25 abril, 2026

Alcindo Tenório Pereira - Autor de: ALDRAVIAS E HAICAIS

Alcindo Tenório Pereira
É natural de Bastos (SP), mas cresceu em Rancharia (SP), sua cidade de referência. É Bacharel em Direito e Ciências Sociais. Casado, pai, avô e bisavô.É autor de vários livros de poemas (FEITO DE AMOR E SAUDADE e IDEOLOGIA, EROTISMO E OUTROS TEMAS) e de um conto infanto-juvenil, além de publicações em antologias.
Reside na Capital paulista.

Aldravias e Haicais
Poemas nas formas "Aldravia" e "Haicai". A primeira forma nasceu na cidade de Mariana (MG), e a segunda forma é originária do Japão, por volta do Século 19. O livro é composto de poemas: ALDRAVIAS - nascidos em Mariana (MG), com 6 vocábulos unívocos, e DE haicais, originários do Japão do Século 19, composto de três (3) versos, respectivamente de 5 (cinco) sílabas no primeiro e terceiro verso e sete (7) no segundo. No Brasil, dada a grande diferença de idiomas, a métrica pode ser alterada em poucas sílabas. A meta é colocar a concentrar mais poesia em menos versos.


ENTREVISTA

Olá Alcindo.  É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu Livro?
Meu livro é de poemas - Aldravias e Haicais. A primeira forma é de origem bem brasileira, forma nova, ainda, nascida em Mariana (MG), mas já reconhecida internacionalmente. Consiste em seis vocábulos unívocos, distribuídos verticalmente, todos em letras minúsculas, à exceção de nomes próprios, sem rimas obrigatórias, ou métrica. O haicai é uma forma mais conhecida, de origem japonesa do século XVIII, formado por três versos, sendo o primeiro e o último de 5 sílabas e o segundo de 7 sílabas. São poemas de contemplação da natureza, de reflexão. Todavia, no Brasil sofreu alteração quanto ao número de sílabas, dada a diferença de idiomas, podendo estender-se um pouco mais. Modernamente deixa a exclusividade de contemplação da natureza, para tornar-se, também contemplação da sociedade agitada em que vivemos, adquirindo outras qualidades - humor, sarcasmo. Na minha concepção, há também que serem ambas as formas, poemas de resistência. Em ambas as formas, o sentido é que caiba em menos palavras, mais poesia.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Bem, já conhecia o haicai, mas não havia escrito nessa forma. Mas Aldravia, que vem de Aldrava, aquela peça das mansões que se bate para que a porta se abra, tem o sentido de que se leia para que se abram perspectivas, reflexões, sonhos, sentimentos. É assim que interpreto. Quem me introduziu na aldravia foi uma jovem e querida amiga de Jardinópolis (SDP), região de Ribeirão Preto, a Alexandra Miranda. Formamos um grupo de poetas dessa modalidade na região. A Alê, como a chamamos carinhosamente, realizou uma série de visitas às escolas públicas da Jardinópolis, envolveu autoridades locais, e a meninada aprendeu produziu muita coisa. Foi até realizado um concurso com distribuição de prêmios, uma festa linda. O público é formado por pessoas que gostam de literatura, que se interessa por conhecer coisas novas, não é um público específico.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Hum...Sou um homem a quem o tempo já levou os cabelos e o que restou tornou-se branco. Casado, pai, avô, bisavô. Se o tempo me deixou suas marcas, não me marcou com pessimismo. Continuo amando a natureza, as pessoas, a vida, e sempre buscando aprender mais, pois o conhecimento é infinito. Sou formado em Direito e Ciências Sociais, milito politicamente, acredito na evolução das espécies, ateu com a graça de Deus. No mundo das letras? Bem, vou escrevendo...Esse é o meu terceiro livro publicado pela Scortecci, além de um em parceria com meu genro, Rodrigo Adélio, Juiz do Trabalho. Meu primeiro livro foi editado no Rio- um conto infanto-juvenil (que muitos não consideram essa possibilidade), em parceria com uma neta que contava então 9 anos de idade - Juliana - hoje médica e mãe. Foi lindo, e lançamos em Recife, quando ela voltou.

O que te inspira escrever?
A vida é minha inspiração, com as personagens humanas animadas por sentimentos às vezes antípodas como amor e ódio. Quando exerci a advocacia, convivi com tantas pessoas, que buscavam o campo do Direito de família. Ali, quantos conflitos, dores, esperanças se revelavam. Às vezes deixo incorporar-me pelos conflitos vividos por um dos antigos clientes, coisas de paixão amorosa, e escrevo um soneto. Então deparo-me com um problema. Minha mulher pensa que algo está a acontecer ou se trata de um amor passado, vivido, e tenho que desmanchar-me em profundas explicações e demonstrar que por detrás do EU LÍRICO, ESCONDE-SE OUTROA PESSOA.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Sem falsa modéstia, creio que sim. Um livro é escrito com a perspectiva de que alguém se interesse em conhecer coisas novas. No presente livro, como disse anteriormente, há o máximo de poesia em poucas linhas, o que o torna atraente.

Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Nem me lembro mais, acho que foi pela Internet. Mas meu primeiro contato foi em 2011, com lançamento de dois livros de poemas: "feito de Amor e Saudade" e "Ideologia, Erotismo e Outros Temas".

Obrigado pela sua participação.


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