27 agosto, 2026

Laércio Pinto - Autor de: CRÔNICAS DE MEMÓRIAS, AFETOS E DESCOBERTAS

Laércio Pinto
Nasceu em Boa Vista, Roraima, e veio aos 17 anos para São Paulo, onde estudou e seguiu uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.
Trabalhou por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde chegou à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busca compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidiu enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já está trabalhando ativamente em um segundo livro.

O que acontece quando o silêncio do lavrado roraimense encontra o ritmo frenético da maior metrópole do país? Em Crônicas de memórias, afetos e descobertas, Laércio Pinto abre as comportas do tempo para criar um sensível elo cultural entre as águas dos rios Surumu, Cotingo, Rio Branco e o horizonte de concreto de São Paulo. Após uma sólida e bem-sucedida carreira no topo do mundo corporativo, o autor realiza uma transição para o universo das letras. Com um olhar agudo e generoso, ele transforma registros cotidianos, memórias de infância e profundos laços familiares em reflexões universais sobre identidade, tempo e pertencimento. A obra surpreende pela versatilidade de suas narrativas: transita com naturalidade entre o humor leve de textos linguísticos, o mistério instigante de contos fantásticos e o afeto à família. Neste seu primeiro livro, o autor chama o leitor a descobrir mundos diferentes por meio de uma escrita madura, elegante e, acima de tudo, profundamente humana.

ENTREVISTA

Olá Laércio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci.

Do que trata o seu livro?
É um mosaico de memórias e reflexões. É um livro de crônicas que fala das reminiscências da minha infância em Roraima, onde nasci, de viagens por lugares marcantes que visitei, e do meu olhar afetuoso sobre as ruas e relíquias arquitetônicas da cidade de São Paulo que se cruzam com a minha própria história. O leitor também encontrará crônicas sobre metalinguagem e linguística, em que uso o humor para brincar com as figuras de linguagem, além de profundas declarações de afeto à minha família. E tem até alguns contos fantásticos que escrevi para me desafiar nesse gênero.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e a qual público se destina sua obra?
A ideia surgiu do estímulo de amigos com quem eu compartilhava meus textos despretensiosamente. Depois de tantas manifestações carinhosas, percebi que havia ali um material maduro para um livro.
A obra se destina a públicos diversos que se interessam por temas universais: amor, afeto, passagens históricas e memórias afetivas. Além disso, é uma oportunidade singular para o público do Sudeste e de outras regiões ter contato com a cultura e o cotidiano de Roraima, um estado tão interessante, mas ainda pouco conhecido pela maioria dos brasileiros. Afinal de contas, em uma referência a Proust, o grande memorialista francês, é de lá que vêm as minhas madeleines — seja no sabor de uma fruta da infância ou na lembrança do horizonte do lavrado — que inspiram tantas de minhas reminiscências.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Eu nasci em Boa Vista, Roraima, e vim aos 17 anos para São Paulo, onde estudei e segui uma sólida carreira executiva na indústria de dados e informação.
Trabalhei por muitos anos na Serasa Experian, o maior bureau de dados da América Latina, onde cheguei à posição de Presidente da Unidade de Serviços de Crédito. Se antes eu passava os dias decifrando o comportamento de crédito das pessoas por meio de números e estatísticas, hoje busco compreender a vida por meio da sensibilidade das palavras. Depois de aposentado, decidi enveredar no mundo das letras. O primeiro livro é, sem dúvida, um sonho realizado, mas a escrita se tornou uma nova profissão: já estou trabalhando ativamente em um segundo livro.

O que te inspira a escrever?
Absolutamente tudo o que toca o meu coração e me faz parar para observar o mundo com calma. Sou inspirado pelas cores da minha infância, pelo amor à minha família, pelo mistério de uma rua que me traz alguma lembrança esquecida, pela imponência de um casarão antigo, pelas nuances de uma viagem a um lugar interessante, por eventos históricos e por pequenas curiosidades do dia a dia que despertem a minha mente.

O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acho que o livro merece ser lido porque foi escrito com total entrega e sensibilidade. Ele trata de temas universais que conectam as pessoas, oferecendo desde o aconchego de histórias cotidianas e triviais até o fascínio de fatos históricos pouco conhecidos. Mais do que uma leitura, é um convite para que o leitor desacelere o passo e aprenda a resgatar, também, as suas próprias memórias e afetos. Ao ler, por exemplo, a crônica “Pirara, Nabuco e eu”, o leitor vai descobrir que Roraima esteve no centro deste litígio diplomático que se arrastou por longos anos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Já sabia que a editora dava oportunidade a novos escritores. Entrei em contato com a editora e cheguei até o João Scortecci. Apresentei o material a ele, que ficou de avaliar e depois me retornar: chegamos a um entendimento e hoje estamos celebrando a publicação da obra.

Obrigado pela sua participação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário