Zuleika dos Reis
Paulistana, professora aposentada, estreia na literatura com Poemas de azul e pedra (1984).
Em 1989, publica Espelhos em fuga pela Editora Objetiva; em 2008, Flores do outono pela Editora Arte Paubrasil; pela Editora Scortecci Sonetos no outono de 2018, nesse mesmo ano; em 2022, Nos campos minados alguma canção; em 2023, Cela de Estar e Todos os bichos são iguais; em 2024, Hidra Inofensiva para Heroísmo Nenhum e Tempos Modernos. Ainda em 2024, Haicais entre quatro paredes pela Telucazu Edições. Sua poesia é apresentada por Nelly Novaes Coelho no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (2002), pelo selo Escrituras.
Paulistana, professora aposentada, estreia na literatura com Poemas de azul e pedra (1984).
Em 1989, publica Espelhos em fuga pela Editora Objetiva; em 2008, Flores do outono pela Editora Arte Paubrasil; pela Editora Scortecci Sonetos no outono de 2018, nesse mesmo ano; em 2022, Nos campos minados alguma canção; em 2023, Cela de Estar e Todos os bichos são iguais; em 2024, Hidra Inofensiva para Heroísmo Nenhum e Tempos Modernos. Ainda em 2024, Haicais entre quatro paredes pela Telucazu Edições. Sua poesia é apresentada por Nelly Novaes Coelho no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras (2002), pelo selo Escrituras.
Azul & Pedra
PEQUENA PALAVRA
Em 1984 publiquei meu primeiro livro o “Poemas de Azul e Pedra” a dizer da condição humana, suas perplexidades, suas perguntas de difíceis senão impossíveis respostas, a solidão e algumas luzes de ser e do ser (...).
Passados 42 anos resolvi fazer outra publicação dos poemas daquele livrinho, agora com o nome “Azul & Pedra”, antes de tudo porque minha escrita está em crise profunda e pensei que, ao fazer ‘rasto atrás” até os começos, algo novo possa vir a brotar, alguma planta, ainda, da minha lavra. A outra razão, mais prosaica: o nome “Poemas de Azul & Pedra” não consta sequer no Google, logo é como se o livro nunca tivesse existido, e ele existiu. Preciso reafirmar sua existência.
ENTREVISTA
Olá Zuleika. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Como todos os livros de poemas, as questões de sempre: amor, sexo, vida, morte, as perplexidades diante do real, o real e seus simulacros... e por aí vai.Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?Corria o ano de 1983. Eu estava nos inícios da trajetória como professora de Português na Rede Municipal de Ensino de São Paulo.Sempre escrevi poesia, desde os mais tenros anos. Seja como for, nunca havia pensado em publicação. Naquele longínquo 1983 tive contato com uma pequenina editora, anônima, dessas “fundo de quintal”, que propôs a publicação de meus poemas. A edição custava pouco, mas, eu estava “a nenhum”. Comentei essa proposta com meus colegas professores, apenas por comentar. Qual não foi minha grata surpresa (gesto que guardo no coração desde sempre): Sem que eu tivesse a mínima suspeita foi feita uma “vaquinha” e, algum tempo depois, me presentearam com o valor total da edição.Perguntei a Carlos Felipe Moisés, que havia sido meu professor na USP (e se tornou amigo de vida inteira) se ele me daria a honra de escrever um prefácio. Generosamente, ele o fez, e assim o “Poemas de Azul & Pedra” nasceu, em 1984. Esse nome sequer consta mais no Google, embora o livro exista. O “Azul & Pedra” é a reafirmação da existência daquele primeiro. Um livro de poemas para público adulto.Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?O presente livro “Azul & Pedra” é “remake” do meu primeiro livro “Poemas de Azul & Pedra”, publicado em 1984. Até agora foram 10 livros. Não tenho exatamente projetos no mundo das letras. Com 10 livros publicados poderia até dizer que tenho uma carreira literária. Não creio seja esse o caso.O que te inspira escrever?Escrevi meu primeiro poema aos 9 anos, também porque desde quando se completou minha alfabetização, sendo criança bastante introspectiva, comecei a ler “compulsivamente”. A leitura, por si só, já é grande estímulo para a escrita. No mais, tudo pode ser estímulo: sentimentos de dor, de prazer, a observação da natureza, das cenas do cotidiano, a consciência dos conflitos, das guerras, as necessidades de natureza espiritual (...).O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Encantar leitores? Difícil responder. Como todo autor, julgo que meu livro merece ser lido. Após 42 anos com 10 livros publicados, novamente os poemas iniciais. Para quem tenha lido os outros livros, ao menos alguns deles, uma volta às matrizes da minha escrita, o que pode ter algum significado.Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Por um autor da Scortecci, Jorge Lescano.
Obrigada pela sua participação.


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