Fernanda Cangerana
É professora, pesquisadora e escritora brasileira. Sua atuação em pesquisa científica começou em 1992, no Instituto Adolfo Lutz, onde iniciou uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela investigação aplicada, e pelo compromisso com a saúde pública e o meio ambiente.
Com mais de três décadas dedicadas à ciência e ao ensino, construiu sólida carreira acadêmica, atuando como docente no ensino superior e coordenando cursos de graduação. Ao longo desse percurso, consolidou-se como liderança educacional, aliando experiência em gestão, pesquisa e formação de estudantes.
Paralelamente à vida universitária, desenvolveu uma produção literária que dialoga com memória, história e condição humana. Sua escrita transita entre o romance histórico e o drama social, explorando temas como exclusão, heranças invisíveis, espiritualidade e as marcas que atravessam gerações.
Em A casa mal-assombrada de Marlene, apresenta uma narrativa densa e sensorial ambientada entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, revelando a intersecção entre sua formação científica — atenta ao detalhe, ao contexto e às estruturas sociais — e sua sensibilidade literária.
Também mantém uma coluna em jornal, onde reflete sobre sociedade, cultura e valores contemporâneos.
Fernanda acredita na literatura como instrumento de memória e consciência.
É professora, pesquisadora e escritora brasileira. Sua atuação em pesquisa científica começou em 1992, no Instituto Adolfo Lutz, onde iniciou uma trajetória marcada pelo rigor metodológico e pela investigação aplicada, e pelo compromisso com a saúde pública e o meio ambiente.
Com mais de três décadas dedicadas à ciência e ao ensino, construiu sólida carreira acadêmica, atuando como docente no ensino superior e coordenando cursos de graduação. Ao longo desse percurso, consolidou-se como liderança educacional, aliando experiência em gestão, pesquisa e formação de estudantes.
Paralelamente à vida universitária, desenvolveu uma produção literária que dialoga com memória, história e condição humana. Sua escrita transita entre o romance histórico e o drama social, explorando temas como exclusão, heranças invisíveis, espiritualidade e as marcas que atravessam gerações.
Em A casa mal-assombrada de Marlene, apresenta uma narrativa densa e sensorial ambientada entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, revelando a intersecção entre sua formação científica — atenta ao detalhe, ao contexto e às estruturas sociais — e sua sensibilidade literária.
Também mantém uma coluna em jornal, onde reflete sobre sociedade, cultura e valores contemporâneos.
Fernanda acredita na literatura como instrumento de memória e consciência.
A casa mal-assombrada de Marlene
Algumas casas guardam memórias. Outras guardam fantasmas. Entre o Brasil escravocrata e o início do século XX, destinos se entrelaçam em uma saga marcada por amor, culpa, preconceito e sobrevivência. Angélica, isolada pela lepra em uma casa construída para escondê-la do mundo. Benedita, nascida livre, mas aprisionada pelas conveniências do poder. Lázaro, ex-escravizado, erudito e idealista, que descobre no amor sua maior força — e sua maior fragilidade. Justiniana, chamada de bruxa, mas forjada na dor e nos segredos das mulheres silenciadas. Quando a doença, o preconceito e as escolhas do passado começam a cobrar seu preço, cada personagem precisará enfrentar seus próprios fantasmas. Porque há heranças que não se deixam enterrar — atravessam gerações, ecoam nas paredes e moldam o destino dos que vêm depois. Com uma narrativa envolvente e sensorial, Fernanda Alves Cangerana Pereira constrói um romance histórico intenso e comovente sobre exclusão, fé, desejo, redenção e as marcas invisíveis que o tempo não apaga. Uma história sobre casas que isolam. E sobre amores que insistem em sobreviver.
ENTREVISTA
Olá Fernanda. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?A casa mal-assombrada de Marlene trata, em essência, das marcas que o passado deixa em nós. A narrativa usa a imagem de uma casa mal-assombrada como metáfora para memórias, afetos e silêncios que continuam presentes. Mais do que uma história de assombração, é um livro sobre o que nos habita — e sobre aquilo que, de alguma forma, nunca vai embora.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?A ideia de A casa mal-assombrada de Marlene surgiu do desejo de trabalhar a noção de ‘assombração’ para além do sentido literal. A casa é um espaço simbólico, onde memórias, afetos e presenças se acumulam ao longo do tempo.A personagem Marlene foi inspirada em uma figura real — minha tia —, e sua presença na narrativa marca um momento de inflexão, abrindo novas possibilidades de sentido para tudo aquilo que habita a casa.O livro se destina a leitores que se interessam por narrativas sensíveis e simbólicas, em que o cotidiano se entrelaça com dimensões mais sutis da experiência, e em que memória, afeto e imaginação constroem camadas de leitura.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Minha relação com a escrita é antiga e constante, mesmo não sendo minha atividade principal. A casa mal-assombrada de Marlene é meu terceiro romance, e cada livro marca uma etapa desse percurso, tanto literário quanto pessoal.Vejo a escrita como um espaço de elaboração e investigação sensível da experiência humana, e sigo desenvolvendo novos projetos dentro desse universo, ainda que conciliando com outras dimensões da minha vida profissional.O que te inspira escrever?Sou movida, sobretudo, pelas ideias — elas surgem com muita intensidade, quase como narrativas já estruturadas. Quando começo a escrever, geralmente já tenho claro o percurso e o desfecho da história, o que me permite desenvolver o texto com mais organicidade.A casa mal-assombrada de Marlene nasceu assim, e esse também tem sido o processo dos meus outros projetos. Tenho diferentes obras em desenvolvimento, entre romances e contos, que ainda estão em fase de elaboração.O maior desafio não é a falta de ideias, mas o tempo para desenvolvê-las, já que concilio a escrita com minha atuação profissional. Ainda assim, a literatura permanece como um espaço constante de criação e expressão.O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Acredito que A casa mal-assombrada de Marlene pode tocar o leitor justamente pela forma como trabalha emoções e memórias de maneira sensível. É um livro que não busca apenas contar uma história, mas provocar uma experiência — algo que ressoa de forma íntima em quem lê.Antes da publicação, o livro foi lido por um pequeno grupo de leitores, e a recepção foi muito tocante — alguns relataram uma forte emoção ao final, o que me fez perceber que a narrativa alcança esse lugar mais afetivo.Talvez o que ele tenha de especial seja justamente isso — a capacidade de tocar camadas mais silenciosas da experiência humana, aquelas que muitas vezes não são ditas, mas são sentidas.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Cheguei à Scortecci Editora a partir de experiências anteriores de publicação. Já tive a oportunidade de trabalhar com a editora em outros projetos, o que criou uma relação de confiança e continuidade no meu percurso literário.
Obrigada pela sua participação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário