20 janeiro, 2023

Entrevista com Iris Sampaio - Autora de: MEU AMIGO DYLAN

Nasceu em Aracoiaba e mora em Fortaleza, estado do Ceará. É Especialista em Gestão Pública pela UECE, voluntária da Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento. Membro da Rede de Escritoras Brasileiras (Rebra). Escreve romances e poemas que agreguem valores para a vida das pessoas.
Obras significativas: A Busca da Felicidade (2004); A Força do Amor (2012); Criar, Empreender e Amar (2014); Quando os Caminhos se Cruzam (2015); O Garoto da Praia (2018). Participou das antologias Lindas Lendas Brasileiras – Rebra (2014); 5ª Antologia Poética da Academia de Letras e Artes de Fortaleza– Ceará (2014); Assim Escrevem as Brasileiras – Rebra (2014); 6ª Antologia Poética da ALAF (2015); Então é Natal - Rebra (2015); A vida em poesia (2016); As melhores obras deste século – Rebra (2017). Reinauguração da Vida - Rebra (2022).

O livro mostra que AMAR o próximo e os animais é um dos segredos para ser feliz nesta vida. Dylan, um porquinho muito bonito, é cuidado com bastante amor e carinho. A história visa passar a mensagem sobre a importância da conscientização das crianças para cuidar bem e valorizar a terra, água, animais, plantinhas, passarinhos, amigos e família. Porque Deus criou tudo isso com muito amor. O porquinho Dylan e a cachorrinha Lolyta vivem a magia de uma linda e verdadeira amizade.



ENTREVISTA

Olá Iris. É um prazer contar, novamente, com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se da historia do Dylan um porquinho muito bonito, que é cuidado com muito amor e carinho. Ele ama a natureza e os amigos. A história visa passar a mensagem para a importância da conscientização das crianças para cuidar bem e valorizar a terra, água, animais, plantinhas, passarinhos, amigos e família. Porque Deus criou tudo isso com muito amor. E todos que recebem amor são sempre lindos e felizes.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sempre estava em meu planos escrever livro infantil . O conteúdo do livro Meu Amigo Dylan foi inspirado a partir da observação participativa com crianças que amam cuidar da natureza e dos animais.
Pretende-se atingir o coração e alma de um publico amante da natureza e de Deus, especialmente, das crianças que nos ensina através de sua pureza o quanto é importante amar e ser feliz.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Natural de Aracoiaba e mora em Fortaleza, estado do Ceará. Voluntária da Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento. Escreve romances, contos e poesias que agreguem valores para a vida das pessoas, onde a ficção mistura-se à realidade.
A arte de escrever é um dom natural presente de Deus.
Meu Amigo Dylan é o sexto livro publicado, sendo o primeiro voltado para o público infantil.
Obras Significativas: A Busca da Felicidade (2004); A Força do Amor (2012);
Criar, Empreender e Amar (2014); Quando os Caminhos se Cruzam (2015) e O
Garoto da Praia (2018).
Participou das antologias: Lindas Lendas Brasileiras – Rebra (2014); 5ª Antologia Poética da Academia de Letras e Artes de Fortaleza– Ceará (2014); Assim Escrevem as Brasileiras – Rebra (2014); 6ª Antologia Poética da ALAF (2015); Então é Natal - Rebra (2015); A vida em poesia (2016); As melhores obras deste século – Rebra (2017). Reinauguração da Vida - Rebra (2022).

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Em linha gerais não tem sido fácil para muitos escritores. Como escrever para muitos é um dom, um prazer ou a realização de um sonho, a determinação e a capacidade o impulsiona a caminhar mais uma milha na estrada literária, e na maioria das vezes, muitos conseguem o sucesso esperado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da Rede de Escritora Brasileira (Rebra) da qual sou membra há mais de 6 anos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Porque escrevo com a missão a partir dos ensinamentos e valores recebidos de Deus de contribuir para o bem e a felicidade do próximo.
Vivam o verdadeiro amor a partir da beleza de Deus e do próximo como forma de tornar o mundo cada vez mais humano.

Obrigado pela sua participação.
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10 janeiro, 2023

Entrevista com Liana Barreto de Melo - Autora de: O LIVRO DE LIANA

Liana Barreto de Melo
Natural de Crato-Ceará, é dentista.
Abaianou-se há mais de 30 anos, pelo amor, pelo carnaval e por tantas outras forças que só se veem na Bahia...
Participação nos seguintes livros:
Mulher nos Cantos e na Poesia ( Mabel Velloso/Claudionora Rocha, 1987) Ilustrações.
Muito Prazer (Liana Barreto / Mabel Velloso, 1988) Ilustrações.
Abrindo a Jaula (Lúcia Regina B.A.Góes / Liana Barreto , 1991 ) Ilustrações.
Cem Horas de Poesia (Coletânea, 1991), Poemas.

Este tão belo livro,  nos chega como o orvalho da madrugada. É refrigério e esperança após longas horas de treva. É água fria que nos desperta para percorrer cada dia em tempos de incertezas, medos e absurdo. Muitos de nós, seus leitores, tivemos a oportunidade de ler boa parte dos poemas reunidos neste volume à medida em que eram postados nas redes sociais. Antes e agora, Liana nos dá a mão e seguimos com ela através das noites, dias e madrugadas do inacreditável ano de 2020. Ela o faz com arte, amor e generosidade e nos oferta, transformados em pura poesia, seu olhar sobre a cidade deserta e sobressaltada, suas horas insones, suas mãos fazendo mágica no teclado do celular, suas mais vivas e ternas memórias de infância. A beleza de seus versos transcende as paredes do apartamento de onde mal se vislumbra a lua e o mar e cria Asas na Madrugada: asas de poesia e fraternidade, dando voz à dor e à indignação que são de todos. Ela desvela os sentimentos que se agitavam e doíam em cada um de nós e não conseguíamos colocar em palavras. Ela nos reconecta ao sentido profundo da vida que nos é dada viver, nas horas de alegria ou na agonia. Nada, mas nada mesmo, das muitas páginas que li sobre esses longos meses de pandemia, é mais belo do que os escritos de Liana. Há uma exceção: a própria Liana. Que posso eu dizer da minha priminha que virou minha irmã, como se não houvesse entre nós uma expressiva diferença de idade? Digo que ela é uma pessoa linda, cheia de talentos, amorosa, solidária. Artista e poeta. Liana, inseparável de meu irmão Bado (Alberto Magno), também em meu afeto; mãe de Alexandre e Beatriz, tão queridos; Liana, que inventa e transforma seu ofício, que desenha e pinta (e também pinta o sete); Liana, que cria cirandas de gente e traz todo mundo para mais perto; que também voa na “Oficina dos Anjos” e que tem o dom de fazer rir e adoçar a vida. Espero que, ao abrir este livro tão especial, cada pessoa possa experimentar o que eu própria experimentei ao longo dos dias: que vale a pena, sempre, andar com fé!
Ana Cecília de Sousa Bastos

ENTREVISTA

Olá Liana. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O LIVRO DE LIANA: ASAS NA MADRUGADA traz poemas e relatos dos tempos difíceis de pandemia. Quando estávamos aprisionados; corpos, almas e corações e apenas a vontade de dar vida e voz à angústia dessa situação, tão nova e estranha para todos nós, pôde experimentar uma sensação de liberdade nas noites de inquietude e insônia.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
À medida em que os poemas e escritos foram se acumulando e as pessoas foram tendo acesso a eles através das redes sociais, Instagram e facebook, me vieram a ideia e também o incentivo, por parte dos leitores, de reuni-los em um livro, o primeiro. Há alguns anos participei de uma coletânea de poesias, ilustrei alguns livros... Acredito que ele possa atingir um público diverso, capaz de se identificar com os sentimentos e questionamentos trazidos pela Pandemia, em todos os aspectos da vida humana.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou uma cearense abaianada há muitos anos, dentista. Exerço a minha profissão há mais de 30 anos. Gostaria de escrever o segundo livro, bem antes de plantar uma árvore.... rsrs, mas confesso que o fator TEMPO foi extremamente determinante para que o primeiro acontecesse. A Pandemia trouxe a angústia e o medo como mote, a inspiração surgia de maneira urgente, desesperada. Foi tudo muito intenso. Todavia, ela ainda me ronda e tenta me seduzir, por outros assuntos e atalhos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não é fácil bancar a publicação de um livro aqui no Brasil, assim como também a sua comercialização. Se pudéssemos contar com algum subsídio, alguma política pública que incentivasse a publicação e distribuição de livros às escolas. Estimular o hábito da leitura desde muito cedo é o caminho. Ter um livro nas mãos é ter a certeza de poder ir mais além.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de amigos, clientes da Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que O LIVRO DE LIANA; ASAS NA MADRUGADA, é um desabafo coletivo em tempos de Pandemia em que toda a humanidade, pega de surpresa, foi convocada a novos processos e modelos de enfrentamento à vida, assim como também foi um momento único e importante de introspecção e reavaliação de crenças e valores. Por essas razões eu acredito no interesse em sua leitura!
Além disso o livro contém ilustrações belíssimas da artista REBECA MATTA e fotos do fotógrafo-arquiteto VITOR BASTOS, lentes ultra sensíveis e poéticas.

Obrigado pela sua participação.

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09 janeiro, 2023

Entrevista com Vanessa Rosa - autora de: INSINUAÇÕES

Nome literário de Vanessa da Silva Pereira Rosa.
Com a mente e o coração abraçados pela arte e pela educação, a paulistana Vanessa Rosa formou-se em Ciências Sociais, em 2009, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), especializou-se em Psicologia Junguiana, em 2014, pela FACIS (Faculdade de Ciências da Saúde) e formou-se em Psicologia pela Universidade Paulista (UNIP) no ano de 2020. Foi docente do Programa de Ensino Integral, de 2015 a 2018 e é efetiva na disciplina de Sociologia na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, além de dedicar-se às suas atividades como poetisa. Em 2016 lançou o livro de poesias, contos e prosa poética intitulado “Nuances”. O livro contou com três bem sucedidos lançamentos: um na célebre Casa da Rosas da Avenida Paulista, em São Paulo, capital. Sua divulgação também foi feliz ao alcançar o extremo sul da cidade. No mesmo ano de 2016, a autora recebeu o Prêmio do 12º Concurso Literário Mario Quintana em Porto Alegre.

Numa caminhada poética ora firme, ora leve, Insinuações é composto de sessenta poemas e quatro contos inspirados em momentos reais, de desejos e de sonhos, trazendo à tona sentimentos genuínos, em que fica explícito que a autora deseja dividir aquilo que se passa em seu âmago e na superfície da pele. Porém, num determinado momento, diz sem medo algum que “o poeta é um fingidor”, como escreveu Fernando Pessoa. Esta obra permite ao leitor não ficar indiferente, ele encontrar-se-á nela ou minimamente tentará compreender o que se “esconde” dentro dos poemas, seja durante uma “conversa com a lua” ou no “anúncio a ser pago em suaves prestações de poesias”, seja em densas palavras sobre a morte. Em Insinuações, Vanessa Rosa apresenta escritos realizados no período de 2008 a 2021 e que, por sua atemporalidade, podem muito bem fazer parte da história de cada um, hoje e sempre. 
Valdyce Ribeiro - Poetisa

ENTREVISTA

Olá Vanessa. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Meu livro atende pelo título de “Insinuações”. O título é uma brincadeira com o nome do meu primeiro livro e anterior, “Nuances”. “Insinuações” envolve poesia, contos e inspirações de haicais tentando unir isso ao potencial comunicativo de ilustrações que buscam ser bem originais em parceria com uma de minhas melhores amigas, Fabiana Ribeiro.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Insinuações se dirige ao público adulto. Considero como a primeira coisa que escrevi um poema em meu primeiro livro datado em 09/07/2004, com os seguintes dizeres “Desde ontem não penso mais, / Escrevo poesia sem pegar no papel”. Sempre escrevi sem nenhuma preocupação em publicar, até que um encontro com dois incentivadores Thales Alves e Valdyce Ribeiro que, por sinal, faz a sinopse do livro “Insinuações” me levaram a preparar a primeira publicação e “Insinuações” que é a extensão dela pela qual minha alma se derramou entre brincadeiras, exageros e sofrimentos reais, delírios deliciosos e “punhetagens” intelectuais.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Meu nome é Vanessa Rosa, meu caminho pela arte começou por um grupo de teatro chamado “A Fúria”, na Casa de Cultura de Santo Amaro. Neste grupo recebi uma sólida formação literária, à qual, infelizmente, não é comum que uma pessoa da periferia da zona sul de São Paulo, Capão Redondo e Jd. Ângela, obtenha, mesmo se tratando de uma aluna politizada de escola pública como sempre fui. Li Rimbaud, Baudelaire, Bukowski, me encantei com Cecília Meireles, apaixonei-me pela Bossa Nova, em especial pela obra de Vinicius de Moraes, Truffaut... Minha alma se identifica de uma forma pouco casual com a obra de Fernando Pessoa, mas até hoje preciso colar para escrever Ernest Hemingway, encenei Artaud, acostumei-me a visitar inúmeras exposições sem procurar sentidos lógicos deixando apenas que aquelas cores, que aquelas formas atinjam meu (in)consciente. Bom, acredito que dê para perceber que amo o mundo das ruminações intelectuais, de modo que, para o futuro, meu sonho é tornar-me uma intelectual respeitada, porém não respeitada por ter feito algo de um valor vago, desejo servir a sociedade, tal como sonham a maior parte daqueles que têm a primeira formação profissional que eu, ou seja, os Professores Sociólogos de Ensino Médio e, por que não, os da segunda formação, os Psicólogos. Quero através da carreira acadêmica, mestrado, doutorado e o que mais a vida reservar, escrever coisas significativas e acessíveis que possa ajudar as pessoas a serem mais felizes, também como me orienta a doutrina do Budismo do Sol que sigo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Nós, enquanto sociedade civil, devemos exigir de nossos governantes acesso à leitura, porém, é necessário “deselitizar” tal conceito, pois assim como afirmava Paulo Freire, “a leitura de mundo, antecede a leitura da palavra” e se conseguirmos fazer isso, acredito que seja possível também garantir o acesso a publicação para escritores novatos e de mundos diversos. O mercado editorial do Brasil é extremamente restrito e não há políticas sérias para o pequeno escritor ter um respiro. No meu último ano da minha primeira faculdade, 2008, apresentei o Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “Leitura em Ciências Sociais: Desvendando suas Nuances na PUC-Campinas” (de onde eu era aluna), no qual constatei que a família do estudante trabalhador - como era o perfil da maioria dos estudantes de lá, que era um curso noturno - não tinha o hábito da leitura de impressos e mesmo dentro da escola - de maioria pública - era difícil achar quem os tivesse referenciado, de modo que quando no primeiro ano tomavam contato com a enxurrada de exigência de leituras, a rotina se modificava radicalmente (e não sem sofrimento), alguns alunos chegavam a dizer que precisavam usar a “pressão” à seu favor. De modo geral, após essa pesquisa tornei-me defensora de uma pedagogia de leitura para o ensino superior que faça mais do que culpabilizar os níveis anteriores e que consiga devolver à leitura em nível profissionalizante o senso de aventura, já que a leitura (de mundo e de impressos) é a principal ferramenta de trabalho de boa parte.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da minha incentivadora Valdyce Ribeiro, muito embora, meu primeiro livro,”Nuances”, tenha sido feito por outra editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Até hoje escrevi para me livrar de uma neurose. No conto “Sobre a Felicidade de um Escritor Silencioso” desse segundo livro, abordo essa temática, dizendo, um pequeno ‘spoiler’: “Escrevo para mostrar ao mundo a dor que sinto ao ser eu”. minha terapia me ajudou a superar essa neurose... talvez eu não escreva mais nada poético, acadêmico, certamente sim, mas já me sinto satisfeita, acredito que através das minhas palavras ajudei algumas pessoas a se aproximarem da saída da areia movediça na qual eu me encontrava. Fiz a minha catarse. Me sinto em paz.

Obrigado pela sua participação.


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28 novembro, 2022

Entrevista com J. L. Rocha do Nascimento - Autor de: OS PÉS DESCALÇOS DE AVA GARDNER

Nascido em 16.05.1959, Oeiras-Pi, é contista e poeta, além de Professor da Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região. Mestre e Doutor em Direito Público, pela Unisinos-RS. Membro do grupo Confraria Tarântula de Contistas, com o qual assina “Os vencidos”, “Dei pra mal dizer” e mantém a página confrariatarantula.blogspot.com. Integra também o grupo virtual Juízespoet@s, com o qual publicou “Prosa & Verso”, “Pássaro Liberto”, “Tecendo a magia” e “Nossas cidades: corpo e alma”. Em maio de 2019 publicou, pela Scortecci, seu primeiro livro individual de contos intitulado “Um clarão dentro da noite”. Na área jurídica, costuma fazer aproximações entre Direito e Literatura. Fruto dessa experiência é sua dissertação de mestrado, intitulada “Do cumprimento do dever de fundamentar as decisões judiciais: morte dos embargos de declaração, o Macunaíma da dogmática jurídica”.

Os pés descalços de Ava Gardner

Os contos se dividem em duas partes bem definidas. A primeira se compõe de narrativas curtas, quase minimalistas, marcadas por uma linguagem direta e ligeira, mas também angustiante e, por vezes, cruel, sem concessões, do que não escapa nem mesmo o narrador, como é o caso do conto “Noite feliz”, onde quem narra não é apenas um mero observador. Ao contrário, ele está inserido no próprio mundo que despreza e não demonstra qualquer tipo de autocomiseração. Outro exemplo é o conto “Na rede”, que, ao reproduzir o diálogo entre duas pessoas num aplicativo de mensagem, aos poucos revela de como uma conversa inicialmente amistosa se transforma num palco ideal para agressões e ofensas mútuas, numa demonstração de que as redes sociais, atualmente, no mais das vezes, se prestam para se destilar ódio, expressar preconceitos e desejos de vingança. A segunda parte é composta de contos de maior fôlego, tanto em extensão como em dramatização. Ainda assim, fragmentados por divisões internas, constituindo-se elas próprias, como num exercício de metalinguagem, de pequenas histórias dentro da história principal, mas que, no conjunto, compõem um único painel. Exemplos emblemáticos nesse sentido, dentre outros, são os contos “Os oito pecados capitais”, “Redondilhas” e “Deus salve Antônio Leiteiro”, além do conto que dá título ao livro. Constituído de uma diversidade de temas, todos eles universais como amor e ódio, memória e sonhos, velhice e solidão, vida e morte, de comum entre os contos, se destaca: o diálogo com outras formas de expressão, como o cinema e a música, além da própria literatura, como é o caso do conto “Eu queria escrever como Rubem Fonseca”, no qual o protagonista não esconde sua devoção pelo grande contista brasileiro. É nessa parte do livro que também se concentra, de forma mais aguda e afiada – seja pela simples ironia, que atravessa todo o livro, ou pelo implacável tom sarcástico imposto –, sua leitura mais crítica, é dizer: mordaz e ácida, quando lida na perspectiva do social, da política, dos costumes e do cotidiano da vida das pessoas. Dono de um estilo próprio, forte e ao mesmo tempo e elegante no ato de contar, J. L. Rocha do Nascimento, com sua linguagem fluente e desprendida, conseguem com Os Pés descalços de Ava Gardner causar a impressão de há uma exata correspondência entre narração e pensamento. Mas isso é apenas uma ilusão. Nas suas narrativas, sejam as curtas, médias ou longas, há uma relação de velamento e desvelamento entre discurso externo e interno. Há sempre um não dito que não é entregue na enunciação, fica preso no pensamento, por isso boa parte das narrativas não passa de fragmentos, ou só podem ser compreendidas no seu conjunto, visto que não há uma entrega total, sempre sobra (ou falta) algo, cabendo ao leitor colmatar os espaços vazios.

ENTREVISTA

Olá João Luiz. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Trata-se de um livro de contos contemporâneo, de temáticas variadas, todos elas universais como memória, sonho, infância solidão, ilusão, sexo, violência urbana, amor e morte.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrevê-lo surgiu da observância do dia a dia e a partir de experiências pessoais de vida (ou com as coisas reais, como diria Belchior) retidas na memória. Se destina a um público adulto e bem informado, visto que o livro é todo ele marcado pela intertextualidade que exige do leitor determinadas compreensões prévias
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Trata-se do segundo livro de contos. Anteriormente, no ano de 2019, publiquei, também pela Scortecci, o meu primeiro livro de contos intitulado “Um clarão dentro da noite”, premiado com o 3º lugar (Categoria Livro de Contos – Prêmio João do Rio) no Concurso Internacional de Literatura da União Brasileira de Escritores – UBE-RJ. Recentemente publiquei, em outubro de 2022, pela editora Penalux, o meu terceiro livro de contos (Os morangos silvestres e outros contos eróticos). E para o ano de 2023 há a previsão de publicação do meu quarto livro de contos, cujo título é “Na caverna de Platão e outros contos breves”, que concorreu ao Concurso da UBE-RJ de 2022 para livros inéditos e também obteve o 3º lugar na categoria Livro de Contos, Prêmio Rubem Fonseca.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Muito difícil, sobretudo para os novos e desconhecidos. Mercado muito fechado. Dificuldade na distribuição, além do que não existe no país uma cultura de leitura.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de outros colegas escritores que já publicaram pela Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito sim. Trata-se de um livro de contos contemporâneo, constituído de temáticas diversas, escritos numa linguagem direta e fluente, além de caprichada, e que estabelece diálogos com outras formas de expressão artísticas, como o cinema e a música, além de outros textos literários.

Obrigado pela sua participação.
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22 setembro, 2022

Entrevista com Eunice Souza Falcão - Autora de: UMA JANELA PARA A VIDA

Eunice Souza Falcão
Nome literário, paulistana, nasceu em setembro de 1966, é graduada em letras e Pedagogia. Atuou como professora por quase 30 anos para a rede pública de educação do estado de São Paulo.
Amante da Literatura, paixão que despertou ao exercer a profissão trabalhando com os variados textos literários.
Sem esquecer sua formação de origem, atualmente se dedica a arte de compor textos criativos. “Embora traço novos caminhos, o ser professora nunca sairá de mim”.


UMA JANELA PARA A VIDA
em tempos de pandemia
É uma ficção que se apresenta mediante tempo e fatos reais sucedidos durante o período pandêmico em decorrência da disseminação do vírus da covid-19. São relatos que seguem conforme o ocorrido no mundo e em especial, na cidade de Ouro Preto MG.
A solidão e busca por subsistência, momentos vividos pela protagonista, nos remete àqueles dias de isolamento social, quando muito de nós se encontrava nessas condições.
Um diário de ficção, que nos leva a lembrar e a pensar sobre situações de dificuldades diante de uma pandemia que parecia não ter fim.
Embora a narrativa descreva acontecimentos até o aniversário de dois anos do surto da covid-19 no Brasil, março de 2022, ligados ao dia a dia da protagonista, a essência dessa leitura é despertar no leitor/a o reflexo no espelho comparado a sua vida nos dias de isolamento social, analisar como muitos se sentiram durante o período epidemiológico pelo agente causador do SARS-CoV-2.

ENTREVISTA

Olá Eunice. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Digamos que o assunto central do meu livro é apresentar situações vividas por muitos de nós, durante o isolamento social devido à pandemia da covid-19. Todos os momentos problemáticos como: a fome e os preços elevados dos alimentos, desemprego, desequilíbrio emocional, tudo associado à circunstância presente na fricção.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O meu livro é para o público geral, especialmente para quem queira entender como muitos se sentiram naqueles dias de isolamento social, analisar o medo, as dificuldades financeiras e a solidão. Eu não recomendo essa leitura para crianças.
A ideia de escrever esse livro veio justamente quando eu estava em isolamento na minha casa, confesso que senti medo, a solidão quase me dominou. Então, criei uma personagem, focalizei e pesquisei acontecimentos em um lugar real, colhi informações sobre a covid-19 e comecei a escrever. Quando eu percebi, já havia escrito toda a primeira parte do livro, decidi continuar e publicar. Assim, criei esse diário de ficção.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Projetos de vida? Penso que devemos ter muitos, mesmo que, nem todos se realizem. Planos, projetos, propostas de vida dão sentido à nossa existência, sem isso a vida fica vazia, sem direção.
Sim, eu tenho projeto de outros trabalhos literários, já estou produzindo uma coletânea de contos.
Não tive filhos, mas já escrevi um livro e, talvez, um dia eu plante uma árvore. Penso que viver é isso, sonhar e projetar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil e triste, pois acredito que conhecimentos muda uma nação, A leitura é um dos fortes pilares para o conhecimento, mas infelizmente essa não é uma realidade brasileira.
Acredito que não seja uma regra geral, mas vida de escritor no Brasil é o que podemos chamar de hobby, visto mais como uma atividade prazerosa do que verdadeiramente uma profissão. Tomara um dia isso mude.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci o pessoal da Scortecci Editora numa feira de livro na cidade de Itú - SP, entrei em contato e pedir orçamento para publicar meu livro. Gostei da proposta apresentada e da atenção que eles me deram, uma escritora correndo atrás de publicar seu primeiro livro. Assim foi a parceria.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, o meu livro e todos os livros do mundo merecem ser lidos, pois toda leitura é válida para algum conhecimento. Digo mais, a leitura de um livro não deve ser para desapreciar seu conteúdo, e sim para melhorá-lo.
O que digo para todos os leitores, leiam meu livro e leiam todos os livros que chegarem até suas mãos, pois a leitura é um dos melhores hábitos da vida, se não for o melhor.

Obrigado pela sua participação.

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29 agosto, 2022

Entrevista com José Olívio - Autor de: A TERCEIRA REVELAÇÃO

Nome literário de José Olívio Paranhos Lima.
Nascido em Catu, Licenciado em Letras com Francês pela Uneb, pós-graduando em Estudos Linguísticos e Literários pela Faculdade SS. Sacramento, facilitador de Oficina de Cordel, autor de livros de Crônicas, poesias e inúmeros cordéis. Membro da Casa do Poeta, Academia de Letras e Artes de Alagoinhas e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel, sediada no Mercado Modelo em Salvador-Ba.



O cordel A terceira revelação tem o propósito de, em apenas alguns minutos, despertar o desejo de um maior aprofundamento na codificação kardequiana, a qual veio tirar o véu dos olhos da humanidade. Utilizando-se dos recursos da estrofação, rima, musicalidade e métrica, como é comum no cordel, o leitor vai se envolvendo magicamente no recurso da oração e a partir daí lhe nasce uma vontade de saber cada vez mais sobre um assunto que até então passava despercebido. Não é à toa que a obra já mereceu milhares de exemplares e agora ganha uma impressão de qualidade ímpar, como ocorrem com os livros da Scortecci Editora.

ENTREVISTA

Olá José Olívio. É um prazer contar com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Do surgimento do espiritismo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Divulgar a Doutrina Espírita através da Literatura de Cordel.
Destina-se, sobretudo, ao público que não tem conhecimento  sobre espiritismo no meio literário.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já tenho uma certa caminhada. Sou um divulgador desta editora aqui na Bahia e há anos que encaminho autores inéditos propiciando a que realizem o "sonho " de publicar seu primeiro livro. Desde que a poeta Inês Catelli, que conheci na volta de a um Seminário em Batatais, onde ela nos levou a essa editora, e tive a oportunidade de ser apresentado a João Scortecci, não parei mais. Por sinal, nunca mais tive contato com ela e até já perguntei a João e ele também não sabe do seu paradeiro. Conheci a Casa do Poeta Lampião de Gás aonde  também nos levou resultando que, a pedido de Dr. Walter Rossi, terminei fundando aqui   a Casa do Poeta de Alagoinhas a qual em novembro do ano passado completou Bodas de Prata. Já publiquei vários livros: poesias, crônicas, e principalmente cordéis, gênero em que venho me especializando e que me tem trazido muitas alegrias. Também componho hinos, como exemplo o Hino Oficial de Aramari, no you tube e outras músicas como sambas, chorinhos, etc.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Justamente por isso nos tornamos mais úteis. Há uma imensa gleba para lavrar, esperando nosso arado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Ao participar do Seminário BRASIL, A CULTURA EM QUESTÃO  em 1987.
Na volta conheci essa Editora. Tenho encaminhado vários poetas, escritores ao longo desses anos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não somente o meu, mas toda leitura deve ser incentivada. O seu diferencial é por tratar-se da necessidade de mais espaço no meio literato para a  Literatura de Cordel, assim como levar através dele o que seja o espiritismo, sem a preocupação de empunhar bandeira. Apenas mostrando sua  ligação com a ciência, abrindo um leque de conhecimento para o leitor comum. Penso que esse livro, dada sua temática, seja o que escrevi de mais importante de tudo que escrevi até hoje. Até penso que ele, na minha trajetória de cordelista, poderia ser comparado ao Cachorro dos Mortos do rei do cordel Leandro Gomes de Barros ou o Capitão do Navio de Silvino Pirauá de Lima, pioneiros da Literatura de Cordel. Muito embora o livro de cordel Divaldo Franco, o baiano que virou cidadão do mundo (também pela Scortecci), gerou um pedido da Federação Espírita Brasileira para com seus versos (alguns no site da Mansão do caminho)  ilustrar o salão da sua sede em Brasileira para homenagear Divaldo Franco. Devo reconhecer que foi uma grande conquista.
Se estamos promovendo a leitura, estamos contribuindo para o crescimento do Brasil, e,  mais que isso, o aprimoramento da humanidade.

Muito obrigado pela oportunidade e um grande abraço a todos!

Obrigado pela sua participação.
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