08 agosto, 2022

Entrevista com Elisa De Biase Hopman - Autora de: A FLORESTA ENCANTADA

Fonoaudióloga com mestrado em fonoaudiologia pela PUC SP, trabalha com diagnostico audiológico infantil, reabilitação e habilitação auditiva e terapia de linguagem. Os livros infantis sempre fizeram parte do seu trabalho clínico, pois acredita que o mundo da leitura seja uma oportunidade fantástica para a apropriação da linguagem em todas as suas funcionalidades.
Tiago Costa
Graduado em comunicação social e pós graduado em arte-educação, atualmente trabalha como artista gráfico, xilógrafo e ilustrador, tendo como principal fonte de pesquisa para a criação de suas obras a beleza da cultura popular brasileira em suas diversas manifestações.

Diferentes animais vivem a sua rotina. A cigarra, o passarinho, o porco-espinho, a formiga, o beija-flor, o macaco, o besouro, o tucano, o pica-pau, a centopeia, as abelhas... e a floresta dá lugar a estas cenas, descritas com leveza pela fonoaudióloga Elisa De Biase Hopman e ilustradas com primor pelo artista Tiago Costa, favorecendo a imaginação e o encanto do pequeno leitor.




Entrevista

Olá Elisa e Tiago. É um prazer contar com suas participações na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro descreve por meio de versos simples cada animal da floresta. Cada página traz pequenos textos em sua maioria ritmados. Foi pensado na criança que está começando a ler, pois junto com os versos de fácil leitura há as gravuras apaixonantes do artista Tiago Costa.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surgiu com esboços de escritas que eu ia fazendo para o meu filho quando ele estava começando a ler. Os versos, porém, foram criando forma e quando mostrei para o Tiago, ele gostou muito e pensamos em apresentá-los com gravuras que iriam ser (e foram) criadas por ele a partir dos versos. 
O público destinado é sem dúvida as crianças que estão iniciando o processo da leitura e da escrita, pela simplicidade dos textos que foram escritos com leveza, ritmo e encanto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Ah, sem dúvida este primeiro me deu uma vontade muito grande de continuar escrevendo. Mas agora penso que poderia nascer alguma coisa para o público infanto-juvenil. Já tenho umas ideias que poderão ganhar vida a partir de um tema que já tenho guardado a "algumas" chaves...  não necessariamente sete rsrs.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ah, a vida do escritor no Brasil precisa estar recheada de muita vontade de escrever... além de vocação e amor à arte da escrita, o recurso financeiro pessoal muitas vezes se faz necessário. Não temos estímulo do governo ou órgãos que poderiam ajudar nesta parte.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci Editora por intermédio de uma escritora conhecida. Ela me indicou algumas opções, mas logo que escrevi para a Scortecci recebi uma resposta com propostas de publicação que me fizeram ficar. Devo dizer que a escolha foi bem feliz, pois durante todo o processo da publicação do livrinho tivemos sempre um respaldo editorial que ajudaram a mim e ao Tiago na escolha do tamanho do livro, na ordem das gravuras e em outros itens importantes que, para a nossa vivência de uma primeira publicação, foram fundamentais.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Merece sim! sem dúvida! Claro que sem as gravuras do Tiago Costa e a diagramação da Andressa Codatto o livrinho não teria a graça que tem, não teria a escolha das cores, a forma dos animais desenhados, a dança do texto com os desenhos... Cada animalzinho retratado no texto ganha forma, vida e expressão nos desenhos do Tiago! Então convido o pequeno leitor (e o grande também) a saborear o texto e os lindos desenhos do nosso livrinho que nasceu com muita vontade de trazer vida, cor e imaginação para quem o lê.

Obrigado pela sua participação.
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01 agosto, 2022

Entrevista com Aristides Faria Lopes dos Santos - Autor de: GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL NO BRASIL

Aristides Faria Lopes dos Santos 

Docente dos cursos de Bacharelado em Turismo e Técnico em Eventos Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão). Autor e organizador dos livros "Competitividade no setor de viagens e turismo: estudo de casos múltiplos no litoral paulista" (Ed. Scortecci, 2016) e "Gestão Pública Municipal no Brasil: múltiplos olhares" (Ed. Scortecci, 2020), respectivamente. Doutor (2016-2020) e Mestre (2013-2015) em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, MBA em Gestão do Ensino Superior pela Universidade Cruzeiro do Sul (2020-2021), MBA em Gestão de Projetos pela Universidade Católica de Santos (2011), Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e Bacharel em Turismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2002).

Gestão Pública Municipal no Brasil: múltiplos olhares

Estudar, experimentar e escrever sobre gestão pública municipal fizeram parte de toda a trajetória do organizador desta obra. Desde seus primeiros passos na academia, o professor Aristides Faria Lopes dos Santos demonstrou interesse pela temática. Muito desta paixão, entretanto, vem de viver as cidades por onde passou. Experimentar o espaço urbano é parte essencial deste livro, ou seja, caminhar, observar, sentir a(s) cidade(s) ajudaram a construir os “múltiplos olhares” propostos aqui. O organizador da obra partiu da premissa de que a ação governamental pode dinamizar o mercado em um dado território. Isso significa que gestores públicos devem buscar exercer a liderança e o protagonismo em suas localidades no sentido de mobilizar a sociedade em busca de prosperidade, justiça social e convívio harmonioso entre as mais variadas “tribos”. Gestão Compartilhada, Vigilância Socioassistencial, Educação, Saúde Pública, Gestão Ambiental, Cultura e Turismo são os grandes temas abordados pelas pesquisas componentes desta obra, dando título a cada uma de suas partes.
Gestão pública municipal no Brasil: múltiplos olhares encontra-se organizado em partes indissociáveis que contemplam os seguintes temas: Gestão Compartilhada, Vigilância Socioassistencial, Educação, Saúde Pública, Gestão Ambiental, Cultura e Turismo. Os artigos que integram cada uma dessas seções complementam-se e incitam à percepção holística da administração pública em nível municipal, a partir de “múltiplos olhares”. Há, naturalmente, muitas lacunas a serem preenchidas. A busca é permanente e o esforço de cada um dos autores demanda eco dos leitores. Assim, que suas experiências sejam proveitosas e os estimulem a extravasarem suas inquietações!

ENTREVISTA

Olá Aristides. É um prazer contar, novamente, com a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro surgiu de minhas orientações para elaboração dos trabalhos de conclusão de curso de pós-graduação em Gestão Pública Municipal ofertado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em 2019. A partir dos trabalhos desenvolvidos por estes alunos, convidei colegas com experiência na gestão pública em nível municipal para compor a obra. Particularmente, tive a oportunidade de trabalhar no setor público, quando meu interesse pelo assunto cresceu, o que motivou pesquisas e proposições, sobretudo, voltadas para o desenvolvimento econômico e social do país.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Ao longo da realização das orientações mencionadas aprendi muito com meus alunos, que são profissionais experientes e com excelente formação acadêmica. Assim, me vi impelido a compartilhar um pouco desta vivência com gestores públicos e estudiosos interessados nos mais variados temas relacionados à gestão pública municipal no contexto brasileiro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é meu segundo livro, mas foi é a primeira experiência como organizador da obra. O primeiro livro foi oriundo de minha dissertação de Mestrado em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, então foi muito satisfatório ter em mãos o fruto de um trabalho de dois anos. O livro “Competitividade no setor de Serviços: estudo de casos múltiplos no litoral paulista” foi publicado pela Editora Scortecci, cujos colegas foram muito atenciosos, prestativos profissionais em todas as etapas de produção do livro.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sim, é desafiador. Acredito, porém, que há muitas oportunidades para aqueles autores que conseguem encontrar seus públicos-alvo. Me refiro ao trabalho paralelo por meio de redes sociais, por exemplo. O apoio que a Editora Scortecci oferece é essencial neste sentido. Penso, também, que os autores precisam se colocar à ao alcance do público em eventos e encontros presenciais, o que ajuda, em minha visão, a humanizar seu trabalho.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há muito tempo eu tinha interesse de publicar meu livro. Este sonho parecia distante, inviável. Quando comecei a escrever minha dissertação de mestrado pensei em retomar este sonho, já que o trabalho me parecia ter tomado relevância. Além disso, o contato com profissionais tradutores e revisores me despertou para este relevante e desafiador mercado. Encontrei a editora por meio de buscas na internet por serviços editoriais e de impressão em pequena escala. Que sorte!

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Caros (futuros) leitores, faço o convite para que leiam “Gestão Pública Municipal no Brasil: múltiplos olhares”. Um livro pautado pela diversidade e o diálogo com profissionais expoentes em suas áreas de atuação. Eu gosto muito da combinação dos assuntos abordados pelos autores, o que marca os “múltiplos olhares” propostos nesta coletânea de artigos técnicos, ricos em experiência e discussões teóricas sobre gestão pública em nível municipal.

Obrigado pela sua participação.
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12 junho, 2022

Entrevista com Luís Bianco - Autor de: ANGÚSTIA E ANSIEDADES


Luís Bianco
É Psicanalista.







A angústia nos afeta ao menos uma vez na vida, de acordo com Sigmund Freud, o criador da Psicanálise. A alguns, ela atormenta por toda a vida. O livro mostra como a herdamos de nossos ancestrais e, como, ao longo da vida, cada uma das fases tem sua angústia característica, cada uma delas tendo como modelo aquela inicial, do nascimento, caracterizada pelo medo do desamparo, da perda, do abandono. O livro analisa a relação entre angústia e ansiedade, uma vez que esta última, muito embora possa, por vezes, estar associada à primeira, em outras situações pode estar relacionada com a euforia, com o bem-estar. Diante dos desafios cada vez maiores, impostos a cada pessoa pela sociedade moderna, o objetivo da obra é contribuir para um maior entendimento dos sentimentos que a afetam, principalmente daqueles dos quais muitas vezes não tem consciência e que a impedem de usufruir uma vida plena.

ENTREVISTA

Olá Luis. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Como o próprio título - Angústia e Ansiedades – sugere, ele trata, dentro de uma perspectiva da Psicanálise, desses sentimentos que a muitos seres afetam.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Como Psicanalista chamou-me a atenção o fato de que, à palavra Angústia na obra de Sigmund Freud, correspondeu, na tradução pioneira, dela, para nosso idioma, Ansiedade.
O livro analisa, então, a relação entre angústia e ansiedade, uma vez que esta última, muito embora possa, por vezes, estar associada à primeira, em outras situações pode estar relacionada com a euforia, com o bem-estar.
Nesse sentido e, pela importância que aqueles sentimentos têm no que se refere à saúde psíquica, a obra destina-se a um público amplo, desde o leigo - uma vez que o tema é apresentado de forma didática, porém, sem simplificações - até a estudantes e profissionais da área.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Apesar de escritos esparsos, esse é meu primeiro livro. Espero que não seja o único.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Entendo que não seja nada fácil a vida de um escritor no Brasil. Mas, confio, vendo o esforço de abnegados, que, no futuro, a leitura ocupará o lugar que merece na cultura do país.

 Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de um amigo escritor.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, o livro merece ser lido pois, diante dos desafios cada vez maiores, impostos a cada pessoa pela sociedade moderna, o objetivo da obra é contribuir para um maior entendimento daqueles sentimentos que a afetam, principalmente aqueles dos quais muitas vezes não tem consciência e que a impedem de usufruir uma vida plena.
Às minhas leitoras e aos meus leitores, meus sinceros agradecimentos e votos de que o livro lhes seja útil.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Maria Teresa Botton - Autora de: ASA LINDA

Maria Teresa Botton

É psicóloga formada pela PUC-SP.
Dedicou quarenta anos de sua vida profissional ao desenvolvimento de pessoas ora em consultório, ora na vida corporativa como diretora de Recursos Humanos. Atualmente atende em consultório (psicoterapia e desenvolvimento de carreira) tendo iniciado uma nova atividade profissional, com a qual espera estimular o desenvolvimento de pessoas por meio da escrita, compartilhando experiências e despertando reflexões sobre questões do dia a dia, o que já fez no passado com publicações em jornais. Concluiu em 2018 a pós-graduação Formação de Escritores (não ficção e literatura infantojuvenil) do Instituto Vera Cruz.
Este é seu segundo livro. O primeiro, “Um remédio chamado Piri Mini Li”, foi publicado em 2019. Conta a experiência que teve com sua Yorkshire: o motivo que levou à decisão de ter uma cachorrinha, a escolha, a introdução dela em sua rotina, os prazeres e cuidados, até ela partir. Encerra mostrando os aprendizados e as “curas”, resultado dessa rica vivência.

Essa é a história da borboleta Asa Linda, que, vítima da inveja de um grilo, ficou com algumas dificuldades. Não conseguia voar direito e às vezes era simpática, às vezes mal-educada. Ninguém podia saber o que dela esperar. Era preciso na praga pôr um fim para viver bem e ser feliz. Só o leitor esperto e curioso que nessa obra navegar é que vai saber como a comovente história vai terminar.

ENTREVISTA

Olá Maria Teresa. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro conta a história da borboleta Asa Linda que foi vítima da inveja de um grilo que rogou uma praga. Só abre uma asa por vez. Esse problema perturba sua vida, não consegue voar direito e nem ser feliz. Mas, resolveu ser forte e procurar dentro de si os recursos para superar o problema. É preciso pela história navegar para saber como tudo vai terminar.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Adoro borboletas, comecei a observá-las e descrever suas asas. Nesse processo a história foi nascendo espontaneamente. É uma história ilustrada para crianças, mas cujo conteúdo pode ser aproveitado por qualquer pessoa.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Espero que seja o segundo de muitos. O primeiro: Um remédio chamado Piri Mini Li conta a história do meu relacionamento com minha Yorkshire, a função que teve na minha vida, em termos afetivos, o que desenvolvi e aprendi através do relacionamento com ela. A intenção é compartilhar a experiência pela qual muitas pessoas passam sem ter consciência.
Nessa linha de compartilhar experiências ou provocar reflexões é que estão os próximos projetos. Uma história infantil, sobre uma menina que engole um sapo, um baseando em meu relacionamento com meu neto, situações que vivemos, sob o ponto de vista dele e do meu. Textos com base na realidade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que tem muito trabalho a ser feito.
O escritor não pode ser só escritor se quiser se colocar o mercado. Precisa atuar em diferentes papéis, além do de autor da obra.
Precisa ser marketeiro para divulgar seu trabalho, saber usar meios digitais para formar seu grupo de leitores, saber se aproximar do nicho que quer atingir, enfim, mesmo que uma editora publique seu livro, ainda assim, ele tem um grande trabalho a fazer.
Além do próprio trabalho do escritor, que independentemente do mercado vai escrever, se esta for sua forma de expressão, vejo como muito importante o trabalho das editoras. Scortecci por exemplo promove de diversas formas seus clientes, outras oferecem cursos para o escritor aprender a se promover, ensinam o uso de redes digitais, entre outras recursos. Há também o trabalho de promover o interesse pela leitura através de palestras, discussões de livros, painéis, recitais, etc
Há o lado das famílias e escolas que também são os ambientes onde o leitor pode ser formado, descobrindo o prazer de investir seu tempo em leitura e sentir a múltipla possibilidade de aprendizado, reflexão, conhecimento, auto-desenvolvimento e lazer.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de duas colegas que fizeram a pós-graduação em formação de escritores comigo no Vera Cruz e publicaram seus livros com a Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sem dúvida, Asa Linda merece ser lido por ser uma história que vai levar o leitor a pensar sobre si mesmo e sobre sua força interna para superar questões. Não é um livro de auto-ajuda, é uma história simpática, cujo conteúdo inevitavelmente leva à reflexão.

Obrigado pela sua participação.



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06 junho, 2022

Entrevista com Matheus Souza Zanardini - Autor de: ASSIM NASCE O SILÊNCIO

Matheus Souza Zanardini
Nascido em Santa Catarina, em agosto de 2004, filho de professores da área de educação no ensino superior, é estudante concluinte do ensino médio, e escritor de poesia. Participa regularmente das antologias poéticas organizadas pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE), e prática ilustrações. Em 2016, iniciou pequenas produções na área de poesia e artes visuais, e, embora sua escrita não esteja diretamente vinculada à uma escola literária específica, suas ilustrações podem ser compreendidas no espectro do surrealismo distópico da arte contemporânea.


É a narrativa de uma jornada introspectiva do protagonista anônimo e da forma com que sua mente transforma palavras em silêncio. A obra acompanha a forma com que este processo isola os instantes provenientes da linguagem artística, enquanto estes ecoam de múltiplas formas no "fazer poético" do protagonista. Este, por sua vez, involuntariamente passa a transformar as relações de sentido das palavras líricas em densas construções mentais, até que estas se esvaziem com o tempo e tornem-se silêncio, revelando o verdadeiro sentido de cada palavra que as construiu. Para tal propósito, o texto conta como palco o arranjo meta-artístico entre a poesia em sonetos, a prosa poética, e ilustrações, repetindo em manifestações artísticas os diálogos estabelecidos pelo pensamento do protagonista.

Entrevista

Olá Matheus. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
O livro é um ensaio literário acerca do papel do silêncio na linguagem artística, apresentando a argumentação de que a linguagem humana é feita de palavras, e tais palavras valem tanto quanto o intervalo que as separa. Tal intervalo é o silêncio; o ponto linguístico que culmina na transformação dos instantes em ideias, estabelecendo para cada intervalo vivido um novo ponto de partida para que a linguagem seja estruturada e efetuada novamente.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia surgiu a partir da reflexão de interpretar o que significaria o silêncio, visto que nas nossas vidas jamais poderia haver um momento de suspensão absoluta de ruídos ou de como estes ressoam na mente. Então, deparei-me com a ideia de propor uma nova interpretação ao termo e sua significação, construindo através da literariedade um silêncio que representaria não a ausência de sons, mas sim a transição entre as palavras e os estados que as carregaram. Quanto ao público ao qual a obra se destina, ela não é designada para um público específico, podendo ser direcionada para qualquer pessoa.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pretendo publicar mais dois livros, ao menos; um dos quais já está finalizado, e outro já está em produção; planejo compor assim uma trilogia onde cada uma das obras representará, respectivamente, o silêncio, o passar do tempo, e a tristeza. Meu próximo livro a ser publicado chama-se Contos Etéreos de Vidas Mundanas, e trata-se de uma composição de contos escritos em prosa poética acerca da dilatação do tempo através da forma com que percebemos o passar dos instantes em nossa compreensão.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É, sem dúvidas, um cenário triste, visto que o incentivo pela leitura é cada vez mais escasso, e, quando ocorre, tende a valorizar exclusivamente obras estrangeiras.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a editora através de meu tio, que também é autor de um livro publicado por esta respeitada Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Em valorização de meu trabalho e do processo de produção da obra, eu diria que meu livro vale a pena ser lido, pois considero que este pode apresentar ao menos um leve entretenimento de algumas horas, além de conter uma reflexão não muito comum sobre o grau interpretativo do silêncio, de sua importância, e paradoxal valorização para manter o valor atribuído à relação de sentido das palavras. Aos meus leitores, tenho um agradecimento e um convite a serem feitos: primeiramente, muito obrigado pelo apoio através da leitura de meu livro, e, segundamente, convido-vos a conhecer, futuramente, minha próxima obra: os Contos Etéreos de Vidas Mundanas, que deve ser publicado até o início de 2023.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Priscila das Graças Paes - Autora de: A MENINA MONODENTE DO CABELO ESVOAÇANTE

Priscila das Graças Paes
Nascida em São Paulo, filha de Maria das Graças e Antônio, irmã caçula de André e Patrícia, iniciou sua jornada no Magistério. Formou-se em Ciências Físicas e Biológicas (Bacharel e Licenciatura) e concluiu sua Pós-Graduação em Neuroaprendizagem. Atualmente trabalha como Professora na rede municipal de São Paulo, além de ter atuado por 10 anos na rede estadual. Quando pequena, gostava de escrever "livrinhos" utilizando os papéis que seu pai trazia do trabalho. Hoje, esposa do Victor e mãe da Cecília, vive um ciclo intenso de amor e inspiração, trazendo da infância a vontade de escrever novamente suas histórias.

A menina monodente do cabelo esvoaçante
Quem disse o que é feio ou bonito? E o que você faria se fosse criança e pudesse responder certas falas? Somos impostos constantemente a seguir padrões que os outros acham que são "corretos", principalmente na infância, e que ao longo da vida podem trazer pensamentos distorcidos. "A menina monodente do cabelo esvoaçante" vem apresentar, de uma forma lúdica e simples, a liberdade e a beleza de ser o que somos e o que queremos. Não existe nada errado, apenas existe sermos felizes como somos e valorizarmos cada detalhe que compõe nosso ser. Sejamos felizes! Sigamos felizes! Nascemos pra isso!

Entrevista

Olá Priscila. É um prazer contar a sua participação na Revista do Livro da Scortecci

Do que trata o seu Livro?
Da importância de valorizarmos o que somos e amarmos cada detalhe que compõe nosso ser!

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Desde criança eu escrevo. Sempre gostei de histórias, principalmente rimadas. A ideia da “menina monodente” surgiu na verdade trabalhando com meus alunos adolescentes. Nesta fase eles trazem consigo da infância muitos complexos, dores e padrões impostos pela sociedade que acabam travando a vida e a vivência desses jovens. Então fiquei pensando: como poderia falar com as crianças que elas precisam sair deste contexto e se tornarem um dia jovens mais felizes? Certa vez fui tirar uma foto da minha filha e ela tinha um único dente na época e seus cabelos estavam esvoaçantes. Naquele instante a história todinha surgiu na minha mente. Foi um momento único! E hoje as crianças podem conhecer a menina monodente e serem felizes junto com ela!

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é meu primeiro livro...de muitos! Não quero parar. Tenho atualmente mais um pronto e outro em andamento, mas ainda sem previsão de publicação.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Definitivamente difícil! Inclusive quando publicamos um livro, muita gente à nossa volta quer um de presente, não entendendo por vezes que isso é fruto de um trabalho. Sou uma escritora em construção, aprendendo a caminhar neste mundo e minha luta é valorizar nossos escritores e dar mais visibilidade. No meu Instagram (@priscilapaes18) dou dicas de livros infantis e indico um site que possa adquiri-lo. É o início e uma forma de mostrar o trabalho dessa galera!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de uma amiga que também publicou seu livro na editora. Ela me incluiu em um grupo de escritores e lá consegui muitas dicas e informações.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A menina monodente precisa não só ser lida, mas também fazer parte do dia a dia das crianças! Ser feliz não deve ser pra poucos, deve ser pra todos! Amar cada detalhe que compõe nosso ser, nos tornam pessoas melhores e mais felizes.

Obrigado pela sua participação.

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