Vinícius Lemarc
Natural de Fortaleza-CE, não é apenas um poeta e ficcionista interessante. Transitando pelas mais variadas formas e estilos, já publicou "Vassalo: poemas e rodapés", um livro de poesias que, com maestria, mistura delicadeza, variedade e profundidade.
Seu segundo livro, "Crônicas para Maiores", ilustra também o seu domínio do texto narrativo curto, e a habilidade para o texto crítico e de verve doce e divertida. Seu primeiro volume de "Fábulas" é realmente delicioso; uma coletânea de narrativas que vai do clássico ao moderno com a desenvoltura própria de um artesão das letras. Agora, seu último livro, "Passarim", lançado pelo selo Pingo de Letra, da Editora Scortecci, é uma espécie de singela dedicatória aos pequeninos, uma obra que mostra mais uma faceta desse autor que, aos poucos, e merecidamente, vem conquistando o seu espaço.
Natural de Fortaleza-CE, não é apenas um poeta e ficcionista interessante. Transitando pelas mais variadas formas e estilos, já publicou "Vassalo: poemas e rodapés", um livro de poesias que, com maestria, mistura delicadeza, variedade e profundidade.
Seu segundo livro, "Crônicas para Maiores", ilustra também o seu domínio do texto narrativo curto, e a habilidade para o texto crítico e de verve doce e divertida. Seu primeiro volume de "Fábulas" é realmente delicioso; uma coletânea de narrativas que vai do clássico ao moderno com a desenvoltura própria de um artesão das letras. Agora, seu último livro, "Passarim", lançado pelo selo Pingo de Letra, da Editora Scortecci, é uma espécie de singela dedicatória aos pequeninos, uma obra que mostra mais uma faceta desse autor que, aos poucos, e merecidamente, vem conquistando o seu espaço.
Passarim
Ilustrações: Byron Wyatt
Este é um pequeno livro sobre buscar o próprio caminho! A história de Passarim, que, nascido em cativeiro, vê, junto dos pais, os dias passar, sem expectativas de uma vida produtiva e bela. Mas Passarim é espírito livre, e, quando encontra oportunidade, voa em busca de realização! Uma história inspiradora para os pequeninos, que, aos poucos, construirão um forte ímpeto de autonomia, voltado ao bem, superando o que restringe sua plenitude, sejam barreiras reais ou imaginárias.
ENTREVISTA
Olá Vinícius. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?Inicialmente, gostaria de agradecer à Revista do Livro pelo convite para falar um pouco sobre mim e sobre o meu trabalho com a literatura.Bem, Passarim é um livro que tenta alcançar o olhar e a perspectiva da criança. Creio que essa seja sempre uma barreira a transpor por quem escreve para esse público.A mensagem, portanto, é simples, e procura fazer com que elas apreciem para além das ilustrações; que percebam, sem o óbice de maneirismos, um pouco sobre a necessidade de lutar frente aos obstáculos, rumo à realização pessoal, por meio de uma vida enriquecida por boas experiências.
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?Esse é um livro escrito por ocasião do nascimento de uma filha. Não havia pensado, à época, em publicar. Depois dele, escrevi outros, alguns já publicados. Julguei, então, que seria boa ideia dá-lo a conhecer por outras crianças. Fiz alguns ajustes, e, enfim, acho que elas irão gostar.As ilustrações e a personagem principal também têm uma identidade visual muito própria, e acredito que cativará a garotada, o que é a melhor recompensa.
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?Antes de tudo, escrever, para mim, é um enorme prazer. Se pudesse, o faria com uma constância muito maior. Sou um apaixonado pela arte e pela literatura, embora saiba das minhas imensas limitações a respeito. Mas essa coisa de amor, às vezes, é mesmo estranha. Penso ainda que a literatura e a música disputam o primeiro lugar no panteão das artes.Gosto muito do contato com a música, com os livros e com as pessoas que amo. Aliás, acho que sou mesmo o último romântico. Gosto do contato com plantas, pássaros, de pequenos prazeres, como a marcenaria e todo tipo de trabalho manual que possa realizar.Acho estranho também, mas tenho um olhar para o homem e para o mundo, e me desanima o quanto tudo isso carece de amor. Me incomoda que boa parte das pessoas não perceba que ele é a maior dádiva da vida. Acredito que isso perpassa o que escrevo, mas tento ser sóbrio e equilibrar bem as coisas.Sobre a minha escrita, sou poeta, ficcionista e também aforista. Escrevo essencialmente para adultos, mas reservo sempre um tempinho para nossos pequenos. Sempre gostei de inventar histórias para as crianças, e elas adoravam. Provavelmente, apenas por que não ouviam coisas assim em outros lugares.Gosto de escrever não ficção também, mas essa não é uma escolha. É algo que fica na mesa.Como todo autor, meu desejo é que as pessoas tenham contato com o que escrevo; e não só; espero que tenham contato com a beleza e a vastidão da literatura universal, seja do passado ou contemporânea.Quando escrevo um texto, um livro, um poema sinto que aquilo é para as pessoas, que se elas olharem com cuidado, talvez se deparem com coisas adoráveis, instigantes, reflexivas... Sinto-me como alguém que serve aos outros. Que divide algo. E espero que as pessoas olhem, se animem, se emocionem, se fortaleçam... essas coisas.Seja na produção adulta ou na infantil, o compromisso é descrever com honestidade o percebido, ainda que às vezes não goste da realidade vislumbrada. Penso que só entendendo-a melhor se aumentam as chances de se encontrarem caminhos.Quanto à minha carreira literária, ainda não está organizada como imagino, mas Passarim é parte de uma família que, espero, continue crescendo e se melhorando.
O que te inspira escrever?Quase tudo. Isso é algo bem curioso, mas não sei se cabe tentar explicar aqui. Obviamente há coisas que não me estimulam, mas a mente humana, os acontecimentos, os sentimentos chamam minha atenção, para dizer de modo simples, já que nem mesmo eu entendo isso direito. Fato é que se eu não gostasse de escrever acho que seria um fardo. Mas não. O desafio é perder o mínimo possível do que se apresenta ao escrutínio. Sou muito quieto, mas a minha mente não é bem assim.
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?Acho que não só ele como os outros. São feitos com carinho, para apresentar às pessoas novas histórias, novos pontos de vista, novos personagens, etc. As fábulas, por exemplo, eventualmente, sei de alguém que usou uma em suas aulas. Essa é uma alegria imensa, para mim. Em todos os livros creio que dá para encontrar algo legal. Passarim não é diferente.
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?Todo escritor que ainda não se estabeleceu está sempre de olho em tudo. Não recordo exatamente quando ou como; acho que navegando; mas parabenizo a Editora Scortecci por seu trabalho incrível em prol da cultura e da literatura no Brasil, sobretudo apoiando decisivamente novos autores.Para concluir, agradeço tanto à editora pelo apoio quanto a todos que leram essa entrevista ou qualquer dos meus livros. Muito obrigado!
Obrigado pela sua participação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário