquela imagem,com o Cristo me inspirou a escrever este livro com um pouco de tudo: imaginação,ficção, fantasia e realidade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bem,nasci um verdadeiro amante das letras, pois li muito livros desde a infância até agora.Claro que,com o passar do tempo,eles foram mudando,mas tenho uma linha que sigo até hoje:a espiritualista. Já publiquei,com esse, 15 livros,em quatro idiomas: português,francês, espanhol e inglês.Os sonhos foram realizados,mas o que gostaria que o maior numero de pessoas pudessem desfrutar aquilo que escrevo. Também sou poeta.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Realmente é meio difícil,ainda mais para quem não é muito conhecido ou pouco conhecido e a cultura de nosso povo que se volta só para o futebol e carnaval, torna-se ainda mais difícil.Nos Países que já visitei o que se vê e sente é um povo amando a leitura e lendo nas praças, nos trens.Isso é muito gratificante.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já participei de antologias promovidas pela Scortecci e recebendo seus e-mails fiquei conhecendo o quanto essa Editora é importante na publicação de livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que sim pois as mensagens nele trazidas de uma maneira simples, porém profunda, fará o leitor viajar através de sua mente, criando asas e dando liberdade aos seus sentimentos.

Obrigado pela sua participação.
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07 setembro, 2016

Entrevista com Fernando de Oliveira Bastos Neto - Autor de: GENTE BOA

Nasceu em São Paulo (capital) no dia 13 de junho de 1975.
Formou-se artista plástico e professor de educação artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 2002.
Pós-graduado em história da arte pela Fundação Armando Álvarez Penteado em 2005.
Além do trabalho como pintor, desenhista e professor, vem se dedicando à literatura de ficção desde 2012.





Encontros e desencontros de pessoas aparentemente comuns, revelando histórias, personalidades e anseios de quem poderia estar ao seu lado, no trem, no trabalho ou até mesmo em casa. Na simplicidade dos diálogos, ou mesmo em meio às rotinas mais simples do cotidiano, cada um vai deixando escapar um pouco dos seus pensamentos mais íntimos, e as primeiras impressões logo se dissolvem na complexidade de cada personagem. Numa cidade qualquer do Brasil, sentado no trem e a caminho do trabalho, Francisco procura recomeçar, vai refletindo sobre o que se passou, suas experiências. É então que conhece Verônica, e uma relação bastante improvável pode acontecer. Vidas que navegam ao sabor do vento, pois mesmo que se bem planeje, nunca se sabe.

Olá Fernando. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O romance trata de vidas aparentemente comuns, mas que guardam muitas histórias. A ideia surgiu quando assisti um filme sobre esse tema, pessoas que parecem comuns e até bem monótonas, mas que vão mostrando, aos poucos, muita complexidade; anseios, vivências... Procurei construir personagens com algumas questões auto biográficas, com minhas próprias experiências, coisa que acredito ser bem comum na literatura de ficção.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bom, venho escrevendo a mais ou menos quatro anos, e já estou escrevendo meu segundo romance. Essa primeira experiência está sendo fundamental e bastante profícua; percebo que escrever é um exercício que requer constância. Quero formular outra sintaxe, outra relação com o ritmo, com o tempo, com as metáforas... É apaixonante. E o mais importante: é preciso ler, ler muito e de tudo um pouco.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que o escritor de verdade enfrenta o que vier; escrever precisa paixão; como se a pessoa não pudesse deixar de fazê-lo. Se vai vender, isso é depois...

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pedi ajuda para amigos, e um deles já conhecia a editora, e me indicou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim merece. O motivo principal é a verdade que nele coloquei, a minha verdade. Acho que na arte, de um modo geral, é preciso ser sincero com você mesmo, fazer aquilo que acredita, só assim a coisa fica boa. Tanto faz o assunto, estilo..., o que importa é a verdade, mesmo que na ficção.

Obrigado pela sua participação.
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05 setembro, 2016

Entrevista com Alba Regina Forte de Magalhães Pinheiro - Autora de: UMA SEREIA APARECEU NUM SHOPPING


Nasceu em Campinas, São Paulo. Sempre gostou que lhe contassem historias. Depois que aprendeu a ler nunca as abandonou. Adora ler. Quando se tornou professora ela às escreveu e as contou para os seus alunos. Hoje ela as pública!







Mirian sempre passeia num shopping e adora tonar café numa cafeteria e não é que nesse dia um ser lindo quase divinal apareceu.. será que o quê ela viu era mesmo uma sereia?





Olá Alba Regina. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de uma sereia que apareceu num shopping. A inspiração surgiu, quando sentada numa cafeteria diante de uma queda d'água, a personagem me contemplou com sua admirável beleza. Dedico a história às crianças e aos adultos que não perderam a criança que existe dentro deles.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este não é o meu primeiro livro, escrevi outros, porém só publiquei dois deles. Falando, sobre escrever e participar do mundo das letras, digo que sempre fiz parte deles, pois desde criança adorava ouvir, contar e inventar histórias. Quando me tornei professora, eu as escrevi para os alunos que gostavam muito e hoje eu as público.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sinto que não é muito fácil, entretanto como trabalhei 30 anos com crianças, percebo que se houver um trabalho de conscientização política educacional no Brasil com as crianças, tudo poderá mudar. Esse é o meu maior desejo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi no ano de 2008 através da Internet. Resolvi editar o meu primeiro livro: "Lolita, a abelhinha" na Bienal de agosto de 2008. E a Scortecci foi sensacional.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A mensagem deste livro é para que os leitores nunca percam o contato com o mundo da imaginação tão cheio de encantamentos. Esse é o maior motivo que o meu público leia essa deliciosa história.


Obrigado pela sua participação.

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01 setembro, 2016

Entrevista com A. Bernardo Cerântola - Autor de: A ÂNSIA CALMA DE ENTENDER

Nasceu muito longe da virótica cibernética e passou rica infância pisando descalço, bebendo de poço, improvisando brinquedos de barro e lenha, num quintal sem muros onde todo espaço dividia com animais, corredeira, lago, açude, plantações, roçados, flores, frutos. Aprendeu o risco de atiçar casa de marimbondo, se aproximar de boi bravo, ofender pai e mãe. Infantizou puro de malícias, crendo, até quase em pelos, em cegonha-parteira, saci-pererê, pilorda, papai-noel, pecado mortal. A tudo superou sorvendo suas metáforas, mas a crença em Deus se expandiu por reconhecer na sua divina expressão, a manifestação do amor como fonte única da evolução. Sexagenário viajado, estudou, correu mundo, casou-descasou, casou-descasou, fez filhos, ganhou netos e amou o quanto pode. Embalado por veia poética, ensaiou roteiros pra cinema e juntou aqui e ali impressões no papel, sempre que o reclamo de alma exigia satisfações. Colheu o que pode de diferentes estágios para compartilhar nesse livro experiências e reflexões.
No abismo silencioso da mente, Bernardo plasma campos de verde-viço, águas limpas, olhares mansos, amor em calda onde todos bebem da mesma colher. Ele se embrenha nesse imenso pasto de fartura ao largo de julgamentos, como fragmento da mesma massa manifesta em pedra, terra, água, mata, animais...

“A verdadeira essência da arte está no prazer da descoberta, ao percebemos a luz valorizada na sombra tênue da pintura; o sustenido musical integrar dois movimentos quase imperceptíveis; a expressão silente do ator no profundo da dor; a plástica cênica do bailarino preencher o palco em gestos de nirvana; o vão oculto das palavras revelando caminhos inusitados.

Passeie pelos textos como num domingo de sol e procure nas metáforas camufladas de letrinhas, o cerne, o profundo, a razão e, sobretudo, a beleza, com o desprendimento de acolhê-la quando aquece o coração ou quando corta pulsos, que em tudo há a maravilhosa dádiva da vida”.

Olá Antônio Bernardo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um mix de poemas, contos e escritos, esses últimos assim rotulados por falta de melhor definição. Escrever é um apelo de alma desde bem antes da puberdade, mas a timidez (ou o medo do fracasso) me tolheu até hoje, quando finalmente me solto para compartilhar, consciente em oferecer bom material para reflexão sobre a vida. Meu público é o que busca no detalhe a aprovação da arte.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Meu livro fala de mim, marcando uma trajetória de mais de sessenta anos em textos produzidos em diferentes estados de consciência. Sempre desejei me expressar e viver da literatura – não tive competência. Fui me entretendo com a vida, me deixando levar... mas o teclado me chama e se impõe: escreva! Como resistir?

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não somos bem um país, mas um campo de provas. Aqui é onde Deus faz suas experiências, acomoda carmas, planeja o amanhã. Tudo vale. Em todas as profissões há os bem sucedidos, os escondidos da sorte e os medíocres. Acha que a literatura é maior que essa verdade?

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pesquisando... mas foi meio sem querer, buscando sites aleatoriamente. Visitei uma e não gostei da qualidade dos trabalhos, nem da entrevista, que transpareceu puramente comercial. Com vocês encontrei calor humano.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro! Fosse falado, mereceria ser ouvido! Meus textos convidam à reflexão e se abrem a diferentes estágios de consciência. Valorizam o papel das metáforas, onde a verdade se esconde – aí o maior benefício. É preciso mergulho profundo pra trazê-la à tona e revelar seus segredos, onde o amor é matéria prima, caminho, função. Não serve aos preguiçosos de mente nem aos ávidos por banalidades. Ao meu leitor repito fragmento do texto de abertura do livro: “Lancem-se nele com o ímpeto dos destemidos, a curiosidade dos buscadores, a sede comum aos desbravadores e portas do coração se abrirão num ampliar de horizontes. Participem, interajam, comentem honestamente, que à arte tanto pesa a implosão quanto o banho de orvalho, pois a catálise do som de um e o silente frescor do outro são fórceps para novo poema. Sempre. Ler é mais imaginar. Descobrir vãos de palavras onde se entoca o silêncio que tudo revela, a escuridão que tudo ilumina”.

Obrigado pela sua participação.
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